terça-feira, 25 de agosto de 2009

Viagem Bayern 2009

Oi pessoal!

O final de semana foi sensacional! Hiper cansativo (um dos motivos pela postagem tardia), mas sensacional! É sempre muito bom viajar a um lugar legal com pessoas legais. O principal destino da viagem foi o famoso Schloss Neuschwanstein, ao sul de München e próximo da fronteira Alemanha-Áustria. De acordo com a lenda, este castelo espetacular serviu de inspiração para Walt Disney ao desenhar o castelo da Cinderela. Muito fácil de acreditar. Além do castelo, eu e o MLK demos uma pequena volta por Bayern (Bavária), maior estado alemão.
Saí de Paris na sexta à noite em um trem noturno, experiência inédita para mim. Devo admitir que o conforto não é dos melhores, pois fui em cabine com seis pessoas [barulhentas] sentadas, um pouco apertada. Mas pelo preço que paguei (29 EUR), não posso reclamar muito. Cheguei na Hauptbahnhof de München às 7h16 no sábado, onde me encontrei com o MLK. Como planejado, compramos nosso bilhete e partimos para pegar o primeiro trem do dia, em menos de 15 min. Aproveitamos a viagem pra por o papo em dia e tomar café da manhã!
Esqueci de dizer, mas o primeiro destino não era ainda o Neuschwanstein, mas sim o Alpspitze, segunda maior montanha alemã, também na região dos alpes. Chegamos em Garmisch-Partenkirchen por volta das 9h e estava um tempo horrível: chuva, vento e frio. Cogitamos até comprar alguma roupa extra, pois em geral o frio aumenta com a altitude...de lá, pegamos um trenzinho que nos levou à base do Alpspitze, onde pegaríamos nosso teleférico. Por causa do tempo, quase não subimos, mas resolvemos subir, já que estávamos lá para isso...e não me arrependo nem um pouco! Estava bem nublado, bem nublado mesmo, a ponto de vermos absolutamente tudo branco de dentro do teleférico. Mas por causa da altitude, em certos momentos podíamos ver o céu azul acima das nuvens! Chegamos lá no alto e já nos surpreendemos com a temperatura. Esperando frio e vento, nos deparamos com uma sensação térmica bem melhor que aquela lá embaixo. De fato, às vezes senti até calor, por causa de raios esporádicos de sol e da caminhada doida que fizemos em meio aos penhascos e trilhas super perigosas (brincadeira)! Depois de nos cansarmos, voltamos para baixo e pegamos o trenzinho e depois o trem para München.

Teleféricos, Alpspitze

Nuvens, Alpspitze

Nuvens, Alpspitze

Vacas, Alpspitze

Alpspitze

Alpspitze

Flor, Alpspitze

Nuvens, Aplspitze

Cabo do bondinho, Alpspitze

Vista do bondinho, Alpspitze

Por causa do mau tempo, resolvemos voltar mais cedo e aproveitar para visitar o BMW Museum, um dos únicos que faltavam para eu visitar (Mercedes-Benz, Porsche e Ferrari já foram). O museu fica ao lado do Olympiapark, que eu visitara há um ano com meus amigos intercambistas alemães (bateu uma saudade na hora), mas nesse dia não tivemos tempo de ir lá. Pois bem, o museu e o showroom não decepcionam. Bem completos, os dois propiciam aos facinados por carros uma experiência muito legal! A visita foi bem instrutiva também, pudemos aprender um pouco sobre a história da empresa e sobre a cronologia dos modelos.

BMW Welt, München

BMW Welt, München

BMW, München

BMW Museum, München

BMW Museum, München

BMW Museum, München

BMW Museum, München

Depois do museu, voltamos à Hauptbahnhof, de onde pegamos nosso trem para Füssen, onde iríamos dormir. Chegamos um pouco tarde, por volta das 21h, e já estava tudo escuro. Achamos nosso albergue com um pouco de dificuldade e, depois de esperarmos pelos proprietários chegarem à recepção (depois de uma certa hora eles vão para casa), fomos apresentados ao nosso quarto. Um dos mais legais em que e já fiquei, muito limpo e, melhor de tudo, com vista para um Neuschwanstein iluminado!!! Infelizmente não consegui tirar uma foto decente nem de dia, pois quando acordamos tinha uma névoa super densa. O café da manhã também foi demais! Em uma sala bem modesta, nos serviram ovo cozido, pães quentinhos, queijo, manteiga, creme de avelã, suco de laranja etc. Muito recomendado!
Depois de café, pegamos nosso ônibus para Hohenschwangau, vilarejo perto do qual fica o castelo homônimo e o famoso Neuschwanstein. O lugar é muito bonito, em meio a montanhas e um lago, com casas de "estilo alpino". Assim que chegamos, já pudemos ver o Neusch! O tempo só nos ajudou no domingo (para compensar o sábado): sol e temperaturas agradáveis! Aproveitamos e demos antes uma volta pelo Schloss Hohenschwangau, belo castelo com torres "quadriculadas" (assim: Ll Ll Ll Ll) e todo amarelo, muito estiloso!

Füssen

Hohenshwangau

Schloss Hohenshwangau, Hohenshwangau



Schloss Hohenshwangau, Hohenshwangau

Schloss Hohenshwangau, Hohenshwangau


Lago, Hohenshwangau

Começamos então nossa caminhada em direção ao Neusch, que fica no meio das montanhas. Depois de uma bela subida que durou uns 40 min, pudemos finalmente dizer "UAU", pois ele é realmente espetacular. Construído em pedra clara, possui algumas torres bem altas e o conjunto é bem harmonioso. A típica imagem que temos em mente quando ouvimos falar em castelo. Fizemos uma visita guiada em seu interior, igualmente espetacular, com destaques para a sala do trono (com um lustre de 900 kg), para a sala de espetáculos e para todas as paredes do castelo decoradas com afrescos em referência a obras de Wagner, a quem Ludwig II, rei de Bayern, dedicara a construção do Neusch. Antes de voltar para o vilarejo, fomos à famosa Marienbrücke, ponte de onde se tem a mais bela vista do Neusch. Infelizmente, a fachada que vemos de lá está em restauração até 2011, mas como eu já sabia disso antes de ir, não me desapontei tanto.

Schloss Neuschwanstein, Hohenshwangau

Schloss Neuschwanstein, Hohenshwangau

Hohenshwangau visto do Neuschwanstein

Schloss Neuschwanstein (visto da Marienbrücke), Hohenshwangau

Voltamos para Hohenschwangau e, assim que chegamos ao ponto de ônibus, constatamos que o horário que tínhamos estava errado, então decidimos ir a pé, para não perdermos nosso trem pra München e porque nos haviam dito que a caminhada durava apenas uma hora.
De fato, ela durou cerca de uma hora, mas o caminho parecia não acabar e as placas sempre nos diziam que faltava mais tempo do que tínhamos disponível. Passamos por montanhas, um lago etc, super cansado e quase perdidos. Além de atrasados. Finalmente, as placas realmente estavam erradas e conseguimos chegar cinco minutos antes de nosso trem partir.

Lago, Hohenshwangau

Depois de descansar um pouco no trem, chegamos finalmente em München, onde almoçamos. Demos um tchau para a Marienplatz e fomos em direção ao Alianz Arena, famoso estádio de futebol que fica ao lado do terminal de ônibus de onde eu viria embora. Difícil de explicar com palavras o que ele tem de especial. Simplesmente vejam as fotos para entender como ele é diferente!

Marienplatz, München

Alianz Arena, München

Despedi do MLK (que verei sabe-se lá quando...) e peguei meu ônibus, que saiu pontualmente às 17h30. O caminho de volta foi longo e cansativo, mas mais confortável que o da ida. Fiquei contente por passar (como escala) em cidades que eu conheço: Ulm, Stuttgart, Karlsruhe, Strasbourg e Reims. Às 6h, já estava eu de volta em Paris, pegando o métro pra voltar pra casa, tomar um banho e sair para o trabalho!

Tschüss!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Canicule II

Oi pessoal!

A canicule finalmente chegou! Mas só em alguns departamentos franceses e com intensidade bem menor que a de 2003 (logo minha teoria de neurose ainda está de pé!)...nada de 40°C em Paris, por enquanto a máxima não passou de 37°C.
Está realmente muito quente por aqui, dentro de lugares não climatizados é insuportável, fora deles, pior ainda. De acordo com o governo, devemos passar pelo menos duas horas por dia em locais frescos e/ou com ar condicionado, como centros comerciais, cinemas etc. E não devemos sair de casa nas horas mais quentes, i.e., das 11h às 21h. Fácil dizer, não? Eu não tive muita sorte, porque no meu escritório o raio do ar condicionado não funciona. Mas os 30 computadores, sim. E eles esquentam bastante!

À bientôt!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Canicule I

Oi pessoal!

Às vezes tenho a impressão de que os franceses em geral são um pouco neuróticos, cheios de ideias fixas em relação a clima, economia, saúde, sociedade etc. Dois exemplos:

- conheço muita gente que insiste em dizer que telefone celular causa câncer de cérebro, baseados em um ou outro artigo científico que leram. Pelo que eu saiba, existe uma polêmica em torno do tema, mas é ainda uma polêmica, não se sabe a verdade, portanto nada de dizer que "causa", mas sim que "pode causar"
- muitos são super orgulhosos de o país depender muito pouco do petróleo como fonte de energia. Super "écolos", detestam sacolas plásticas, economizam água, fazem o impossível para reduzir a emissão de CO2 e outros gases estufa. Mas cerca de 80% provêm de usinas nucleares.

Um último caso que vou comentar é o da canicule, palavra quase proibida durante o verão. Para os fãs e entendidos de Harry Potter, seria quase como dizer Voldemort. Tudo começou em 2003, quando muitos velhinhos morreram por causa de uma forte "onda de calor" (um aspirante a Engenheiro Químico não pode proferir um insulto desses sem pôr aspas). Desde então, não se passa um dia do verão sem alguém falar da tal da canicule...
Por que toda a história justo agora? Porque a méteo (neurose francesa que me contagiou) está prevendo uma canicule para o final da semana! Nada de se alarmarem: se vocês captaram minha mensagem, saberão que isso pode ser apenas um exagero. De fato, por enquanto a máxima prevista é de apenas 34°C. Não que seja agradável. Principalmente quando se tem que trabalhar...

Tschüss!!!

Cinéma au clair de lune

Oi pessoal!

Se por um lado o verão europeu é sinônimo de lojas fechadas e escritórios vazios (menos estagiários, é claro), por outro é nessa época que ocorrem vários eventos culturais, como festivais de música, "praias" artificiais e, aqui em Paris, cinema a céu aberto.
Neste mês de Agosto, foi organizado o Cinéma au clair de lune, com 13 projeções de filmes franceses ao ar livre e sob a luz da lua. Eu fiquei sabendo por acaso e fui pesquisar na internet, quando achei um filme que seria projetado no Parc Montsouris, do lado de casa, ontem à noite.
Achei a ideia muito legal, pena que só é viável no verão, quando mesmo à noite a temperatura fica em torno dos 25°C. Uma tela como de uma cinema normal foi montada e as pessoas ficam sentadas/deitadas no gramado, algumas até com toalhas fazendo pique-nique.
O filme foi Renaissaince, uma animação muitíssimo bem feita em P&B e 3D, com contrastes estupendos, muito bonita para os olhos. A história é um thriller que se passa em Paris de 2050, onde uma geneticista que trabalha para uma grande "empresa de beleza" (não exatamente cosméticos, pelo que entendi) é sequestrada. Enredo bom, mas acho que o que mais atrai no filme é mesmo o visual. Mas a experiência como um todo foi muito legal!

À plus!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Saint-Denis, Saint-Cloud et Palais Royal

Oi pessoal!

Faz um bom tempo que não conto novidades, não é mesmo? É porque desde a última visita ao Louvre, não fiz muito mais coisas que ficar em casa e ir ao estágio. Uma questão logística, porque no final de semana que vem, vou pra Alemanha e preciso estar descansado para as minhas viagens noturnas de ida (trem) e volta (ônibus).
Hoje, no entanto, eu não resisti ao tempo "excelente" (céu super azul e ~33°C) e fui dar uma volta. Escolhi lugares un tanto quanto diferentes e afastados, com exceção do Palais Royal, que fica em frente ao Louvre.
Comecei indo a Saint-Denis, ao norte de Paris, onde fica a Basilique de Saint-Denis, importante centro religioso onde eram enterrados quase todos os monarcas franceses. Mas eu não me informei direito e, quando cheguei lá, estava tendo uma missa, portanto nada de visitas. Como eu não queria esperar mais de uma hora, resolvi ir pro próximo destino, Saint-Cloud, e deixar Saint-Denis para uma outra ocasião.
Saint-Cloud fica a oeste de Paris e para chegar lá não foi tão rápido, porque tive que trocar várias vezes de metrô. Eu fui conhecer o Domaine National de Saint-Cloud, espécie de parque (como Versailles, Rambouillet e Fontainebleau) com jardins projetados por Le Nôtre e onde un dia havia um château, queimado em 1870. Ainda bem florido, o parque é bem bonito, com umas fontes bem interessantes, uma pena que não estavam ligadas (acho que nunca ficam). Uma delas parece uma escada gigantesca, com várias esculturas, bem legal! Andei bastante por lá e achei uns lugares de onde se tem uma bela vista de Paris, pois a região é um pouco elevada. No caminho de volta para o metrô, passei na cidade em si, tipicamente francesa, com uma bela igreja de torre única e um Hôtel de Ville bem modesto.

Grande Cascade, Domaine National de Saint-Cloud

Bassin, Domaine National de Saint-Cloud

Jardin à la française, Domaine National de Saint-Cloud

Jardin e Paris ao fundo, Domaine National de Saint-Cloud

Paris vista do Domaine National de Saint-Cloud

Flores, Domaine National de Saint-Cloud

Antes de ir ao Palais Royal, eu iria passar em uma creperia no Quartier Latin (pois meu estômago já estava reclamando), mas ela estava fechada, como muitas outras lojas e restaurantes, porque hoje é feriado aqui (Assunção). Segui então para o Palais Royal, que já vira muitas vezes mas não fazia a menor ideia do que havia lá dentro. Pesquisando no site do Centre des Monuments Nationaux, descobri que havia uma espécie de galeria e um pequeno jardim, então fui lá conhecer. Fiquei um pouco desapontado quando cheguei e vi que as galerias estavam em reforma (até Novembro de 2009), algo que não é mencionado nosite. Pelo menos vi o jardim, pequeno mas simpático, e a visita das galerias fica para o inverno...

Palais Royal

Palais Royal

Jardin, Palais Royal

Jardin, Palais Royal

À bientôt!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

Musée du Louvre - 12ème fois

Oi pessoal!

Ontem à noite fui mais uma vez ao Louvre, minha 12ª visita e 4ª como "guia". Os acompanhantes desta vez foram dois amigos da escola, com quem eu fui fazer o passeio de bâteau-mouche e subi a Tour Monparnasse. Eles já conheciam o Louvre, portanto foi mais um passeio mesmo, sem grandes descobertas. Passamos pelas antiguidades orientais e egípcias, esculturas francesas, pinturas italianas e objetos de arte, incluindo os apartamentos de Napoleão III. Algo que me impressionou e que não lembro de ter visto antes foram múmias de animais, principalmente gatos.

Múmia de gato, Musée du Louvre

Múmia de crocodilo, Musée du Louvre

Grand Palais, Arc de Triomphe, La Défense e Tuileries vistos do Louvre

Depois do passeio, fomos para o hotel onde eles estão e jantamos em uma pizzaria italiana.

さようなら!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo VIII

Oi pessoal!

Hoje, depois do estágio, fiz um piquenique com duas amigas, nas "praias" parisienses, aproveitando as temperaturas de mais de 30°C que dominam a capital francesa. Achamos um lugar muito bom, na praia de areia, estendemos um lençol e comemos uns sanduíches. Depois demos uma volta pelas outras praias e voltamos para casa.
No RER B, na estação Luxembourg, entra uma figura conhecida. Depois de alguns instantes, confirmei que era realmente ele, um amigo que estudara francês comigo na Poli. Fomos até a Cité Universitaire pondo o papo em dia e, assim que chegamos, vemos uma agitação anormal (mesmo para os padrões RER B) tomar conta das pessoas que estão descendo do trem. A razão: uma pessoa havia "caído" no vão entre o trem e a plataforma, que - diga-se de passagem - é um tanto quanto grande (~30 cm). Em meio à confusão, descobrimos que se tratava de um bêbado...
Definitivamente, o RER B é o cenário de acontecimentos inesquecíveis. Sentirei falta dele.

Arrivederci!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Joe le taxi

Oi pessoal!

O motivo de muitas gargalhadas na noite do sábado em Champagne foi o seguinte: assistíamos a um programa de música, com trechos de canções de diferentes épocas, principalmente francesas, quando nos deparamos com uma melodia conhecida: "Vou de táxi", da Angélica. Por alguns segundos, cheguei a pensar que era a própria que gravara o videoclipe, pois a moça que cantava era muito parecida com ela, e a letra da música era "semelhante". Para os ouvidos desatentos.
Muito curiosos, procuramos por mais informações sobre a letra original e voilà o que encontramos:

"Joe Le Taxi", Vanessa Paradis

Joe le taxi
Y va pas partout
Y marche pas au soda
Son saxo jaune
Connaît toutes les rues par coeur
Tous les p'tits bars
Tous les coins noirs
Et la Seine
Et ses ponts qui brillent
Dans sa caise
La musique à Joe
C'est la rumba
Le vieux rock au mambo
Joe le taxi
C'est sa vie
Le rhum au mambo
Embouteillage
Il est comme ça
Rhum et mambo
Joe - Joe - Joe
Dans sa caise
La musique à Joe résonne
C'est la rumba
Le vieux rock au mambo bidon
Vas-y Joe
Vas-y Joe
Vas-y fonce
Dans la nuit vers l'amazone
Joe le taxi
Et Xavier Cugat
Joe le taxi
Et Yma Sumac
Joe - Joe - Joe
Joe le taxi
C'est sa vie
Le rhum au mambo
Embouteillage
Joe le taxi
Et les Mariachis
Joe le taxi
Et le cha-cha-chi
Joe le taxi
Et le cha-cha-chi
Vas-y Joe
Vas-y fonce
Dans la nuit vers l'amazone

Sugiro que vejam o clipe no Youtube e que usem a Ferramenta de Idiomas do Google para uma tradução da letra. Depois comparem com a versão angelical:

"Vou De Táxi", Angélica

Pela janela do meu quarto
Ouço a buzina
Me chamando
Quem será que vem me acordar
Mas no banho
Foi só me tocar
De repente
Lembrei do teu olhar
No espelho
A cor do batom
Lembro o beijo
Foi pra lá de bom...
(refrão)
Vou de táxi "cê" sabe
"tava" morrendo de saudade
Mas não lembro
Do teu nome
Não tem pressa
Teu jeito de olhar pra mim
Me arrepia
Me leva , me faz viajar...
Pelo céu
Pelo sol
Pelo ar
Pelo mar
A escola pode esperar...
Vou de táxi
Mas só com você
Vou de táxi
Só pra te ver
Vou de táxi "cê" sabe
"tava" morrendo de saudade
Vou de táxi "tô" com saudade
Vou de táxi
"tô" com saudade...

Acho que então entenderão o porquê de tantas risadas...

À plus!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Viagem Champagne 2009

Oi pessoal!

Neste final de semana fiz um passeio de "luxo" com meus amigos: fomos visitar três cidades na região de Champagne, a leste de Paris, de onde vem a célebre bebida. Saímos sábado cedo em direção a Reims, depois passamos por Châlons-en-Champagne, onde dormimos no sábado, e terminamos em Épernay, de onde voltamos para casa.
Reims é uma cidade muito importante na História da França, pois é lá onde foi batizado Clóvis, no que foi considerada a primeira cerimônia de coroação de um rei francês. Para manter a tradição, praticamente todos os reis franceses foram coroados na Cathédrale de Notre-Dame de Reims, até a Revolução Francesa. A Cathédrale é o coração da cidade e é uma das mais belas que eu já vi, lembrando a Notre-Dame de Paris, mas mais trabalhada. Do alto de suas torres, tem-se uma linda e completa vista da cidade. Ela também é conhecida como "cathédrale martyre" por causa de bombardeios alemães durante a Primeira Guerra Mundial, que provocou o incêndio da mesma. Durante o incêndio, o chumbo do seu telhado derreteu e escorreu até o solo, saindo das bocas das gárgulas. Outros pontos interessantes de Reims são: o Manège; o Palais de Tau, residência do clero; ocryptoportique gallo-romain, ruínas de estruturas da época dos romanos; o Hôtel de Ville, cheio de bandeiras tricolores; e a Porte de Mars. A cidade é extremamente agradável, um típica cidade de interior da França, mas com um comércio que me pareceu bem razoável.

Cathédrale de Notre-Dame de Reims, Reims

Sainte-Ampoule, Reims

Palais de Tau, Reims

Vista do alto da torre da Cathédrale de Notre-Dame de Reims, Reims

Cathédrale de Notre-Dame de Reims, Reims

Cathédrale de Notre-Dame de Reims, Reims

Hôtel de Ville, Reims

No final da tarde, fomos para Châlons, capital da região, porém menor que Reims. Sem muitas atrações turísticas, ela também não tem a História que Reims teve, mas se destacam: o Jard, jardim da cidade com um simples château ao seu lado; Église Notre-Dame-en-Vaux; e a Marne, rio francês. Dormimos por lá e, assistindo à TV, fizemos uma descoberta interessantíssima, que contarei em uma outra ocasião.

Casa com madeirame à vista, Châlons-en-Champagne

Église Notre-Dame-en-Vaux, Châlons-en-Champagne

No domingo, fomos para Épernay, cidade com um dos maiores PIB per capita da França, graças principalmente à indústria do champagne. A cidade é bem pequena e toda sua riqueza parece concentrada na Avenue de Champagne, onde ficam as maisons de champagne, como Moët & Chandon, Mercier, Castellane etc. É uma das mais belas avenidas que já vi, com mansões impressionantes, incluindo o Hôtel de Ville e uma escola pública. Assim que chegamos fizemos uma visita à Moët & Chandon, uma das marcas mais refinadas e tradicionais de champagne. Durante a visita, foi explicada a história da marca, o método de produção, visitamos ascaves onde o champagne fica armazenado (vários km de corredores subterrâneos com paredes emboloradas e frias) e terminamos com uma degustação. Infelizmente (às vezes, felizmente), não gosto de bebidas gaseificadas, por isso sofri para conseguir apreciá-lo corretamente, mas tirando as bolhinhas, eu gostei (é óbvio que aproveitei para comprar uma garrafa). Em seguida, fizemos uma caminhada em direção aos vinhedos, grudados à cidade, livremente visitáveis. Apesar do céu nublado, as vistas eram bem bonitas.

Caves de Moët & Chandon, Épernay

Caves de Moët & Chandon, Épernay

Caves de Moët & Chandon, Épernay

Champagne Moët & Chandon, Épernay

Castellane, Épernay

Avenue de Champagne, Épernay

Château Perrier, Épernay

Hôtel de Ville, Épernay

Raisins, Épernay

Vignobles, Épernay

Na volta para Paris, algo tinha que acontecer para nos lembrar que estávamos chegando em casa. Por causa de uma tentativa de suicídio (pessoa andando nos trilhos), nosso trem demorou o dobro do tempo previsto para chegar, 3h em vez de 1h30. Tant pis, a viagem foi muito boa com ou sem suicídio.

Au revoir!!!