sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

20/12/2009: Budapest - Bratislava

Oi pessoal!

Segundo dia de viagem: Parlamento, estrelas, colina, caverna, parque, neve, vento, páprica, spa, Titanic, pasteurização, problemas, soluções, rodomoça, euro, marché de Noël, tripé, Dunaj.
Domingo de manhã eu pretendia subir uma colina ao sul de Buda, de onde supostamente se teria uma bela vista panorâmica. No meio do caminho, passei pelo Országház, o maior Parlamento da Europa, cuja construção exigiu, inclusive, que o solo fosse reforçado. Não tive tempo para entrar, mas pelo que pesquisei lá estão guardadas as jóias da coroa.

Országház, Budapest

De volta a Buda, percebi que alguns flocos discretos de neve estavam caindo e, ao observar com atenção, notei que eram flocos em estrela! Para os desentendidos, existem diferentes tipos de neve. Em primeiro lugar, ela pode ser classificada com relação ao teor de água líquida que ela contém. Aqui em Paris, em geral, a neve é bem molhada, por isso dificilmente o chão fica branco. Lá no Leste, onde faz frio de verdade, a neve é seca, mais fácil para acumular. Além disso, neve nem sempre cai em flocos estrelados. Como eu disse, foi a primeira vez que a vi assim e isso ocorre quando está bastante frio.

Gellért-hegy, Budapest

Floco de neve em formato estrela, Budapest

A colina que subi chama-se Gellért-hegy, e há três pontos interessantes na região. Ainda na base, fica o famoso spa Gellért fürdő, um dos mais caros da cidade também. No meio da colina, fica a curiosa Sziklatemplom, uma igreja construída nas cavernas, que não pude visitar devido aos ofícios que ocorriam. E finalmente, no topo da colina há uma cidadela, que estava fechada. A subida foi dura, mas a neve por todo o lado compensava. Estava tudo muito bonito e a partir de uma certa altura, já era possível ver uma boa parte da cidade. No topo eu não fiquei muito tempo, pois estava ventando muito e eu queria ainda visitar vários lugares.

Gellért fürdő, Budapest

Sziklatemplom, Budapest

Gellért-hegy, Budapest

Duna visto de Gellért-hegy, Budapest

Gellért-hegy, Budapest

Szabadság-szobor, Budapest

Buda vista de Gellért-hegy, Budapest

Sol, Budapest

Fui de novo ao Marché de Noël, onde comi um delicioso prato de batatas com páprica. Uma dica para quem fizer algo parecido: coma rápido, senão esfria. Principalmente quando você tem que comer ao ar livre, sobre uma mesa coberta de neve, a -8ºC.

Fonte de Netuno, Budapest

Paprikás krumpli, Budapest

Com a barriga cheia, fui ver a Champs e a Hősök tere de dia, antes de passear pelo belo Városliget, parque onde há um castelo medieval e o famoso spa Széchenyi Fürdő, último lugar que visitei em Budapest.

Metrô na Andrássy út, Budapest

Hősök tere, Budapest

Városliget, Budapest

Vajdahunyad vára, Budapest

Vajdahunyad vára, Budapest

Széchenyi Fürdő, Budapest

Quando eu digo visitei, eu quero dizer que entrei e fui às piscinas (sim, eu levei roupa de banho). Uma experiência que valeu cada um dos forintes gastos. E que me mostrou que perdi vários neurônios depois que vim pra Europa. O complexo é o maior do gênero no Velho Continente e conta com piscinas fechadas, abertas e saunas. As piscinas abertas estavam abertas, mesmo a -8ºC. E eu tomei coragem para experimentar. A água é aquecida a cerca de 30ºC, bem agradável (ainda me sobraram alguns neurônios, claro que eu não iria se a água fosse fria), e a água é "corrente" (em movimento). Há vários chafarizes de água igualmente quente, embaixo dos quais eu fiquei por bastante tempo, caso contrário não daria para aguentar o frio. Frio que gerava uma névoa bem "pesada" sobre a piscina e que congelava meus cabelos se eu ficasse mais que 5 min sem mergulhar a cabeça na água. Eu me senti como meu xará em Titanic. O difícil é sair depois, tomar coragem pra ser pasteurizado. Você tem que ser bem rápido, minimizar o tempo de exposição e entrar correndo (não muito também, senão você sente mais frio ainda) em alguma piscina interna. É uma delícia ficar mofando nas piscinas de águas mágicas! E elas me fizeram muito bem: todos os resquícios de minha tosse madrileña desapareceram.

Széchenyi Fürdő, Budapest

Depois dessa experiência verdadeiramente húngara, peguei minhas coisas no albergue e fui em direção à estação de trem, passando no caminho por belas construções (ok, o tempo bom ajudou).

Belas fachadas, Budapest

Belas fachadas, Budapest

Keleti pályaudvar, Budapest

Ao chegar na Keleti pályaudvar, deparo-me com um imprevisto bem problemático. Meu trem, aquele trem que eu disse que entraria para a História, fora cancelado por causa da neve. E o pior, sem previsão de tráfego para o dia seguinte. Eu fiquei bem preocupado, para não dizer desesperado. E a moça antipática da estação não me ajudava, não entendia minhas perguntas ou não queria responder. Eu não sabia, ou melhor, não tinha o que fazer. Mentira. Tinha sim.
Não sei como, tive a brilhante ideia (desculpem a falta de modéstia: tudo pela emoção da narrativa) de ir ao guichê de informações turísticas, onde havia um aviso bem grande "sem informações sobre trens". Com cara de cachorro sem dono, expliquei minha situação para a moça e perguntei se havia algo que eu poderia fazer para chegar em Bratislava ainda no mesmo dia. E havia. Eu sabia que a Eurolines não tinha ônibus naquele horário (caso contrário eu nem pensaria em ir de trem), mas ela me falou de uma outra companhia, que faço questão de mencionar, a OrangeWays. Ela me disse onde eles ficavam e ainda achou um horário perfeito para mim. A moça da estação de trem, aparentemente, era uma exceção à simpatia húngara.
Fui correndo para lá, já preocupado em como pagaria pelo bilhete, pois não tinha mais muitos forintes. Lá descubro que eles não aceitam cartão de crédito, mas que aceitam euros. Mas quando a rodomoça me disse que o bilhete custava 2,00€, quase soltei um "só isso?" e logo depois voltei atrás perguntando quantos forintes seria. No fim das contas, acabei usando apenas algumas moedas que me sobrariam de qualquer forma. E é possível que receba meu reembolso do bilhete de trem em breve.
A viagem foi boa, rápida (mesmo tempo que levaria de trem) e confortável. Um dos melhores ônibus que já usei, com televisão, música individual e até serviço de bordo (daí a rodomoça). Fica a indicação para quem viajar pela Hungria. E a lição que aprendi e que passo para vocês: no inverno, sob neve, evitem trens e aviões. Usem ônibus, pois as estradas são mais bem cuidadas e dificilmente a principais vias ficam bloqueadas.
Cheguei em Bratislava relativamente cedo. Confesso que estava contente por não ter que fazer mais conversões malucas por alguns dias: a Eslováquia adotou o euro no começo de 2009 e a Áustria o usa já faz bastante tempo. E a melhor parte, poucos euros eram suficientes para meus gastos. O ônibus que peguei da rodoviária até o albergue, por exemplo, custou apenas 0,50€ (só a Polônia ganha disso). Enfim, deixei minhas coisas no albergue e fui procurar comida. Onde? No marché de Noël! Aproveitei para ver a cidade iluminada, principalmente a Nový most, ponte sobre o Dunaj (Danúbio) com uma estrutura do tipo OVNI; e o imponente Bratislavský hrad, que me lembrou um pouco as torres do Neuschwanstein. Aproveitei ao máximo meu recém-adquirido tripé.

Primaciálny palác, Bratislava

Stará radnica, Bratislava

Fonte e Stará radnica, Bratislava

Dóm sv. Martina, Bratislava

Dunaj e Nový most, Bratislava

Bratislavský hrad, Bratislava

Depois de um dia intenso, fui dormir cedo, pois estava apenas no 2º dos 16 dias de viagem.

Arrivederci!!!

19/12/2009: Budapest

Oi pessoal!

Primeiro dia de viagem: sorte, frio, casa, Duna, corrente, Buda, labirinto, sauna, frio, neve, nevasca, arte, luzes, marché de Noël, neve, heróis, Champs-Élysées.
Como em minha viagem para a Grécia, tive que acordar bem cedo para pegar meu voo para Budapest, que saía de Orly às 6h55. Justamente nesses dias, uma onda de frio intenso chegou à Europa, o que trouxe neve a muitas das capitais, incluindo Paris. O problema é que a neve atrapalha os transportes, levando a cancelamentos de voos. Na véspera da viagem, confesso que já estava com medo, e quando cheguei no aeroporto, senti um frio na barriga. Várias pessoas em frente ao guichê da easyJet, reclamando. Pensei: "já era, meu voo foi cancelado". Por sorte imensa, era apenas o voo para Berlin, pois não tinha nevado nem em Paris nem em Budapest durante a noite, então as pistas estavam utilizáveis. Só um pequeno atraso na saída, para tirar o gelo de cima do avião.
O voo foi tranquilo, sem problemas, e a chegada a Budapest foi bem branca. A cidade ainda estava coberta de neve e estava frio. Muito frio. Cerca de -8ºC.

Meu avião, Budapest

Assim que saí do avião, comprei uns forintes e fui procurar o tal do ônibus 200E que me levaria até o metrô. Apesar da falta de indicações, consegui me virar bem. A propósito, fica a dica: Budapest não é a melhor das cidades no quesito indicações turísticas. Antes de ir para o albergue, passei na estação de trem, comprar o último bilhete que me faltava para toda a viagem. Esse bilhete vai ficar para a História...não consegui comprar pela net, nem na estação de trem aqui na França, nem consegui que minha amiga comprasse pra mim na Alemanha. E ainda virá mais...
Cheguei no albergue e, depois de um pequeno espanto pelas instalações atípicas (o albergue ficava em uma espécie de cortiço), levei outro espanto pela recepção 5 estrelas que tive. Eu era o único no albergue e fui tratado como um rei. Locais super limpos, bem decorados, aquecidos, direito a banheira, televisão e computador. Foi muito bom. Mas não podia perder meu tempo no albergue, tinha que aproveitar as poucas horas de luz para conhecer a cidade.

Prédio onde ficava meu albergue, Budapest

Budapeste é uma cidade bonita, mas não muito bem conservada. Pelo que a moça do albergue me disse, a Hungria está um pouco atrasada em relação aos outros países do Leste no quesito "desenvolvimento". De fato, isso é perceptível. É muito nítida a influência selvagem do capitalismo nessas cidades, que por décadas fizeram parte da URSS. A impressão que tive foi que assim que a URSS acabou, todas as grandes empresas correram para lá, afim de conquistar novos mercados. E em Budapest parece que essa influência foi mais sutil.
Originalmente duas cidades distintas separadas pelo Duna (Danúbio), Buda e Pest foram fundidas no século XIX. Em Buda, encontra-se a maior parte das atrações turísticas, enquanto em Peste está o comércio da cidade. Comecei minha visita por Peste, na verdade foi o caminho do albergue até o Duna. Passei pela Operaház e pela Szent István Bazilika, até chegar à bela e famosa Széchenyi lánchíd (Ponte da Corrente), que parece uma ponte com dois Arc du Triomphe no meio. Preciso lembrar que as ruas estavam cobertas de neve, algo a que me acostumei durante os 16 dias de viagem...

Szent István Bazilika, Budapest

Széchenyi lánchíd e Budai Vár, Budapest

Atravessando a ponte, temos uma bela vista de Budai Vár, o Palácio de Buda, que fica no alto de uma colina. Na verdade, esse palácio, como o de Praha, é uma espécie de burgo, ocupando uma boa área da colina. Obviamente eu subi a colina a pé, algo que se mostraria bem mais fácil que a descida...lá de cima, uma bela vista de Peste.

Colina em Buda, Budapest

Buda e Peste separadas pelo Duna, Budapest

Os pontos interessantes em Buda são, além do Palácio em si: Halászbástya, uma espécie de terraço com belas vistas da cidade; Mátyás templom, uma simpática igreja com um belo teto, que infelizmente estava em reforma parcial; e Budavári Labirintus, um conjunto de cavernas aberto ao público, passeio bem mais assustador que as Catacombes parisienses, principalmente pelo fundo musica de tambores. Ao entrar no Labirinto, pela primeira das n vezes (em que n é um número bem grande) durante a viagem, senti que entrava em uma sauna. A sensação é horrível. Você sai das temperaturas deliciosas do exterior e entra em um lugar quente e muito úmido. Resultado para um míope: óculos instantaneamente embaçados. Algo que me irrita profundamente.

Halászbástya, Budapest

Budavári Labirintus, Budapest

Budavári Labirintus, Budapest

Depois do meu passeio pelas cavernas de Buda, novo choque térmico, acompanhado de uma nevasca. A mais forte que já vi e provavelmente verei por um bom tempo. Em questão de minutos, o chão foi coberto de neve fresca e a visibilidade despencou. Aproveitei e entrei no Budai Vár, onde funciona a Galeria Nacional. Ela possui a maior coleção pública de obras documentando a arte húngara, principalmente pinturas dos séculos XIX e XX. Infelizmente fotos não são autorizadas.

Neve, Budapest

Budai Vár, Budapest

Como pude constatar, a neve não parou de cair desde que eu entrara no museu, o que resultou em uma bela e espessa camada de neve fresca no chão. Com exceção do ski em Chamonix, foi a primeira vez que vi e andei no meio de tanta neve. Mesmo à noite, uma nevasca tem seus charmes, principalmente em cidades e locais bem iluminados, como o caso de Budai Vár. A neve difratava a luz dos holofotes que iluminavam o palácio, resultando em efeitos quase artificiais (lembrava uma aurora). Uma pena que estava frio e a neve queria entrar na lente da câmera, caso contrário eu ficaria lá horas vendo e tirando fotos.

Budai Vár, Budapest

Budai Vár, Budapest

Széchenyi lánchíd, Budapest

Como eu disse, a descida da colina não foi tão fácil quanto eu imaginava. Em primeiro lugar, como havia muita neve, eu não conseguia ver direito o caminho e eu acabei me "perdendo" um certo momento. Além disso, pelo mesmo motivo, eu levei vários tombos, porque não dava pra saber qual o nível original do chão. Depois dos escorregões, finalmente cheguei ao Duna.

Neve, Budapest

Budai Vár, Budapest

Széchenyi lánchíd, Budapest

Antes de voltar para o albergue, dei uma volta pelo centro e fui ao Marché de Noël. Viajar nessa época, apesar do frio e da falta de luz, tem essa vantagem. Pude ver Budapest, Bratislava, Wien e Praha decoradas para o Natal e, melhor de tudo, visitar suas feiras de Natal. Nessas feiras, vende-se de tudo, mas principalmente comidas e bebidas (vinho quente). Nesse dia, acabei não comprando nada, principalmente por causa da neve que incomodava.

Centro, Budapest

Marché de Noël, Budapest

O último ponto visitado do dia foi a ampla Hősök tere, Praça dos Heróis, que lembra bastante um monumento no Parque del Retiro em Madrid. Ela fica na extremidade da Andrássy út, a Champs-Élysées de Budapest, de acordo com a moça do albergue. Entre nós que ela exagerou um pouco.

Hősök tere, Budapest

Andrássy út, Budapest

De volta ao albergue, jantei, tomei um agradável banho de banheira e assisti a um pouco de televisão, algo que não fzia há séculos.

Tschüss!!!

Viagem Leste Europeu 2009-2010

Oi pessoal!

Como prometido, lanço o diário da minha mais recente e maior viagem já feita até então. Foram 16 dias fora de casa. Saí de Paris na manhã do sábado dia 19/12/2009 e voltei também de manhã, na segunda-feira dia 04/01/2010.
O roteiro incluiu as "capitais do Leste" e outras cidades, como vocês podem conferir abaixo:

19/12/2009: Budapest
20/12/2009: Budapest - Bratislava
21/12/2009: Bratislava - Wien
22/12/2009: Wien
23/12/2009: Wien
24/12/2009: Praha
25/12/2009: Praha
26/12/2009: Praha
27/12/2009: Wrocław - Kraków
28/12/2009: Kraków
29/12/2009: Oświęcim - Kraków
30/12/2009: Warszawa
31/12/2009: Berlin
01/01/2010: Berlin
02/01/2010: Berlin
03/01/2010: Potsdam - Berlin

A viagem foi repleta de experiências interessantes. Muito frio, muita neve, muitas pessoas legais, lugares fantásticos, museus interessantes, comidas gostosas (começo a fazer turismo gastronômico também), muita História, excelentes albergues, ótimos companheiros de quartos, hospitalidade de dar inveja, poucos euros gastos, muitas moedas adicionadas à minha coleção, várias feiras de Natal, algumas loucuras e muitos quilômetros andados.
Houve alguns imprevistos principalmente no início da viagem, cujos detalhes vocês saberão em breve, mas devo admitir que tive bastante sorte, porque no fim das contas consegui ver tudo o que queria.
É difícil fazer comentários gerais sobre esta viagem, visto que conheci diferentes países e culturas, mas ainda assim tenho algumas observações (é possível que eu repita algumas coisas depois):

- durante o inverno, é preferível viajar de ônibus que de trem na região, principalmente quando neva. O frio e a neve podem causar grandes transtornos à rede ferroviária, incluindo cancelamentos de viagens
- viajar de ônibus pode ser mais confortável e até mais rápido que viajar de trem, além de ser mais barato (ok, existe também o critério ecológico...)
- se tiverem a oportunidade, passeiem pelas feiras de Natal, principalmente em Wien. Elas são ótimas para os amantes de vinho quente, de comidas diversas e de enfeites de Natal
- gostei de todos os lugares visitados, especialmente de Wien e Praha. As duas são cidades lindas, principalmente sob o céu azul. Além da beleza, Wien me impressionou pela organização (deu uma vontade de morar lá...), enquanto Praha foi particular pois fiquei na casa da família de uma amiga da Chimie
- a Polônia me pareceu um país muito bom para se viajar, com pessoas acolhedoras, muita História, excelente comida e tudo muito barato (preço brasileiro, eu diria)

Bem, chega de observações, o resto fica para mais tarde.

À bientôt!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XI

Oi pessoal!

Bem, no fim das contas vocês nem precisaram esperar muito pela nova temporada. Seguindo a Lei de Murphy, era esperado que hoje, dia da minha importantíssima entrevista de estágio, houvesse problemas no RER B.
Ele ficou bizarro o dia inteiro. Devido a causas suspeitas, como de costume. A sorte é que eu não tive aula de manhã (acho que a pobre professora de inglês ficou presa no aeroporto congelado em Dublin, por isso nossa aula foi cancelada), então eu tive tempo de sobra pra ir até La Défense de metrô (o percurso é cerca de duas vezes mais lento que o de RER B+A).
Como eu estava em casa, pude acompanhar a evolução do tráfego em tempo real e me deparei com a situação abaixo:

Boletim informativo da RATP

O curioso é que só existem 5 linhas de RER, ou seja, apenas o mítico RER E, usado por não-sei-quem, estava funcionando normalmente no momento. Na verdade, eu acho que as pessoas por aqui andam mais preguiçosas que de costume por causa do frio. Li em um jornal que mesmo depois do fim da greve no RER A, a linha continua fortemente perturbada. Eu, particularmente, mesmo com todo meu otimismo, não acredito em uma melhora da situação nos próximos anos. Coitada da população da região parisiense que depende desse serviço tão mal prestado.
Sobre o frio, tenho mais uma impressão de tela para vocês, que achei igualmente curiosa. Notem a cor da célula com a temperatura mínima prevista para hoje. Não é nem mais azul, mas sim roxa, de tão frio.

Previsão do tempo para os próximos dias em região parisiense

E uma última observação: a entrevista para o estágio foi muito bem, estou bastante otimista. Assim que tiver notícias conto para vocês.

Arrivederci!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Primeira do ano

Oi pessoal!

Bem, como podem constatar, estou de volta depois de 16 dias de aventuras. A viagem foi excelente, bem recheada de neve, de frio, de caminhadas, imprevistos...
Os detalhes, como sempre, ficarão para mais tarde, pois o começo deste ano está quase tão corrido quanto o final do anterior...mas as coisas importantes a fazer são menos abundantes. Em especial, preciso me preparar para uma entrevista de estágio super-importante nesta sexta-feira, além de uma apresentação para a aula de inglês (que fora adiada por causa de outra entrevista de estágio), na mesma sexta-feira.
Isso significa que, em princípio, as altas prioridades acabam logo. Mas as médias vem logo em seguida: arrumar fotos, mandar alguns e-mails, arrumar a casa, procurar meu novo computador, aproveitar as liquidações de inverno, assistir a Avatar, adiantar projetos para a École e, claro, atualizar o blog.
Para não privá-los das notícias mais recentes enquanto escrevo o diário de viagens, decidi por postar tudo desde o começo, inicialmente apenas com palavras-chave, depois com fotos e, enfim, com as aventuras. Isso será feito provavelmente até o final de semana.
Quanto às notícias atuais: está frio em Paris, hoje nevou "bastante" (depois de voltar de países realmente frios, acho que ficarei frustrado com a neve parisiense...) e a previsão é de mais neve para os próximos dias. Se realmente nevar bastante, pretendo fazer minha visita de inverno a Versailles neste final de semana. Ontem visitei uma estação de tratamento de efluentes com a École, foi bem interessante, apesar de frio e fedido. E tenho duas saídas de ski previstas para este inverno, como atualizado no campo Prochains Arrêts.
E como esta é a primeira postagem do ano, aproveito para desejar de novo um Feliz Ano Novo! Que 2010 seja um ótimo ano cheio de boas coisas para todos!

Bis bald!!!