Oi pessoal!
Finalmente consegui arrumar um tempo para começar as postagens de minha última viagem. No total, foram 21 dias fora (22 previstos inicialmente), divididos entre Noruega, Suécia e Finlândia do dia 31/07 até o dia 20/08.
Como é de costume, antes dos relatos farei alguns comentários gerais sobre os países, no que diz respeito a transportes, pessoas, lugares etc.
Historicamente, há uma grande proximidade entre Suécia, Dinamarca e Noruega, que chegaram a ser um só "reino" há alguns séculos. A Finlândia, por sua vez, é um país interessante pois suas origens são bem diferentes, tendo sofrido influências sueca e russa por conta da proximidade geográfica ao longo dos tempos. E isso é bem claro mesmo para um turista. A começar pela língua: o norueguês, sueco e dinamarquês são línguas muito, mas muito mesmo, próximas, principalmente na escrita. A ponto de embalagens bilíngues contarem com um texto único em norueguês/dinamarquês (por exemplo), em que apenas algumas palavras são diferentes e apresentadas com barras (como em norueguês/dinamarquês). Enquanto que o finlandês é uma língua totalmente diferente, de origem urálica, assim como o húngaro. Se hoje há algumas palavras próximas do sueco, é por causa do domínio deste país durante um período da história finlandesa.
Já que estamos falando em língua, confirmo que o inglês é amplamente falado (e fluentemente) nos três países. Durante meus 21 dias de viagem, eu não encontrei uma só pessoa que não falasse inglês. Isso em todas as faixas etárias, dos mais jovens aos mais velhos.
Outro ponto em que os "nórdicos" fazem juz à fama é na "organização". Tudo é bem organizado por lá, as pessoas em geral respeitam mesmo as regras mais toscas como não atravessar a rua quando o sinal está vermelho (mesmo se não há carros vindo). O sistema de transportes é muito bom também, seguindo o padrão germânico de qualidade. Na Noruega, ele é impecável, mesmo trens noturnos são pontualíssimos, os motoristas de ônibus conhecem os horários das outras linhas etc. Na Suécia, ele já se aproxima do padrão francês, com mais atrasos e coisas toscas como um trem de passageiros dividir uma linha férrea com um trem de transporte de minério de ferro, causa crônica de atrasos. Mas ainda assim eles são eficientes, conseguindo por exemplo recuperar mais de 30 min de atraso em um trajeto noturno. Eu colocaria a Finlândia entre os dois, pois seus trens são também muito bons e pontuais, mas com atrasos ocasionais (é óbvio que minha amostragem é muito limitada).
As paisagens nesses países também é bem variada. A Noruega é o mais exótico, dominada pelos fiordes em toda sua costa e por florestas e montanhas mais no interior (isso apenas para a parte austral, pois ao norte o país é tão estreito que depois dos fiordes já se chega na Suécia). Na Suécia, um dos maiores países europeus, as paisages são variadas, com algumas montanhas, lagos e florestas espalhados em sua extensão. Em sua costa encontram-se vários arquipélagos, como a própria Stockholm, e ao norte fica a famosa região da Lapônia, terra das auroras, dos iglus, trenós, lagos congelados e dos Sámi, é claro. A Lapônia se extende à Finlândia, onde fica a casa do Papai Noel, que não visitei desta vez. Além dela, outra célebre região é a dos Lagos, onde há dezenas de milhares de lagos, que vão até a fronteira russa.
A postagem já está ficando longa, então farei um último comentário sobre questões "econômicas". Como turista, a Noruega me pareceu de longe o país mais caro de todos, com preços às vezes duas vezes maiores que os de seus vizinhos. Isso é facilmente compreensível se levarmos em conta a quantidade quase nula de fazendas e similares nesse país, onde as paisagens naturais são bem preservadas. A Suécia ficaria no meio e a Finlândia é o país mais barato, não sei se por conta da adoção do euro (Noruega e Suécia usam suas respectivas coroas), de qualquer forma notei que os preços lá (em supermercados principalmente) não são muito diferentes dos na França.
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À plus!!!
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