Oi pessoal!
Na sexta-feira (08/05) foi feriado aqui na França, em comemoração à vitória da 2ª Guerra Mundial, algo que tem uma importância por aqui fora de nossa compreensão. Nesse dia demos adeus à Côte d'Azur e fomos em direção aos Pireneus. Bem, à região dos Pireneus, porque não vimos nem rastro das montanhas...
A primeira parada foi a Pont du Gard, um belo exemplo do que eram capazes nossos ancestrais romanos. Funcionando como parte de uma aqueduto de 50 km que levava água de Uzès até Nîmes (cidade cuja influência romana será mostrada em breve), a ponte tem 49 m de altura e 275 de comprimento, dividida em três níveis, como vocês podem ver abaixo. Hoje existe uma espécie de parque em torno da ponte, com sugestões de trilhas e lugares para fazer piquenique. Só se paga um valor simbólico pelo estacionamento, que acredito não ser suficiente para conservar tal lugar. Não sei se algo mudou com o tempo (creio que sim), mas hoje a quantidade de água que passa por baixo da ponte é muito pequena, de modo que podemos passear lá embaixo e comparar nosso tamanho com o dela, posicionando-se ao lado dos pilares inferiores.
Pont du Gard [e um belo reflexo]
Seguindo o caminho do antigo aqueduto romano (bem, não exatamente...), chegamos a Nîmes. Pequena e antiga cidade (suas origens remontam a vários milênios a.C.), ela é muito conhecida por duas construções: as Arènes, anfiteatros romanos que lembram muito o de Verona, e a Maison Carrée, que lembra o Parthenon grego (a quem ainda devo uma visita) e foi construída pelo mesmo autor do Panthéon romano. Além desses pontos, fizemos um piquinique e passeamos pelo Jardin de la Fontaine, um belíssimo jardim onde há uma fonte natural, ruínas de construções romanas e uma colina, no alto da qual se encontra a Tour Magne.
Les Arènes, Nîmes
Jardin de la Fontaine, Nîmes
De Nîmes fomos para Carcassonne, cidade onde fica a Cité de Carcassonne (cité = cidadela, fortaleza), uma das mais bem preservadas fortalezas medievais, atualmente considerada como Patrimônio Mundial pela UNESCO (ok, isso não diz tanto assim). Dentro da fortaleza, suas ruelas são ocupadas por lojas e "museus", que aproveitam para atrair turistas oferecendo visitas a prisões medievais etc. O lugar estava absurdamente cheio de gente. Destaque para o passeio que se pode fazer por suas muralhas, de onde se vê a atual cidade de Carcassonne. A entrada ao castelo é paga e como não tínhamos muito tempo, ficamos muito satisfeitos com a caminhada pelas muralhas e pelas ruelas da cité.
Cité de Carcassonne, Carcassonne
O ponto final deste dia foi Toulouse, 4ª maior cidade da França e sede de um importânte pólo tecnológico aeroespacial, que inclui a Airbus e a Cité de l'Espace, museu aeroespacial que me parece muito interessante (e caro, muito caro). As construções da cidade são muito bonitas e tive até a oportunidade de dirigir [ilegalmente] no meio de uma praça, quando fui abordado por pessoas estranhas que me pareciam bêbados (por volta das 19h). Mas a culpa não foi só minha. Além do GPS que já mostrava sinais de cansaço, a sinalização de trânsito por aqui é incompleta, feita apenas para os locais, por isso entrar em locais proibidos ou mesmo em contra-mão é muito fácil. Destaque para o Capitolium (onde funciona o Hôtel de Ville), a Garonne (rio que corta a cidade) e a Église des Jacobins.