domingo, 4 de outubro de 2009

Nuit Blanche 2009

Oi pessoal!

Ontem foi a Nuit Blanche 2009 aqui em Paris. Vocês devem se lembrar da versão 2008, quando a Tour Montparnasse foi dominada por uma nave extraterrestre, não?
Este ano, foi a vez da discoteca no Jardin de Luxembourg, concorrendo com o farol da Tour Eiffel (obra intitulada La Maîtresse de la Tour Eiffel). Uma bola de discoteca gigante (a maior do mundo) foi pendurada por um guindaste e vários canhões de luz a iluminavam, resultando em reflexos por todos os lados (inclusive na vizinhança do jardim).
Infelizmente, havia imensas filas parar ver as instalações interiores, então acabamos não entrando na Grande Mosquée (Grande Mesquita), no Frigidarium (Banhos termais frios) e na Notre-Dame. Mas passamos no Hôtel de Ville ("filme"), na Pont Saint-Louis, onde a Samsung estava divulgando seus televisores LED, nos Archives Nationales e no Bassin de la Villette.
De um modo geral, achei o evento próximo da versão 2008, ou seja, apenas algumas instalações luminosas interessantes, uma ou outra espetacular. Mas a destruição da Tour Montparnasse foi mais emocionante que a discoteca de Luxembourg (talvez porque eu não gosto de discotecas...hehe).
Por outro lado, desta vez deu pra passear mais por Paris à noite que, sob a Lua cheia, é mais bonita ainda.

White-Spirit 2, Jardin de Luxembourg

La Maîtresse de la Tour Eiffel, Jardin de Luxembourg

Jardin de Luxembourg

Panthéon

Île Saint-Louis

Île Saint-Louis e Rive Gauche

L.E.D.: Lighting Experience Dis-Play, Pont Saint-Louis

Hôtel de Ville

Halo, Archives Nationales

Aguas Placidas (Cataratas do Iguaçu)

Sem título, Bassin de la Villette

Tu me fais tourner la tête, Rotonde de la Villette

Tschüss!!!

27/09/2009: København

Oi pessoal!

Chegamos ao último dia de viagem...que foi dedicado à capital da Dinamarca, København. Infelizmente pegamos um dia de céu branco e um pouco frio (para os padrões franceses), mas pelo menos não choveu.
Não sei se minha opinião foi afetada pelo tempo, pelo cansaço, pelo stress da noite anterior, ou se minhas expectativas em relação a uma capital nórdica eram muito altas, ou ainda se as cidades visitadas previamente haviam sido muito legais (principalmente Roskilde, Odense e Århus), o fato é que não achei København extraordinária. A cidade é bonita, grande, com várias construções interessantes, mas acho que faltou um céu azul...
Bobagens à parte, começamos o passeio no Ørstedsparken, parque cujo nome faz referência ao físico Hans Christian Ørsted (lembram dele?). Seguimos para a Rådhuspladsen, onde fica a bonita Rådhus (mas não tanto quanto a de Helsingborg) e depois para Christiansborg, uma ilha onde fica o Christiansborg Slot, sede do parlamento dinamarquês (e difícil de enquadrar nas fotos).

Rådhus, København

Christiansborg Slot, København

De lá, fomos para Christiania, uma região pra lá de bizarra, que se diz independente não só da Dinamarca, mas também da União Europeia, e onde descobri ser proibido tirar fotos (quase que tarde demais). Cheia de casas e pessoas estranhas, aquilo me pareceu um centro de tráfico de drogas, um lugar sem lei.

Christiania, København

Bem rápido saímos de lá e fomos em direção ao Nyhavn (Novo Porto), região popular e muito bonita da cidade, que lembra muito Amsterdam, mas com casas mais simples, embora mais coloridas. Lá perto fica o Amalienborg e o Amalienborg Slot, residência de inverno da família real. O palácio é relativamente simples e, como em Buckingham, lá acontece a troca da guarda. Tivemos muita sorte, pois nem sabíamos o horário e, assim que passamos por lá, a troca começou. Ela é bem parecida com a versão inglesa, até os uniformes são parecidos, embora os chapéus dos nórdicos sejam mais baixos e menos "redondos", lembrando um topete do Elvis Presley. Infelizmente, eles não tocam nenhuma música. Ainda na mesma região, fica a bela Marmorkirken, igreja construída em mármore que se parece muito com o Panthéon parisiense.

Nyhavn, København

Amalienborg, København

Troca da guarda no Amalienborg Slot, København

Amalienborg, København

Marmorkirken, København

Marmorkirken, København

Seguindo para o norte da cidade, fomos visitar uma das mais populares atrações de København, a escultura da Den Lille Havfrue (A Pequena Sereia), obra de H. C. Andersen, sentada sobre algumas pedras bem próxima da "praia". Ela fica perto do Kastellet, uma modesta cidadela.

Den Lille Havfrue, København

Kastellet, København

Também construído por Christian IV (como o Frederiksborg), o Rosenborg Slot é bem mais modesto, mas lembra muito sua versão rica, em tijolos vermelhos. Ele fica em um parque real e é visitável. Uma das principais atrações são as jóias da coroa.
Depois de um lanche sob o vento gelado da capital dinamarquesa, fomos buscar um pouco de "calor" no Statens Museum For Kunst, museu gratuito de arte de diversas eras. Apesar de o acervo não me chamar a atenção, gostei muito do modo como as obras são dispostas. Mas até que tinha coisas "interessantes", como oito montinhos de terra e uma pessoa de pijama com pernas longas (sim, havia arte contemporânea). Aproveitando que estávamos lá do lado, fomos visitar o Botanisk Have e, por alguns minutos, não pudemos entrar nos orquidários. Mesmo assim, as estufas eram bem legais, uma delas com umidade próxima dos 100%, que fez meus óculos embaçarem instantaneamente.

Rosenborg Slot, København

Statens Museum For Kunst, København

Statens Museum For Kunst, København

Botanisk Have, København

Botanisk Have, København

Botanisk Have, København

O último ponto visitado antes de voltarmos foi a Rundetårn (Torre Redonda), que tive a "coragem" de subir (já estava todo quebrado, não poderia piorar). Também construída por Christian IV (o cara parece um Louis XIV), foi concebida como um observatório astronômico (que ainda funciona) e para se chegar ao topo, devemos subir uma rampa que dá sete voltas e meia na torre, algo único na Europa (em geral são escadas). A vista lá de cima é bem abrangente: podemos ver as principais torres da cidade, o aeroporto, uma ponte que liga København a Malmö (Suécia) e várias turbinas eólicas.
Curiosidade: em nossa caminhada (e do alto da Rundetårn), avistamos uma enorme bandeira brasileira, perdida na paisagem dinamarquesa. Por um instante, pensamos ser a Embaixada ou algo do gênero, mas descartamos a hipótese pelo tamanho dela. No alto de um prédio "normal", ela estava realmente perdida lá. Até que demos a volta e vimos, na entrada do prédio, bandeiras com "Rio 2016". Aí a ficha caiu e concluímos que lá deveria estar o COB. Só não sabíamos que cinco dias depois, naquela mesma cidade, a capital carioca seria escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Espero que a escolha traga coisas boas para a cidade e para o país, sem gastar dinheiro abusivamente.

Bandeira brasileira, København

København vista da Rundetårn

København vista da Rundetårn

Voltando e finalizando, chegamos no aeroporto com tempo confortável e o voo de volta foi tão bom quanto o de ida. Se por um lado não pudemos ver o lindo nascer do sol e nem o pôr do sol, pois já era tarde demais, por outro pudemos ver a Ville Lumière à noite, que, devo enfatizar, faz jus à sua fama.

Aeroporto de København

Ville Lumière (notem o farol da Tour Eiffel, cuidadosamente captado!)

Farvel!!! (palavra aprendida com um simpático dinamarquês de 11 anos, no trem entre Århus e Odense)

26/09/2009: Hillerød - Helsingør - Helsingborg

Oi pessoal!

O terceiro dia de viagem foi o dia das três cidades H. Começamos com Hillerød, ao norte de København, onde fica o maior e um dos mais famosos castelos do país, o Frederiksborg Slot. Fomos para lá exclusivamente por causa do castelo, um dos mais bonitos que já vi, construído todo em tijolos vermelhos sobre três pequenas ilhas em um lago. Ele foi construído por Christian IV e o seu nome faz referência a seu pai, Frederik II. A propósito, eu diria que o nome Frederik está para a Dinamarca assim como Victoria está para os britânicos, dado a quantidade de ruas, obras e lugares com esse nome. Não tínhamos muito tempo, por isso depois de observá-lo bastante, voltamos para a estação de trem, em direção a Helsingør.

Frederiksborg Slot, Hillerød

Frederiksborg Slot, Hillerød

Frederiksborg Slot, Hillerød

Frederiksborg Slot, Hillerød

Frederiksborg Slot, Hillerød

Helsingør fica ainda mais ao norte e é uma cidade litorânea, separada por poucos quilômetros (20 min de ferry) de Helsingborg, na Suécia. Estrategicamente localizada, ela possui um castelo-forte, o Kronborg Slot, onde podemos ver diversos canhões apontados na direção do mar. O castelo em si é menos bonito que o Frederiksborg, mas é mais famoso mundialmente, por ter sido imortalizado na obra Hamlet, de Shakespeare (que chama Helsingør de Elsinore). Em um parque da cidade, está inclusive o suposto túmulo de Hamlet.
Por estar muito perto da Suécia, o fluxo de ferries é intenso por lá, com mais de cinco saídas por hora. Como podíamos usar o ferry com nosso InteRail, aproveitamos para dar um pulo em Helsingborg!

Estação de trem, Helsingør

Flores, Helsingør

Flores, Helsingør

Flores, Helsingør

Fonte, Helsingør

Kronborg Slot, Helsingør

Kronborg Slot, Helsingør

Canhão no Kronborg Slot, Helsingør

Praia no Kronborg Slot, Helsingør

Praia no Kronborg Slot, Helsingør

Kronborg Slot, Helsingør

Ferries e praia no Kronborg Slot, Helsingør

Túmulo de Hamlet, Helsingør

Nosso barco se chamava Hamlet e era bem legal. Tinha uma espécie de mini-shopping center (bem mini), mas nós ficamos o tempo todo da ida lá em cima, onde a vista era melhor. No caminho, tivemos uma vista legal do Kronborg Slot, de Helsingborg e encontramos várias medusas no caminho. Aparentemente, elas gostam bastante daquela região...que deve ser bem perigosa para praticar natação!

Hamlet, Helsingør-Helsingborg

Mar (e medusas), Helsingør-Helsingborg

Kronborg Slot visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg

Mar visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg

Helsingborg visto do Hamlet, Helsingør-Helsingborg

Ao chegar em Helsingborg, já deu para perceber que ela era bem mais agitada que Helsingør, com mais pessoas andando nas ruas, não necessariamente turistas, como era o caso. A Rådhuset (prefeitura) lembra um castelo, com torres "pontudas", também em tijolos vermelhos, muito bonita! A grande rua ao seu lado dá direto no Kärnan, uma torre medieval, único resquício de uma antiga fortaleza dinamarquesa, que protegia, junto com o Kronborg Slot, a entrada para o mar Báltico. A torre fica a uma certa altitude, acessível depois de uma longa escada (ok, ela nem é tão longa assim, mas quando se tem uma mochila gigante nas costas no final de um dia de caminhada...). Mas a vista é bem legal lá de cima, pois dá pra ver, além da Rådhuset, a cidade de Helsingør. Sem mais energias, começamos a jornada de volta até København, onde "dormiríamos".

Rådhuset, Helsingborg

Kärnan, Helsingborg

Kärnan, Helsingborg

Cidade vista da Kärnan, Helsingborg

Começamos com o ferry, depois um trem e finalmente uma caminhada até o albergue, que não ficava ao lado da estação de trem. Chegamos relativamente cedo e nossos planos eram de dormir igualmente cedo. Conseguimos nos deitar cedo, mas não dormir. Além do entra-e-sai de pessoas, que aumenta com o número de camas no quarto (14), aconteceu algo extremamente chato com a CHV, mas não vou entrar em detalhes aqui. Acordamos estressados e depois foi difícil dormir. E para piorar a situação, tinha uma sinfonia de roncos dentro do quarto. Em um dado instante, eu quase peguei minha câmera para registrar, pois estava quase cômico. De um lado, os roncos, de outro, as pessoas fazendo barulhos para tentar acordar os roncadores. Mas não adiantava. Um indivíduo teve que balançar com bastante força o fulano que estava dormindo na cama em cima da minha para avisá-lo que "se ele não fizesse menos barulho, sua vida estaria em risco". No fim das contas, acho que não dormi nada, mas pelo menos aprendi que não se deve dormir em um albergue sem seu protetor de ouvidos!

À plus!!!