sexta-feira, 27 de junho de 2008

13/06/2008: Frankfurt - Karlsruhe

Oi pessoal!

Primeiro dia de viagem: chegada em Frankfurt, viagem de ICE até Karlsruhe, acomodações, encontro com amigos, passeio pela cidade (Pirâmide, Kaisertrasse, Schloss).
Cheguei em Frankfurt no horário previsto, cerca de 10h30, passei pela imigração, peguei minhas malas e fui correndo para a Fernbahnhof, a estação de trem de longas distâncias que fica no aeroporto de Frankfurt, já que sabia que tinha um ICE que ia para Karlsruhe sem baldeações às 11h54 (e nessa brincadeira de imigração, etc, já estava em cima da hora). Foi aí meu primeiro contato com o já citado e excomungado esquema de compra de bilhetes para os trens alemães. Tinha milhares de máquinas de vários tipos, além do balcão que, seguindo a lei de Murphy, estava com uma fila imensa. Depois de perdermos alguns minutos tentando entender como funcionavam as máquinas, resolvemos ir ao balcão e, depois de mais outros minutos, eu já estava voando com as minhas malas, que a essa altura pareciam estar muito mais pesadas que no embarque. Demoramos mais um pouco para descobrir onde ficava a nossa plataforma, mas felizmente conseguimos entrar no trem antes que ele partisse. Mas não pensem que o capítulo "Traslado aeroporto-Karlsruhe" acabou. Não achávamos nossos assentos no trem. Chegamos a pensar que estávamos no trem errado mas, depois de atravessá-lo inteiro (sem exagero), encontramos nossos lugares e, suado (a cerca de 15°C), pude descansar um pouco. O trem era muito confortável e veloz. No trecho Frankfurt-Karlsruhe, o ICE pode passar de 250 km/h!
Cerca de uma hora depois, já estávamos na Karlsruhe Hauptbahnhof (estação central, a palavra que eu mais usei na viagem). Liguei para casa avisando que estava vivo, comi meu primeiro de
uma longa série de combos "cheeseburger + sundae" a 1 euro cada e iniciei mais uma aventura: a ida para o hotel.
De acordo com uma moça que tr
abalhava no guichê de venda de bilhetes para os bondes de Karlsruhe, o percurso a pé entre a Hauptbahnhof e o Hotel am Karlstor demoraria precisamente 28 minutos, por isso acreditamos que a distância era curta e não valeria a pena pagar o bonde ou um táxi, já que poderíamos aproveitar para conhecer a cidade e enrolávamos um pouco, lembrando que o check-in só poderia ser feito depois das 15h. Por que fomos acreditar nela? Vocês já devem imaginar o que aconteceu. Pois é. Não chegávamos nunca! Quase começou a chover, minhas malas estavam mais pesadas ainda, eu estava morrendo de sede e de calor e extremamente cansado. A sorte é que as ruas são adaptadas para deficientes e idosos, por isso andar com minha mala grande foi menos difícil. Depois de uma longa jornada, enfim chegamos ao hotel.
O hotel era estranho. Ele ficava
em um prédio (de 4 andares) comercial, a recepção em uma das lojas no térreo e os quartos, no 4° andar, mas o acesso a eles era por outra porta, diferente da recepção. O elevador que usamos, sem exagero, tinha mais ou menos 0,5 x 1 m. Mas o quarto era normal. Apesar de o travesseiro ser quadrado e enorme. Pelo menos uma estranheza boa!
Depois de me acomodar, já estava na hora de eu encontrar meus amigos, assim eu desci à recepção e lá nos enc
ontramos para começar meu city tour.
Karlsruhe, que em alemão signifi
ca "descanso de Karl", é uma bela cidade. Eu digo para meu amigos que eles fizeram uma boa escolha, que a cidade é muito boa para morar. Ela é pequena, mas tem seus mercados, lojas de eletrônicos, lanchonetes, etc. E um belo castelo. Antes de continuar, uma breve explicação: freqüentemente vou falar em castelos, mas nem sempre são castelos como o da Cinderela, com altas torres e muralhas. Na maioria das vezes, eles estarão mais para palácios, mas em alemão são chamados de Schloss, cuja tradução correta é castelo. Fim de explicação. Vi nesse passeio, pela primeira de muitas vezes, a Pirâmide onde fica a tumba do fundador da cidade, o Karl, a Rathaus (prefeitura), a Kaiserstrasse e, claro, o Schloss. Fomos ao museu que fica dentro do castelo, onde são expostas peças originais da casa do Karl, como uma bela coroa, uma espada e milhares de poltronas e sofás. Subimos no topo do castelo, de onde se tinha uma ampla vista da cidade. Descobri também que a cidade foi construída como uma espécie de circunferência ao redor do Schloss, onde se encontra um compasso, referência a essa construção.
Depois de passear no Schloss, fo
mos ao Post Galerie, um (pequeno) shopping center, onde comprei minha nova câmera, a tão sonhada W300!
Por fim, voltei ao hotel e dormi
. Muito pouco. Muito pouco mesmo.
Agora, as fotos!

Pyramide

Schloss Karlsruhe

Vista no topo do Schloss Karlsruhe

W300

No próximo capítulo: Notre Dame, escadas, banheiro de cachorros e cia.

つづき。。。

3 comentários:

Patricia disse...

Eu tbm fiquei perdida com essas maquinas no mesmo aeroporto =P

Nossa. achei muito impressionante a previsão da mulher de 28 minutos... não sabia que dava pra dar tamanha precisão para percursos a pé... vai ver os alemães andam todos na mesma velocidade... hehe

Leonardo disse...

Pois é...mais que impressionante, a previsão foi decepcionante...haha

Patricia disse...

Vai ver brasileiros são mais lerdos que os alemães Leo... hehe fala sério a previsão dessa mulher! uhahua Eu passei apuros por causa de previsoes erradas recentemente tbm... mas o percurso não era a pé... hehe