Oi pessoal!
Ficar em casa mofando não é remédio contra tristeza, por isso hoje fiquei praticamente o dia todo fora, aproveitando o excelente tempo. Há meses não via um termômetro marcar 16°C...
Logo de manhã, fui ao supermercado, repor minhas provisões quinzenais. Cheguei em casa, almocei e depois saí com dois amigos da Chimie.
Nosso plano inicial era conhecer o Bois de Boulogne, um bosque gigantesco na zona oeste de Paris, mas acabamos vendo muito mais coisas interessantes. Começamos pelo Jardin des Serres d'Auteuil, um jardim com estufas achado por acaso, ao lado do Bois de Boulogne. O jardim em si não tem nada de excepcional, ao contrário das estufas, que são super legais! Plantas de vários tipos e origens estão expostos ao público, além de um orquidário, este infelizmente fechado para visitação livre. Vimos plantas carnívoras, cogumelos, pássaros, peixes e até formigas. Pela primeira vez vi formigas francesas! Aqui elas são, felizmente, muito raras. Mesmo com uma planta em meu quarto, o máximo que encontro são micro insetos voadores. E foi a segunda vez que passei calor de verdade em Paris (a primeira foi no final de semana de chegada). Dentro das estufas, mas ainda assim, em Paris.
Jardin des Serres d'Auteuil
Jardin des Serres d'Auteuil
No meio do nosso passeio por esse jardim, fomos conhecer o complexo de Roland-Garros, onde ocorre o campeonato de tênis homônimo e onde o Guga foi tricampeão. Seu nome, junto com o de todos os campeões, está escrito ao redor de uma das quadras-estádio. Chegamos na entrada, vimos pessoas lá dentro e, como havia um portão aberto sem nenhuma instrução, entrei. Aí um senhor começou a bater palmas e fazer um escândalo como se estivesse chamando um crocodilo ou uma foca, e meu amigo me disse que achava que não se podia entrar lá (sinceramente, eu não tinha percebido que tal manifestação se dirigia à minha pessoa). Saí e fiquei resmungando do lado de fora, mas tirando fotos do lugar. Antes de conseguirmos ir embora, ele ainda repetiu duas vezes a cena bizarra: na primeira para me chamar no guichê dele e dizer que a entrada era paga e na outra, ele veio em nossa direção (pois vira que continuávamos por lá) com um folder, nos explicando os preços, horários etc, com toda sua simpatia. Este fato à parte, espero retornar lá, mas para ver um jogo de tênis de verdade.
Roland-Garros
Finalmente seguimos para o Bois de Boulogne. Não sei se lembram, mas aqui ainda é inverno, o que significa que boa parte do bosque estava "morta". Mas ainda assim achei interessante: vimos uma boa centena de pessoas jogando algo parecido com bocha, uma árvore de corvos, dois lagos bem bonitos etc.
Bois de Boulogne
Árvore de corvos, no Bois de Boulogne
Cansados, voltamos para casa, onde nos esperava um jantar de pão de queijo, que fizemos com mais dois brasileiros.
É, acho que deu para aliviar um pouco da tristeza...
Tschüss!!!