quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Última do ano

Oi pessoal!

Esta é a 213ª e última postagem de 2009. Não farei uma retrospectiva do ano pois, como sempre, estou sem tempo, só vim para dizer algumas coisas.

1. Paris está branca. Coberta de neve, a cidade está linda. Espero que a neve volte depois da minha viagem, pois agora não tenho tempo para brincar lá fora...fotos para fazer inveja!

Jussieu, Paris

Place Jussieu, Paris

Place Jussieu, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Cité Internationale Universitaire de Paris, Paris

Vista da minha janela, Paris

2. Terminei de fazer as malas, faltam agora só alguns pequenos detalhes sobre a viagem (mapas, principalmente). Saio sábado de manhã e volto só dia 04/01 de manhã. Não esperem postagens tão cedo. O roteiro, em princípio, é o seguinte: Budapest - Bratislava - Wien - Praha - Wroclaw - Kraków - Warszawa - Berlin. Muito frio me aguarda, por isso rezem para São Pedro amenizar um pouco a situação enquanto eu estiver por lá (neve pode!) ;)

3. Amanhã tenho entrevista de estágio (torçam por mim!) e uma prova (não precisam gastar suas preces desta vez).

4. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos!

À bientôt!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo X

Oi pessoal!

O último capítulo da temporada 2009 da novela N'importe quoi sur le RER B terá como protagonista o irmão rebelde do RER B, o RER A. Para contextualizá-los, o RER B faz o Norte-Sul enquanto o RER A faz o Leste-Oeste, grosso modo. Mais movimentada linha da Europa, o RER A passa por importantes pontos em Paris e passa por La Défense, mais importante centro econômico da França.
Desde terça-feira passada, o RER A está com sérios problemas. Seguindo um "aviso prévio de greve ilimitada", só há trens nas horas de pico e ainda com frequência reduzida. Coitados dos trabalhadores e estudantes que precisam dessa linha...e também da Disney, que deve estar tendo um belo prejuízo com essa brincadeira, porque o acesso aos parques é pelo RER A. E quando eu digo "desde", é "desde" mesmo, ou seja, já 10 dias de greve. E sem previsão de melhoras. Quem sabe depois do artigo do Figaro denunciando os altos salários e pouco tempo de trabalho dos condutores os sindicatos resolvam acabar com a palhaçada.
Com ciúmes, o RER B não iria deixar que toda a atenção se voltasse para o RER A, então ontem também teve uma pequena perturbação, 3/4 trens nas horas de pico. Nada muito grave.
O que eu posso dizer para vocês agora é: aguardem pela temporada 2010 da série N'importe quoi sur le RER B, acredito que muito em breve retomaremos os episódios!

À plus!!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Congelamento

Oi pessoal!

Como a pasteurização, o congelamento é um processo bastante utilizado na preservação de alimentos. Muito versátil, ele diminui a velocidade de decomposição da matéria orgânica e "impede" o crescimento de microorganismos ao transformar a água em gelo (gelo, ao contrário da água, não é solvente, logo reações químicas no gelo são um tanto quanto raras). O estudo do processo de congelamento é igualmente um belo problema de fenômenos de transporte e de operações unitárias, mas um pouco mais complexo, visto que coeficientes de condução térmica nas carnes, massas, legumes etc não são bem "estabelecidos".
Esta semana será dura em Paris. Depois de um outono relativamente quente, sem um floquinho de neve, temperaturas "agradabilíssimas" nos aguardam nesta véspera de inverno (que começa dia 21 de dezembro). Ontem, ao acordar, me deparo com meus primeiros floquinhos da estação, que foram bem escassos. Hoje, vejo o teto do prédio em frente branco de gelo, com uma poça de água congelada. A previsão para a semana é de céu azul (parece até brincadeira), portanto nada de neve, mas as temperaturas podem atingir até -11°C. E a máxima para a semana é de 1°C, uma delícia!
Acho que as massas de ar frio do Ártico efetivamente leram minha postagem e vieram correndo para Paris...

Hasta luego!!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Jingle bells, jingle bells...

Oi pessoal!

Uma breve atualização da lista de coisas a fazer antes de viajar.

- compras para a viagem (só alguns acessórios)
- rapport de Stratégie Industrielle
- planejamento da viagem (falta pouco...todas as reservas já estão feitas, pelo menos)
- examen Management des Risques Chimiques
- entretien stage 3A
- passear por Paris decorada para o Natal

A ideia inicial é matar quase tudo até amanhã, deixando apenas a preparação para a entrevista de estágio para depois. Mantenho vocês informados sobre meu progresso.

Tschüss!!!

La Tour Eiffel fête ses 120 ans

Oi pessoal!

Como prometido, algumas fotos do espetáculo de luzes na Tour Eiffel, em comemoração aos seus 120 anos. Elas ficaram bem melhores que as anteriores, já que agora tenho um tripé, mas ainda assim não estão perfeitas, porque havia muita gente lá e eu não consegui um espaço muito bom...

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Tour Eiffel

Além disso, descobri que tem uma pista de patinação e um marché de Noël lá!

Bis bald!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Musée du Louvre - 17ème fois

Oi pessoal!

Continuando a série de visitas-estudo ao Louvre, ontem me dediquei às pinturas francesas. É a maior coleção de pinturas do Louvre e consequentemente uma das maiores do mundo. Estimo que as telas ocupam cerca de 100 salas do museu. Como no caso das pinturas italianas, vou fazer uma breve descrição cronológica dos estilos, obras e autores.
A chamadas pinturas primitivas francesas datam dos séculos XIV e XV. Pouco numerosas (devido a guerras, mudança de gosto e destruição durante a Revolução Francesa), elas passaram a interessar os estudiosos da área relativamente tarde, até então eram ignoradas ou mesmo confundidas com obras de outros países. Como no caso da Itália (de um modo geral a pintura italiana é a pioneira, pelo menos até o século XVII), as telas retratam cenas religiosas com tons coloridos e dourado abundante. Uma obra importante é um retrato de perfil de Jean le Bon, segundo monarca da dinastia dos Vaulois, o mais antigo retrato individual na Europa. A arte de retratos individuais dominou a Europa no século XV, com Jean Fouquet destacando-se na França. Suas obras representam os modelos de uma forma mais moderna, chamada de 3/4, em que a pessoa aparece com o rosto ligeiramente virado. O efeito resultante é um maior realismo, pago com a maior dificuldade do trabalho. Talvez o mais célebre dos modelos de Fouquet foi Charles VII, coroado em Reims na presença de Jeanne d'Arc, após reconquistar a França das mãos inglesas graças a sua ajuda.

Portrait de Jean II le Bon, École de Paris

Portrait de Charles VII, Jean Fouquet

Retable de Saint-Denis, Henri Bellechose

A arte religiosa na França tinha seus principais ateliês na cidade de Avignon, transformada em sede do Papado em 1309 (até 1423). Nessa época, importantes artistas italianos vieram para a França, colocando a cidade no centro das atenções dos pintores da época. Além disso, as numerosas oportunidades de trabalho em igrejas, residências e palácios atraíram artistas de outros países que não a França, principalmente do Norte. À corrente resultante dessa mistura de estilos dá-se o nome de École d'Avignon.

Pietà de Villeneuve-lès-Avignon, Enguerrand Quarton

O Renascimento francês chegou tardiamente na pintura, por volta de 1530. Desde Charles VIII, era comum monarcas franceses convidarem artistas italianos para decorarem suas residências, como o célebre caso de Leonardo da Vinci em Amboise, convidado por François I, mas sua influência sobre os artistas locais era limitada. Isso mudou quando o mesmo François I decidiu redecorar o Château de Fontainebleau, trabalho que durou algumas décadas, o suficiente para se desenvolver uma École de Fontainebleau, através da qual a França entra no movimento do Maneirismo. Resumidamente, o Maneirismo é uma ruptura ao estilo rígido do Alto Renascimento, introduzindo o conflito, a sofisticação e o artificialismo. Ainda no contexto do Renascimento, ele pode contudo ser considerado como uma transição ao estilo Barroco dos séculos seguintes. A École de Fontainebleau particularmente possui uma arte elegante, refinada, com temas mitológicos e nus humanos comuns. Alguns nomes são Jean Cousin e Jean Clouet.

François Ier, roi de France, Jean Clouet

O Barroco na pintura tem como principal nome o italiano Caravaggio, cuja influência criou um estilo particular chamado de Caravagismo. Sua característica principal é o trabalho com a luz, criando fortes contrastes entre o claro e o escuro. As temáticas mais recorrentes eram as religiosas, seguidas pelas cenas de tavernas e de reuniões musicais. Georges de La Tour e os irmão Le Nain são os maiores nomes franceses da época.

La Madeleine à la veilleuse, Georges de La Tour

La Tabagie, Louis (ou Antoine) Le Nain

O século XVII é conhecido como o Grand Siècle, período em que Louis XIV, o rei Sol, sobe ao poder. Na segunda metade do século, durante o reinado de Louis XIV, há uma retomada dos valores clássicos, como a razão, a busca pela perfeição e temas mitológicos. Considerado o mais alto expoente do classicismo francês, Nicolas Poussin passou grande parte de sua carreira na Itália, tendo sido encarregado sob o reinado de Louis XIII (predecessor do rei Sol) da decoração da Grande Galerie du Louvre. Suas obras mais notáveis são L'Enlèvement des Sabines e o conjunto Les Quatre Saisons, este refletindo as temáticas naturais do final de sua carreira.

L'Enlèvement des Sabines, Nicolas Poussin

L'Automne, Nicolas Poussin

Outro grande nome é Charles Le Brun, nomeado Primeiro pintor do rei em 1664, encarregado por Louis XIV de obras no Louvre e em Versailles, entre outros. Reconhecido por retratar cenas épicas, ele se focava mais no traço que na cor propriamente dita, sendo adorado pelo rei Sol. Contemporâneo de Poussin, ele chegou a acompanhá-lo por alguns anos em seu ateliê em Roma.

Entrée d'Alexandre dans Babylone, Charles Le Brun

O breve período da Regência, logo após a morte de Louis XIV e antes do reinado de Louis XV, é marcado por um nome particular, Jean-Antoine Watteau, cujo estilo é igualmente particular, a "fête galante". Em suas obras, são retratadas pessoas da alta sociedade conversando, dançando ou jogando, com traços bem menos rigorosos que os do Classicismo, de certa forma mais sedutores.

Pèlerinage à l'île de Cythère, Jean-Antoine Watteau

O século XVIII é marcado por uma certa "sobreposição" de estilos. Por um lado, destaca-se o Rococó, uma arte "amável", leve, graciosa, cheia de curvas, com Fançois Boucher e Jean-Honoré Fragonard; por outro, o Iluminismo que revoluciona o meio intelectual chega às artes, trazendo seu ceticismo, de modo que a beleza passa a ser subjetiva, não mais imposta pela Academia. Não vou me estender muito pois, para ser sincero, eu ainda estou meio confuso sobre a diferença entre os estilos...

Les Baigneuses, Jean-Honoré Fragonard

No final do mesmo século XVIII, há uma nova retomada dos valores clássicos, num movimento chamado de Neo-Classicismo. O mais célebre dos pintores franceses desse estilo é Jacques-Louis David, com traços grandiosos e a busca pela beleza ideal. Tendo vivido em uma época conturbada da História francesa (ele nasceu sob Louis XV e morreu sob Charles X, assistindo e participando da Revolução Francesa e ao domínio Napoleônico), ele foi um artista engajado, retratando cenas mitológicas para inspirar os movimentos revolucionários. Uma de suas obras mais célebres é Le Sacre de l'empereur Napoléon Ier, que inclusive possui diversas cópias, um delas em Versailles.

Les Sabines, Jacques-Louis David

Le Sacre de l'empereur Napoléon Ier, Jacques-Louis David

O último movimento da pintura francesa com representantes no Louvre é o Romantismo. Como nas outras artes, ele vem como crítica ao Neo-Classicismo, mas não se pode traçar linhas gerais de suas características, visto que seus "seguidores" podiam possuir estilos bem diferentes. Um fator comum, contudo, pode ser mencionado: exprimir seus sentimentos pessoais, exaltando-os ao máximo. Dois artistas se destacam nesse contexto: Théodore Géricault e Eugène Delacroix. O primeiro é o autor do célebre Le Radeau de la Méduse, obra que representa um naufrágio em águas senegalenses, apresentando traços realistas com uma visão "moderna" do mundo, mesmo depois de toda sua "educação clássica". Eugène Delacroix é um dos mais famosos pintores franceses, particularmente conhecido por La Liberté guidant le peuple. Inspirado no estilo de Géricault, Delacroix também retrata cenas de importantes acontecimentos de sua época, como o caso das Três Gloriosas (Revolução de Julho), inspiração da obra mencionada (não, a tela não representa a Revolução de 1789).

Le Radeau de la Méduse, Théodore Géricault

La Liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix

Mais uma vez, espero que tenham gostado e que não tenha dito bobagens.

À plus!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Musée du Louvre - 16ème fois

Oi pessoal!

Ontem de manhã, resolvi arbitrariamente faltar à aula e ficar em casa. Não aleatoriamente porque a decisão foi totalmente racional: a aula seria inútil, eu poderia acordar mais tarde, aproveitava para adiantar um relatório e ainda almoçava em casa. À tarde fui para a École e, como que por castigo, descubro que não teria aula de inglês. Algo já previsto, mas que fugiu do meu conhecimento. Ou seja, saí de casa à toa. Ou quase.
Já previa uma visita noturna ao Louvre, particularmente à seção de pinturas francesas, então o que fiz foi apenas adiar em quatro horas minha programação. Ótimo! No entanto, chegando lá tive que mudar meus planos, pois justamente essa seção estava fechada (funcionários em semi-greve, pelo que consta), então mudei de país: fui para as pinturas italianas.
As primeiras obras datam do período conhecido como Trecento (século XIII). Em plena Idade Média, todas elas retratam temas religiosos, em trabalhos bem coloridos, com o dourado dominando os fundos dos quadros. Um dos nomes conhecidos da época é Fra Angelico.

Saint François d'Assise recevant les stigmates, Giotto di Bondone

Esse mesmo Fra Angelico continua com sua representação "mística" mesmo no período do Quattrocento (século XIV), quando os primeiros elementos do Renascimento surgem na Itália. Perspectivas lineares, temas do cotidiano e formas geométricas constituem algumas das características principais do movimento.

Le Couronnement de la Vierge, Fra Angelico

Outro célebre nome do período é Andrea Mantegna, artista formado em Pádova e que dedicou sua carreira quase que integralmente a uma família nobre, algo que não era raro na época. Assim como Fra Angelico, em suas pinturas o tema religioso permanece. No entanto, em muitos desses casos, a temática não é o ponto mais importante da obra renascentista, visto que esta era geralmente imposta ao artista por seu "patrão". Um exemplo abaixo: elementos importantes podem ser observados, como o modelo do corpo humano, nitidamente inspirado nos gregos, e um cenário atípico em pedra, certamente construído pelo homem (antes a "Natureza" predominava).

La Crucifixion, Andrea Mantegna

Muitos podem contestar, mas o nome mais importante do Renascimento na Itália e, consequentemente, no mundo, é Leonardo da Vinci. Um verdadeiro polímata, por muitos considerado um dos maiores gênios da História, Leonardo está bem representado no Louvre, graças a seus contatos com a família real francesa da época (lembrem-se que ele morou e morreu na França). Sua obra mais famosa, Monna Lisa, é um símbolo não só do Renascimento, mas da Arte em si. Leonardo também retratou cenas religiosas, mas as figuras divinas são representadas como homens e mulheres "perfeitos". Além disso, ele dominou a técnica do sfumato, em que se cria um gradiente perfeito de luz, ideal para representar rostos, sem que se veja as marcas das pinceladas.

La Vierge, l'Enfant Jésus et sainte Anne, Leonardo da Vinci

Um terceiro nome importante do Renascimento representado no Louvre é Raffaello Sanzio. Intimamente ligado À Igreja, ele foi responsável pela decoração de um grupo de salas do Vaticano (sensacionais, para quem estiver interessado). Inspirado em Leonardo, ele também dominou a técnica do sfumato e suas obras retratam figuras humanas e divinas com semelhantes detalhes. No final de sua curta carreira, ele se orienta para um estilo pré-maneirista, com cenas complexas e extravagantes, como ilustrado abaixo.

La Sainte Famille, Raffaello Sanzio

Em resposta ao movimento renascentista, tido como rigoroso demais, surgiu na Itália do século XVI o Maneirismo. Caracterizado pela complexidade, contradição e até artificialidade, sua intenção era "exceder as medidas através da graciosidade". Um exemplo de obra maneirista é Les Noces de Cana, uma das minhas pinturas favoritas do Louvre, que encara a Dona Lisa de frente com seus quase 10 m de comprimento. Também no contexto do Maneirismo, embora tardio, estão as quatro Saisons, de Arcimboldo.

Les Noces de Cana, Paolo Veronese

Les Saisons, Giuseppe Arcimboldo

Bem, espero que tenham gostado da pseudo-aula (seria muita pretensão da minha parte...) de Pinturas italianas! E espero não ter dito nenhuma bobagem. Para constar: minhas fontes são meu guia do Louvre e, como sempre, a Wikipedia.

À plus!!!

Rechauffement climatique

Oi pessoal!

À primeira vista, pode parecer um pouco incoerente com a última postagem, mas tenho constatado que as temperaturas deste ano estão sensivelmente superiores às do ano passado. Nesta mesma época, já tinha nevado mais de uma vez em Paris e eu até me lembro de passar bastante frio no laboratório de Chimie Orga (eca). Dificilmente as temperaturas ultrapassavam os 10°C e já tinha visto valores negativos...
Até agora, nadinha de nada de neve (para a minha tristeza), e o mínimo que vi na rua foi 5°C. Por outro lado, como no Brasil, aqui não para de chover...fiquei quase duas semanas sem ver o belo céu azul que estou vendo neste exato momento...
Espero que as massas de ar frio do Ártico não leiam minha postagem e resolvam vir correndo para a Europa antes de eu voltar de viagem...depois, tudo bem!

Bis bald!!!

sábado, 28 de novembro de 2009

Hibernação

Oi pessoal!

Depois de um ano aqui, constatei que com o inverno chegando, nossos corpos entram em um nível mais baixo de metabolismo. Pode parecer piada, mas é verdade: dormimos mais, temos menos vontade de sair, comemos como leões mesmo assim (pois ao contrário do que previu a Natureza, nossas fontes energéticas são riquíssimas no inverno).
Eu vou aproveitar esse período para descansar um pouco antes da grande jornada de Natal, que promete ser a mais difícil das viagens até então. Mas nada que um bom planejamento e um pouco de sorte não resolvam! Já tomei as precauções necessárias para não ficar carregando minha mochila gigante nas costas à toa e para ter bastante tempo para visitar as cidades, sem ter que fazer turismo intensivo (o que, diga-se de passagem, eu adoro fazer).
Portanto, não esperem novas saídas de Paris até então. Mesmo porque, além disso, tenho algumas tarefas a cumprir antes das férias:

- terminar o planejamento da viagem (faltam apenas algumas reservas)
- interview with JLB (aula de inglês)
- pôster de Stratégie Industrielle
- English presentation
- relatório de Stratégie Industrielle
- achar meu estágio (que seria um excelente presente de Natal :)
- compras de Natal
- compras para a viagem

Não estranhem se eu ficar longe por um tempo!

À bientôt!!!

22/11/2009: Madrid - Paris

Oi pessoal!

A última noite em Madrid foi um pouco conturbada. Comecei com um pouco de febre, que felizmente passou rápido depois de 500 mg de Paracetamol, mas o problema foi que não deu pra dormir direito por causa da falta de respeito alheia. Eu já fiquei várias vezes em albergues em diversos países, mas nunca a falta de respeito havia sido tão grande. Eu até entendo quando as pessoas acendem a luz ao chegarem, mesmo vendo que há gente dormindo; mas repetir o ato e, pior de tudo, gritar (não conversar) com os amigos enquanto uma pessoa está nitidamente tentando descansar é, no mínimo, falta de respeito.
Enfim, como não nos restava muita coisa para ver em Madrid, fomos a El Rastro, um dos maiores mercados de pulgas da Europa. Mais para uma feira que para um mercado de pulgas propriamente dito, ele é realmente gigante e absurdamente lotado, parece até a região da 25 de Março. As tralhas são principalmente roupas e acessórios, mas se acha brinquedos, livros e outras coisas também. Depois de um agradável passeio por lá, passamos pela Puerta de Toledo (outro Arc de Triomphe) e fomos almoçar perto da Gran Vía. Depois, voltamos ao albergue, descansei um pouco e partimos de volta para casa.

El Rastro, Madrid

El Rastro, Madrid

Puerta de Toledo, Madrid

Ópera, Madrid

Edifício na Gran Vía, Madrid

Ao chegar em Barajas, descobrimos que nosso voo estava uma hora atrasado; e ao chegar em Paris, que o RER B estava zoado. E eu gripado. Um belo fim de viagem e começo de semana.

That's all folks!!!

21/11/2009: Toledo

Oi pessoal!

Sábado de manhã eu dei mais uma volta pela cidade, desta vez bem breve, fui até a Plaza de España, passando pelos Jardines de Sabatine, e voltei ao albergue, pois à tarde iríamos a Toledo.

Jardines de Sabatine, Madrid

Metro madrileño, Madrid

Fomos de ônibus e o percurso demorou apenas 45 min, o que não deixou de ser suficiente para descansar as pernas e dormir um pouco (em final de viagem sempre estou destruído).
A cidade medieval fica no alto de uma colina, que tivemos que subir a pé, pois o terminal de ônibus fica no "nível inferior". Ela é cheia de igrejas, monastérios, sinagogas e palácios, conectados por ruelas íngremes por onde é bem fácil se perder. Os destaques da cidade são: o Alcázar, espécie de palácio infelizmente fechado para restauração; a Catedral; a vista do Tejo; a Sinagoga del Tránsito, que visitei e recomendo; e os trabalhos em fios de ouro. A cidade é muito bonita, foi uma pena que eu estava tão cansado e o tempo não estava muito bonito.

Vista da cidade, Toledo

Tejo, Toledo

Alcázar, Toledo

Vista dos arredores, Toledo

Catedral, Toledo

Trabalho em ouro, Toledo

Sinagoga del Tránsito, Toledo

Vista da cidade, Toledo

Vista quase noturna da cidade, Toledo

Uma observação: o Alcázar e a Catedral são iluminados à noite e a vista que se tem quando se está mais afastado da cidade (como dentro do ônibus) é muito bonita!

Tschüss!!!