sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

19/12/2009: Budapest

Oi pessoal!

Primeiro dia de viagem: sorte, frio, casa, Duna, corrente, Buda, labirinto, sauna, frio, neve, nevasca, arte, luzes, marché de Noël, neve, heróis, Champs-Élysées.
Como em minha viagem para a Grécia, tive que acordar bem cedo para pegar meu voo para Budapest, que saía de Orly às 6h55. Justamente nesses dias, uma onda de frio intenso chegou à Europa, o que trouxe neve a muitas das capitais, incluindo Paris. O problema é que a neve atrapalha os transportes, levando a cancelamentos de voos. Na véspera da viagem, confesso que já estava com medo, e quando cheguei no aeroporto, senti um frio na barriga. Várias pessoas em frente ao guichê da easyJet, reclamando. Pensei: "já era, meu voo foi cancelado". Por sorte imensa, era apenas o voo para Berlin, pois não tinha nevado nem em Paris nem em Budapest durante a noite, então as pistas estavam utilizáveis. Só um pequeno atraso na saída, para tirar o gelo de cima do avião.
O voo foi tranquilo, sem problemas, e a chegada a Budapest foi bem branca. A cidade ainda estava coberta de neve e estava frio. Muito frio. Cerca de -8ºC.

Meu avião, Budapest

Assim que saí do avião, comprei uns forintes e fui procurar o tal do ônibus 200E que me levaria até o metrô. Apesar da falta de indicações, consegui me virar bem. A propósito, fica a dica: Budapest não é a melhor das cidades no quesito indicações turísticas. Antes de ir para o albergue, passei na estação de trem, comprar o último bilhete que me faltava para toda a viagem. Esse bilhete vai ficar para a História...não consegui comprar pela net, nem na estação de trem aqui na França, nem consegui que minha amiga comprasse pra mim na Alemanha. E ainda virá mais...
Cheguei no albergue e, depois de um pequeno espanto pelas instalações atípicas (o albergue ficava em uma espécie de cortiço), levei outro espanto pela recepção 5 estrelas que tive. Eu era o único no albergue e fui tratado como um rei. Locais super limpos, bem decorados, aquecidos, direito a banheira, televisão e computador. Foi muito bom. Mas não podia perder meu tempo no albergue, tinha que aproveitar as poucas horas de luz para conhecer a cidade.

Prédio onde ficava meu albergue, Budapest

Budapeste é uma cidade bonita, mas não muito bem conservada. Pelo que a moça do albergue me disse, a Hungria está um pouco atrasada em relação aos outros países do Leste no quesito "desenvolvimento". De fato, isso é perceptível. É muito nítida a influência selvagem do capitalismo nessas cidades, que por décadas fizeram parte da URSS. A impressão que tive foi que assim que a URSS acabou, todas as grandes empresas correram para lá, afim de conquistar novos mercados. E em Budapest parece que essa influência foi mais sutil.
Originalmente duas cidades distintas separadas pelo Duna (Danúbio), Buda e Pest foram fundidas no século XIX. Em Buda, encontra-se a maior parte das atrações turísticas, enquanto em Peste está o comércio da cidade. Comecei minha visita por Peste, na verdade foi o caminho do albergue até o Duna. Passei pela Operaház e pela Szent István Bazilika, até chegar à bela e famosa Széchenyi lánchíd (Ponte da Corrente), que parece uma ponte com dois Arc du Triomphe no meio. Preciso lembrar que as ruas estavam cobertas de neve, algo a que me acostumei durante os 16 dias de viagem...

Szent István Bazilika, Budapest

Széchenyi lánchíd e Budai Vár, Budapest

Atravessando a ponte, temos uma bela vista de Budai Vár, o Palácio de Buda, que fica no alto de uma colina. Na verdade, esse palácio, como o de Praha, é uma espécie de burgo, ocupando uma boa área da colina. Obviamente eu subi a colina a pé, algo que se mostraria bem mais fácil que a descida...lá de cima, uma bela vista de Peste.

Colina em Buda, Budapest

Buda e Peste separadas pelo Duna, Budapest

Os pontos interessantes em Buda são, além do Palácio em si: Halászbástya, uma espécie de terraço com belas vistas da cidade; Mátyás templom, uma simpática igreja com um belo teto, que infelizmente estava em reforma parcial; e Budavári Labirintus, um conjunto de cavernas aberto ao público, passeio bem mais assustador que as Catacombes parisienses, principalmente pelo fundo musica de tambores. Ao entrar no Labirinto, pela primeira das n vezes (em que n é um número bem grande) durante a viagem, senti que entrava em uma sauna. A sensação é horrível. Você sai das temperaturas deliciosas do exterior e entra em um lugar quente e muito úmido. Resultado para um míope: óculos instantaneamente embaçados. Algo que me irrita profundamente.

Halászbástya, Budapest

Budavári Labirintus, Budapest

Budavári Labirintus, Budapest

Depois do meu passeio pelas cavernas de Buda, novo choque térmico, acompanhado de uma nevasca. A mais forte que já vi e provavelmente verei por um bom tempo. Em questão de minutos, o chão foi coberto de neve fresca e a visibilidade despencou. Aproveitei e entrei no Budai Vár, onde funciona a Galeria Nacional. Ela possui a maior coleção pública de obras documentando a arte húngara, principalmente pinturas dos séculos XIX e XX. Infelizmente fotos não são autorizadas.

Neve, Budapest

Budai Vár, Budapest

Como pude constatar, a neve não parou de cair desde que eu entrara no museu, o que resultou em uma bela e espessa camada de neve fresca no chão. Com exceção do ski em Chamonix, foi a primeira vez que vi e andei no meio de tanta neve. Mesmo à noite, uma nevasca tem seus charmes, principalmente em cidades e locais bem iluminados, como o caso de Budai Vár. A neve difratava a luz dos holofotes que iluminavam o palácio, resultando em efeitos quase artificiais (lembrava uma aurora). Uma pena que estava frio e a neve queria entrar na lente da câmera, caso contrário eu ficaria lá horas vendo e tirando fotos.

Budai Vár, Budapest

Budai Vár, Budapest

Széchenyi lánchíd, Budapest

Como eu disse, a descida da colina não foi tão fácil quanto eu imaginava. Em primeiro lugar, como havia muita neve, eu não conseguia ver direito o caminho e eu acabei me "perdendo" um certo momento. Além disso, pelo mesmo motivo, eu levei vários tombos, porque não dava pra saber qual o nível original do chão. Depois dos escorregões, finalmente cheguei ao Duna.

Neve, Budapest

Budai Vár, Budapest

Széchenyi lánchíd, Budapest

Antes de voltar para o albergue, dei uma volta pelo centro e fui ao Marché de Noël. Viajar nessa época, apesar do frio e da falta de luz, tem essa vantagem. Pude ver Budapest, Bratislava, Wien e Praha decoradas para o Natal e, melhor de tudo, visitar suas feiras de Natal. Nessas feiras, vende-se de tudo, mas principalmente comidas e bebidas (vinho quente). Nesse dia, acabei não comprando nada, principalmente por causa da neve que incomodava.

Centro, Budapest

Marché de Noël, Budapest

O último ponto visitado do dia foi a ampla Hősök tere, Praça dos Heróis, que lembra bastante um monumento no Parque del Retiro em Madrid. Ela fica na extremidade da Andrássy út, a Champs-Élysées de Budapest, de acordo com a moça do albergue. Entre nós que ela exagerou um pouco.

Hősök tere, Budapest

Andrássy út, Budapest

De volta ao albergue, jantei, tomei um agradável banho de banheira e assisti a um pouco de televisão, algo que não fzia há séculos.

Tschüss!!!

Viagem Leste Europeu 2009-2010

Oi pessoal!

Como prometido, lanço o diário da minha mais recente e maior viagem já feita até então. Foram 16 dias fora de casa. Saí de Paris na manhã do sábado dia 19/12/2009 e voltei também de manhã, na segunda-feira dia 04/01/2010.
O roteiro incluiu as "capitais do Leste" e outras cidades, como vocês podem conferir abaixo:

19/12/2009: Budapest
20/12/2009: Budapest - Bratislava
21/12/2009: Bratislava - Wien
22/12/2009: Wien
23/12/2009: Wien
24/12/2009: Praha
25/12/2009: Praha
26/12/2009: Praha
27/12/2009: Wrocław - Kraków
28/12/2009: Kraków
29/12/2009: Oświęcim - Kraków
30/12/2009: Warszawa
31/12/2009: Berlin
01/01/2010: Berlin
02/01/2010: Berlin
03/01/2010: Potsdam - Berlin

A viagem foi repleta de experiências interessantes. Muito frio, muita neve, muitas pessoas legais, lugares fantásticos, museus interessantes, comidas gostosas (começo a fazer turismo gastronômico também), muita História, excelentes albergues, ótimos companheiros de quartos, hospitalidade de dar inveja, poucos euros gastos, muitas moedas adicionadas à minha coleção, várias feiras de Natal, algumas loucuras e muitos quilômetros andados.
Houve alguns imprevistos principalmente no início da viagem, cujos detalhes vocês saberão em breve, mas devo admitir que tive bastante sorte, porque no fim das contas consegui ver tudo o que queria.
É difícil fazer comentários gerais sobre esta viagem, visto que conheci diferentes países e culturas, mas ainda assim tenho algumas observações (é possível que eu repita algumas coisas depois):

- durante o inverno, é preferível viajar de ônibus que de trem na região, principalmente quando neva. O frio e a neve podem causar grandes transtornos à rede ferroviária, incluindo cancelamentos de viagens
- viajar de ônibus pode ser mais confortável e até mais rápido que viajar de trem, além de ser mais barato (ok, existe também o critério ecológico...)
- se tiverem a oportunidade, passeiem pelas feiras de Natal, principalmente em Wien. Elas são ótimas para os amantes de vinho quente, de comidas diversas e de enfeites de Natal
- gostei de todos os lugares visitados, especialmente de Wien e Praha. As duas são cidades lindas, principalmente sob o céu azul. Além da beleza, Wien me impressionou pela organização (deu uma vontade de morar lá...), enquanto Praha foi particular pois fiquei na casa da família de uma amiga da Chimie
- a Polônia me pareceu um país muito bom para se viajar, com pessoas acolhedoras, muita História, excelente comida e tudo muito barato (preço brasileiro, eu diria)

Bem, chega de observações, o resto fica para mais tarde.

À bientôt!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XI

Oi pessoal!

Bem, no fim das contas vocês nem precisaram esperar muito pela nova temporada. Seguindo a Lei de Murphy, era esperado que hoje, dia da minha importantíssima entrevista de estágio, houvesse problemas no RER B.
Ele ficou bizarro o dia inteiro. Devido a causas suspeitas, como de costume. A sorte é que eu não tive aula de manhã (acho que a pobre professora de inglês ficou presa no aeroporto congelado em Dublin, por isso nossa aula foi cancelada), então eu tive tempo de sobra pra ir até La Défense de metrô (o percurso é cerca de duas vezes mais lento que o de RER B+A).
Como eu estava em casa, pude acompanhar a evolução do tráfego em tempo real e me deparei com a situação abaixo:

Boletim informativo da RATP

O curioso é que só existem 5 linhas de RER, ou seja, apenas o mítico RER E, usado por não-sei-quem, estava funcionando normalmente no momento. Na verdade, eu acho que as pessoas por aqui andam mais preguiçosas que de costume por causa do frio. Li em um jornal que mesmo depois do fim da greve no RER A, a linha continua fortemente perturbada. Eu, particularmente, mesmo com todo meu otimismo, não acredito em uma melhora da situação nos próximos anos. Coitada da população da região parisiense que depende desse serviço tão mal prestado.
Sobre o frio, tenho mais uma impressão de tela para vocês, que achei igualmente curiosa. Notem a cor da célula com a temperatura mínima prevista para hoje. Não é nem mais azul, mas sim roxa, de tão frio.

Previsão do tempo para os próximos dias em região parisiense

E uma última observação: a entrevista para o estágio foi muito bem, estou bastante otimista. Assim que tiver notícias conto para vocês.

Arrivederci!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Primeira do ano

Oi pessoal!

Bem, como podem constatar, estou de volta depois de 16 dias de aventuras. A viagem foi excelente, bem recheada de neve, de frio, de caminhadas, imprevistos...
Os detalhes, como sempre, ficarão para mais tarde, pois o começo deste ano está quase tão corrido quanto o final do anterior...mas as coisas importantes a fazer são menos abundantes. Em especial, preciso me preparar para uma entrevista de estágio super-importante nesta sexta-feira, além de uma apresentação para a aula de inglês (que fora adiada por causa de outra entrevista de estágio), na mesma sexta-feira.
Isso significa que, em princípio, as altas prioridades acabam logo. Mas as médias vem logo em seguida: arrumar fotos, mandar alguns e-mails, arrumar a casa, procurar meu novo computador, aproveitar as liquidações de inverno, assistir a Avatar, adiantar projetos para a École e, claro, atualizar o blog.
Para não privá-los das notícias mais recentes enquanto escrevo o diário de viagens, decidi por postar tudo desde o começo, inicialmente apenas com palavras-chave, depois com fotos e, enfim, com as aventuras. Isso será feito provavelmente até o final de semana.
Quanto às notícias atuais: está frio em Paris, hoje nevou "bastante" (depois de voltar de países realmente frios, acho que ficarei frustrado com a neve parisiense...) e a previsão é de mais neve para os próximos dias. Se realmente nevar bastante, pretendo fazer minha visita de inverno a Versailles neste final de semana. Ontem visitei uma estação de tratamento de efluentes com a École, foi bem interessante, apesar de frio e fedido. E tenho duas saídas de ski previstas para este inverno, como atualizado no campo Prochains Arrêts.
E como esta é a primeira postagem do ano, aproveito para desejar de novo um Feliz Ano Novo! Que 2010 seja um ótimo ano cheio de boas coisas para todos!

Bis bald!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Última do ano

Oi pessoal!

Esta é a 213ª e última postagem de 2009. Não farei uma retrospectiva do ano pois, como sempre, estou sem tempo, só vim para dizer algumas coisas.

1. Paris está branca. Coberta de neve, a cidade está linda. Espero que a neve volte depois da minha viagem, pois agora não tenho tempo para brincar lá fora...fotos para fazer inveja!

Jussieu, Paris

Place Jussieu, Paris

Place Jussieu, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Vista da minha janela, Paris

2. Terminei de fazer as malas, faltam agora só alguns pequenos detalhes sobre a viagem (mapas, principalmente). Saio sábado de manhã e volto só dia 04/01 de manhã. Não esperem postagens tão cedo. O roteiro, em princípio, é o seguinte: Budapest - Bratislava - Wien - Praha - Wroclaw - Kraków - Warszawa - Berlin. Muito frio me aguarda, por isso rezem para São Pedro amenizar um pouco a situação enquanto eu estiver por lá (neve pode!) ;)

3. Amanhã tenho entrevista de estágio (torçam por mim!) e uma prova (não precisam gastar suas preces desta vez).

4. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos!

À bientôt!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo X

Oi pessoal!

O último capítulo da temporada 2009 da novela N'importe quoi sur le RER B terá como protagonista o irmão rebelde do RER B, o RER A. Para contextualizá-los, o RER B faz o Norte-Sul enquanto o RER A faz o Leste-Oeste, grosso modo. Mais movimentada linha da Europa, o RER A passa por importantes pontos em Paris e passa por La Défense, mais importante centro econômico da França.
Desde terça-feira passada, o RER A está com sérios problemas. Seguindo um "aviso prévio de greve ilimitada", só há trens nas horas de pico e ainda com frequência reduzida. Coitados dos trabalhadores e estudantes que precisam dessa linha...e também da Disney, que deve estar tendo um belo prejuízo com essa brincadeira, porque o acesso aos parques é pelo RER A. E quando eu digo "desde", é "desde" mesmo, ou seja, já 10 dias de greve. E sem previsão de melhoras. Quem sabe depois do artigo do Figaro denunciando os altos salários e pouco tempo de trabalho dos condutores os sindicatos resolvam acabar com a palhaçada.
Com ciúmes, o RER B não iria deixar que toda a atenção se voltasse para o RER A, então ontem também teve uma pequena perturbação, 3/4 trens nas horas de pico. Nada muito grave.
O que eu posso dizer para vocês agora é: aguardem pela temporada 2010 da série N'importe quoi sur le RER B, acredito que muito em breve retomaremos os episódios!

À plus!!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Congelamento

Oi pessoal!

Como a pasteurização, o congelamento é um processo bastante utilizado na preservação de alimentos. Muito versátil, ele diminui a velocidade de decomposição da matéria orgânica e "impede" o crescimento de microorganismos ao transformar a água em gelo (gelo, ao contrário da água, não é solvente, logo reações químicas no gelo são um tanto quanto raras). O estudo do processo de congelamento é igualmente um belo problema de fenômenos de transporte e de operações unitárias, mas um pouco mais complexo, visto que coeficientes de condução térmica nas carnes, massas, legumes etc não são bem "estabelecidos".
Esta semana será dura em Paris. Depois de um outono relativamente quente, sem um floquinho de neve, temperaturas "agradabilíssimas" nos aguardam nesta véspera de inverno (que começa dia 21 de dezembro). Ontem, ao acordar, me deparo com meus primeiros floquinhos da estação, que foram bem escassos. Hoje, vejo o teto do prédio em frente branco de gelo, com uma poça de água congelada. A previsão para a semana é de céu azul (parece até brincadeira), portanto nada de neve, mas as temperaturas podem atingir até -11°C. E a máxima para a semana é de 1°C, uma delícia!
Acho que as massas de ar frio do Ártico efetivamente leram minha postagem e vieram correndo para Paris...

Hasta luego!!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Jingle bells, jingle bells...

Oi pessoal!

Uma breve atualização da lista de coisas a fazer antes de viajar.

- compras para a viagem (só alguns acessórios)
- rapport de Stratégie Industrielle
- planejamento da viagem (falta pouco...todas as reservas já estão feitas, pelo menos)
- examen Management des Risques Chimiques
- entretien stage 3A
- passear por Paris decorada para o Natal

A ideia inicial é matar quase tudo até amanhã, deixando apenas a preparação para a entrevista de estágio para depois. Mantenho vocês informados sobre meu progresso.

Tschüss!!!

La Tour Eiffel fête ses 120 ans

Oi pessoal!

Como prometido, algumas fotos do espetáculo de luzes na Tour Eiffel, em comemoração aos seus 120 anos. Elas ficaram bem melhores que as anteriores, já que agora tenho um tripé, mas ainda assim não estão perfeitas, porque havia muita gente lá e eu não consegui um espaço muito bom...

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Além disso, descobri que tem uma pista de patinação e um marché de Noël lá!

Bis bald!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Musée du Louvre - 17ème fois

Oi pessoal!

Continuando a série de visitas-estudo ao Louvre, ontem me dediquei às pinturas francesas. É a maior coleção de pinturas do Louvre e consequentemente uma das maiores do mundo. Estimo que as telas ocupam cerca de 100 salas do museu. Como no caso das pinturas italianas, vou fazer uma breve descrição cronológica dos estilos, obras e autores.
A chamadas pinturas primitivas francesas datam dos séculos XIV e XV. Pouco numerosas (devido a guerras, mudança de gosto e destruição durante a Revolução Francesa), elas passaram a interessar os estudiosos da área relativamente tarde, até então eram ignoradas ou mesmo confundidas com obras de outros países. Como no caso da Itália (de um modo geral a pintura italiana é a pioneira, pelo menos até o século XVII), as telas retratam cenas religiosas com tons coloridos e dourado abundante. Uma obra importante é um retrato de perfil de Jean le Bon, segundo monarca da dinastia dos Vaulois, o mais antigo retrato individual na Europa. A arte de retratos individuais dominou a Europa no século XV, com Jean Fouquet destacando-se na França. Suas obras representam os modelos de uma forma mais moderna, chamada de 3/4, em que a pessoa aparece com o rosto ligeiramente virado. O efeito resultante é um maior realismo, pago com a maior dificuldade do trabalho. Talvez o mais célebre dos modelos de Fouquet foi Charles VII, coroado em Reims na presença de Jeanne d'Arc, após reconquistar a França das mãos inglesas graças a sua ajuda.

Portrait de Jean II le Bon, École de Paris

Portrait de Charles VII, Jean Fouquet

Retable de Saint-Denis, Henri Bellechose

A arte religiosa na França tinha seus principais ateliês na cidade de Avignon, transformada em sede do Papado em 1309 (até 1423). Nessa época, importantes artistas italianos vieram para a França, colocando a cidade no centro das atenções dos pintores da época. Além disso, as numerosas oportunidades de trabalho em igrejas, residências e palácios atraíram artistas de outros países que não a França, principalmente do Norte. À corrente resultante dessa mistura de estilos dá-se o nome de École d'Avignon.

Pietà de Villeneuve-lès-Avignon, Enguerrand Quarton

O Renascimento francês chegou tardiamente na pintura, por volta de 1530. Desde Charles VIII, era comum monarcas franceses convidarem artistas italianos para decorarem suas residências, como o célebre caso de Leonardo da Vinci em Amboise, convidado por François I, mas sua influência sobre os artistas locais era limitada. Isso mudou quando o mesmo François I decidiu redecorar o Château de Fontainebleau, trabalho que durou algumas décadas, o suficiente para se desenvolver uma École de Fontainebleau, através da qual a França entra no movimento do Maneirismo. Resumidamente, o Maneirismo é uma ruptura ao estilo rígido do Alto Renascimento, introduzindo o conflito, a sofisticação e o artificialismo. Ainda no contexto do Renascimento, ele pode contudo ser considerado como uma transição ao estilo Barroco dos séculos seguintes. A École de Fontainebleau particularmente possui uma arte elegante, refinada, com temas mitológicos e nus humanos comuns. Alguns nomes são Jean Cousin e Jean Clouet.

François Ier, roi de France, Jean Clouet

O Barroco na pintura tem como principal nome o italiano Caravaggio, cuja influência criou um estilo particular chamado de Caravagismo. Sua característica principal é o trabalho com a luz, criando fortes contrastes entre o claro e o escuro. As temáticas mais recorrentes eram as religiosas, seguidas pelas cenas de tavernas e de reuniões musicais. Georges de La Tour e os irmão Le Nain são os maiores nomes franceses da época.

La Madeleine à la veilleuse, Georges de La Tour

La Tabagie, Louis (ou Antoine) Le Nain

O século XVII é conhecido como o Grand Siècle, período em que Louis XIV, o rei Sol, sobe ao poder. Na segunda metade do século, durante o reinado de Louis XIV, há uma retomada dos valores clássicos, como a razão, a busca pela perfeição e temas mitológicos. Considerado o mais alto expoente do classicismo francês, Nicolas Poussin passou grande parte de sua carreira na Itália, tendo sido encarregado sob o reinado de Louis XIII (predecessor do rei Sol) da decoração da Grande Galerie du Louvre. Suas obras mais notáveis são L'Enlèvement des Sabines e o conjunto Les Quatre Saisons, este refletindo as temáticas naturais do final de sua carreira.

L'Enlèvement des Sabines, Nicolas Poussin

L'Automne, Nicolas Poussin

Outro grande nome é Charles Le Brun, nomeado Primeiro pintor do rei em 1664, encarregado por Louis XIV de obras no Louvre e em Versailles, entre outros. Reconhecido por retratar cenas épicas, ele se focava mais no traço que na cor propriamente dita, sendo adorado pelo rei Sol. Contemporâneo de Poussin, ele chegou a acompanhá-lo por alguns anos em seu ateliê em Roma.

Entrée d'Alexandre dans Babylone, Charles Le Brun

O breve período da Regência, logo após a morte de Louis XIV e antes do reinado de Louis XV, é marcado por um nome particular, Jean-Antoine Watteau, cujo estilo é igualmente particular, a "fête galante". Em suas obras, são retratadas pessoas da alta sociedade conversando, dançando ou jogando, com traços bem menos rigorosos que os do Classicismo, de certa forma mais sedutores.

Pèlerinage à l'île de Cythère, Jean-Antoine Watteau

O século XVIII é marcado por uma certa "sobreposição" de estilos. Por um lado, destaca-se o Rococó, uma arte "amável", leve, graciosa, cheia de curvas, com Fançois Boucher e Jean-Honoré Fragonard; por outro, o Iluminismo que revoluciona o meio intelectual chega às artes, trazendo seu ceticismo, de modo que a beleza passa a ser subjetiva, não mais imposta pela Academia. Não vou me estender muito pois, para ser sincero, eu ainda estou meio confuso sobre a diferença entre os estilos...

Les Baigneuses, Jean-Honoré Fragonard

No final do mesmo século XVIII, há uma nova retomada dos valores clássicos, num movimento chamado de Neo-Classicismo. O mais célebre dos pintores franceses desse estilo é Jacques-Louis David, com traços grandiosos e a busca pela beleza ideal. Tendo vivido em uma época conturbada da História francesa (ele nasceu sob Louis XV e morreu sob Charles X, assistindo e participando da Revolução Francesa e ao domínio Napoleônico), ele foi um artista engajado, retratando cenas mitológicas para inspirar os movimentos revolucionários. Uma de suas obras mais célebres é Le Sacre de l'empereur Napoléon Ier, que inclusive possui diversas cópias, um delas em Versailles.

Les Sabines, Jacques-Louis David

Le Sacre de l'empereur Napoléon Ier, Jacques-Louis David

O último movimento da pintura francesa com representantes no Louvre é o Romantismo. Como nas outras artes, ele vem como crítica ao Neo-Classicismo, mas não se pode traçar linhas gerais de suas características, visto que seus "seguidores" podiam possuir estilos bem diferentes. Um fator comum, contudo, pode ser mencionado: exprimir seus sentimentos pessoais, exaltando-os ao máximo. Dois artistas se destacam nesse contexto: Théodore Géricault e Eugène Delacroix. O primeiro é o autor do célebre Le Radeau de la Méduse, obra que representa um naufrágio em águas senegalenses, apresentando traços realistas com uma visão "moderna" do mundo, mesmo depois de toda sua "educação clássica". Eugène Delacroix é um dos mais famosos pintores franceses, particularmente conhecido por La Liberté guidant le peuple. Inspirado no estilo de Géricault, Delacroix também retrata cenas de importantes acontecimentos de sua época, como o caso das Três Gloriosas (Revolução de Julho), inspiração da obra mencionada (não, a tela não representa a Revolução de 1789).

Le Radeau de la Méduse, Théodore Géricault

La Liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix

Mais uma vez, espero que tenham gostado e que não tenha dito bobagens.

À plus!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Musée du Louvre - 16ème fois

Oi pessoal!

Ontem de manhã, resolvi arbitrariamente faltar à aula e ficar em casa. Não aleatoriamente porque a decisão foi totalmente racional: a aula seria inútil, eu poderia acordar mais tarde, aproveitava para adiantar um relatório e ainda almoçava em casa. À tarde fui para a École e, como que por castigo, descubro que não teria aula de inglês. Algo já previsto, mas que fugiu do meu conhecimento. Ou seja, saí de casa à toa. Ou quase.
Já previa uma visita noturna ao Louvre, particularmente à seção de pinturas francesas, então o que fiz foi apenas adiar em quatro horas minha programação. Ótimo! No entanto, chegando lá tive que mudar meus planos, pois justamente essa seção estava fechada (funcionários em semi-greve, pelo que consta), então mudei de país: fui para as pinturas italianas.
As primeiras obras datam do período conhecido como Trecento (século XIII). Em plena Idade Média, todas elas retratam temas religiosos, em trabalhos bem coloridos, com o dourado dominando os fundos dos quadros. Um dos nomes conhecidos da época é Fra Angelico.

Saint François d'Assise recevant les stigmates, Giotto di Bondone

Esse mesmo Fra Angelico continua com sua representação "mística" mesmo no período do Quattrocento (século XIV), quando os primeiros elementos do Renascimento surgem na Itália. Perspectivas lineares, temas do cotidiano e formas geométricas constituem algumas das características principais do movimento.

Le Couronnement de la Vierge, Fra Angelico

Outro célebre nome do período é Andrea Mantegna, artista formado em Pádova e que dedicou sua carreira quase que integralmente a uma família nobre, algo que não era raro na época. Assim como Fra Angelico, em suas pinturas o tema religioso permanece. No entanto, em muitos desses casos, a temática não é o ponto mais importante da obra renascentista, visto que esta era geralmente imposta ao artista por seu "patrão". Um exemplo abaixo: elementos importantes podem ser observados, como o modelo do corpo humano, nitidamente inspirado nos gregos, e um cenário atípico em pedra, certamente construído pelo homem (antes a "Natureza" predominava).

La Crucifixion, Andrea Mantegna

Muitos podem contestar, mas o nome mais importante do Renascimento na Itália e, consequentemente, no mundo, é Leonardo da Vinci. Um verdadeiro polímata, por muitos considerado um dos maiores gênios da História, Leonardo está bem representado no Louvre, graças a seus contatos com a família real francesa da época (lembrem-se que ele morou e morreu na França). Sua obra mais famosa, Monna Lisa, é um símbolo não só do Renascimento, mas da Arte em si. Leonardo também retratou cenas religiosas, mas as figuras divinas são representadas como homens e mulheres "perfeitos". Além disso, ele dominou a técnica do sfumato, em que se cria um gradiente perfeito de luz, ideal para representar rostos, sem que se veja as marcas das pinceladas.

La Vierge, l'Enfant Jésus et sainte Anne, Leonardo da Vinci

Um terceiro nome importante do Renascimento representado no Louvre é Raffaello Sanzio. Intimamente ligado À Igreja, ele foi responsável pela decoração de um grupo de salas do Vaticano (sensacionais, para quem estiver interessado). Inspirado em Leonardo, ele também dominou a técnica do sfumato e suas obras retratam figuras humanas e divinas com semelhantes detalhes. No final de sua curta carreira, ele se orienta para um estilo pré-maneirista, com cenas complexas e extravagantes, como ilustrado abaixo.

La Sainte Famille, Raffaello Sanzio

Em resposta ao movimento renascentista, tido como rigoroso demais, surgiu na Itália do século XVI o Maneirismo. Caracterizado pela complexidade, contradição e até artificialidade, sua intenção era "exceder as medidas através da graciosidade". Um exemplo de obra maneirista é Les Noces de Cana, uma das minhas pinturas favoritas do Louvre, que encara a Dona Lisa de frente com seus quase 10 m de comprimento. Também no contexto do Maneirismo, embora tardio, estão as quatro Saisons, de Arcimboldo.

Les Noces de Cana, Paolo Veronese

Les Saisons, Giuseppe Arcimboldo

Bem, espero que tenham gostado da pseudo-aula (seria muita pretensão da minha parte...) de Pinturas italianas! E espero não ter dito nenhuma bobagem. Para constar: minhas fontes são meu guia do Louvre e, como sempre, a Wikipedia.

À plus!!!

Rechauffement climatique

Oi pessoal!

À primeira vista, pode parecer um pouco incoerente com a última postagem, mas tenho constatado que as temperaturas deste ano estão sensivelmente superiores às do ano passado. Nesta mesma época, já tinha nevado mais de uma vez em Paris e eu até me lembro de passar bastante frio no laboratório de Chimie Orga (eca). Dificilmente as temperaturas ultrapassavam os 10°C e já tinha visto valores negativos...
Até agora, nadinha de nada de neve (para a minha tristeza), e o mínimo que vi na rua foi 5°C. Por outro lado, como no Brasil, aqui não para de chover...fiquei quase duas semanas sem ver o belo céu azul que estou vendo neste exato momento...
Espero que as massas de ar frio do Ártico não leiam minha postagem e resolvam vir correndo para a Europa antes de eu voltar de viagem...depois, tudo bem!

Bis bald!!!