domingo, 23 de novembro de 2008

Première Neige

Oi pessoal! Salut à tous!

Quando pequenos, sempre vemos em livros, filmes e outros que, no Natal, caem flocos de neve do céu. Depois de um tempo, podemos fazer bonecos de neve e até guerra de bolinhas de neve. Infelizmente esqueceram de "metade" do planeta ao fazer essa associação. Acredito que toda criança do hemisfério sul se pergunta (e, principalmente, para seus pais) por que não tem neve no Natal.
Por causa dessa injustiça, quase todo cidadão desse hemisfério sonha em, um dia, ver neve. E esse é o meu caso. Mas o sonho já não existe mais, porque hoje nevou! Bem que eu disse que sempre devemos ter esperança!
Contextualizações à parte, fiquei olhando pela janela o dia todo. De manhã, estava assim:

Nascer do sol visto da minha janela, 23/11/2008

Fez frio nesta noite...

Por volta das 11h, vi umas partículas brancas caindo do céu. Fixei minha atenção e cheguei à conclusão de que era neve! Já estava super contente, mesmo com aquela quantidade ínfima de flocos caindo, mas queria mais. Fui almoçar e, durante a refeição, a quantidade aumentou! Fui então lavar louça e, aí sim, me senti realizado: neve caindo do céu como chuva de verdade, mas na forma de flocos de gelo.

Neve!

Troquei de roupa bem rápido, peguei minha câmera e fui lá pra fora, pra poder vê-la mais de perto. Dei uma volta na CitéU e deu pra matar a vontade. É realmente como a chuva, mas na forma de flocos de gelo, como aquele que se forma no congelador da geladeira. É bem agradável, porque ela não é tão fria e nem molha tanto quanto a chuva. Minha mão com alguns flocos de neve:

Minha mão com neve. Ao fundo, a Maison Internationale

Mas ainda espero mais neve. Quero ver o chão branco e fazer um boneco de neve! Certo, talvez não veja isso em Paris. Mas ainda vou fazer um boneco de neve! Observação: parece que não neva assim em Paris há algum tempo. E estamos a um mês do inverno. Isso promete! Quem sabe eu não consiga fazer meu boneco de neve aqui em casa...

Tschüss!!!

sábado, 22 de novembro de 2008

Musée du Louvre - 4ème fois

Oi pessoal! Salut à tous!

Já estava ficando com saudades do meu querido Louvre. Ontem à noite fiz minha 4ª visita, uma das melhores até agora. Conheci a história do Louvre, o Louvre medieval, antiguidades orientais e objetos de arte.
A parte de história do museu é um pouco sem graça, exceto pelos belos quadros representando o próprio museu, em diferentes épocas. Não sei se já comentei, mas o Louvre era originalmente um palácio real, daí seu tamanho gigante e a presença do Jardin des Tuilleries logo na sua frente. O circuito do Louvre medieval é mais interessante: visitei as estruturas antigas do museu, impressionantes e muito bem preservadas.
Em seguida, terminei a parte de antiguidades orientais que havia começado em minha segunda viagem ao Louvre. Destaque para o Código de Hamurabi, um dos primeiros conjuntos de leis desenvolvido pelo homem, talhados em rocha de diorito, um monumento de cerca de 2,5 m de altura.
Por fim, cheguei à mais bela seção do museu que já visitei: os objetos de arte. Só tive tempo de ver as partes mediaval e renascentista, mas foi o suficiente para eu me impressionar. Arte sacra, relógios, pratos decorativos, armaduras, cofres e até um tabuleiro de xadrez fazem parte do gigantesco acervo. As peças estão em perfeito estado e são muito bem ornamentadas. Altamente recomendado!
Voici algumas fotos.

Louvre medieval, Musée du Louvre

Código de HamurabiMusée du Louvre

Chapiteau de l'Apadana, antiguidades do IrãMusée du Louvre

Objetos de Arte SacraMusée du Louvre

De acordo com a previsão do tempo, amanhã terá neve com chuva. Não estou muito confiante, porque na última vez que a méteo disse isso, não vi nem a chuva. Mas sempre temos esperança!

Au revoir!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Feu

Oi pessoal! Salut à tous!

Fica até um pouco sem graça de contar três dias depois, mas no sábado de manhã, enquanto estava preparando (esquentando) minha lasanha, quase "pus" fogo na cozinha. A sorte foi que um brasileiro também estava na cozinha, então resolvi esperar a lasanha ficar pronta lá mesmo, conversando com ele enquanto isso. De repente, quando olho para o forno, vejo uma labareda no fundo. Ela aumenta e se alastra. No mesmo instante, desligo o mesmo e tiro minha lasanha de lá. Logo depois fui voando para a recepção avisar o funcinário de plantão, que voltou comigo também voando para a cozinha do terceiro andar. Assim que chegamos, o fogo já tinha sido abafado, mas estava uma fumaceira só. Ele me disse que, provavelmente, alguém havia derrubado óleo por lá, o que faz muito sentido (não só fisicamente, mas principalmente baseando-se no conhecimento que tenho sobre meus vizinhos...). Para evitar que pessoas pensassem que era o Dia Nacional da Simulação e Prevenção de Incêndios, ele me pediu o pano que estava na minha mão (que eu uso para tirar as coisas do forno) para tapar o sensor de fumaça. No fim das contas, nada de barulho, e termino minha lasanha no forno da cozinha do quarto andar (que é novo e muito bom!).

(bientôt, bientôt...)

Au revoir!!!

Chimie Organique

Oi pessoal! Salut à tous!

Quando eu falei sobre minhas novas aventuras, me referia principalmente às minhas aulas de laboratório de química orgânica, que começaram na semana passada. Totalmente diferente de todas as aulas de laboratório que já tive, fiquei completamente perdido nos primeiros dias.
Até então, sempre havia roteiros de experimento e tudo já estava pronto para uso. Aqui, devo:

- pesquisar artigos para achar o procedimento experimental mais apropriado;
- elaborar um plano de experiência;
- pesquisar toxicidade e propriedades físicas dos reagentes, solventes e produtos (isso eu até que fiz bastante no Brasil);
- consultar o professor para ver se está tudo ok;
- pedir os reagentes e solventes necessários;
- testar sua pureza, se necessário;
- montar o equipamento a ser utilizado;
- começar a manipulação;
- tomar notas de tudo o que eu fizer em um tal de um caderno de laboratório, chatíssimo

Resumindo: uma complicação só.
Depois de 5 dias respirando coisas tóxicas, nocivas, irritantes, fedidas e cancerígenas, estou começando a me virar melhor agora, sem ter que incomodar o professor (que é bem legal e me ensina a mexer em todos os aparelhos e a montar tudo que eu preciso) a todo instante. Por enquanto só quebrei um balão volumétrico de 100 mL, quando estava montando minha coluna de destilação para purificar a imina (imina, diferente de amina) que eu produzi. Cheguei à conclusão de que nunca havia quebrado nada no Brasil não só porque sou cuidadoso, mas principalmente porque quase tudo estava pronto e montado.
Apesar de perder alguns anos de minha expectativa de vida, acho que estou aprendendo bastante e, mesmo não pretendendo trabalhar só em laboratório (principalmente de química orgânica, mais perigosa até que a radioatividade), considero a experiência válida.

(plus tard, plus tard...)

Arrivederci!!!

11/11/2008: Bruxelles

Oi pessoal! Salut à tous!

O último dia de viagem foi menos trágico, porém igualmente interessante. Fomos mais uma vez a Bruxelas e, desta vez, visitamos os principais pontos turísticos da cidade.
Começamos pelo Parc du Cinquantenaire, que fica ao leste da cidade. Como os jardins de Versailles, ele estava todo coberto de folhas, dentro do espírito do outono. Ele fica próximo ao Parlamento Europeu, nosso destino seguinte, onde ganhamos toneladas e toneladas de papéis com informações sobre a UE. Não sei se isso foi a causa ou a conseqüência, mas Bruxelas me pareceu uma cidade muito adequada para abrigar a sede de uma parte do poder da UE, já que ela é bem cosmopolita (num espírito um pouco diferente do de Paris).
Em seguida, partimos para conhecer o famoso Atomium, que fica em um parque ao norte de Bruxelas. Eu não sabia, e só descobri lá (o que gerou um "uau"), que ele é uma perfeita representação da célula unitária de um cristal CCC. Vocês se lembram da minha explicação sobre a estrutura CFC, espero eu. Pois a CCC é um pouco diferente: um átomo em cada vértice do cubo e um no seu centro, resultando em um empacotamento menor que o da CFC. Na minha opinião, baseada em conhecimentos de cristalografia e de latim, o nome do monumento é inadequado. Em uma célula CCC, temos 2 átomos inteiros, usualmente representados como 5, como no caso do monumento em questão. Mas em latim, a terminação "um", em geral, é usada para o singular. Assim, um nome mais correto seria Atomia. Além disso, pode-se criar a falsa idéia de que aquilo é a representação de um átomo, o que está longe, bem longe de ser verdade.
Divagações a parte, o monumento é bem bonito. Ele tem pouco mais de 100 metros de altura e é feito em aço inoxidável, o que o torna bem brilhante. E ele foi construído para a Exposição Universal de 1958 (creio eu que uma exposição parecida com aquela para a qual foi construída a Tour Eiffel), o que me surpreendeu um pouco, pois aquilo me parecia uma arte mais moderna.
Atomium para trás, fomos em direção ao centro de Bruxelas. Passamos pela Cathédrale Saints-Michel-et-Gudule, pelo Manneken Pis (estátua famosa de um menino fazendo xixi), por lojas de chocolates, de desenhos em quadrinhos (outro ponto cultural de Bruxelas) e terminamos mais uma vez na Grand-Place. No meio do caminho parei para experimentar os famosos waffles, ou melhor, gaufres locais. Deliciosos.
Voltamos para Lille sem nenhuma perda de trem e cheguei em Paris, exausto, por volta da 23h. Pronto para novas aventuras. Quem disse que só em viagens que temos aventuras? (desconsidero doravante que estou fora de minha terra natal)

(désolé...)

Outono no Parc du Cinquantenaire

Atomium

Manneken Pis

Gaufres

Grand-Place

Ciao!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

10/11/2008: Bruxelles - Waterloo

Oi pessoal! Salut à tous!

Na segunda eu viajei sozinho, pois minha amiga de Lille tinha aulas. Fui pra Bruxelas e aproveitei pra conhecer Waterloo, cidade onde ocorreu a famosa batalha na qual as tropas lideradas por Napoleão foram derrotadas pelos ingleses, russos, prussianos e austríacos (que covardia, não?). Este dia foi o mais intenso dos quatro, no quesito acontecimentos interessantes.
A começar pelo trem que perdi para ir pra Bruxelas. Vou pular a descrição do complicado (porém bem econômico) esquema de ir de Lille pra Bélgica, mas o que ocorreu foi que, assim que cheguei na estação em Mouscron (fala-se "mucrron"), Bélgica, o trem para Bruxelas estava quase saindo. No que eu comprei meu bilhete, olho pela janela e...tchau trem...Pelo menos não perco meu bilhete porque, na Bélgica (assim como na Alemanha), em geral você compra um bilhete para um trajeto e não para um trem específico. Como o trem seguinte sairia em uma hora, fui explorar Mouscron, como adoro fazer. Mas Mouscron não tinha nada, como me avisara o senhor que me vendeu o bilhete na estação de trem. Ainda bem, pois fui mais cedo para a estação e quando chego descubro que: o trem que eu pegaria foi cancelado...mas eu ainda tinha tempo de fazer um roteiro alternativo, pegando um outro trem, que demorava mais, mas tudo bem.
Cheguei vivo em Bruxelas, estava um tempo bem feio, garoando, o que não me impediu de dizer "uau" quando chego na Grand-Place. Uma das praças mais bonitas que já vi (de acordo com a Wikipedia, Victor Hugo concorda comigo). Você não sabe para onde olhar: tudo é bonito! Lá fica o Hôtel de Ville, entre outros prédios importantes. Pena que não deu para vê-la iluminada à noite...
Depois da Grand-Place, fui explorar outras partes da cidade: o Parc de Bruxelles, o Palais Royal e o Palais de Justice, entre outros. No fim da minha caminhada (estava absurdamente cansado por causa dos dias anteriores), estava na Gare Midi, de onde sairia meu ônibus para Waterloo.
O motorista do ônibus (ao contrário do coiffeur) foi bem simpático: perguntou de onde eu vinha e me falou que havia muitos brasileiros lá, principalmente mulheres, mas trabalhando ilegalmente como domésticas (lembrem bem deste fato, ele será importante no futuro).
Chego em Waterloo, o ônibus me deixa bem perto do ponto onde foi construído um monumento (o busto de um leão) em homenagem à batalha e, durante o percurso, o próximo acontecimento do dia: o vento mais forte que já sentira em minha vida. Eu estava sendo empurrado pelo vento, não conseguia andar direito, sem exagero! Fiquei até com um pouco de medo, porque eu andava na beira de uma estrada. No topo do monte onde fica o leão, o vento estava tão forte, mas tão forte, que eu não conseguia tirar fotos de um dos lados do monumento. O lugar lá é bem interessante, para aqueles que gostam de coisas diferentes (não é nada espetacular, aviso, é realmente uma questão de gosto): tinha uma apresentação audiovisual, um filme e um museu de cera. Mas o mais legal foi ficar dando voltas ao redor do leão imaginando o que se passara lá alguns séculos atrás...
Voltando para Bruxelas, quem encontro no ônibus? Mais que óbvio que um brasileiro, ou melhor, uma brasileira. Reconheço pois ela falava ao celular e, assim que desligou, puxei conversa. Baseado em meus conhecimentos prévios, evitei o assunto "o que você faz por aqui", mas tenho quase certeza de que ela era uma das pessoas a que o motorista se referira. E ao longo do caminho entram outras brasileiras, todas se conheciam. Foi realmente bom eu ter conversado com o motorista na ida, para evitar o constrangimento alheio...
Chego em Bruxelas e já estava quase na hora do meu trem direto para Mouscron. Entro no trem e tudo vai bem, até que reparo que o trem estava quase-completamente vazio, eu não entendia nada que se falava no alto-falante e não conseguia ver nada para fora do trem (vidros-espelho). Admito que fiquei um pouco apreensivo. Mas eu fiquei com medo mesmo quando vi as horas e notei que iria perder o último ônibus que me levaria a Roubaix, cidade na periferia de Lille (dentro do contexto do esquema complicado, mas econômico).
Chego em Mouscron e, óbvio, eu realmente perdi o trem. Vou ao guichê da estação perguntar sobre trens pra Lille, com aquela aflição, já esperando uma facada de 20 euros, mas o senhor me disse que o bilhete custava 6 euros e que eu deveria pagar no trem mesmo. Achei estranho, mas tudo bem. Logo em seguida, ele fecha o guichê e vai embora.
Detalhe: se eu tivesse um pouco mais de sorte, poderia pegar o trem para Lille que partiu minutos depois que eu cheguei em Mouscron, mas nessa história de perguntar e conferir se o último ônibus já tinha partido, o trem foi também embora. Espero mais uma hora, na estação em silêncio absoluto. Mas eu tinha pelo menos a esperança de chegar em Lille no mesmo dia...
No fim das contas, tive até sorte: não passou um fiscal no trem para Lille e acabei viajando de graça...

(désolé, amis francophones, mais le français n'est pas encore si développé...)

La Maison du Roi, Grand-Place

Palais Royal de Bruxelles

Campo de batalha de Waterloo

Butte du Lion

À bientôt!!!

09/11/2008: Bruges

Oi pessoal! Salut à tous!

No domingo fomos para uma cidade da Bélgica, Bruges, (em holandês, Brugge). A Bélgica é um país interessante: apesar de pequeno, possui regiões conflitantes culturalmente, Flandres (mais ao norte) e Valónia (mais ao sul), cada uma com uma língua, o neerlandês ("holandês") e o francês, respectivamente. Além dessas duas línguas, descobri (Wikipedia) que no leste ainda falam alemão. Resumindo: uma verdadeira muvuca. Nos três dias em que viajei por lá deu pra observar essa rivalidade de que já tinha ouvido falar, como por exemplo nos trens: em certos percursos, ouvia-se e lia-se informações nas duas línguas; em outros, apenas em neerlandês ou em francês. Eu me senti como na Alemanha quando viajava nos trechos flamencos: não entendia quase nada que falavam no trem (na verdade, mesmo quando falavam em francês eu não entendia muito bem...).
Bruges é uma cidade turística no norte da Bélgica, capital da região de Flandres. Pelo fato de ser turística (deduzo eu), ouvíamos as duas línguas por lá, inclusive os famosos septante nonante (para os não-francófonos: pesquisem como se fala setenta, oitenta e noventa em francês)! Pessoalmente, não notei muita diferença entre sotaques (o que me deixou meio triste...), mas dava pra entender bem o que falavam por lá.
Ela é considerada uma das mais bem preservadas cidades medievais da Europa, com ruas estreitas e curvas. É cheia de canais, por isso chamada de Veneza do Norte (acreditem em mim, minhas fontes não são apenas a Wikipedia, apesar de o parecer), e seu centro é bem bonito, destacando-se a prefeitura e o museu da cidade. Passeamos também por um parque bem bonito ao lado da estação de trem.
O ponto alto do passeio, no entanto, foi um dos maiores patrimônios da humanidade: o chocolate belga. Desculpem-me se eu os fizer passar vontade, mas tive o prazer de não só degustá-lo, mas também de trazer mais de um quilo pra casa, a um preço bem camarada. Só vou falar que ele é muito bom e, se um dia forem para a Bélgica, não deixem de prová-lo. Dica: se puderem, não comprem em Bruxelas, mas em alguma cidade menor, como Bruges. Em Bruxelas, existem várias lojas de souvenirs que vendem chocolates fabricados em larga escala e que você encontra no mundo todo. Comprem o chocolate em alguma chocolateria local.

(version française en retard...)

Trem da SNCB

Canal em Bruges

Provinciaal Hof (Tribunal da Província, ao que parece)

Outro canal em Bruges

À tout alors!!!

domingo, 16 de novembro de 2008

08/11/2008: Luxembourg

Oi pessoal! Salut à tous!

O passeio que fiz a Luxemburgo foi uma excursão, organizada por uma associação de estudantes marroquinos de Lille. Foi uma sorte enorme, porque eu queria ir pra lá nessa viagem, mas tinha até desistido, porque ia demorar muito e sair meio caro. Como fomos de ônibus, saímos bem cedo de Lille e voltamos bem tarde, assim deu para aproveitar bem na cidade e tudo isso por 25 euros (de trens, eu iria perder tempo com conexões e ficaria bem limitado aos horários dos mesmos...)!
Luxemburgo é um país minúsculo que fica entre a França, a Bélgica e a Alemanha e, junto com a Bélgica e os Países Baixos, forma o Benelux, grupo que está ligado às origens do Euro e da União Européia. Ele tem o maior PNB per capita do planeta e uma economia bem fortificada no setor financeiro.
Sua capital também se chama Luxemburgo e foi para lá que eu fui: uma das cidades mais bonitas que já visitei, diferente de tudo que já tinha visto. A cidade foi construída em torno de um vale, sobre o qual existem belíssimas pontes, o que traz um charme único para ela. Suas construções são clássicas, apesar de estarem presentes elementos modernos, mas, em geral, estes estão restritos à periferia da cidade.
Foi ótimo ter ido no outono. Os parques estavam cheios de folhas no chão, cenas antes nunca captadas por minhas retinas ao vivo, coisa de filme mesmo. Em alguns deles, dava até para se cobrir de folhas, de tantas que havia. Entre outros pontos, visitamos o Palácio Grão-Ducal, na frente do qual flagramos uma guarda marchando, de modo extremamente disciplinado (e com um fuzil gigantesco nas mãos).
Fizemos uma bela caminhada, cuja dificuldade foi acentuada pelas subidas e descidas ao vale já mencionado. Neste vale, a propósito, há casas e também mata, no meio da qual nos aventuramos (e quase nos perdemos).
À noite, na praça onde fica a prefeitura, havia um árvore toda iluminada, com cores que mudavam, algo que me lembrou a Tour Eiffel. Nessa hora, estava tão frio que quase não conseguia tirar fotos, pois minhas mãos estavam congelando!
Para terminar o passeio, encontramos quem, para variar? Uma brasileira que mora e trabalha lá. Algo bem básico: ela só tinha uma casa lá naquele vale feio que dói. Praticamente uma favela. Deu uma dorzinha de cotovelo, devo admitir.
E esse não foi o encontro mais inesperado (na verdade, eu sempre espero encontrar brasileiros em minhas aventuras e, se não encontro, fico até um pouco decepcionado). Enquanto meus colegas iam pela segunda vez a uma loja de souvenirs cujos donos eram bem antipáticos, eu fiquei do lado de fora esperando. Durante minha espera, vejo vindo em minha direção um rosto conhecido. Não era um brasileiro, mas uma colega chinesa que estuda comigo na ENSCP! Acho que era muito mais provável ganhar na Mega-Sena que isso. Ela não me reconheceu na hora (talvez porque eu estava todo encapotado), mas depois de alguns segundos ela me disse: "Você aqui?". Enfim, foi bem curioso.
Chegamos detonados em Lille e fomos dormir, porque o dia seguinte não seria tão mais fácil.

(version français en cours de préparation = paresse)

Eu em um parque de Luxemburgo

Palais Grand-Ducal

Pont Adolphe de dia

Pont Adolphe de noite

Árvore iluminada no centro de Luxemburgo

さようなら!!!

Viagem Belgique - Luxembourg 2008

Oi pessoal! Salut à tous!

Dia 11/11 é um feriado aqui na Europa, comemoração do armistício da Primeira Guerra Mundial. Aproveitei o feriado prolongado pra passear, mas desta vez mais longe: fui pra Bélgica e pra Luxemburgo.
Fiquei hospedado na casa de uma amiga em Lille, cidade francesa bem próxima da divisa com a Bélgica, o que valeu mais a pena financeiramente que ficar em albergues. Infelizmente, não deu pra conhecer nada de Lille desta vez, mas pretendo voltar lá em outra ocasião.
Cheguei em Lille no final da tarde na sexta. Foi a primeira vez que andei de TGV (Train à Grande Vitesse, Trem de Alta Velocidade)! Fomos ao supermercado comprar nossos mantimentos para os quatro dias de passeios, mas antes passamos em uma livraria para ver alguma coisa das cidades que iríamos visitar. Na livraria, encontrei algo que esperava há algum tempo na seção de turismo: uma pessoa comprando guias do Brasil (não que isso seja incomum, mas ainda não tinha encontrado ninguém...)! Como havia me prometido, importunei a pessoa perguntando para onde ela iria etc. Depois das compras, nos acomodamos.
Meu roteiro foi o seguinte:

08/11/2008: Luxemburgo
09/11/2008: Bruges
10/11/2008: Bruxelas - Waterloo
11/11/2008: Bruxelas

Espero terminar mais rápido a postagem do diário desta viagem...

Le 11/11 est un jour ferié en Europe, célébration de l'armistice de la Première Guerre Mondiale. J'ai profité les petites vacances pour voyager, cette fois-ci un peu plus loin: je suis allé en Belgique et au Luxembourg.
Je suis resté chez une amie à Lille, ville française à côté de la frontière avec la Belgique, ce qui est plus intéressant financièrement que rester dans un auberge. Malheureusement, je n'ai pas pu connaître Lille cette fois-ci, mais je espère y retourner dans una prochaine occasion.
J'y suis arrivé le vendredi, à la fin de l'après-midi. C'était la première fois que j'ai utili´se un TGV! Nous sommes allés au supermarché pour acheter la nourriture pour les quatre joursde promenades, mais avant nous sommes passés par une librairie, afin de rechercher quelque chose sur les ville auxquelles nous allions. Dans la librairie, j'ai trouvé une chose que je cherchais depuis quelque temps à la section de tourisme: une personne achetant des guides du Brésil (je ne veux pas dire que ça n'est pas typique, mais je n'avais pas encore trouvé une chose pareil...)! Comme je m'avais promis, j'ai embêté la personne en demandant où elle allait etc. Après les achats, nous sommes resntrés chez mon amie.
Voici "l'emploi du temps":

08/11/2008: Luxembourg
09/11/2008: Bruges
10/11/2008: Bruxelles - Waterloo
11/11/2008: Bruxelles

J'espère finir plus rapidement le journal de cette voyage...

See you!!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Chez le Coiffeur

Oi pessoal! Salut à tous!

Na sexta-feira, logo depois da prova de biochimie, fui correndo cortar meu cabelo, já que ia viajar logo em seguida e não aguentava mais a juba. Foi a segunda vez que fui ao coiffeur aqui na França, a primeira foi em Vichy, dias antes de vir pra Paris. Nessa vez, deu tudo certo, até demais: a moça falou que eu era uma das poucas pessoas com quem ela conseguiu realmente conversar em francês. Fiquei tão contente!
Mas desta vez, não tive tanta sorte. Fui a um lugar indicado por colegas, que parecia até bem legal quando cheguei. Mas só até eu sentar na cadeira e o coiffeur me dizer: "Je vous écoute" (algo como: "Sou todo ouvidos").
Expliquei que queria ele curto, mas não tanto, mas ele queria mais detalhes. Com meu vasto vocabulário francês na área de beleza, tentei incrementar, mas sem sucesso. Mas a culpa não foi só minha. Desculpem-me pela ofensa pública, mas o cara era uma anta: eu mostrava pra ele com meus dedos o comprimento que eu queria, ele me mostrava com os deles e me perguntava: "assim?". Eu: "não, assim". Depois de repetir isso duas vezes, pra não ser indelicado respondi: "isso...".
Ele começou então sua "obra de arte". Assim que tinha quase terminado, me perguntou: "o comprimento está bom?". Foi então que o cara virou uma fera. Eu respondi: "você pode cortar mais um pouco?". Por que fui dizer isso...? Enquanto cortava mais meu cabelo (e quase minha cabeça também), ele ficou resmungando, me falando que eu devia ter explicado direito antes, além de ficar também cochichando com outros funcionários (algo que eu acho extremamente desrespeitoso com os clientes, que estão pagando por um serviço).
Fiquei um pouco traumatizado. E nem vou contar a pior parte que, afinal, foi invenção da minha cabeça...
Pena que Vichy fique a 40 euros daqui...e falando em dinheiro, só para terem idéia, paguei 16 euros pro infeliz (em Vichy eu paguei 12, algo excepcional na França, onde o preço padrão é de 15 euros para homens).

Le vendredi, après l'examen de biochimie, je suis allé directement chez le coiffeur, puisque je voyagerais tout de suite et je ne supportais plus mes longs cheveux. C'était la deuxième fois que je suis allé chez le coiffeur ici en France, la première a été à Vichy, quelques jours avant de venir à Paris. Cette fois-là, tout s'est bien passé, trop bien: la dame a dit que j'étais une des peu personnes avec lequelles elle a vraiment pu parler en français. J'était tellement content!
Néanmoins, cette fois-ci, je n'ai pas eu de la chance. Je suis allé chez un coiffeur indiqué par des collègues, qui ressemblait assez sympa lorsque j'y suis arrivé. Mais ça uniquement jusqu'au moment où je me suis assis et le coiffeur m'a dit: "Je vous écoute".
Je lui ai expliqué que je voulait mes cheveux courts, mais pas trop, mais il voulait plus de détails. Avec mon vaste vocabulaire dans le domaine de beauté, j'ai essayé d'ajouter quelque chose, sans succès. Mais la faute n'était pas uniquement mienne. Pardonnez-moi pour l'offense publique, mais l'homme était un couchon: je lui montrait avec mes doigts la taille que je voulait, il me montrait avec le siens et me demandait: "comme ça?". Moi: "non, comme ça". Après répéter cela deux fois, afin de ne pas être rude j'ai répondu: "oui...".
Il a commencé donc son "oeuvre d'art". Lorsqu'il avait presque fini, il m'a demandé: "la taille, ça va?". Il est devenu donc une bête. J'ai répondu: "vous pourriez couper um petit peu plus?". Pourquoi je l'ai fait...? Pendant qu'il coupait plus mes cheveux (et presque ma tête ensemble), il grognait, en me disant que je devrait lui avoir dit avant la taille correcte, et chuchotait avec les autres fonctionnaires du salon (ce que je trouve extrêmement impoli avec les clients, qui paient pour un service).
J'ai été un peu blessé. Et je ne vais pas vous dire le pire que, à la fin, n'a été qu'une invention de ma tête...
C'est dommage que Vichy est à 40 euros d'ici...et en parlant d'argent, pour que vous ayez une idée, j'ai payé 16 euros pour le coiffeur (à Vichy j'avais payé 12 euros, quelque chose unique en France, où le prix standard est 15 euros pour les hommes).

Tschüss!!!

Examens

Oi pessoal! Salut à tous!

Minha semana de provas foi um tanto puxada: 13 provas em 4 dias. Vai aí meu calendário:

03/11: inglês de manhã; radiochimie à tarde
04/11: organométalliques e catalyse appliquée de manhã; opérations unitaires e calcul de réacteurs à tarde
05/11: descanso
06/11: proprietés électroniques des solides, thermodynamique statistique e modélisation moléculaire de manhã
07/11: propriétes mécaniques, électrochimie, surfaces e biochimie de manhã

Como vocês podem ver, fechamos a semana com chave de ouro: 4 provas em menos de 4 horas. Foi bem engraçado: 20 minutos pra fazer a prova, todos descem correndo do anfiteatro pra pegar a próxima, 20 minutos pra essa nova prova etc.
Apesar de eu não estar bem preparado para todas as provas, acho e espero que deu para tirar notas razoáveis, i.e., em torno da média, que é 12/20. Devo mencionar também que tive sorte em algumas delas, pois as questões eram idênticas às de algumas provas de anos anteriores que eu havia feito.
Por questão de discrição, não pretendo comentar os resultados oficiais das mesmas no BLeoLeoLeo.

La semaine des examens a été assez fatigante: 13 examens dans 4 jours. Voilà le calendrier:

03/11: anglais le matin; radiochimie l'après-midi
04/11: organométalliques e catalyse appliquée le matin; opérations unitaires et calcul de réacteurs l'après-midi
05/11: repos
06/11: proprietés électroniques des solides, thermodynamique statistique et modélisation moléculaire le matin
07/11: propriétes mécaniques, électrochimie, surfaces et biochimie le matin

Comme vous pouvez voir, on a bien fini la semaine: 4 examens dans moins que 4 heures. C'était assez marrant: 20 minutes pour faire l'examen, tous descendent en courant pour prendre le prochain, 20 minutes pour celui-ci etc.
Même si je n'étais pas bien préparé pour tous les examens, je pense et j'espère avoir des notes suffisantes, c'est-à-dire, au-tour de la moyenne, qui est 12/20. Je dois vous avouer que j'ai eu de la chance dans quelques-uns car le questions étaient exactement les mêmes que celles des examens des années dernières, que j'avais fait pendant la Toussaint.
Afin de préserver la discrétion, je ne prétends pas commenter les résultats officiaux des mêmes dans le BLeoLeoLeo.

À plus!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Notícias

Oi pessoal! Salut à tous!

Só estou passando pra dizer que não abandonei o blog, mesmo tendo ficado duas semanas sem atualizá-lo. Tenho tanta coisa pra contar, mas ainda não tenho tempo. Prometo que mando notícias até domingo. E descansem a vista, porque desta vez tem bastante coisa. Quase tanta quanto quando fui pra Alemanha.

Je veux juste vous dire que je n'ai pas laissé le blog, même si je n'ai rien écrit pendant deux semaines. J'ai tellement de choses à vous raconter, mais je n'ai pas encore de temps. Je vous promets que je vous enverrai des nouvelles avant le dimanche. Et reposez vos yeux, parce que cette fois ici il y a beaucoup de choses. Presque autant de choses que la fois où je suis allé en Alemagne.

À tout alors!!!