segunda-feira, 30 de junho de 2008

14/06/2008: Strasbourg

Oi pessoal!

Segundo dia de viagem: cruzamento da fronteira Alemanha-França, chegada em Strasbourg, passeio pela cidade (catedral, rio, centro), retorno a Karlsruhe.
Karlsruhe fica bem perto da França, por isso aproveitamos para cruzar a fronteira Alemanha-França para passear na bela cidade de Strasbourg. Quando falo cruzamento da fronteira, pode parecer algo com um mínimo de emoção, mas aqueles que já foram à Europa devem imaginar que não há nada de emocionante nisso. É como se você estivesse indo de São Paulo para Santo André, com a diferença de que, passando da Alemanha para a França, algumas pessoas passam a falar francês.
Para chegar lá, passamos por Kehl, cidade alemã na fronteira, onde pegamos um ônibus que, após um longo e pitoresco caminho, nos levou a Strasbourg.
A cidade é muito bonita, bem turística, sendo o seu centro localizado em uma espécie de ilha. Primeiro fomos à Praça de Gutenberg, homenagem ao inventor da imprensa, que lá morou boa parte de sua vida (nos capítulos futuros, vocês verão que coincidência impressionante aconteceu). Para variar, lá tinha uma estátua dele.
Depois de perdermos alguns integrantes e de nos reencontrarmos, atravessamos umas ruelas e chegamos à Cathedrale de Notre Dame. Não. Não pegamos um atalho no microcosmo para chegar em Paris. Só há um pequeno problema lingüístico. Em francês, Notre Dame significa Nossa Senhora, de modo que, como no Brasil, existam diferentes igrejas com o nome de Nossa Senhora. A igreja se destaca por sua assimetria, já que possui apenas uma torre, mas se tem a forte impressão de que ela está incompleta ou foi destruída. Lá, nos deparamos com um aviso dizendo que a torre da igreja estaria fechada até 12h, por isso resolvemos passear mais um pouco. Vimos um imitador de Chaplin, muitas casas bonitas, uma feira e o "rio", onde tinha um daqueles barcos para turistas passearem pelos "canais" da cidade. Almoçamos na beira do rio.
Voltamos à igreja e, rasurado, o mesmo aviso anterior dizia 13h agora. Enrolamos mais um pouco, visitamos um pequeno Schloss, a igreja, que tinha um relógio astronômico bem legal e finalmente entramos na sua torre. Perdi a conta de quantos degraus subi, mas foram 66 m, por isso estimo uns 350. Esbaforido, cheguei à plataforma de observação, de se tinha uma bela e ampla vista da cidade. Era possível ver uma outra catedral, esta com duas torres, e a sede do Parlamento Europeu, além de outras construções desconhecidas. Depois de cansar a retina com aquela imagem, começamos nossa jornada de volta, que foi bem mais fácil e rápida que a de ida.
Continuamos a passear pela cidade, em uma região chamada de La Petite France, e depois fomos a uma espécie de shopping center, na Place des Halles. Tomamos um lanche e seguimos em direção à Gare (estação), onde pegaríamos nosso primeiro trem de volta. A Gare é bem exótica. De fora, parece um pneu de vidro, mas dentro pode-se ver a construção original, muito bonita também.
Ainda em Strasbourg, esperando o ônibus que nos levaria a Kehl, vi uma coisa bem interessante. Um banheiro público para cachorros. Para aqueles que não acreditam, tirei fotos.
Chegando em Karlsruhe, jantei e fui dormir. Bem pouco, de novo.
Abaixo, algumas fotos desse dia de viagem (vejam álbum mais completo no Picasa).

Cathedrale de Notre Dame

Vista do alto da Cathedrale de Notre Dame

"Rio"

Gare de Strasbourg

Banheiro público para cachorros

No próximo capítulo: terra dos chocolates, horizonte mesclado, decapitação, frio, maior torre de igreja do mundo, correria, Einstein, aperto.

つづき。。。

sexta-feira, 27 de junho de 2008

13/06/2008: Frankfurt - Karlsruhe

Oi pessoal!

Primeiro dia de viagem: chegada em Frankfurt, viagem de ICE até Karlsruhe, acomodações, encontro com amigos, passeio pela cidade (Pirâmide, Kaisertrasse, Schloss).
Cheguei em Frankfurt no horário previsto, cerca de 10h30, passei pela imigração, peguei minhas malas e fui correndo para a Fernbahnhof, a estação de trem de longas distâncias que fica no aeroporto de Frankfurt, já que sabia que tinha um ICE que ia para Karlsruhe sem baldeações às 11h54 (e nessa brincadeira de imigração, etc, já estava em cima da hora). Foi aí meu primeiro contato com o já citado e excomungado esquema de compra de bilhetes para os trens alemães. Tinha milhares de máquinas de vários tipos, além do balcão que, seguindo a lei de Murphy, estava com uma fila imensa. Depois de perdermos alguns minutos tentando entender como funcionavam as máquinas, resolvemos ir ao balcão e, depois de mais outros minutos, eu já estava voando com as minhas malas, que a essa altura pareciam estar muito mais pesadas que no embarque. Demoramos mais um pouco para descobrir onde ficava a nossa plataforma, mas felizmente conseguimos entrar no trem antes que ele partisse. Mas não pensem que o capítulo "Traslado aeroporto-Karlsruhe" acabou. Não achávamos nossos assentos no trem. Chegamos a pensar que estávamos no trem errado mas, depois de atravessá-lo inteiro (sem exagero), encontramos nossos lugares e, suado (a cerca de 15°C), pude descansar um pouco. O trem era muito confortável e veloz. No trecho Frankfurt-Karlsruhe, o ICE pode passar de 250 km/h!
Cerca de uma hora depois, já estávamos na Karlsruhe Hauptbahnhof (estação central, a palavra que eu mais usei na viagem). Liguei para casa avisando que estava vivo, comi meu primeiro de
uma longa série de combos "cheeseburger + sundae" a 1 euro cada e iniciei mais uma aventura: a ida para o hotel.
De acordo com uma moça que tr
abalhava no guichê de venda de bilhetes para os bondes de Karlsruhe, o percurso a pé entre a Hauptbahnhof e o Hotel am Karlstor demoraria precisamente 28 minutos, por isso acreditamos que a distância era curta e não valeria a pena pagar o bonde ou um táxi, já que poderíamos aproveitar para conhecer a cidade e enrolávamos um pouco, lembrando que o check-in só poderia ser feito depois das 15h. Por que fomos acreditar nela? Vocês já devem imaginar o que aconteceu. Pois é. Não chegávamos nunca! Quase começou a chover, minhas malas estavam mais pesadas ainda, eu estava morrendo de sede e de calor e extremamente cansado. A sorte é que as ruas são adaptadas para deficientes e idosos, por isso andar com minha mala grande foi menos difícil. Depois de uma longa jornada, enfim chegamos ao hotel.
O hotel era estranho. Ele ficava
em um prédio (de 4 andares) comercial, a recepção em uma das lojas no térreo e os quartos, no 4° andar, mas o acesso a eles era por outra porta, diferente da recepção. O elevador que usamos, sem exagero, tinha mais ou menos 0,5 x 1 m. Mas o quarto era normal. Apesar de o travesseiro ser quadrado e enorme. Pelo menos uma estranheza boa!
Depois de me acomodar, já estava na hora de eu encontrar meus amigos, assim eu desci à recepção e lá nos enc
ontramos para começar meu city tour.
Karlsruhe, que em alemão signifi
ca "descanso de Karl", é uma bela cidade. Eu digo para meu amigos que eles fizeram uma boa escolha, que a cidade é muito boa para morar. Ela é pequena, mas tem seus mercados, lojas de eletrônicos, lanchonetes, etc. E um belo castelo. Antes de continuar, uma breve explicação: freqüentemente vou falar em castelos, mas nem sempre são castelos como o da Cinderela, com altas torres e muralhas. Na maioria das vezes, eles estarão mais para palácios, mas em alemão são chamados de Schloss, cuja tradução correta é castelo. Fim de explicação. Vi nesse passeio, pela primeira de muitas vezes, a Pirâmide onde fica a tumba do fundador da cidade, o Karl, a Rathaus (prefeitura), a Kaiserstrasse e, claro, o Schloss. Fomos ao museu que fica dentro do castelo, onde são expostas peças originais da casa do Karl, como uma bela coroa, uma espada e milhares de poltronas e sofás. Subimos no topo do castelo, de onde se tinha uma ampla vista da cidade. Descobri também que a cidade foi construída como uma espécie de circunferência ao redor do Schloss, onde se encontra um compasso, referência a essa construção.
Depois de passear no Schloss, fo
mos ao Post Galerie, um (pequeno) shopping center, onde comprei minha nova câmera, a tão sonhada W300!
Por fim, voltei ao hotel e dormi
. Muito pouco. Muito pouco mesmo.
Agora, as fotos!

Pyramide

Schloss Karlsruhe

Vista no topo do Schloss Karlsruhe

W300

No próximo capítulo: Notre Dame, escadas, banheiro de cachorros e cia.

つづき。。。

12/06/2008: São Paulo

Oi pessoal!

Agora começando de verdade o meu diário!
Eu parti de São Paulo (rigorosamente Guarulhos, minha terra natal) dia 12/06 às 18h20, no vôo LH 507 da Lufthansa. Como todos sabem, devemos chegar com antecedência no aeroporto, o que eu fiz, já que estava lá antes das 15h. Enquanto eu esperava meus companheiros de viagem para fazer check-in, pude observar um fato que já conhecia: que neste vôo para Frankfurt embarcavam muitos descendentes nipônicos, que fariam conexão para ir trabalhar no Japão. Inclusive fui quase confundido com um.
O vôo foi excelente, em todos os aspectos possíveis. Decolagem, pouso, serviço de bordo, alimentação, pontualidade (às 18h20 já estávamos voando!). Só não foi perfeito porque, como em todos os outros aviões em classe econômica, o espaço é absurdamente pequeno. Apesar disso, recomendo a todos voarem com a Lufthansa (o que eu não faria com outras companhias aéreas que já tive o desprazer de conhecer).
Para terminar, uma foto minh
a e da Elsa, a pós-doutoranda que nos acompanhou na viagem e que me orientou em meu trabalho de IC.


No próximo capítulo: pirâmide, castelo, compasso, W300 e cia.

つづき。。。

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Viagem Deutschland 2008

Oi pessoal!

Finalmente, vou começar a narrar minhas mais recentes aventuras!
Como ainda estou arrumando minhas fotos (mais de 2000, sem brincadeira), vou começar com uma introdução, descrevendo o motivo da viagem, o roteiro, minhas impressões gerais, o sistema de transporte, as pessoas etc.
Bom, nem todos devem saber, mas esta viagem foi um prêmio que recebi da AEP-POLI por um trabalho de iniciação científica. De acordo com o edital, eu e meu orientador deveríamos usar uma dada verba para fazer uma viagem a uma instituição de pesquisa relacionada ao tema do projeto em que trabalhei, no caso, Engenharia de Micro-Processos. Dessa forma, foram escolhidos dois lugares na Alemanha: Karlsruhe e Ma
inz. É claro que, para mim, influenciou muito na escolha o fato de eu ter 5 colegas estudando justamente em Karlsruhe!
No entanto, a viagem não era apenas "a trabalho", por isso elaborei com meus amigos um roteiro de viagem, que foi adaptado várias vezes e, no fim, acabou sendo o seguinte:

12/06: São Paulo
13/06: Frankfurt - Karlsruhe
14/06: Strasbourg

15/06: Bodensee - Ulm
16/06: Stuttgart
17/06: Karlsruhe
18/06: Mainz
19/06: Heidelberg - Stuttgart
20/06: Schwarzwald
21/06: München
22/06: Karlsruhe - Frankfurt

23/06: São Paulo

Maiores detalhes, obviamente, vocês terão em breve. Pretendo postar um comentário por dia de viagem, como um diário mesmo.
Agora falemos um pouco sobre a Alemanha, pelo menos a que eu conheci, que se restringiu ao seu sudoeste. P
osso dizer que gostei muito da Alemanha, apesar de suas estranhezas. Ao contrário do que muitos pensam, nem todas as pessoas são bonitas lá. A quantidade de pessoas estranhas é enorme, principalmente quando vai anoitecendo. Mas não precisamos temê-las. Parece que lá ninguém está interessado na vida do outro, eles parecem meio individualistas, o que implica também em altos níveis de segurança pública. O interessante é que, se você pergunta algo para eles, quase sempre eles se mostram muito preocupados e prestativos! Que fique claro que esta é uma impressão geral, não quero dizer que todo cidadão alemão é assim.
Uma coisa da Alemanha que surpreende cidadãos brasileiros, em particular paulistanos, é o sistema de transporte. Basicamente baseado nos trens, ele é muito bem organizado (é possível elaborar roteiros pela net) e as linhas (incluindo bondes locais) possuem horários precisos, que geralmente são cumpridos com espantosa acurácia. Um amigo meu diz que você pode se considerar alemão quando se irrita com atrasos de 1 ou 2 minutos. Mas nem tudo é perfeito. Apesar dessa organização e eficiência, achei o sistema de compra de bilhetes um pouco complicado, pelo menos quando comparado ao do metrô em Roma e de São Paulo. É que lá existem muitas máquinas diferentes vendendo bilhetes, que também possuem uma variedade imensa. Tentar explicar essa confusão, como vocês devem imaginar, também é muito complicado, por isso pularei essa parte, em princípio (se alguém quiser detalhes, é só pedir). Só adianto que o preço de uma viagem de Frankfurt a Karlsruhe pode variar de 7 a 59,50 euros, se você usar, respectivamente, um Schönes-Wochenende (Happy Weekend) com mais 4 pessoas ou um ICE (Intercity-Express) em 1ª classe com reserva de lugar. Simplesmente 8,5 vezes!
Dentro do contexto, vou adiantar duas fotos do ICE para vocês.



Bis bald!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Primeiro Retorno

Oi pessoal!

Só para vocês saberem que não morri: estou de volta ao Brasil!
Estou meio cansado e ocupado nesses dias, mas ainda nesta semana vou começar a postar meu diário de viagem, com direito a muitas fotos!

Tschüss!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Outra Contagem Regressiva

Oi pessoal!

Coloquei no blog uma outra contagem regressiva, agora para a minha viagem à Alemanha.
Embarco dia 12 de Junho às 18h20 (quase exatamente um mês antes da minha ida definitiva à Europa!) e retorno dia 22 de Junho às 22h35 (saída de Frankfurt).
Como ando meio ocupado com preparativos, as postagens estão mais escassas, mas vou tentar colocar novos desafios antes de viajar!
E, claro, depois que voltar, colocarei fotos bem legais no Picasa e aqui também!

Auf wiedersehen!!!