domingo, 31 de maio de 2009

Rambouillet

Oi pessoal!

Hoje passei a manhã em Rambouillet, pequena cidade a sudoeste de Paris, onde fica o Château de Rambouillet, também pequeno, mas em domínio maior que o de Versailles. 
Participei de uma visita guiada, durante a qual recebi muita informação que já esqueci (tenho que comprar um caderninho e levar em meus passeios). O guia era uma figura curiosa, não tanto quanto o do Château de Busset, mas ainda assim parecia um robô ao falar, com todas as datas precisas e personagens importantes transmitidas em um ritmo bem constante.
Rambouillet é mais um grande exemplo de château que passou por diferentes gerações, isso sendo visível em sua estrutura e decoração. Em cada sala que passávamos, o guia nos apontava objetos e falava qual rei tinha trazido o quê: sofás, cadeiras, mesas, espelhos, lustres, relógios etc. Personagens ilustres que passaram por lá: François I, Louis-Alexandre de Bourbon (filho legítimo de Louis XIV), o próprio Louis XIV, Marie-Antoinette (que detesta Rambouillet e prefere sua fazendinha em Versailles), Louis XV, Louis XVI, Napoléon I, Charles X, Napoléon III e outros que serão listados abaixo.
Achei a decoração interna do château muito agradável, nada carregada como Versailles e Fontainebleau, talvez por isso escolhido como residência presidencial de verão, desde 1886. Portanto, personagens mais recentes como Charles de Gaulle e Nicolas Sarkozy também passaram por lá, além de convidados como Nelson Mandela e Boris Yeltsin. Além disso, listo três fatos importantes que tiveram o Château de Rambouillet como cenário: ordem de Charles de Gaulle para a Marche Libératrice de la Division Leclerc, que libertou Paris ao final da Segunda Guerra Mundial; primeiro encontro do G6, em 1975; e redação do Acordo de Rambouillet, tentativa frustrada de paz entre a Iugoslávia e Kosovo, precedendo a Guerra de Kosovo.
Destaques sobre a decoração interna do château: detalhes talhados em carvalho, "os mais belos da França", decorando paredes e portas de algumas salas; salle des marbres, cujas paredes e chão são cobertos de mármores de diferentes cores e servindo como sala de almoço/jantar no verão; torre original do château, incorporada pela construção mais recente (difícil de explicar), com 3 m de espessura e dentro da qual ficam os cômodos dos chefes de Estado visitantes; e a batalha entre os soberanos franceses para esconder os vestígios de seus antecessores (vários N de Napoléon removidos, abelhas de Louis XIV cobertas pelas pinturas mais recentes etc).
Infelizmente não se pode tirar fotos do interior do château.

Château de Rambouillet, Rambouillet

Como dito, o domínio de Rambouillet é bem extenso, e eu passeei por um ínfima parte. Uma caminhada extremamente agradável, com várias aves aquáticas e os respectivos frutos da primavera. Um pequeno jardin à la française contorna o château.

Château de Rambouillet, Rambouillet

Filhotes de "pato", Rambouillet

Sobre a cidade: sem grandes destaques, mas achei muito interessante a Place du Roi de Rome e o Palace du Roi de Rome. Bem, não a praça propriamente dita, mas sim a referência ao rei de Roma. Não sei se em francês também existe alguma frase mencionando um rato e o rei de Roma, mas o fato é que o rei de Roma referenciado é o filho de Napoléon I, que o declarou assim, depois de vários séculos sem um "rei italiano". Curiosidade: não sei se perceberam, mas já mencionei várias vezes Napoléon I e Napoléon III. Quem foi Napoléon II? O rei de Roma!

Place du Roi de Rome, Rambouillet

Tschüss!!!

sábado, 30 de maio de 2009

Château de Chantilly

Oi pessoal!

Meu primeiro passeio do feriado prolongado foi ao Château de Chantilly, localizado ao norte de Paris, na região da Picardie. Fui hoje depois do almoço com dois amigos da Chimie Paris e ficamos por lá a tarde inteira. Apesar de alguns contratempos (desta vez não vou cansá-los com problemas), o tempo tornou o passeio bem agradável.
château data da Idade Média, por volta do século XI, sendo mais um exemplo de construção que atravessa guerras, é destruído e reconstruído em estilo diferente. Ele é bem bonito por fora, em um ambiente que "ajuda" (vejam a foto abaixo), mas por dentro não pude explorá-lo muito bem. O que vi em seu interior foi o Musée Condé, segundo museu francês em pinturas antes de 1850, bela coleção de objetos de arte e de vitrais, e a Chapelle, onde se destacam os dois vitrais e a mobília finamente decorada. Os Grands Appartements não puderam ser visitados por razões "temporais" (ênfase às aspas).
Chantilly é muito famoso por um de seus jardins, o jardin à la française, projetado pelo célebre André Le Nôtre, paisagista de Louis XIV, o rei sol. Falha minha (na verdade eu não sabia), esqueci de dar-lhe os créditos pelo magnifíco jardim de Versailles, outra de suas três obras-primas. De fato, Le Nôtre foi um gênio, tendo criado esse conceito de "jardin à la française", cuja principal característica é a alta simetria e organização impostas às pobre plantas (que são totalmente "podadas"). Detalhes éticos e ecológicos à parte, esse tipo de jardim é muito bonito. Não entendo muito [ainda] de jardins, mas devo admitir que junto aos japoneses, esses são os meus tipos favoritos. No entanto, essa opinião se baseia no jardim de Versailles, não no de Chantilly. Por quê? Bem, quebrando minha palavra, vou ter que contá-los pelo menos este problema: porque os jardins estão em reforma, em plena primavera e a menos de um mês do verão, por isso não deu pra ver nenhuma simetria, apenas canteiros e canteiros de obras (niguém trabalhando, óbvio, pois hoje é sábado). Mas pelas fotos que vi na internet, eles parecem bem interessantes. Pelo menos o jardin anglais visitado agradou-me bastante, com suas ninféias e rosas.
Outro ponto de destaque de Chantilly são as Grandes Écuries, ou grandes estábulos, onde se encontra o Musée Vivant du Cheval, não visitado. Há também um hipódromo no domínio de Chantilly, em frente às Grandes Écuries. Em geral, associamos a palavra estábulos a fazendas, palha, vacas, cavalos etc e imaginamos um barracão de madeira, cheio de palha no chão. Bem, não entrei para ver se tem palha no chão, mas por fora ele nos "decepciona", porque não parece nem um pouco um barracão, mas sim um palácio.
Uma última curiosidade ou, para os bem informados, apenas uma confirmação: foi aqui que aconteceu o polêmico casamento de Ronaldo e Daniella Cicarelli.

Grandes Écuries, Chantilly

Château de Chantilly, Chantilly

Portrait de François I, Musée Condé, Chantilly

Ninféias no jardin anglais, Chantilly

Eu não resisto. Deixei para o final para não lerem, se não quiserem. Além de todos os problemas implícitos (Grands Appartements) e explícitos (jardin à la française) no texto, tivemos uma dificuldade com o transporte. Não entrarei em detalhes (por questões de "privacidade"), mas o fato é que recebemos informação errada na ida, descemos na gare errada, perdemos tempo, tivemos que pagar a mais por não estar em Île-de-France (onde podemos andar de graça com nosso "bilhete único") e, na volta, o tipo de trem divulgado era outro. Pronto, falei o que queria.
Bem, por estar cansado acabei mudando meus planos para amanhã. Pretendo ficar só metade do dia fora, ou pelo menos fora de Paris. Veremos. Hoje revi que planos não são infalíveis...mais je les aime bien, quand même!

À plus!!!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Musée du Louvre - 9ème fois

Oi pessoal!

Hoje fiz minha nona visita ao Louvre, com a intenção de terminar o "nível básico". Fazia muito tempo que eu não ia lá sozinho, só para observar as obras: as três últimas vezes (e únicas deste ano) foram visitas com acompanhantes, em que eu apresentei-lhes o museu.
O que me faltava para ver eram as coleções de esculturas italianas, francesas, espanholas e da Europa do Norte e de artes americana e africana. Infelizmente, descobri que esta última seção não abre à noite, portanto terei que voltar outro dia de manhã ou à tarde.
Quanto as esculturas européias, eu diria que formam uma bela e interessante coleção, apesar de não ter nenhuma obra tão famosa como a Vénus de Milo. Por outro lado, acho que as coleções são bem dispostas e aproveitam os amplos espaços do Louvre, como a Cour Marly, a Cour Puget e a Galerie de Michel-Ange (Michelangelo).
Algumas esculturas de que gostei particularmente (alguns, obviamente, não são os verdadeiros nomes das obras): Sainte Marie-Madeleine (ver abaixo); Sansão brigando com um leão; Rômulo e Remo com a lendária loba; Seine et Marne e Loire et Loiret, grandes rios franceses personificados; as quatro estações, também personificadas; Napoléon I; Henri IV enfant, em prata; Tombeau de Philippe Pot.
No meio da minha visita, eu acabei saindo do museu, para chegar mais rapidamente a uma outra seção, então aproveitei para tirar fotos do meu museu predileto em um dia espetacular!

Sainte Marie-Madeleine, Gregor Erhart, Musée du Louvre

Cour PugetMusée du Louvre

Tombeau de Philippe PotMusée du Louvre

Pavillon Sully, Musée du Louvre

Musée du Louvre

Segunda-feira é feriado por aqui (que são muito mal distribuídos: quatro feriados em um mês), então vou aproveitar o tempo bom para passear bastante aqui perto da Île-de-France (região onde fica Paris). Aguardem as fotos!

Arrivederci!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

RER C

Oi pessoal!

Eu já falei muito sobre o RER B aqui no blog, já que é ele que eu mais uso, mas hoje vou dar atenção ao RER C.
O RER C possui a linha mais complicada de todos os RER e deve estar entre as mais complicadas do mundo. Para conferirem, deem uma olhada no mapa da linha no site da RATP (clicar em plan des lignes). Além de ser ramificada várias vezes, ela consegue sair e chegar no mesmo lugar, no caso Versailles.
Para ir pro estágio, eu pego o ramo C8, de Massy-Palaiseau até Jouy-en-Josas, percurso que demora cerca de 15 min. Os trens possuem dois andares e são bem melhores que os RER B, entre outros motivos porque: não cheiram mal, nunca estão abarrotados e [geralmente] respeitam os horários previstos.
No entanto, por usar um ramo perdido da linha, eu sofro com os horários, bem mais restritos. Em geral, nos horários de pico há um trem a cada 15 min, por isso é bom chegar na estação na hora certa.
Desde segunda-feira até hoje, o RER C estava em greve. Caso não houvesse o "serviço mínimo", eu estaria perdido, pois não há muitas outras alternativas para eu chegar a Les Loges (até ontem, eu diria que não havia nenhuma outra alternativa, mas me ensinaram uma). Mas o serviço mínimo não funciona perfeitamente. Muito ingênuo eu, pensando que os horários previstos no site seriam respeitados...até funcionaram segunda e terça de manhã, mas já na segunda à tarde ele mostrou sinais de fraqueza, com um atraso de 20 min e uma subsequente operação tartaruga (o trem se movia a uns 10 km/h). Hoje cedo, fiquei bravo. Meu trem simplesmente desapareceu, foi abduzido, portanto tive que esperar quase 1h em Massy-Palaiseau, continuando o processo de pasteurização (pois estava frio). Na tela com os horários dos trens, havia a seguinte informação: "prevejam 3 trens circulando a cada 4", i.e., dos trens das 8h06, 8h21, 8h36 e 8h51, pelo menos três deveriam estar lá. Ironica e misteriosamente, aconteceu o contrário, só o das 8h51 resolveu aparecer...
Balanço do dia: acordei às 7h, saí de casa às 7h30 e cheguei no estágio às 9h30.
Mas ainda assim o RER C é melhor que o RER B. Pior que este, é difícil...

Tschüss!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pasteurização

Oi pessoal!

O processo de pasteurização é um processo muito comum na indústria de alimentos, usado para "matar" uma boa parte dos microorganismos nocivos à nossa saúde. Ele consiste em elevar a temperatura do sistema e mantê-lo por alguns instantes nessa condição, para então resfriá-lo rapidamente à temperatura na qual ele será conservado. É um belo problema de fenômenos de transporte e de operações unitárias!
Ele também pode ser aplicado a outra escala de seres vivos, não necessariamente micro, por exemplo a uma população de Homo sapiens. Um exemplo ocorreu em Paris, França, entre os dias 24/05/2009 e 26/05/2009. Durante dois dias, os integrantes de uma parte dessa população foram mantidos a temperaturas agradabilíssimas de 30°C em meios suficientemente sufocantes (dentro de uma sala com 30 PCs e dentro de trens com 10 pessoas por m²), e no terceiro dia eles presenciaram vento, chuva e temperaturas mais "frescas" em torno dos 10-15°C.
Interessante, não?

À tout alors!!!

domingo, 24 de maio de 2009

Notre-Dame de Paris

Oi pessoal!

Abusando do fato de período de estágio ser sinônimo de finais de semana livres, aproveitei mais uma vez o dia ensolarado e quente em Paris (algo que tem ocorrido com frequência crescente!) para passear. Hoje fui visitar o coração espiritual e [principalmente] geográfico da França: a Cathédrale Notre-Dame de Paris. Mas não foi uma visita qualquer, mesmo porque eu já a visitei diversas vezes: quando cheguei, na ocasião da visita do Papa Bento XVI, na Nuit Blanche, com meus pais etc. Desta vez, eu subi suas célebres torres, cenário do igualmente célebre romance Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo.
Foram 387 degraus até chegar no topo da torre sul, de onde se tem uma vista bem interessante da cidade. Apesar de a catedral ser relativamente baixa, a cidade também é, assim pontos como a Tour Eiffel, Hôtel des Invalides, Grand Palais, Musée du Louvre, Arc de Triomphe, Grande Arche de La Défense, Panthéon etc são facilmente avistáveis de lá. Passa-se ainda por um nível intermediário, onde se encontram as famosas gárgulas, cujo papel é afastar espíritos malignos.
Curiosidade: foi Victor Hugo uma das pessoas responsáveis pelo grande programa de restauração da Notre-Dame, quando esta estava em mau estado após a Revolução. A partir de então, foi difundida no país a ideia de restauração de monumentos históricos, algo que é levado a sério até hoje (e que estraga muitas de minhas fotos no Velho Continente...).

Gárgula e Tour Eiffel, vistas da torre sul da Notre-Dame

Hôtel-Dieu (hospital) e Sacré-Coeur ao fundo, vistos da torre sul da Notre-Dame 

Panthéon, visto da torre sul da Notre-Dame

Antes de terminar, dois comentários: mais uma vez consegui entrar de graça na atração. Desta vez, não falei nada, só entreguei meu Titre de Séjour e a mesma nota de 10 euros. A funcionária me devolveu o dinheiro falando: "está tudo certo, está tudo certo". Ainda não sei ao certo porque eles fazem isso, mas uma coisa é evidente: os franceses não são malvados como muitos pensam! Eles também são bonzinhos! (nunca todos, é claro)
E último comentário: as temperaturas mais elevadas já estão me preocupando, quase antes de eu poder aproveitá-las direito. A um mês do início do verão, temperaturas de 30°C por aqui não me parecem normais...o que será de mim na volta do estágio, de segunda a sexta, nos meses que vêm por aí?

À bientôt!!!

sábado, 23 de maio de 2009

Fontainebleau

Oi pessoal!

Hoje cedo, aproveitando o bom tempo, fui visitar o château a que eu fiquei devendo visita na Toussaint do ano passado, o Château de Fontainebleau.
Ao sul de Paris, é um dos mais famosos châteaux franceses, tendo sido moradia de várias gerações de soberanos franceses, incluindo François I, Louis XIV, Napoléon I e Napoléon III. Foi inclusive lá que Napoléon I abdicou ao trono, em 1814, seguindo para seu exílio na Ilha de Elba.
château é bem bonito, com um interior impecável, na minha opinião mais impressionante que Versailles (não estou dizendo que Versailles é feio). Destaques para a cour du cheval blanc (bela entrada com uma escada bem original), salle de Bal (salão de festas) e gallerie de François I (um dos "corredores" mais bonitos que já vi).
Além disso, Fontainebleau, que vem de fontaine belle-eau ("fonte da água bela"), é famoso por seus jardins e parques, não tão organizados quanto os de Versailles, mas mais "naturais". Andando pelo parque, eu fiquei imaginando quão diferente seria uma caminhada no meio da Floresta Amazônica...hehe...(i.e., seus parques são praticamente uma floresta)
Antes de mostrar as fotos, uma informação: "consegui" entrar de graça no château, passando por menor de 26 anos. Explico melhor: na placa informativa, só estava escrito que a gratuidade era para menores de 26 anos, não mencionava a parte ressortissants de l'Union Européenne, então eu pedi uma entrada para menores de 26 anos, mostrando meu Titre de Séjour. O funcionário viu meu documento e me disse: "bem, o problema é que isso só vale para europeus..." Aí eu me contentei e disse: "ok, tudo bem", dando-lhe uma nota de 10 euros (a entrada para estudantes era de 6 euros). Depois de alguns segundos olhando reticentemente para a nota que eu havia lhe dado, não sei se por dó (espero que não, mas acho que sim), ele me disse: "deixa quieto", devolvendo minha nota e dizendo que seria apenas 1 euro, preço do audioguide...com isso, o preço total do passeio foi de 1 euro! Isso porque o transporte é gratuito graças à minha carte Imagine R (prima do Bilhete Único)!

Château de Fontainebleau

Cour Ovale, Château de Fontainebleau

Pavões, Château de Fontainebleau

Gallerie François I, Château de Fontainebleau

Trono de Napoléon I, Château de Fontainebleau

That's all folks!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Havaianas, Goiabada e Pão de Queijo à ECP

Oi pessoal!

Ontem depois do estágio fui para a École Centrale Paris, uma das mais prestigiadas écoles da França, pela segunda vez.
Fui levar uns presentes para meus amigos do CAVILAM e eles me convidaram para jantar com mais outros amigos. Como na primeira vez, comi uns pratos diferentes e muito bons (apesar de picantes)!
Depois do jantar, fui finalmente visitar um amigo politécnico que chegou por aqui um ano antes que eu e que voltará em breve para o Brasil, por isso esta visita já estava quase atrasada...
Dormi na casa do meu amigo singapurense, não antes de fazer alguns pães de queijo para ele e os outros degustarem! E aproveitei para ter algumas aulas de singlish e de inglês singapurense, linguagens distintas e razoavelmente diferentes do inglês americano. Bem, o singlish, na verdade, é um dialeto, não tendo muito a ver com o inglês que conhecemos...

Tschüss!!!

La Nuit des Musées 2009

Oi pessoal!

Vamos aproveitar o feriado para pôr as notícias em dia. No sábado passado (16/05), aconteceu a 5ª edição da Nuit des Musées, evento em que muitos (todos, talvez) museus abrem suas portas gratuitamente durante a noite. Os horários variam de museu para museu, mas eu sai de casa por volta das 18h e voltei à 1h.
Além de abrirem suas portas, alguns museus oferecem atividades especiais, como encenações, projeção de filmes etc.
O primeiro local visitado foi o Hôtel des Invalides, onde fica o Musée de l'Armée, edifício que se destaca ao avistar Paris do alto por causa de sua cúpula dourada (principalmente em dias ensolarados). O museu é muito bom, na minha opinião ele ganha do Imperial War Museum de Londres, pois enquanto este é muito focado nas Guerras Mundiais, o parisiense é muito mais abrangente, contando com uma coleção de armaduras e armas de guerra extraordinária. E claro, conta muitos pontos o fato de a tumba de M. Napoléon estar lá, na Église du Dôme, obviamente visitada. Destaque para as encenações como a de treinamento de esgrima, com pessoas vestidas "como antigamente". Curiosidade sobre o Hôtel des Invalides: ainda hoje há lá um hospital que acolhe mutilados de guerra.

Musée de l'Armée e Dôme, Hôtel des Invalides

Tombeau de NapoléonHôtel des Invalides

Musée de l'ArméeHôtel des Invalides

Seguindo pela Esplanade des Invalides e atravessando a Pont Alexandre III (a mais bela de Paris), cheguei em alguns minutos ao Grand Palais, palácio famoso por sua "nave", uma obra-prima da engenharia francesa em que pedra, aço e vidro se misturam em harmonia. Como a Tour Eiffel, ele foi construído para uma Exposição Universal, a de 1900 (a Tour Eiffel foi para a de 1889, centenário da Revolução Francesa), e desde então abrigou várias exposições temporárias, como a atual sobre arte contemporânea, serviu como hospital de guerra e abrigou diversos eventos, como Fashion Weeks e o recente leilão da coleção Yves Saint Laurent/Pierre Bergé. Para falar a verdade, eu só fui ver a "nave" por dentro, pois arte contemporânea não é algo que chama minha atenção. Achei engraçado o fato de ela parecer muito um pavilhão (como o do Anhembi) por dentro, apenas o teto sendo algo "chique". Mas não decepciona!

Grand Palais e Pont Alexandre III 

Nef du Grand Palais

O último museu visitado foi o Musée de la Monnaie, cheio de animações para a Nuit des Musées, como fachada iluminada (à la Fête des Lumières), bolhas de sabão nos recepcionando na entrada, demonstração do processo de cunhagem, pessoas fantasiadas fazendo quizes com direito a prêmios e o lançamento da moeda comemorativa de 10 anos do Euro (que eu troquei!). Além disso, o acervo e uma exposição temporária dispensável estavam abertos.

Musée de la Monnaie

Musée de la Monnaie

Sob chuva, voltei para casa, onde estava acontecendo a Fête de la Cité, com direito a show de rock no gramado da Maison Internationale, que dava pra ouvir do meu quarto...

À plus!!!

domingo, 17 de maio de 2009

Reorganização Picasa

Oi pessoal!

Devido a problemas de capacidade máxima de fotos aqui no blog, comecei um remanejamento das fotos de meus álbuns no Picasa. Aparentemente, as fotos colocadas aqui ocupam o espaço pessoal dos álbuns lá, então a minha atual conta chamada de LeoLeoLeo (1) deixará de ter álbuns, sendo dedicada exclusivamente às fotos do blog, que não são públicas pelo Picasa.
Bom, no fundo, a única coisa que vocês têm que saber é que os álbuns estarão um pouco bagunçados nesses dias e, para os que recebem atualizações via e-mails ou algo do tipo, não se assustem com a quantidade de mudanças...

À bientôt!!!

11/05/2009: Rouen - Giverny

Oi pessoal!

A segunda-feira (11/05) e último dia de viagem foi quase exclusiva a Monet. Começamos em Rouen (em português Ruão...), visitando a Cathédrale Notre-Dame várias vezes retratadas em suas telas. Uma das mais estranhas que já vi, confesso que não a achei tão bonita, talvez pelo evidente aspecto de "remendo", i.e., fica muito claro que cada parte foi construída em uma época diferente e a tentativa de manter a harmonia foi muito pequena, quase nula. Mas também desta vez vi o Monet sentado lá na praça, pintando a Cathédrale. Infelizmente, câmeras fotográficas não são tão poderosas quanto nossos olhos, por isso não achei ângulo para capturá-la inteiramente em uma só foto. O outro grande destaque de Rouen é a Place du Vieux Marché, onde foi queimada Jeanne d'Arc, heroína francesa na Guerra dos Cem Anos.

Cathédrale Notre-Dame, Rouen

Homenagem a Jeanne d'Arc, Rouen

O último destino antes de voltar para casa foi Giverny, cidade que há tempos queria visitar, desde que fiquei sabendo de sua existência. É lá que morou por um tempo Claude Monet, sendo possível visitar sua casa e seus jardins, que incluem a famosa ponte japonesa, além de seu túmulo. Foram os mais belos jardins que já visitei, com flores por todos os lados. E deu pra ver a admiração de Monet em relação à arte japonesa, que dominava o interior de sua agradável residência. A única coisa desagradável foi ver uma criança de uns 7 anos capturando moluscos e colocando-os em seus braços...

Maison de Monet, Giverny

Jardins de Monet, Giverny

Pont Japonais, Giverny

Chegamos em Paris no começo da tarde e foi só correria: enxer o tanque de combustível, terminar de arrumar as malas, almoçar, jantar, ir ao banco, devolver o carro e chegar até o Aéroport Charles de Gaulle.
Mas deu tudo certo. Infelizmente, passou muito rápido, mas acho que aproveitamos demais. Viajar em família é sempre diferente.
Ficarei devendo os acontecimentos mais recentes para os próximos dias, pois daqui a pouco vou falar com minha mãe pelo Skype =P

Ciao!!!

10/05/2009: Mont Saint-Michel - Ranville - Deauville - Honfleur - Etretat

Oi pessoal!

No domingo (10/05), penúltimo dia de viagem e Dia das Mães (parabéns de novo, mãe!), fizemos um passeio pela Normandie, região francesa conhecida pelo Dia D, quando "tropas aliadas devolveram a França, dominada pelos alemães, aos franceses". O primeiro destino foi o segundo ponto turísico mais visitado da França e um dos mais impressionantes que já vi, o Mont Saint-Michel. Motivo de disputas entre a Normandie (a quem ele oficialmente pertence) e a Bretagne, ele é um monte localizado praticamente no meio do mar, ligado ao continente por um canal de terra. Nesse rochedo foi construída uma abadia, a Abbaye de Saint-Michel, em torno da qual se desenvolveu um vilarejo, atualmente consistindo em hotéis, restaurantes e lojas de souvenirs. Em local altamente estratégico, foi um importante centro da resistência francesa na Guerra dos Cem Anos, nunca tendo sido dominada pelos ingleses. O Mont Saint-Michel é impressionante em todos os sentidos (como Monaco): intensas marés dominam a região (nada de carros depois das 18h no nível mais baixo do estacionamento), escadarias espalhadas por todo o monte, parecendo um cenário de jogos de videogame e no alto, dominando tudo, a surpreendente abadia, cujo interior não deixa nem um pouco a desejar. Por ser um ponto razoavelmente próximo de Paris, considero fundamental um dia por lá.

Mont Saint-Michel

Nós no topo da Abbaye Saint-Michel, Mont Saint-Michel

Ruela, lojas e turistas, Mont Saint-Michel

Algo que eu fazia questão de visitar na Normandie era um cemitério de guerra. Fizemos portanto uma parada em Ranville, próxima da Pegasus Bridge, codinome da Pont de Bénouville durante a Segunda Guerra. Sua importância está ligada a uma das primeiras regiões francesas liberadas dos alemães, pois foi lá que tropas inglesas se infiltraram de modo bem-sucedido e expulsaram os nazistas. Sobre o cemitério: foi o primeiro do tipo que visitei, achei bem interessante e muito bem conservado. O curioso é que em frente à prefeitura, que ostenta a flâmula britânica, além da francesa, há uma cabine telefônica ao estilo inglês, creio eu que uma homenagem à pátria de seus heróis.

Ranville War Cemetery, Ranville

Seguindo indicações de uma colega francesa, fomos depois para Deauville. E que boa indicação! Cidade pequena, ela tem o charme das construções de Chamonix e uma ampla praia, decorada com coloridos parassóis e com as famosas planches, tábuas com os nomes de celebridades que passaram por Deauville que ficam em frente à praia. Comemos deliciosos e generosos sanduíches em uma boulangerie supimpa, a um preço bem razoável! 

Plage, Deauville

Deauville

Outra indicação de minha colega foi Honfleur, cidade portuária a que dedicamos um tempo menor, por não ser tão interessante quanto Deauville nem quanto ao nosso destino seguinte (fato que eu já sabia antecipadamente). Apesar disso, fica o mérito pela bela vista de seu porto, que estava sendo retratada por um grupo de 日本人 (japoneses) que me lembraram minha avó!

Honfleur

Para chegar ao nosso último destino, Etretat, passamos por uma bela e moderna ponte, a Pont de Normandie, nas proximidades de Le Havre, grande cidade portuária da região. A ponte é bem legal mesmo, só achei abusivo o pedágio: 5,00 EUR! Etretat é conhecida por um conjunto particular de falésias, retratado por Claude Monet em várias ocasiões. É possível passar por baixo, subi-las ou simplesmente andar na praia, mas atenção: tudo isso exige cuidado pois o chão é bem escorregadio! As vistas são muito boas e eu até consegui ver o Monet sentado em seu banquinho, com um cavalete, tintas e pincéis, pintanto o "elefantinho". Não deve ter sido uma tarefa fácil, porque o vento é muito forte!

Praia e falésias, Etretat

"Elefantinho", Etretat

Nesse dia dormimos em Rouen, cidade que visitamos em nosso último dia de viagem.

Arrivederci!!!

09/05/2009: Bordeaux - La Rochelle - Nantes - Fougères

Oi pessoal!

Sábado (09/05) foi dia de voltar ao norte, beirando a costa atlântica da França. A primeira parada foi em Bordeaux, cidade célebre por seus vinhos. Bordeaux é uma das mais belas cidades francesas, lembrando Paris, por saber manter sua arquitetura original bem conservada e se rendendo a alguns luxos da modernidade, como o Tramway. A origem do nome da cidade é simples: bord des eaux (beira das águas), referência ao mesmo rio Garonne de Toulouse. Curiosidade: em português, o nome da cidade é Bordéus. É por isso que eu me recuso a traduzir nomes e conto com a colaboração de vocês para tolerarem a grande quantidade de palavras em francês por aqui.
Ficamos a manhã inteira em Bordeaux, suficiente para explorar seus [vários] pontos principais: Grosse Cloche, um relógio que lembra o de Berne; Basilique Saint-Michel e uma animada feira; a Place de la Bourse e seu espelho de água; o Monument aux Girondins, uma bela e imponente fonte; o Grand Théâtre; a Pont de Pierre; o também imponente Hôtel de Ville; e a Cathédrale Saint-André de Bordeaux, com um órgão monumental.
Além do tempo que não ajudou muito, tomamos uma multa por estacionar em local proibido...francamente, até parecia um pouco, mas não tinha nenhuma placa indicando que era proibido estacionar lá e havia outros carros parados, por isso pensei que fosse permitido. Mas não era.

Place de la Bourse, Bordeaux

Monument aux Girondins, Bordeaux

O segundo ponto do dia foi La Rochelle, cidade portuária que fica na costa atlântica francesa. Demos literalmente uma volta pela cidade, para fazer uma pausa-banheiro e ver seus famosos faróis, no Vieux Port.

Vieux Port, La Rochelle

Seguimos para Nantes, por onde passa o Loire, em cujo vale se encontram os célebres Châteaux de la Loire. Quando chegamos, o tempo ainda estava instável, mas depois de um pouco de paciência, o céu ficou bem azul! Visitamos o Château des Ducs de Bretagne, imponente château no centro da cidade; sua Cathédrale Saint-Pierre de Nantes, com uma das mais belas e claras fachadas que já vi; e a Passage Pommeraye, sofisticada galeria com lojas de vários tipos. Gostei muito de Nantes, é uma cidade bem simpática!

Château des Ducs de Bretagne, Nantes

Cathédrale Saint-Pierre de Nantes, Nantes

Terminamos o dia e dormimos em Fougères, cidade bretã que, mesmo sendo pequena, possui um modesto château!

Château de Fougères, Fougères

Tschüss!!!