domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rafales

Oi pessoal! Salut tout le monde!

Não, não vou falar sobre os aviões militares franceses que o Sarkozy quer/vai vender para o Brasil. O tema da postagem é a tempestade Xynthia, que atingiu o Hexágono (apelido carinhoso para a França - notem que o território francês lembra um hexágono) entre ontem e hoje. Certos departamentos na costa atlântica foram colocados em alerta vermelho (o máximo), por causa dos ventos de até 150 km/h, e o resto do norte do país foi colocado em laranja, onde os ventos atingiram 130 km/h. A previsão, bem acurada, era de que ela chegasse em Paris hoje de manhã, e pelo que vejo da minha janela ela ainda não foi embora completamente.
Os parques da cidade estão fechados (principe de précaution!) e poucas pessoas estão saindo de casa. Eu fui uma delas. Não só uma, saí duas vezes. De manhã, fui à piscina (yes, uma resolução cumprida!) e mais à tarde fui à casa de um amigo resolver um problema com meu iPod (tudo ok). O vento está realmente muito forte, um dos piores que já senti, não dá nem para andar direito. Um último esclarecimento: o fenômeno foi identificado como tempestade, mas não há precipitação aqui, talvez porque Paris tenha uma proteção invisível contra chuvas de verdade. Como eu já disse, aqui é a terra da garoa.

Non, je ne vous embête pas avec les avions militaires que M. Sarkozy veut/va vendre au Brésil. Le sujet de ce post est la tempête Xynthia, qui a atteint l'Hexagone hier et aujourd'hui. Certains départements ont été mis en alerte rouge, à cause des vents violents de 150 km/h, tandis que le reste du nord du pays a été mis en orange, où les vents ont atteint 130 km/h. La prévision, bien précise, disait que la tempête arriverait à Paris ce matin et, de ce que je vois depuis ma fenêtre, elle n'est pas encore partie.
Les parc parisiens sont tous fermés (voici le principe de précaution!) et il me semble qu'une bonne partie de la population reste chez elle. Pas mon cas, je suis sortie en effet deux fois. La première, pour aller à la piscine ce matin (et voilà, une résolution completée), et la deuxième, plus tard, pour aller chez un ami pour résoudre un souci avec mon iPod (tout va bien). Le vent est vraiment violent, un des plus forts que j'ai déjà vus, on ne peut même pas marcher normalement.

Hasta luego!!!

Paintball

Oi pessoal! Salut tout le monde!

Ontem à tarde fui com uns amigos jogar paintball. Foi a primeira vez que joguei, na verdade foi a primeira vez de todos nós. Para quem não conhece, é um jogo em que, equipados de armas com balas de tinta e disparo a ar comprimido, os participantes devem eliminar os adversários, em geral divididos em duas equipes. Há diferentes objetivos possíveis, como invadir a base adversária ou simplesmente eliminar todos os oponentes, atingindo-os com um tiro.
O lugar em que fomos fica a oeste de Paris, em uma ilha no Seine. Os cenários eram bem "naturais", com bastante lama, árvores etc.
Eu me diverti bastante, mas descobri que não tenho talento para a coisa. Digamos que não foi exatamente uma descoberta, apenas uma confirmação. Mas a diversão tem um preço: alguns hematomas, resultado de balas levadas a distâncias mais curtas.

Hier après-midi je suis allé avec des copains jouer au paintball. C'était ma première fois, en fait la première de nous tous. Pour ceux qui ne le connaissent pas, le paintball est un jeu où, équipés d'un lanceur de billes à encre, les participants doivent éliminer leurs adversaires, en général partagés en deux équipes. Il existe plusieurs objectifs différents, comme envahir la base ennemie ou tout simplement éliminer tous les adversaires, en les touchant avec une bille.
Le site où nous sommes allés se trouve à l'ouest de Paris, dans une île de la Seine. Les scénarios étaient très "naturels", avec plein de boues, d'arbres etc.
Je me suis bien ausé, mais j'ai découvert que j'y suis pas doué. Disons que cela n'a pas été une vraie découverte, plutôt une confirmation. Mais tout cet amusement a un prix: quelques hématomes, résultats des billes reçues à de plus courtes distances.

Tschüss!!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Musée du Louvre - 18ème fois

Oi pessoal!

A primeira visita ao Louvre em 2010 foi a terceira e última da série Peintures. As coleções mais importantes do Louvre são a italiana e a francesa, mas ele possui igualmente obras de outras escolas europeias, como a espanhola, alemã, escandinava, britânica, flamenga e holandesa. Por questões práticas e didáticas (quanta ambição a minha), não vou fazer uma cronologia de cada escola, ao invés disso vou mencionar os principais nomes e estilos de cada uma. Já aviso que não haverá um encadeamento como no caso das pinturas italianas e francesas, pois as coleções presentes são muito mais reduzidas, em geral centradas justamente em certos artistas.
Comecemos com a espanhola. Três são os nomes mais importantes: El Greco, Murillo e Goya. Domenikos Theotokopoulos, conhecido como El Greco, nasceu e começou sua carreira artística na Creta, mas logo foi em direção ao berço do Renascimento, a Itália. Até então, ele trabalhava basicamente com pinturas de ícones (pequenas obras com motivos religiosos), e depois de sua estadia em Venezia e Roma ele assimilou as "lições" do Renascimento e também algumas do maneirismo. Ele partiu então em direção à Espanha, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira, trabalhando basicamente para a Coroa e para a Igreja. Seu estilo é considerado "dramático" e se observa facilmente que El Greco valorizava muito mais as cores que as formas em suas obras.
Um dos maiores nomes da pintura barroca espanhola, Murillo teve seu estilo altamente influenciado por mestres flamengos como Van Dyck e Rubens. Além das pinturas religiosas, ele retratava frequentemente cenas de crianças de rua. Ele é considerado um precursor do realismo do século XVIII, ao qual se pode também associar Goya.

Le Christ en croix adoré par deux donateurs, El Greco

Portrait de Mariana Waldstein, Francisco José de Goya y Lucientes

São poucos os museus no mundo que possuem uma coleção completa cobrindo toda a história da arte alemã. Infelizmente, o Louvre não é uma exceção. Há belos quadros do Renascimento alemão, que não chegou a ser um movimento nacional, visto que os artistas possuíam características bem próprias. Albrecht Dürer é um bom exemplo, cujas origens estão nos estilo gótico e, depois de suas viagens à Itália, assimilou tanto a perfeição técnica e a força expressiva quanto a reivindicação individualista de sua arte. A única obra de Dürer na França é seu Autoportrait.
Ao contrário de Dürer, Lucas Cranach não incorporou inovações italianas ao seu estilo, também gótico de origem. Ele continuou com seu realismo, mostrando apreço pelos detalhes e pelos planos de fundo. Ele pintou várias telas de motivo mitológico, quando aparecem os célebres nus femininos.
As obras pós-Renascimento apresentadas no Louvre são muito variadas para serem "explicadas" aqui: naturezas mortas, retratos, paisagens etc.

La Descente de croix, Maître du Retable de saint Barthélemy

Autoportrait, Albrecht Dürer

Vénus debout dans un paysage, Lucas Cranach

Continuando o caminho em direção ao Norte, chega-se à Escandinávia, bem modestamente representada no Louvre. Há uma bela série de 26 telas retratando paisagens da Dinamarca e da Noruega, com ênfase nos fenômenos meteorológicos. A maior parte da coleção, no entanto, se restringe à chamada época de ouro da pintura dinamarquesa, caracterizada pelos tons claros e frios, pela observação atenta da natureza, pelas cenas de interior e sobretudo por cenas do mar.

Paysages norvégiens et danois, Peder Balke

Das coleções presentes, a mais ampla é a de pinturas flamengas e holandesas. Sabendo representar fielmente perspectivas, luzes e sombras, um dos maiores mestres flamengos é Jan van Eyck, junto a Rogier van der Weyden, este valorizando formas mais alongadas e elegantes em seus quadros, com composições bem rigorosas.
Até o início do século XVI, Brugge era o pólo artístico da região, mas seu declínio econômico fez com que Antwerpen tomasse seu lugar (lembrem que os artistas também dependiam de dinheiro para sobreviver). Foi lá que o Renascimento italiano foi difundido e onde nasceu o chamado maneirismo antuerpiano. Mas o seu maior nome foi Rubens, cujo estilo barroco enfatizava cor, movimento e sensualidade. O Louvre guarda uma série espetacular de 24 telas da Galérie Médicis, encomendado pela regente e rainha-mãe francesa Marie de Médicis para o Palais de Luxembourg. Entre as telas gigantescas, retratos, cenas mitológicas e históricas misturados, em geral com a rainha-mãe representada.
Rubens teve forte influência em outros grandes nomes como Van Dyck, um dos maiores retratistas da Europa, e Jacob Jordaens.
A partir da segunda metade do século XVI, surge uma outra tendência, a de pinturas de gênero. Sem os pedidos da Igreja Católica (a região era predominantemente protestante), os artistas se especializaram em outros temas, como flores, naturezas mortas, animais etc. É nesse contexto que se destaca o claro-escuro sutil de Rembrandt.

Triptyque de la famille Braque, Rogier van der Weyden


La Kermesse, Petrus Paulus Rubens

Galérie Médicis, Petrus Paulus Rubens

Persée secourant Andromède, Joachim Wtewael

Le boeuf écorché, Harmensz van Rijn Rembrandt

Finalmente, a pintura britânica é relativamente escassa no Louvre. Após a Reforma, os temas religiosos foram banidos na ilha, o que justifica o desenvolvimento do retrato, único estilo que permitiu aos artistas de sobreviverem. Estes aproveitavam os fundos das telas, onde belas e trabalhadas paisagens eram representadas.

Conversation dans un parc, Thomas Gainsborough

À bientôt!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ski à La Plagne

Oi pessoal!

Depois deste terceiro final-de-semana de ski, posso finalmente dizer que esquio de verdade. Vocês devem se lembrar que eu estava bem ansioso por esta viagem, principalmente depois dos grandes avanços em La Norma, e ela não decepcionou nem um pouco. Foi a melhor de todas as viagens de ski, combinando um lugar sensacional (com vistas tão belas quanto às de Chamonix), um tempo excelente (sol predominante nos dois dias e temperaturas amenas) e uma grande melhora nas minhas habilidades.
O mais legal é que eu pude apreciar as belas paisagens enquanto eu esquiava, pois desta vez eu não fiquei na zona de débutants. Puder ver várias montanhas belíssimas, incluindo o Mont Blanc, além de vilarejos e outras estações vizinhas. Quando eu estava no teleférico (que eu peguei zilhares de vezes), dava pra ver tudo com mais calma, observar as pessoas nos humilhando, passando fora das pistas (pois as pistas eram fáceis demais para elas) e às vezes as vistas não pareciam reais de tão bonitas.
Ao longo dos dois dias, devo ter descido mais de dez pistas, quase todas azuis, e até uma vermelha, a Hara-Kiri, cujo nome eu tinha que lembrar (nível de dificuldade crescente: verde, azul, vermelha e preta). Fiquei com bastante orgulho de mim mesmo!
Mas não pensem que estou pronto para ir aos JO de Inverno. Na verdade, eu ainda esquio mal, levo tombos de vez em quando, tenho muito a melhorar. Ir a pistas azuis e uma vermelha não dizem muito sobre a minha habilidade, uma vez que eu sempre estava com uma monitora, que nos guiava em pistas não muito difíceis (ok, tinha uma parte da Hara-Kiri que era inclinada de mais de 45º, sem exagero).
O tempo bom teve suas vantagens e desvantagens. É muito mais estimulante esquiar com o céu azul e com sol, além de as fotos ficarem mais bonitas e eu poder me bronzear um pouco. Por outro lado, eu não tenho óculos de ski, então é mais difícil de enxergar as irregularidades das pistas e, no fim do dia, não enxergo quase nada (mesma sensação de ir à praia sem óculos escuros). Em alguns momentos, o tempo chegou a ficar encoberto, mas isso muito brevemente, além de um vento bem forte que nos acompanhou no início de uma das descidas (não dava pra enxergar nada, se ele não tivesse parado, teríamos que fazer uma pausa) e de um curioso instante de sol e neve simultâneos.
Recebi a informação, durante o final-de-semana, de que haverá outra viagem a Chamonix, já no mês que vem. Não preciso nem dizer pra vocês que estou muito inclinado a ir de novo. Seria minha "despedida" do ski, onde tudo começou. Mas desta vez eu iria esquiar e não só passear.
Antes de falar tchau, espero que gostem das fotos (enquanto os mais lerdos do grupo não chegavam, eu aproveitava para tirar fotos).

Estação de ski, La Plagne

Montanha com para-avalanche, La Plagne

Pista de ski, La Plagne

Dunas de neve, La Plagne

Vista da janela do meu quarto, La Plagne

Montanhas e um parque no vale, La Plagne

Mont Blanc, La Plagne

Montanhas, La Plagne

Neve, rocha e céu azul, La Plagne

Pista de ski, La Plagne

Montanhas e um chalé perdido, La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Vista da Grande Rochette (2505 m), La Plagne

Teleférico, La Plagne

Skieur profesionnel (a pedidos), La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Montanhas e pista de ski, La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Vista do teleférico, La Plagne

Descida a >45º da Hara-Kiri (pista vermelha), La Plagne

Montanhas, La Plagne

À bientôt!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

JO d'hiver 2010

Oi pessoal! Salut tout le monde!

Saio daqui a pouco de Paris em direção aos Alpes, para meu terceiro terceiro final-de-semana de ski. Por incrível coincidência, estamos bem no meio dos Jogos Olímpicos de Inverno, sediados em Vancouver, e espero que isso não tumultue a estação de ski. Para os curiosos, o seu nome é La Plagne, ao sul de Chamonix.
Volto segunda-feira de madrugada, por volta das 5h30, assim terei algumas horas antes de ir trabalhar.

Je pars tout de suite vers les Alpes, pour mon troisième week-end de ski. Par incroyable coïncidence, on est exactement au milieu des Jeux Olympiques d'hiver, à Vancouver, et j'espère qu'il n'y aura pas le bordel à la station de ski. Pour les curieux, elle s'appelle La Plagne, au sud de Chamonix.
Je rentre lundi au début de la matinée, vers 5h30, j'aurai donc quelques heures avant le boulot.

À bientôt!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Perte de temps

Oi pessoal! Salut tout le monde!

Eu adoro gastar meu tempo com coisas inúteis, fúteis e com manias compulsivas. Por exemplo, eu não me importo em ficar horas organizando minhas fotos ou outras coisas, porque depois me sinto bem, eu diria quase aliviado.
No entanto, eu odeio perder tempo. Odeio esperar em filas longas (tenho pavor de bancos, de organismos do Estado e da LMDE), odeio chegar ao mercado e perceber só lá que esqueci meu cartão do banco, odeio chegar a uma loja, museu, château, parque etc e ver que ele está fechado. Resumindo, odeio tudo que me faz gastar tempo sem que algo bom aconteça e, ainda por cima, me deixe frustrado.
Eu precisava desabafar depois de passar quase três horas tentando fazer o Windows reconhecer o meu iPod touch, como vocês devem imaginar, sem sucesso.
Mas devo admitir que boa parte da culpa é minha, que devo deixar de ser tão teimoso e lembrar que computadores e periféricos agem de acordo com a própria vontade. Não duvido que amanhã ele funcione normalmente.

J'adore passer mon temps à faire des choses inutiles, futiles et avec mes TOC. Par example, je ne m'importe pas de rester très longtemps à organiser mes photos ou autre chose, car après je me sens bien, je dirais presque soulagé.
Néanmoins, je déteste perdre mon temps. Je déteste attendre sur des longues queues (je suis terrifié par des banques, par des organismes de l'État et par la LMDE), je déteste arriver au supermarché et me rendre compte que j'ai oublié ma carte bancaire, je déteste arriver à un magasin, musée, château, parc etc et le voir fermé. Bref, je déteste tout ce qui consomme mon temps sans m'apporter de bonnes choses et, de plus, qui me laisse frustré.
J'avais besoin d'une décharge après passer environ trois heures pour essayer de faire Windows reconnaître mon iPod touch. Sans succès, comme vous pouvez l'imaginer.
Mais je dois admettre qu'une partie de la faute c'est à moi même. Je dois arrêter d'être si têtu et me souvenir que les ordinateurs et périphériques agissent selon leurs propres volontés. Ça ne m'étonnerait pas si demain le truc marche normalement.

À plus!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XIV

Oi pessoal!

Eu definitivamente vou começar a "fazer umas estatísticas" sobre o funcionamento dos RER. Acho que a conclusão será interessante (não necessariamente reveladora, no entanto).
Eu não acho que cada pequeno evento justifique um capítulo inteiro para a série "N'importe quoi sur le RER B", mas a verdade é que, em um a cada dois dias, há algo bizarro na linha. Pode ser simplesmente uma operação tartaruga, à qual já estou acostumado, coisas piores, como "acidente grave de passageiro", caso de hoje, ou mais absurdas, casos já relatados nos capítulos precedentes.
Hoje acordei de ótimo humor, depois de dormir 8h30 e ao ver o sol nascer em um céu limpo e frio (eu já não me engano: céu azul = frio), mas foi só chegar na estação de RER que tudo mudou. A famosa tarja amarela indicava o tal do acidente, dizendo que o tráfego estava interrompido em um pedaço da parte norte da linha, bem longe de onde eu iria, e "perturbado" em todo o resto, nos dois sentidos.
Cheguei às plataformas e as indicações eram contraditórias. Uma dizia que o trem chegaria em 10 min, outra que ele estava se aproximando. Foi quando eu errei. É fato que, quando há indicações contraditórias, não se deve confiar em nenhuma delas e se deve esperar o pior imaginável. Mas parece que eu acabei de chegar, pois fui teimoso e esperei pelo trem.
Dez minutos depois, ele chega, eu me preparo para entrar e quando ele passa, vejo uma daquelas disposições CFC. Ainda com esperança de que alguém sairia, apertei o botão para abrir a porta e com isso algumas pessoas foram expelidas do vagão. Mas nenhuma delas iria sair. Todas entraram de novo e não havia espaço para eu entrar. Nem para nenhuma das outras pessoas que estavam esperando.
Foi aí que cometi o segundo erro. Desta vez, não havia nem informação de horário do trem, só dizia que ele estava atrasado (como que para zombar da cara dos usuários), mas esperei assim mesmo pelo segundo trem. Alguns minutos de espera e nosso amigo anuncia que o trem estava ainda em Bourg-la-reine, cinco estações ao sul da Cité Universitaire.
Já estava bem tarde, era para eu estar quase chegando em La Défense, então resolvi fazer um caminho alternativo, usando o métro ao invés do RER. O percurso é um pouco mais longo, demora cerca de 10 min a mais, por isso não o uso nos dias normais (se eles existem). Além da desvantagem de eu passar por 18 estações de métro (além das 4 de tram), enquanto de RER B+A eu passo por apenas 8.
Com essa brincadeira, cheguei 40 min atrasado no estágio. Mas agora aprendi. Todo dia de manhã, antes de verificar meus e-mails no celular, vou ver qual o estado dos RER.

À toute à l'heure!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Retomada

Oi pessoal!

Afin de m'entraîner et d'essayer d'attraper quelques francophones sur mon blog, je vais reprendre quelques posts en français. Je vous promets pas trop, car je sais que je n'en peux pas. Les voyages, par exemple, ne resteront qu'en portugais. Néanmoins, je crois que ça sera possible d'écrire des petites choses parfois. N'hésitez pas à me corriger s'il y a des choses mal écrites!
Par ailleurs, une deuxième chose que je reprends sont les challenges. Pour les francophones que ne les connaissent pas, ils consistent tout simplement en des petites questions sur des thèmes variés, et il y a évidemment un classement ("Ranking Desafios", au côté droit)! Il y a pas mal de challenges non résolus que vous pouvez rattraper, et si quelqu'un arrive à doubler la première du classement, il gagnera un petit cadeau (mais ça avant que je parte).

Bem, como vocês podem notar, resolvi retomar algumas postagens em francês. Não vou traduzir tudo, se tiverem curiosidade podem usar o tradutor do Google, mas o essencial é que não vou escrever sempre em francês, será apenas para as postagens mais simples.
Além disso, gostaria de avisá-los que os Desafios foram igualmente retomados. Há uma lista completa dos pendentes ao lado, para alguém que estiver sem nada para fazer. Lembrando que o vencedor ganhará um pequeno cadeau, contagem terminada antes de eu voltar para o Brasil.

Arrivederci!!!

04/02/2010: Dublin

Oi pessoal!

Sexto dia de viagem: temps pourri, DART, porto, castelo, fênix morta, História Artificial, congestionamento, low-cost hardcore, corrida, conspiração.
Meu último dia na Irlanda não foi exatamente o melhor, a começar pelo tempo horrível. Mas o principal motivo foi que não consegui fazer várias coisas que pretendia, não por falta de tempo, mas sim por problemas de sinalização (como adora dizer a RATP).
Eu já havia visto quase tudo que me interessava no centro de Dublin, então parti para a periferia, começando com Howth. Esta é uma cidade portuária ao norte de Dublin, no fim de um dos ramos do DART. Além do porto em si e da "praia", achei bem interessantes as peixarias, que fornecem comida (restos da limpeza dos peixes) às gaivotas, que fazem a festa. Por precaução, é bom andar com a cabeça coberta.

Porto, Howth

Gaivotas esfomeadas, Howth

Porto, Howth

Praia, Howth

De lá, fui para Malahide, outra cidade ao norte de Dublin, mas em outro ramo do DART, o que significa que tive que fazer uma conexão no meio do caminho. Como já disse, o DART é praticamente uma cópia do RER no quesito eficiência, logo vocês não vão se impressionar se eu disser que fique 20 min esperando pelo meu segundo trem.
A principal atração de Malihide é o Malahide Castle, que fica em um enorme parque. Da estação do DART até a entrada do parque eu levei poucos minutos, mas da entrada do parque até o castelo propriamente dito creio ter levado uns 15 min. O castelo é desproporcionalmente pequeno perto do parque, mas tem estilo, com suas torres "medievais".

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Esta foi a última atração que consegui visitar nesse dia. De acordo com meus planos, eu iria em seguida ao Phoenix Park, por isso peguei o DART de volta e fui até a estação Phoenix Park. Saí da estação e notei algo estranho, primeiramente que ela estava muito vazia (ok, poderia ser por causa do mau tempo) e segundo que não conseguia avistar um parque. Voltei e perguntei ao vendedor de bilhetes, que me explicou em um inglês bem incompreensível como chegar lá. Ao final, ele disse que eu precisaria de apenas 15 min. Saí da estação, comecei a seguir suas instruções, mas caiu a ficha de que o parque deveria estar bem longe, então desisti da visita. Só para constar, ele é o maior parque intra-muros da Europa.
A segunda vista frustrada foi ao National Museum of Ireland, que possui uma coleção de História Natural e outra de Arqueologia. Ao chegar lá, deparo-me com um portão fechado dizendo que o museu de História Natural estava em reformas e só reabriria em 201X. Pensei então: "ok, vou ao de Arqueologia". Ele não constava no meu mapa, mas havia uma indicação ao lado do portão fechado. Indicação que não servia para nada, pois o museu estava marcado como uma bola colorida, mas não havia sequer um nome de rua no mapa, de modo que acabei desistindo de ir lá também. Eu poderia ter perguntado para algum local simpático, mas como um bom turista mimado fiquei com preguiça.
Voltei então ao albergue, enrolei um pouco, arrumei minhas coisas e peguei o ônibus para o aeroporto, que demorou muito mais tempo que o previsto, por causa do trânsito (que saudades do trânsito paulistano). Ainda bem que tinha tempo de sobra. No aeroporto, jantei e fui direto para a sala de embarque, onde aproveitei para continuar meu "2001: A Space Odyssey". O voo da Ryanair atrasou cerca de 1h, mas foi melhor do que eu esperava. Um bom avião, bem novo, pessoal simpático (embora na easyJet sejam melhores), enfim, uma boa relação custo/benefício.
O único problema foi chegar em Beauvais às 23h e em Paris (Porte Maillot) à 0h, o que significa que havia riscos de perder o último métro. Felizmente eu tomei a decisão inconsciente de correr entre o lugar onde o ônibus nos deixou até a estação Porte Maillot, pois cheguei no exato momento quando o último M1 passou. E daí até em casa foi uma conspiração a meu favor. Consegui ainda pegar dois trens antes do término do serviço, o M6 e o M4. Agradeço à RATP, que talvez me compensou pelas várias conspirações contra a minha pessoa.

That's all folks!!!

03/02/2010: Connemara

Oi pessoal!

Quinto dia de viagem: catedral, assédio frustrado, plano B, soneca, sonho, montes, lagos, vilarejo, via da praia, via do céu, cidade das tribos, capital.
Meu segundo dia em Galway começou bem chuvoso. Antes do tour, dei mais uma volta pela cidade, passando pela catedral e pelo cais.
Cheguei um pouco cedo no terminal de ônibus e, chegando a hora do tour, comecei a me preocupar pois não havia muitos participantes. E meu medo concretizou-se, pois o tour foi anulado por falta de pessoas. Eu não queria de jeito nenhum ficar em Galway o dia inteiro, preferiria fazer o tour por Burren novamente, mas o representante da empresa me propôs de um bilhete de ônibus normal para Clifden, cidade na região de Connemara, por onde passaríamos. Eu aceitei. Tive que enrolar mais um pouco, pois o ônibus só saía às 12h, então fui ao Galway City Museum, bem brevemente. A essa hora, o tempo já havia aberto (o tempo lá me fez lembrar São Paulo).

Cisnes, Galway

Fachada simpática, Galway

No ônibus, eu dei uma boa cochilada e, em um certo momento, abri meus olhos e vi uma paisagem inesperada. Vi montanhas, belos campos e alguns lagos. Depois de alguns instantes, meu cérebro chegou à conclusão de que eu deveria acordar e apreciar a paisagem, ao invés de ficar dormindo. Peguei minha câmera e fiquei tirando fotos dos dois lados do ônibus (eu não era o único, havia um indivíduo que parecia uma criança pulando de um banco para outro). E posso dizer que foi uma das mais belas estradas que já peguei (as suíças são imbatíveis).

Paisagem, Connemara

Paisagem, Connemara

Paisagem, Connemara

Paisagem, Connemara

Chegamos em Clifden, que na verdade é um vilarejo, com duas ruas principais (podem conferir no Maps), mas muito simpáticas, com casas bem coloridas. De lá, peguei primeiramente a Beach Road, que descia até a "praia", para mim mais parecida com um pântano; e depois a Sky Road, que subia a montanha, um belo caminho, de onde se tem uma boa vista de Clifden. Deu a hora do meu ônibus de volta e apreciei mais um pouco as paisagens de Connemara voltando para Galway.

Casas coloridas, Clifden

St Joseph's Church, Clifden

Praça central, Clifden

Beach Road, Clifden

Sky Road, Clifden

Sky Road, Clifden

Sky Road, Clifden

Sky Road, Clifden

Sky Road, Clifden

Paisagem, Connemara

Paisagem, Connemara

Paisagem, Connemara

Eu tinha um tempo de conexão antes do ônibus para Dublin, então dei uma última volta pela cidade das tribos, para ver se achava algo novo, sem sucesso. Finalmente, peguei meu ônibus para a capital.

Cathedral of Our Lady, Galway

Ciao!!!