Oi pessoal!
Quarto dia de viagem: Ásia, 1ª Maravilha do Mundo Antigo, "In my country", chá de maçã, Apocalipse, suspeitas.
A manhã da terça-feira também foi super-animadora. Do deck eu podia ver o sol nascendo e expulsando todas as nuvens do céu, até este ficar totalmente azul pouco depois de eu pôr meus pés pela primeira vez no continente asiático. O nome da cidade é Kusadasi, em turco com uma cedilha no primeiro "s", e ela também é banhada pelo Egeu. Eu não andei muito pela cidade, pois fiz uma excursão para Éfeso, que me consumiu quase todo o tempo que eu tinha por lá. Mas ela valeu cada segundo (e, principalmente, cada um dos muitos centavos investidos).
Minha primeira vista da Ásia
Kusadası vista do Aegean Pearl
Bandeira da Turquia, Kuşadası
A excursão foi guiada e nossa guia era uma "figura". Tão simpática quanto patriota, começava 11 de 10 frases com "In my country", com um "my" prolongado (algo como mááááái) hilário. Pediu que fizéssemos propaganda da Turquia para nossos conhecidos, admitiu que teve que prestar três vezes o "vestibular" turco, que é muito fácil tirar carteira de motorista lá (isso após o motorista do nosso ônibus quase derrubar um motociclista) e, além do "In my country", repetiu alguns "Ladies and gentlemen, your attention please", como aqueles avisos de aeroporto, estação de trem etc. Devo admitir que o passeio foi ainda mais agradável graças a ela.
O primeiro ponto visitado foi a Casa da Virgem Maria, para onde ela foi levada por São João e onde ela morou até a Assunção. Local de peregrinação cristão e muçulmano, possui, além da pequena casa em pedra, um fonte miraculosa e um muro onde as pessoas deixam recados.
Suposta prisão de São João, Selçuk
Casa da Virgem Maria, Selçuk
Fonte miraculosa, Selçuk
Recados, Selçuk
Na sequência, fomos a Éfeso propriamente dita, um centro religioso e cultural extremamente importante na Antiguidade. Foi um dos lugares mais bonitos que já vi, com destaques para seu anfiteatro (para 25 mil pessoas) e a Biblioteca de Celsus, que quase me hipnotizaram (eu ficava olhando que nem bobo pra eles). Devo lembrá-los que sou fã de ruínas e que até então só as tinha visto em museus. Não bastasse isso, é lá que ficava o Templo de Ártemis, uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo. Infelizmente, hoje não há nenhum vestígio dele, nem mesmo se tem certeza de sua localização.
Ruínas, Efes
Gato e ruínas, Efes
Ruínas, Efes
Ruínas, Efes
Biblioteca de Celsus, Efes
Detalhe da Biblioteca de Celsus, Efes
Anfiteatro, Efes
Depois da visita ao sítio, voltamos para Kusadasi, onde assistimos a uma apresentação de tapetes e degustamos um delicioso chá de maçã! Observação importante: tudo isso a temperaturas na casa dos 25°C e estimo uns 30°C sob o sol!
Tapetes turcos (tão bonitos quanto caros), Kuşadası
Öküz Mehmet Pasha, Kuşadası
Palmeiras, Kuşadası
Güvercin Ada, Kuşadası
Voltando ao barco, pudemos nesse dia almoçar sob o sol, algo que não fazia desde nem-me-lembro-quando, apreciando a paisagem bem humilde. Tentei depois cochilar um pouco sob o sol, para voltar bronzeado para a École e me exibir, mas o vento era muito forte, fiquei com medo de ficar resfriado. Mesmo assim deu pra bronzear um pouco.
Por volta das 16h, chegamos ao segundo destino do dia, Patmos, uma pequena ilha próxima da Turquia (podíamos avistá-la de Kusadasi). Charmosa como Míconos, com suas casinhas brancas, ela é no entanto mais célebre por sua História. Foi lá que o Apóstolo João foi exilado e onde ele escreveu o Livro do Apocalipse. É possível visitar a Gruta do Apocalipse, onde ele tinha recebia suas visões e onde seu discípulo as registrava. Nas proximidades, fica o Monastério de São João, uma verdadeira fortaleza construída pela Igreja Ortodoxa para mostrar seu poder frente a Roma. Com toda essa História, o lugar já impressionaria, mas além disso a Natureza ajuda, seja com o relevo e o mar, seja com o calcário usado para produzir a cal que deixa as casas branquinhas...
Um último fato curioso nesse dia: na subida para a Gruta, encontramos um indivíduo com seus 60 anos que nos indicara um suposto melhor caminho para chegar lá. No começo, seguimos tranquilamente, até que ele passa a uma trilha no meio do mato, o que me deixou com várias pulgas atrás das duas orelhas. Óbvio que fiquei desconfiado, mesmo sendo um "senhor", pensei que fosse nos sequestrar, sei lá...ele percebeu minha desconfiança e me disse que também era turista, blábláblá, acabei confiando...e no fim das contas ele era realmente uma boa pessoa.
Mar Egeu, Aegean Pearl
Patmos vista do Aegean Pearl
Cidade vista do Monastério de São João, Πάτμος
Monastério de São João, Πάτμος
Monastério de São João, Πάτμος
Monastério de São João, Πάτμος
Depois de visitar a Gruta e o Monastério, começamos a jornada de volta ao nível do mar, sob a luz do crepúsculo. Na cidade, nada de espetacular, apenas algumas lojinhas (brancas, é claro) de souvenir.
Cidade vista do Monastério de São João, Πάτμος
Monastério de São João, Πάτμος
Bandeiras gregas, Πάτμος
Fatigados de tantos degraus, voltamos para o barco, tomamos banho, jantamos e fomos dormir.
Sobremesa grega, Aegean Pearl
さようなら!!!