sexta-feira, 9 de julho de 2010

Joyeux Anniversaire!

Oi pessoal!

Hoje é um dia muito importante, aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. E também o meu aniversário, 23 anos!
Como no ano passado, tive que trabalhar, o que não é muito agradável, principalmente depois de se acostumar com o ócio durante os primeiros 21 anos. Mas o dia foi repleto de presentes!
Ele começou bem, pois por questão de minutos (saí mais cedo para comprar os croissants e pains au chocolat do café-da-manhã), eu escapei de um problemão no RER A. Mas era só o começo. À tarde, fiquei hiper contente com os vários presentes que ganhei do meu grupo: livros, dois vale-presentes e um cartão com uma mensagem de cada pessoa! Na volta para casa, ganhei ainda uma sessão de sauna da RATP (presente de grego). E para terminar o dia, pego meu trem daqui a pouco em direção ao País Basco (praia de novo)!
Muito obrigado a todos os votos de feliz aniversário :)

À bientôt!!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viagem Barcelona 2010

Oi pessoal!

Devo confessar que sempre tive um certo preconceito em relação a Portugal e Espanha como destinos turísticos. Eu me dizia que por serem culturas mais próximas da nossa, não havia grande interesse em visitá-los e os países da Europa Central, do Leste e do Norte tiveram minha preferência.
Não vou dizer que foi um erro eu não ter ido para lá durante minhas férias "grandes" (que tive quatro, dedicadas a provas, Grã-Bretanha, Grécia e Leste Europeu, cronologicamente), pois isso seria o mesmo que dizer que minhas viagens não valeram a pena. Mas a verdade é que, depois do módulo ATHENS, em que fui para Madrid, bateu uma vontade imensa de fazer um grande tour pela península Ibérica. No entanto, já era tarde demais, pois minhas últimas férias estavam desde sempre reservadas para a viagem suprema, em direção aos países nórdicos. A opção que me restava era aproveitar um ou outro final-de-semana para conhecer a região. E foi assim que decidi ir para Barcelona.
Depois desses dois dias, fiquei com uma impressão excelente sobre a capital catalã. Barcelona é uma cidade linda, com construções exóticas (Gaudí) e coloridas, uma bela praia, pessoas tranquilas, um parque central também bonito e um tempo que lembra do litoral nordestino. Digamos que é uma típica cidade de praia, com uma rica história e construções modernas (no sentido artístico do termo), ao mesmo tempo também sendo um importante centro econômico do país.
Consigo lembrar de dois pontos negativos da cidade: os preços, mais elevados do que eu esperava; e o metrô, que provou que trens com ar condicionado não são suficientes para que o serviço seja considerado bom se, ao mesmo tempo, as indicações de conexões, direções e paradas são muito ruins.
Bem, nossa viagem começou às 3h58 de sábado, quando pegamos um noctilienem Porte d'Orléans para ir até Gare du Nord. De lá, pegamos o primeiríssimo RER B em direção ao Aéroport CDG, onde deveríamos estar antes das 6h10. Às 7h estávamos sobrevoando Paris em direção a Barcelona e às 9h já estávamos no trem em direção a centro da cidade.
Foi nesse trem que tivemos nossa primeira má impressão sobre o sistema de transportes, pois não havia nenhuma indicação com as estações da linha nem nas plataformas nem dentro do trem. Como não havíamos encontrado informações precisas de como chegar no albergue na internet, contávamos com melhores indicações no trem. Mas acabamos indo a um lugar diferente do desejado.
Depois de um pequeno atraso, chegamos no albergue, deixamos nossas coisas por lá e começamos nosso passeio pela cidade.
A primeira região visitada foi Eixample, onde fica La Sagrada Família, o monumento mais famoso da cidade, entre outras construções modernas de Gaudí. O templo é um dos lugares mais impressionantes que já vi, não só por seu tamanho, mas também pelo estilo super-original (como todas as obras de Gaudí). Não só o exterior, mas o interior também é bem exótico, como vocês podem ver pelas fotos (recomendo que vejam o Picasa para mais fotos). Ele começou a ser construído no final do século XIX e se prevê que não ficará pronto antes de 2026, mas já é possível visitá-lo e até subir uma de suas torres (de elevador). A única coisa que me deixou intrigado foram os 10€ cobrados na entrada. Mas bem, espero assim ter contribuído para a construção dessa maravilha da arquitetura e da engenharia.
Gaudí é sem dúvida a personalidade mais importante de Barcelona (durante certos períodos Ronaldinho e Messi devem tê-lo ofuscado, no entanto). E suas obras me deixaram de queixo caído, pela beleza, alegria e originalidade. São prédios cheios de curvas, construídos com materiais diferentes, coloridos e aparentemente inspirados na Natureza. Entre eles está La Pedrera, um prédio de apartamentos cuja cobertura parece um parque de diversões. Difícil de descrevê-la com palavras, mais uma vez sugiro que vejam as fotos.

Prédios de Gaudí, Barcelona

La Pedrera, Barcelona

La Pedrera, Barcelona


Interior da La Sagrada Família, Barcelona

Interior da La Sagrada Família, Barcelona

La Sagrada Família, Barcelona

Cidade vista de La Sagrada Família, Barcelona

La Sagrada Família, Barcelona

De lá, voltamos ao albergue para fazer nosso check-in e fomos em direção a Barceloneta, região próxima à praia, onde "almoçamos". Antes disso ficamos sabendo do massacre argentino que, confesso, nos alegrou bastante. Depois de nossas tapas, passamos pela praia e demos uma volta pelo Port Vell. Terminamos no Mirador de Colom (Colombo) e subimos La Rambla até nosso albergue. La Rambla é um grande calçadão cheio de bancas e artistas, principalmente daqueles que parecem "estátuas".

Port Vell, Barcelona

Playa, Barcelona

Port Vell, Barcelona

Port de Barcelona, Barcelona

Mirador de Colom, Barcelona

No albergue, assistimos ao emocionante Espanha vs Paraguai, com seus pênaltis perdidos e gol depois de três traves.
No dia seguinte, acordamos, tomamos nosso café-da-manhã e fomos "a la playa". Uma praia muito gostosa, com água limpa, areia e uma recém comprada esteira de praia (que conseguimos trazer para Paris apesar de suas dimensões avantajadas). Só faltou o pára-sol e a água de coco (dispenso a música de praia brasileira). "Tostamos" um pouco e fomos nos "refrescar" no Parc de la Ciutadella, um parque bem legal construído onde havia uma cidadela. Há cinco coisas bem interessantes no parque: um zoo, um lago, o Parlamento Catalão, o Museu de Ciències Naturals (prédio muito bonito que lembra uma fortaleza) e a bela fonte de Gaudí (uma das mais belas que já vi).

Playa, Barcelona

Playa, Barcelona

Playa, Barcelona

Parc de la Barceloneta, Barcelona

Parc de la Barceloneta, Barcelona

Parlamento de Catalunya, Barcelona

Fonte no Parc de la Ciutadella, Barcelona

Museu de Ciències Naturals, Barcelona

Ao norte do parque, há uma espécie de calçadão (ou velódromo?) que dá no Arc de Triomf, belo arco que não foi exatamente construído para celebrar uma vitória em guerras (como é o caso usualmente), mas sim para a Exposição Universal de 1888. Construído em tijolos vermelhos e com estruturas que lembram coroas em seu topo, ele é bem diferente do Arc de Triomphe.

Arc de Triomf, Barcelona

Voltamos a La Rambla, deixamos nossas esteiras de praia e fomos almoçar em um restaurante bem simples e típico na região. Fomos atendidos por uma garçonete que nos fez lembrar do Brasil, onde o cliente é tratado como rei (enquanto que em certos lugares somos tratados como cães), muito simpática e atenciosa. Comemos uma paella e de sobremesa, a tal da crema catalana (que os catalães reivindicam ser a predecessora da crème brûlée), algo que lembra um pudim.

Ciutat Vella, Barcelona

La Rambla, Barcelona

De barriga cheia, continuamos nosso passeio pela Ciutat Vella. Visitamos a Catedral, em reforma; a Plaça Reial, que lembra a Plaza Mayor madrileña mas com belas palmeiras; a Casa de la Ciutat, ou prefeitura; a Plaça del Rei, onde fica o Palau Reial Major; e o Cap de Barcelona, uma espécie de obra de arte contemporânea que virou um dos símbolos da cidade. Terminamos em uma loja oficial do FCB, onde comprei uma camiseta para mim (não, não virei fã de futebol, mas ela é muito bonita e estava em promoção).

Plaça del Rei, Barcelona

Catedral, Barcelona

Casa de la Ciutat, Barcelona

Plaça Reial, Barcelona

Cap de Barcelona, Barcelona

Fizemos um pit-stop no albergue, aproveitei para tomar um rápido banho (tempo de litoral...) e fomos ao aeroporto. Chegando lá, depois de eu quase morrer de rir ao ver dois franceses "tomando banho" na pia do banheiro (só para fortalecer estereótipos...hehe), descobrimos que nosso voo iria atrasar cerca de 1h. Por conta disso, quase perdemos o último RER B (vocês não vão se espantar se eu disser que havia problemas na linha a essa hora por conta de passageiros nos trilhos) e chegamos em casa à 1h.
Um final-de-semana cansativo, mas muitíssimo bom. Barcelona entrou para a lista de minhas cidades favoritas.

Bis bald!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Coupe du Monde 2010 - Fin

Oi pessoal!

Infelizmente não será desta vez que conseguiremos nossa sexta estrela. Depois de um belo 1º tempo, nossa Seleção deu uns tropeços e permitiu a virada da Holanda, que nos venceu por 2x1. Resultado justo e previsível, se considerarmos a evolução da equipe entre os dois períodos, em especial depois do gol de empate. Um gol que mudou completamente o rumo do jogo e que foi uma fatalidade.
No entanto, considero injusto o resultado para a equipe de Dunga, que na minha opinião é melhor em todos os aspectos que a de 2006. E considero também injusta a enxurrada de críticas que ele vai receber no Brasil. Por essas e outras que não gosto de futebol. Os resultados dependem tanto de sorte quanto de habilidade e um bom trabalho só é reconhecido ao se conseguir um título.
Como podem ver, meu modo futebol voltou a off.
Uma última coisa sobre futebol antes de 2014 (quem sabe virei com mais algum comentário excepcional sobre esta Copa): gostaria de expressar meus cumprimentos à Seleção pelo bom trabalho que fizeram. Em especial àqueles que serão fortemente criticados, como Dunga e Felipe Melo.
E a última coisa de verdade: nada como um final-de-semana em Barcelona para esquecer esta derrota!

Hasta luego!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Coupe du Monde 2010 - 8èmes de finale

Oi pessoal!

E terminam as oitavas-de-final! Mais um passo rumo ao hexacampeonato mundial!
O grande destaque da rodada foi sem dúvida alguma a arbitragem, que conseguiu errar feio duas vezes no mesmo dia e trouxe mais uma vez à discussão a questão dos vídeos no futebol. Pelo pouco que conheço de futebol, eu diria que o uso da "tecnologia" ainda está bem longe de ser adotado pela arcaica FIFA. Isso só vai acontecer quando tal erro afetar negativamente uma equipe como o Brasil ou a Alemanha...
Bem, vimos então a classificação da única equipe africana ainda na disputa, de quatro das cinco sul-americanas e a eliminação das duas asiáticas. Graças aos mencionados erros de arbitragem, o rumo de dois importantes jogos foram alterados: o México, que me parecia ter chances reais contra a Argentina e a Inglaterra, que voltou nitidamente chocada para o 2º tempo.
O jogo do Brasil foi bem sem graça, mais uma vez. Se o placar foi 3x0 a nosso favor, eu diria que o recém-terminado Espanha vs Portugal foi bem mais interessante, apesar do 1x0. Portugal que merece uma crítica negativa, por conta do excesso de violência. Parece algo intrínseco no jogo deles, pois me lembro daquele violento França vs Portugal em 2006, sem mencionar nossos dois jogadores machucados e que correm o risco de não enfrentar a Holanda. A próxima etapa será no mínimo dura. Espero que a Seleção consiga jogar seu futebol de verdade.
Última informação: confirmado, eu ganhei os 60€ do bolão da 1ª fase :)

Bis bald!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Velib' tour

Oi pessoal!

Entre ontem à noite e hoje depois do almoço, fiz com meu amigo chinês um belo tour de velib' na rive gauche (margem esquerda da Seine). Era algo que eu queria fazer há um bom tempo, mas que foi sempre sendo deixado de lado por causa do tempo, de disponibilidade etc.
O tour não foi tão "exótico" quanto o "ultimate velib' tour", mas foi bem divertido e cansativo. Começamos aqui na CitéU em direção a Pont du Garigliano e depois seguimos às margens da Seine até a Tour Eiffel. Fizemos uma pausa para assistir ao segundo tempo de EUA vs Gana e depois começamos o caminho de volta, em direção aos Invalides, depois pelo Boulevard Saint-Germain e Boulevard Raspailaté Denfert-Rochereau, onde pegamos o métro para voltar para casa.

Tour Eiffel

Fifa Fan Fest Paris

Hoje começamos em direção ao Pont National e depois seguimos até a Bibliothèque Nationale de France, onde fizemos uma pausa-sorvete. Continuamos até a Notre-Dame, passando pela Gare d'Austerlitz, Jardin des Plantes e Jardin Tino Rossi. Caminhamos um pouco pela região e depois voltamos pelo Boulevard Saint-Michel, Avenue Denfert-Rochereau e depois seguimos até Porte d'Orléans.
Estimo que percorremos uns 26 km nos dois dias, em cerca de 3h (sem contar as pausas).

Notre-Dame


Arrivederci!!!

Musée du Louvre - 21ème et 22ème fois

Oi pessoal!

Sexta-feira, depois do jogo do Brasil, fui ao Louvre visitar o departamento de objetos de arte, o último capítulo de meu guia. Rigorosamente, as peças encontradas nos departamentos de antiguidades também são objetos de arte, mas por questões de organização, eles são colocados a parte.
Encontram-se lá portanto objetos a partir da Idade Média, passando pelo Renascimento e terminando nos apartamentos de Napoléon III. Infelizmente, algumas das salas estavam fechadas, por isso terei que voltar lá em breve para completar a postagem. Por questões de praticidade, farei uma só postagem, que depois atualizo com as novas fotos (já atualizada).
As primeiras obras datam na verdade do Baixo Império Romano, sob Constantino, imperador romano que adotou o cristianismo como religião oficial. São peças em marfim que ressaltam os triunfos de Roma, com a inovadora presença de Cristo. O mesmo Constantino foi responsável pela fundação da segunda capital do Império, Constantinopla, onde a influência grega era mais forte que em Roma. Até sua conquista pelos turcos, os temas eram bem próximos aos romanos, com a diferença das inscrições nas peças, em grego. Após a ocupação turca, a arte bizantina passa a sofrer forte influência do Islã, cujas obras possuem um departamento exclusivo, que infelizmente só reabrirá em 2012.

L'Empereur triomphant, Musée du Louvre

Arte bizantina, Musée du Louvre

Seguindo a cronologia, chega-se à Idade Média, cuja primeira representante estilística é a arte carolíngia. Charlemagne, grande monarca da época, sonhava em ressuscitar a grandeza do Império Romano Ocidental, e para isso investia consideravelmente nos ateliês de arte. Além dos trabalhos em marfim e do retorno do bronze, as peças em ouro receberam grande destaque, com detalhes que impressionam. Enfim, por volta dos séculos XI e XII, surge o que se chama de arte romana, com o desenvolvimento de técnicas de esmalte.

Plaques de la reliure du psautier de Dagulf, Musée du Louvre

Cassette-reliure de Maestricht, Musée du Louvre

Épée du sacre des rois de France, Musée du Louvre

A partir do final do século XII, uma representação mais realista e natural da Natureza substitui as convenções romanas: é o nascimento do estilo gótico. Expressões mais "doces" e corpos mais delicados dominam as obras, como já havia sido observado nas esculturas (lembrando que em Objetos de Arte as "esculturas" são menores e usadas como adornos de peças). Os materiais continuam os mesmos: ouro, prata, esmalte e, principalmente, marfim. No final do século XIV, no entanto, começam a aparecer as tapeçarias. Outro ponto importante: além da Igreja, a burguesia passa a financiar os ateliês de arte.

Vierge à l'Enfant de la Sainte-Chapelle, Musée du Louvre

Como em outras artes, o Renascimento trouxe temas clássicos aos objetos de arte. Neste caso, é interessante notar a evolução dos materiais e das técnicas usadas. Enquanto o ouro continua sempre "na moda", a cerâmica e os cristais passam a ser mais presentes, principalmente na Itália. Na França, aparecem igualmente peças em cobre esmaltado, especialidade de Limoges.

La mort, Musée du Louvre

Trabalhos em esmalte, Musée du Louvre

Cristais, Musée du Louvre

A partir do século XVII, um tipo especial de objeto de arte passa a ser bem presente: o mobiliário. Cadeiras, sofás, camas, mesas, armários etc. Tudo com ricos detalhes em madeira nobre, que nos dão ideia de como eram os palácios reais ou as simples casas de nobres da época. A tapeçaria também possui diversos exemplares, pois fora fortemente incentivada sob Henri IV, que chegou a proibir a importação de peças de Flandres. Seus temas eram frequentemente inspirados em pinturas, como é o caso de Charles Le Brun. De um modo geral, os estilos variam sob cada rei: clássico sob Louis XIV, rococó sob Louis XV e neoclássico sob Louis XVI.

Tapeçaria, Musée du Louvre

Porte à la salamandre, Musée du Louvre

Durante a Revolução, a produção de objetos de arte foi obviamente interrompida e só pôde ser retomada sob Napoléon I. Este foi responsável por um grande pedido de mobiliário, porcelanas, prataria e outros objetos preciosos para decorar os palácios imperiais. A partir de sua queda e da ascensão da "pequena burguesia", os estilos diversificam-se consideravelmente.

Chambre de Louis XVIII, Musée du Louvre

Salle du trone, Musée du Louvre

Mobiliário do século XIX, Musée du Louvre

O departamento "termina" com os impressionantes apartamentos de Napoléon III, que datam de 1861. Vários artistas trabalharam no mobiliário, esculturas, afrescos, tapeçarias, lustres e objetos diversos. O que se vê hoje no Louvre é o resultado original desse trabalho.

Appartements de Napoléon III, Musée du Louvre

Appartements de Napoléon III, Musée du Louvre

Gallerie d'Apolon, Musée du Louvre

Musée du Louvre

Musée du Louvre

Tschüss!!!