sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Éire, Éire, Éire

Oi pessoal!

Eu me afastarei do blog por seis dias, que serão aproveitados para conhecer um pouco da Irlanda. Roteiro planejado:

30/01/2010: Giant's Causeway
31/01/2010: Belfast
01/02/2010: Dublin
02/02/2010: Galway - Cliffs of Moher
03/02/2010: Galway - Connemara
04/02/2010: Dublin

Será a primeira vez que vou viajar de Ryanair (trecho Dublin - Paris), a aérea low-cost hardcore. Não estou fazendo propaganda. Na verdade, sou muito mais a laranjada easyJet (trecho Paris - Belfast).
Espero não pegar muita chuva!

That's all folks!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XII

Oi pessoal!

Como já é de costume antes de minhas viagens, parece que hoje a RATP conspirou forte contra mim. Depois de minha última pendência acadêmica da graduação (que se passou muito bem), fui cortar minha juba e depois fui comprar umas libras esterlinas. Pois bem, achei uma ótima casa de câmbio em Saint-Michel, estava bem contente, eram 12h30.
Pouco antes de entrar na estação de RER, vejo o ônibus 21 passar na minha frente, mas penso: "é bem mais rápido ir de RER B". Depois de um ano e meio em Paris, a ingenuidade é absurda.
Chego nas plataformas do RER B, onde me deparo com as minhas adoradas "faixas amarelas", informando que houve um acidente em Arcueil-Cachan e que o tráfego no sentido Sul-Norte estava perturbado. Fiquei aliviado, pois eu precisava do Norte-Sul. O trem demorou um pouco pra chegar, mas quando chegou, estava lotado. Nesse momento, eu estava prestes a sentir o arrependimento de não ter pego o 21. Alguns instantes depois, nada de o trem sair. Alguns minutos depois, ele sai, chega em Luxembourg e empaca novamente. Mas dessa vez ele ficou mais de 5 minutos parado, o que não é normal. Sem nenhuma informação, resolvo sair do trem e pegar o 21 (que faz um percurso parecido com o do RER B).
Mas a conspiração era maior que o imaginado. Ao chegar no ponto de ônibus, me deparo com um tempo de espera de 12 min. Ok, pode parecer chatice de gente acostumada a morar na Europa, mas a questão é que isso é muito mais que o tempo normal (de 6 min). Ao entrar no ônibus, quentinho, penso comigo mesmo que pelo menos não poderia acontecer mais nada.
Ao chegar no Stade Charlety, perto da Cité, vou em direção à estação de tram. Ao observar que um tram estava chegando, apertei o passo. Entrei. Mas o tram não saiu. Vitória para a RATP. Conseguiu me irritar mais uma vez no dia em que saio para viajar.
Agora, vou sair de casa mais cedo pra pegar meu avião às 19h55 de Charles de Gaulle para Belfast.

Tschüss!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Repas international promo 2010

Oi pessoal!

Ontem à noite, organizamos um jantar entre os alunos estrangeiros da nossa turma. Infelizmente essa foi a primeira e provavelmente única vez que fizemos algo do tipo, visto que alguns partirão de Paris durante o estágio. Quatro nacionalidades presentes: brasileiros, chineses, um argentino e um francês, convidado especial. Especial pois é um dos poucos com quem temos contato mais próximo na École, por isso decidimos convidá-lo.
No menu, pão-de-queijo, arroz brasileiro, arroz chinês, feijoada, frango empanado, porco, ovos, salada e "brigadeiro" (tentativa frustrada de fazer brigadeiro, que resultou em algo entre doce de leite e brigadeiro). Foi bem legal!
Merci à tous pour le repas!

À plus!!!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Temps pourri

Oi pessoal!

Depois de ter visto um verão completo em Paris, posso dizer que o tempo no inverno é completamente pourri. Em outras palavras, horrível. Francamente, o que me incomoda não é nem o frio (mesmo porque não está tão frio), mas sim ficar vários dias, às vezes mais de uma semana, sem ver o sol. Isso mesmo, uma semana sem ver o sol. O céu fica constantemente nublado e garoa frequentemente. Algo que influencia, e muito, nosso humor.
A sorte é que passo por um momento muito legal, com viagens, fim de aulas, início de estágio, novas aquisições etc. Assim, acabo não ficando "deprimido" (não que isso fosse acontecer...mas já falei sobre isso).
Bem, sobre as notícias do momento. Esta será minha última semana de aula. Aula e não aulas porque só terei uma, segunda-feira de manhã. Tenho uma prova ao final da mesma aula e duas apresentações, uma na quinta e outra na sexta-feira. Estarei praticamente livre no resto do tempo. Informação importante é que esta é minha última semana de aula da graduação. Depois dos estágios (um para a França e outro para o Brasil), estarei formado. Vocês poderão me chamar de Eng. Leonardo. Divertido, não?
Além disso, na mesma sexta-feira, parto para a Irlanda, onde fico seis dias, aproveitando o buraco entre o fim das aulas e o começo do estágio. Em breve posto o roteiro.
Falei sobre novas aquisições, talvez tenham ficado curiosos. Comprei um guia da Escandinávia e a coleção de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke. E, melhor parte, estou no processo de compra de um novo computador, com um processador Intel i7. Pode soar estranho falar assim, mas o fato é que eu não comprei ainda, por incompetência do serviço de vendas. Como eu exijo um teclado não francês, não posso simplesmente comprar pela Internet, preciso usar o serviço de televendas. E como estou na França, é preciso ter paciência adicional quando se depende de vendedores (caso geral). Quando o brinquedo chegar, aviso vocês. Só quero ver se alguém se lembrará do fato quando ele chegar...
Enfim, peço mais um pouco de paciência até eu terminar de postar sobre minha viagem ao Leste...ando ocupado, como podem notar.

Bis bald!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ski à La Norma

Oi pessoal!

Neste final-de-semana fui esquiar pela segunda vez. O local foi a estação La Norma, nos Alpes franceses, no meio do caminho entre Grenoble e Torino.
Sendo a segunda vez, é inevitável a comparação. Se, por um lado, o cenário não foi tão espetacular quanto o de Chamonix, com a Aiguille du Midi e a Mer de Glace (que talvez seja imbatível), o aproveitamento do ski foi muito melhor.
Chegamos no sábado de manhã, tomamos café-da-manhã, pegamos nossos equipamentos e partimos para o ski. Nesse dia, ficamos treinando exercícios básicos, como o chasse-neige, curvas e curvas em paralelo, tudo isso na base das pistas (região para iniciantes, com perigo nulo e pouca inclinação). O tempo estava perfeito para o ski e ruim para turismo: nublado, sem neve e temperaturas positivas. Deu para relembrar o aprendido em Chamonix, o que não significa que eu esquiava direito. Honestamente, acho que precisarei de mais alguns finais-de-semana para dizer que esquio de verdade.
O domingo começou com dificuldades. Já foi difícil sair da cama com todas as dores musculares (lembro vocês que as botas de ski são equipamentos de tortura); depois, ver que a visibilidade estava baixa (muita neblina), que ventava e nevava não animou muito. Mas tínhamos um incentivo para o dia: nossos instrutores - que, diga-se de passagem, eram extremamente bons - nos prometeram levar até o alto (não o topo) da montanha, de onde desceríamos esquiando até a estação. Antes disso, nós fomos até o "meio" do caminho de teleférico e ficamos treinando por lá, em uma pista com inclinação para iniciantes. O legal é que já era no meio da montanha, com vistas muito mais bonitas que a da base das pistas. Repetimos o percurso várias vezes, de costas inclusive, e no final da tarde, antes de irmos embora, subimos mais um pouco a montanha e começamos nosso percurso de descida. A essa hora, o tempo já estava bem melhor, até com pedaços de céu azul. Foi espetacular. As vistas eram sensacionais e o fato de conseguirmos descer uma pista de verdade sem dificuldades foi muito bom! Como já disse, ainda estou longe de poder dizer que eu esquio, mas pelo menos já tenho bem mais confiança e menos medo. Estou super ansioso para o próximo ski, no final de fevereiro!

Estação de ski, La Norma

Vista da janela do nosso quarto, La Norma

Teleférico, La Norma

Montanha e árvores vistas do teleférico, La Norma

Cidade vista do teleférico, La Norma

Árvores vistas do teleférico, La Norma

Vista descendo La Norma, La Norma

Vista descendo La Norma, La Norma

Vista descendo La Norma, La Norma

Vista da estação, La Norma

Vista da estação, La Norma

UCPA (nosso "hotel"), La Norma

Car-couchettes

À plus!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Principe de précaution

Oi pessoal!

Hoje "descobri" porque em certas ocasiões os franceses parecem ser tão neuróticos. Antes de continuar, eu gostaria de deixar claro que quando eu digo "franceses" não me refiro necessariamente à toda a população francesa, mas a uma parte dela (se maioria ou minoria, pouco importa); e que meu sentimento em relação a essa neurose/super-exigência é ambíguo: às vezes me incomoda, às vezes a admiro (acho legal uma sociedade ser exigente em relação ao que lhe é oferecido pelo Estado ou por empresas privadas).
O ponto central é o seguinte: pessoalmente, acho que em certos momentos as pessoas exageram na dose de precaução, beirando a neurose. O melhor exemplo que posso apresentar é o seguinte, retirado de minhas experiências no dia-a-dia: os parques e jardins parisienses são fechados quando neva, pois as pessoas podem se machucar escorregando no gelo etc. É fato que existe o risco, mas em países como todos os que visitei em minha viagem pelo Leste Europeu, as pessoas podem se divertir com a neve nos parques, que ficam lindos cobertos de branco. Principalmente quando esses parques possuem castelos, caso de Versailles, que ficou fechado no final-de-semana passado por causa do mau tempo (e que me irritou profundamente, pois eu pretendia ir lá).
Eu sempre fui um militante da precaução e da prevenção, medidas melhores que a remediação, mas tenho plena consciência de que, a partir de um dado momento, precaução pode virar obsessão. Entre proibir as pessoas de entrar em um parque e bloquear ruas e calçadas, a diferença é pequena...
Enfim, voltando à frase inicial, hoje fiquei sabendo que o chamado Principe de précaution está escrito na Constituição francesa. Ou seja, as autoridades são obrigadas por lei a agir no sentido de prevenir um dado problema, a partir do momento em que existem meios científicos e/ou técnicos que prevejam a possibilidade de perigo. No texto, o princípio se aplica ao "meio ambiente", mas acredito que na prática a diferença entre os domínios não seja muito nítida. Assim, setores como saúde e segurança pública usufruem do mesmo princípio.
Mudando de assunto: tenho percebido que ando escrevendo estranho em português. Se por um lado isso indica que estou pensando mais em francês e adquirindo mais fluência nesta língua, por outro me avisa que terei que me readaptar por um certo tempo depois que voltar para o Brasil. Detesto escrever feio.
Outra coisa: a descoberta do dia aconteceu durante uma visita a uma estação de tratamento de água, que foi extremamente interessante. É muito legal ver "ao vivo" como a água que bebemos é tratada.
Mais uma coisa: desculpem-me pelo atraso com as postagens da viagem. Peço um pouco mais de paciência, mas enquanto isso podem ver meu Picasa, que já está atualizado.
Última coisa: como consta na seção Prochains arrêts, irei para a Irlanda dia 29/01, aproveitando que não tenho mais aulas a partir do dia 25/01. O roteiro ainda está indefinido (visto que decidi isso bem em cima da hora), só sei que vou passar por Belfast e por Dublin e que ficarei por lá 6 dias (volto dia 04/02).

Tschüss!!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Bonne nouvelle

Oi pessoal!

Excelente notícia neste começo de semana: consegui meu estágio! Será em região parisiense, na Défense, em um prédio de 39 andares (muito chique, hein?!). Estou super-contente, era o estágio dos meus sonhos! Vou trabalhar com minha adorada CFD mais uma vez!
Começo dia 8 de Fevereiro e acredito terminar dia 30 de Julho, o que significa que minha tão sonhada viagem para o Norte Europeu está próxima de se realizar. Ops, acho que estou me apressando demais. Vamos aproveitar com calma cada um dos últimos dias na França...

À plus!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bonhomme de neige

Oi pessoal!

Aproveitando a neve fresca, convidei uns amigos da Chimie para fazer um verdadeiro boneco-de-neve hoje à tarde. Em grande escala, como ainda não tinha feito. E o resultado ficou muito bom! As fotos ficaram escuras pois terminamos meio tarde, mas espero que ninguém o destrua, assim amanhã de manhã passo lá e tiro fotos melhores (fotos atualizadas).


Bonhomme de neige

Bonhomme de neige avec bonnet

Bonhomme de neige, versão intelectual

É uma atividade exaustiva, ao contrário do que pode parecer. É preciso muita neve (limpamos uma área de cerca de 60 m2, onde havia ~3 cm de neve) e a posição de trabalho não é nada ergonômica. Entendo agora porque geralmente são crianças que fazem isso...
Um pequeno manual para os principiantes:

1. junte bastante neve
2. comece fazendo um monte
3. adicione neve até o monte adquirir uma forma de tronco, cuja altura é o tamanho desejado para o boneco
4. compacte bem a neve (mas não exageradamente)
5. quando a altura estiver boa, marque as posições da "cintura" e do "pescoço"
6. molde a neve até ela adquirir o formato do tradicional boneco-de-neve
7. adicione nariz, olhos, braços, boca, botões etc

Tschüss!!!

Geladeira temperada

Oi pessoal!

A neve não é a única vantagem do inverno em relação às outras estações. Quando as temperaturas exteriores não ultrapassam 0°C, que é o caso há vários dias em Paris, podemos improvisar uma geladeira, ou mesmo freezer, extra lá fora.
Eu, por exemplo, já fiz isso várias vezes. No momento, estou conservando meus camarões e a Tarte au citron lá fora, devidamente embalados, é claro.
Fica a dica para quem um dia precisar.

À plus!!!

Tarte au citron

Oi pessoal!

Inspirado por uma deliciosa sobremesa feita por minha amiga, colega da Chimie e vizinha brasileira, hoje fiz uma torta de limão. Bem simples e muito gostosa (mas nada saudável...)!

Tarte au citron

- Ingredientes
1 disco de pâte brisée
1 lata de leite condensado
1 limão
raspas de chocolate

- Modo de preparo
Esticar a massa em uma forma; perfurá-la com um garfo para não formar bolhas; assar a massa até que ela fique dourada (desisti de por o tempo pois varia muito de forno para forno), tomando cuidado para que ela não se deforme muito; adicionar o suco do limão (aos poucos) ao leite condensado e misturar bem; despejar a mistura sobre a massa assada; polvilhar com chocolate; levar à geladeira até o creme endurecer um pouco.

Tarte au citron

***

Bon appétit!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

03/01/2010: Potsdam - Berlin

Oi pessoal!

Décimo sexto dia de viagem: Sem Problemas, conto de fadas, neve, Cecília, Conferência, lago azul, Jardim Animal, Bela Vista, retour azul, fim das energias, Tour Eiffel, nova praga, recepção calorosa.
Acabei não mencionando, mas eu já estava bem cansado nesses últimos dias, mesmo usando e abusando do transporte público em quase todas as cidades visitadas. Eu não conseguia mais andar em um ritmo normal, tinha que caminhar para evitar a fadiga. Coisa de velho? Talvez de desacostumado, mas quando vejo o quanto andei nesses 16 dias de viagem, fico até com orgulho de mim mesmo.
O quarto e último dia em Berlin foi dedicado a Potsdam, cidade fácil e rapidamente acessível de Berlin. Recomendo fortemente que dediquem um dia inteiro à cidade, principalmente se o tempo estiver favorável, como foi o meu caso.
O primeiro lugar que visitei foi o Park Sanssouci (do francês, Sans Souci, ou Sem Problemas), com seus dois Schlösser e várias outras belas construções. Foi um dos "complexos palacianos" mais bonitos que já visitei, comparável ou até mais bonito que Versailles. O Schloss Sanssouci propriamente dito já é bem bonito, principalmente quando visto da base de seus terraços, todos cobertos de neve (visitá-lo na primavera/verão deve ser bem bonito também). Andar pelo parque é como estar em um filme, como no caso de Charlottenburg, dada a quantidade de neve que havia por lá. Do outro lado do imenso parque (eu me perdi lá dentro), fica o Neues Palais, que em termos meramente arquitetônicos (sem contar a localização) me impressionou mais. Não tive tempo de entrar em nenhum deles e, para falar a verdade, eu gosto mais de ver castelos e palácios por fora do que por dentro.

Schloss Sanssouci, Potsdam

Schloss Sanssouci, Potsdam

Schloss Sanssouci, Potsdam

Park Sanssouci, Potsdam

Park Sanssouci, Potsdam

Neues Palais, Potsdam

Neues Palais, Potsdam

Com o queixo caído e os pés congelados de andar na neve, fui em direção ao segundo Schloss de Potsdam, o Cecilienhof, passando antes pelo centro, onde fica um Brandenburger Tor como em Berlin, lembrando mais um Arc de Triomphe. Honestamente, creio que a cidade em si não possua muitos pontos interessantes a serem visitados, não que isso fosse necessário, visto quão interessantes e bonitos são Sanssouci e Cecilienhof.

Brandenburger Tor, Potsdam

Foi no Schloss Cecilienhof que aconteceu um dos encontros políticos mais importantes da História Contemporânea, a Conferência de Potsdam, na qual foram estabelecidas as punições para a Alemanha no pós-guerra. Na mesma época da Conferência, foi feita a Declaração de Potsdam, ultimatum à rendição japonesa, que foi recusado e levou ao lamentável bombardeio de Hiroshima e Nagasaki. O Schloss possui um estilo rústico, com madeirame à vista, bem bonito. Principalmente quando o sol resolve aparecer e mandar todas as nuvens embora ao mesmo tempo. Era a primeira vez que eu via o sol em Berlin.
Havia bastante neve, bastante mesmo, principalmente na beira do lago, onde pessoas normais não iam. Eu, empolgado com o bom tempo e com o cenário magnífico, simplesmente ignorei que ia ficar todo molhado se deixasse a neve acumular sobre meus tênis e calças. Como vocês podem ver nas fotos, valeu a pena se aventurar com neve no joelho.

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Schloss Cecilienhof, Potsdam

Eu me vi então deparado com um dilema: ficar mais tempo em Cecilienhof ou voltar mais cedo para Berlin e finalmente ver a cidade com um céu azul e sol? Acabei decidindo pelo segundo. Voltei para Berlin e segui basicamente o trajeto do Bus 100 (ônibus muito recomendado para turistas, pois passa pelos pontos principais da cidade e, de quebra, é um double-decker), do Tiergarten até a Alexanderplatz.

Altes Rathaus, Potsdam

Eu não havia visitado o maior parque de Berlin, o Tiergarten, e tive sorte em deixar o passeio para esse dia ensolarado. O parque é como um bosque, nem preciso dizer que estava coberto de neve, e se destacam a Siegessäule, uma coluna construída para celebrar vitórias da Prússia, e o Schloss Bellevue, simples mas charmoso palácio nos limites do parque, residência do Presidente da Alemanha. Curioso notar que os Alemães adoram dar nomes franceses a seus Schlösser.

Tiergarten, Berlin

Tiergarten, Berlin

Tiergarten, Berlin

Tiergarten, Berlin

Siegessäule, Berlin

Schloss Bellevue, Berlin

Seguindo o trajeto do Bus 100, parei para fotografar o Reichstag e, logo em seguida, o Brandenburger Tor, que pareceu bem mais bonito com o céu azul, mesmo se o azul estava bem discreto. De lá, segui pela Unter den Linden, passei no meu ponto favorito de Berlin, a Dom, ainda mais bonita sob os raios do sol, e terminei na Alexanderplatz, sob a Fernsehturm. Eu havia apertado o passo no final pois pretendia subir a torre, como eu adoro fazer, e queria chegar lá com folga antes do sol se pôr. Mas não tive sorte, pois me deparei com bilhetes com horários marcados e que já estavam "esgotados" para aquele dia. Por um lado, isso foi até bom, pois como já me disseram uma vez, nunca se pode ser tudo em uma cidade, assim nos obrigamos a voltar uma outra vez.

Reichstag, Berlin

Brandenburger Tor, Berlin

Zeughaus, Berlin

Margem do Spree, Berlin

Berliner Dom e Fernsehturm, Berlin

Berliner Dom, Berlin

Fernsehturm, Berlin

Eu já estava contente com o que vira e extremamente satisfeito com toda a viagem, pronto para voltar para casa. Minhas pernas perceberam que não "precisava" mais delas e se revoltaram contra mim: se elas não doeram durante o dia todo, quando eu estava empolgado com as coisas bonitas e com o bom tempo (lembrem: céu azul + sol = reservas extras de energia), resolveram fazer greve depois que vi que não daria pra subir a Fernsehturm. Caminhando como um velho de muitos anos, voltei vagarosa e calmamente para o albergue, peguei minha mala e fui em direção à rodoviária. Como uma espécie de transição (ou alucinação), avisto uma "réplica" da Tour Eiffel, possivelmente para matar as saudades dos parisienses que moram em Berlin.
A viagem foi boa, mas poderia ser melhor, se não houvesse tantos franceses reclamões (vejam bem, o "reclamões" é um adjetivo restritivo, não explicativo) atrás de mim que não paravam de falar um segundo. Chego em Paris e sou milagrosamente recebido com um céu limpíssimo e um sol que vi nascer do ônibus. Foi um ótimo final de viagem.

Berliner Funkturm, Berlin

That's all folks!!!

02/01/2010: Berlin

Oi pessoal!

Décimo quinto dia de viagem: Reichstag, Brandenburg, memorial, der Mauer, igrejas gêmeas II, Charlie.
Meu terceiro dia em Berlin começou com uma caminhada pela Unter den Linden inteira, algo que ainda não tinha feito. Essa avenida, uma espécie de Champs-Élysées, possui diversas coisas interessantes, além das já mencionadas. Lá fica, por exemplo, a Bebelplatz, onde ocorreu uma queima de livros em 1933, realizada por grupos nazistas. Nessa praça fica a interessante St-Hedwigs Kathedrale, com um enorme domo, lembrando o Panteão de Roma, além da Berlin State Opera e da já mencionada Humboldt Universität.
E em seu começo, fica o símbolo da capital alemã, o Brandenburger Tor. Ele é o único remanescente dos portões que cercavam a cidade e, ao contrário de que alguns pensam, ele não fazia parte do Berliner Mauer, mas ficava inteiramente na parte ocidental da cidade. Sinceramente, acho que os recentes trabalhos de restauração foram longe demais e, hoje, ele parece até um pouco artificial, dado o bom estado de sua estrutura. Duas curiosidades sobre o portão: ele foi inspirado na Propylaea, entrada da Acrópole ateniense; e passou um tempo em Paris, trazido por Napoléon no início do século XIX, mas logo levado de volta com a queda do Premier Empire, recebendo então a águia prussiana, símbolo do poder alemão.

Bebelplatz, Berlin

St-Hedwigs Kathedrale, Berlin

Unter den Linden, Berlin

Brandenburger Tor, Berlin

Atravessando o Brandenburger Tor e virando à direita, chega-se a outra das construções mais importantes de Berlin, o Reichstag,
hoje
oficialmente chamado de Bundestag. Ele abrigou o Parlamento do Império Germânico desde o final do século XIX e esteve no centro dos acontecimentos que levaram os nazistas ao poder. Em 1933, um incêndio danificou
gravemente
o prédio, supostamente causado pelos comunistas. Com isso, os nazistas ganhavam a "confiança" do povo para se proteger contra a "ameaça comunista", até que finalmente chegaram ao poder.
O prédio em si é muito bonito, com uma cúpula moderna se destacando ao centro. Minha intenção era entrar, mas depois de quase uma hora morrendo de frio na fila (nevava e ventava bastante), descubro que ele estava parcialmente fechado. Minha cabeça já estava fria, não tinha necessidade de me acalmar por causa da perda de tempo, então eu simplesmente continuei meu passeio pela cidade.

Reichstag, Berlin

Fui então em direção à Potsdamer Platz, passando antes pelo interessante memorial aos judeus mortos no Holocausto. Essa praça é outro dos pontos agitados da cidade, onde fica o Sony Center e vários fragmentos da Berliner Mauer. Achei bem interessante uma das placas de S-Bahn apresentada na entrada da estação, que mostrava marcas de balas da época da guerra.

Denkmal, Berlin

Denkmal, Berlin

Potsdamer Platz, Berlin

Die Mauer, Berlin

Potsdamer Platz S-Bahn, Berlin

Sony Center, Berlin

Sony Center, Berlin

De lá peguei o U-Bahn e fui até a Französischer Strasse, na altura das "igrejas gêmeas". Essas igrejas ficam na mesma praça, uma de frente para a outra, e são idênticas para os olhos desatentos. Mesmo formato, mesma cor, mesmas colunas, quase tudo igual. Confesso que foi difícil de diferenciá-las pelas fotos. Fica como Desafio #55 o jogo do 1 Erro: qual a diferença entre elas, que pode ser vista nas fotos abaixo? A propósito, é verdade que faz um bom tempo que não posto desafios, mas isso por causa da grande abstenção dos participantes...

Französicher Dom, Berlin

Friedrichswerdersche Kirche, Berlin

Seguindo a Französischer Strasse em direção sul, cheguei no famoso Checkpoint Charlie, local onde a polícia americana controlava a entrada e a saída de pessoas do setor americano. Há vários fragmentos da Mauer, além da Topographie des Terrors, museu instalado nos prédios onde funcionavam os departamentos mais aterrorizadores do Partido Nazista.

Checkpoint Charlie, Berlin

Checkpoint Charlie, Berlin

Die Mauer, Berlin

Berliner Bär, Berlin

Die Mauer, Berlin

Topographie des Terrors, Berlin

Aproveitei meu passe de metrô e voltei à Museumsinsel para fotografar os museus, algo que não tinha feito na véspera, e depois fui até a
Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, comprar umas lembranças, e voltei à região da Pariser Platz, para ver de perto o Brandenburger Tor e o Reichstag iluminados à noite.

Pergamonmuseum, Berlin

Bodemuseum, Berlin

Margem do Spree, Berlin

Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, Berlin

Brandenburger Tor, Berlin

Reichstag, Berlin

Reichstag, Berlin

À plus!!!