Oi pessoal!
O terceiro dia de viagem foi o dia das três cidades H. Começamos com Hillerød, ao norte de København, onde fica o maior e um dos mais famosos castelos do país, o Frederiksborg Slot. Fomos para lá exclusivamente por causa do castelo, um dos mais bonitos que já vi, construído todo em tijolos vermelhos sobre três pequenas ilhas em um lago. Ele foi construído por Christian IV e o seu nome faz referência a seu pai, Frederik II. A propósito, eu diria que o nome Frederik está para a Dinamarca assim como Victoria está para os britânicos, dado a quantidade de ruas, obras e lugares com esse nome. Não tínhamos muito tempo, por isso depois de observá-lo bastante, voltamos para a estação de trem, em direção a Helsingør.
Frederiksborg Slot, Hillerød
Frederiksborg Slot, Hillerød
Frederiksborg Slot, Hillerød
Frederiksborg Slot, Hillerød
Frederiksborg Slot, Hillerød
Helsingør fica ainda mais ao norte e é uma cidade litorânea, separada por poucos quilômetros (20 min de ferry) de Helsingborg, na Suécia. Estrategicamente localizada, ela possui um castelo-forte, o Kronborg Slot, onde podemos ver diversos canhões apontados na direção do mar. O castelo em si é menos bonito que o Frederiksborg, mas é mais famoso mundialmente, por ter sido imortalizado na obra Hamlet, de Shakespeare (que chama Helsingør de Elsinore). Em um parque da cidade, está inclusive o suposto túmulo de Hamlet.
Por estar muito perto da Suécia, o fluxo de ferries é intenso por lá, com mais de cinco saídas por hora. Como podíamos usar o ferry com nosso InteRail, aproveitamos para dar um pulo em Helsingborg!
Flores, Helsingør
Flores, Helsingør
Flores, Helsingør
Fonte, Helsingør
Kronborg Slot, Helsingør
Kronborg Slot, Helsingør
Canhão no Kronborg Slot, Helsingør
Praia no Kronborg Slot, Helsingør
Praia no Kronborg Slot, Helsingør
Kronborg Slot, Helsingør
Ferries e praia no Kronborg Slot, Helsingør
Túmulo de Hamlet, Helsingør
Nosso barco se chamava Hamlet e era bem legal. Tinha uma espécie de mini-shopping center (bem mini), mas nós ficamos o tempo todo da ida lá em cima, onde a vista era melhor. No caminho, tivemos uma vista legal do Kronborg Slot, de Helsingborg e encontramos várias medusas no caminho. Aparentemente, elas gostam bastante daquela região...que deve ser bem perigosa para praticar natação!
Hamlet, Helsingør-Helsingborg
Mar (e medusas), Helsingør-Helsingborg
Kronborg Slot visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg
Mar visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg
Helsingborg visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg
Ao chegar em Helsingborg, já deu para perceber que ela era bem mais agitada que Helsingør, com mais pessoas andando nas ruas, não necessariamente turistas, como era o caso. A Rådhuset (prefeitura) lembra um castelo, com torres "pontudas", também em tijolos vermelhos, muito bonita! A grande rua ao seu lado dá direto no Kärnan, uma torre medieval, único resquício de uma antiga fortaleza dinamarquesa, que protegia, junto com o Kronborg Slot, a entrada para o mar Báltico. A torre fica a uma certa altitude, acessível depois de uma longa escada (ok, ela nem é tão longa assim, mas quando se tem uma mochila gigante nas costas no final de um dia de caminhada...). Mas a vista é bem legal lá de cima, pois dá pra ver, além da Rådhuset, a cidade de Helsingør. Sem mais energias, começamos a jornada de volta até København, onde "dormiríamos".
Rådhuset, Helsingborg
Kärnan, Helsingborg
Kärnan, Helsingborg
Cidade vista da Kärnan, Helsingborg
Começamos com o ferry, depois um trem e finalmente uma caminhada até o albergue, que não ficava ao lado da estação de trem. Chegamos relativamente cedo e nossos planos eram de dormir igualmente cedo. Conseguimos nos deitar cedo, mas não dormir. Além do entra-e-sai de pessoas, que aumenta com o número de camas no quarto (14), aconteceu algo extremamente chato com a CHV, mas não vou entrar em detalhes aqui. Acordamos estressados e depois foi difícil dormir. E para piorar a situação, tinha uma sinfonia de roncos dentro do quarto. Em um dado instante, eu quase peguei minha câmera para registrar, pois estava quase cômico. De um lado, os roncos, de outro, as pessoas fazendo barulhos para tentar acordar os roncadores. Mas não adiantava. Um indivíduo teve que balançar com bastante força o fulano que estava dormindo na cama em cima da minha para avisá-lo que "se ele não fizesse menos barulho, sua vida estaria em risco". No fim das contas, acho que não dormi nada, mas pelo menos aprendi que não se deve dormir em um albergue sem seu protetor de ouvidos!
À plus!!!