segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viagem Nederland 2009

Oi pessoal!

Como constava na seção Prochains Arrêts, passei o final de semana nos Países Baixos, em visita aos meus veteranos politécnicos e ao último elemento do BeNeLux que me faltava conhecer.
Fui e voltei de Thalys, o trem de alta velocidade que liga Paris a Bruxelles, Rotterdam, Amsterdam e Köln, entre outras cidades. Seu conforto é ligeiramente superior ao do TGV e do Eurostar, mas perde para o ICE alemão. Infelizmente apenas no trecho Paris - Bruxelles ele anda em alta velocidade, no resto tenho a impressão de que não passava muito de 100 km/h. Assim, a viagem dura cerca de 3h. Cheguei em Rotterdam na sexta-feira à noite e sábado de manhã fui para Amsterdam. Apesar do mau tempo, ela me impressionou.
Amsterdam é uma cidade incrível, única, polêmica. Munido de minha câmera e de meu guarda-chuva, andei que nem um camelo por seus infinitos canais, contornados por casas-barco, casas normais com aquelas fachadas típicas, museus e "outras coisas" mais.
Fui a dois museus, para aproveitar o mau tempo e gastar um pouco de dinheiro. Primeiro fui ao Rijksmuseum, um museu nacional dedicado a arte e história, instalado em um belo prédio, 95% do qual está fechado para restauração. As principais obras foram então reorganizadas em uma exposição chamada As Obras Primas, incluindo artefatos de porcelana de Delft, itens de prata, ouro, vestimentas (como uma túnica de Nassau), armas, telas de Rembrandt, incluindo a famosa De Nachtwatch, e de outros artistas alemães. Gostei muito do museu, cujo estilo me fez lembrar o Louvre, e pretendo voltar lá algum dia, para conhecer o acervo completo.
O segundo foi o Van Gogh Museum, dedicado a um dos meus pintores favoritos, de estilo impressionista. O museu é organizado em duas grandes partes, além de uma exposição temporária. Na primeira, temos obras representativas de toda a vida artística de Van Gogh (que durou apenas 10 anos), incluindo auto-retratos, o Quarto em Arles (que possui três versões, duas das quais eu já vi) e os Girassóis; na segunda, outras obras de artistas impressionistas. Finalmente, na exposição temporária, estão expostas algumas obras do Stadtmuseum, museu da cidade temporariamente fechado e que possui uma importante coleção de artes moderna e contemporânea (eca!). Apesar de ser caro e cheio (nunca tive tanta dificuldade para observar os quadros de um museu), eu recomendo fortemente uma visita.
Na praça onde ficam os três museus listados, chamada de Museumplein, fica também a famosa inscrição I amsterdam, onde turistas adoram ficar fazendo poses ridículas para tirar fotos.
Destacam-se também em Amsterdam: as Oude e Nieuwe Kerk, respectivamente velha e nova igreja; a Rembrandthuis, casa do pintor; Anne Frankhuis, casa da menina morta durante o Holocausto; a Dam, praça central onde fica o Paleis op de Dam, o Madame Tussauds e o Nationaal Monument; e o Red Light District, região famosa pela prostituição, drogas etc.
Eu gostei muito de Amsterdam. Seus canais com aquelas casinhas típicas me encantaram. Mas a cidade tem suas bizarrices...

Paisagem típica, Amsterdam

Rijksmuseum, Amsterdam

Van Gogh Museum, Amsterdam

I amsterdam, Amsterdam

Mais uma paisagem típica, Amsterdam

Anne Frank, Amsterdam

Nationaal Monument, Amsterdam

Dam Square, Amsterdam

Voltei para Rotterdam no final da tarde e dei uma volta pela cidade até o anoitecer. A partir de então o tempo me ajudou, com céu mais azul, menos chuva, mesmo que um vento bem intenso persistisse. Não tão turística quanto Amsterdam, ela também é cheia de canais, mas é bem mais moderna (pois fora completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial), com vários arranha-céus e outras construções modernas, como as casas cúbicas, a Erasmusbrug e a Euromast. Foi lá que vi meu primeiro moinho holandês também. Voltei para a casa de meus amigos e ficamos jogando Presidente a noite toda, assistindo a um filme musical com canções dos Beatles, cujo nome esqueci...

Rotterdam

Stadthuis, Rotterdam

C&A (originária dos Países Baixos), Rotterdam

Porto, Rotterdam

Rotterdam

Casas cúbicas, Rotterdam

Erasmusbrug, Rotterdam

Rotterdam

Moinho, Rotterdam

No domingo, acordamos tarde e ficamos em casa de manhã, comendo pão de queijo e jogando Prince of Persia. Depois, eu me despedi deles e fui para Delft, pequena cidade a 15 min de trem de Rotterdam. Como uma típica cidade holandesa, ela possui vários canais e um belo moinho, conhecida pelas porcelanas. Tem o charme de Brugge, por seu tamanho, e uma caminhada por seus canais é agradabilíssima, mesmo que seus pés digam o contrário depois de vários quilômetros andados.

Canal, Delft

Oostport, Delft

Natureza, Delft

Markt, Delft

Moinho, Delft

Finalmente, voltei pra Rotterdam no final da tarde, onde eu peguei meu Thalys pra voltar pra casa.
Eu gostei muito do que conheci da Holanda (rigorosamente, não saí da Holanda), mas espero voltar um dia para explorar melhor cidades menores mais ao norte. Como de praxe, tenho que fazer uma análise do sistema de trens: serviço bom, trens bem limpos (mais que os belgas, alemães e italianos e menos que os britânicos), mas um pouco caros, principalmente se comparados aos vizinhos belgas...

Tot ziens!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

N'importe quoi sur le RER B - Capítulos V e VI

Oi pessoal!

Para economizar em postagem e em tempo, vou contar os dois mais recentes capítulos de uma vez.
O primeiro aconteceu ontem à noite. Saímos do Champs de Mars prevendo uma multidão, mas encontramos infinitas pessoas. Mal conseguimos chegar à primeira estação de métro por causa da quantidade de pessoas nas ruas, que por falta de opção (várias estações fechadas) tiveram que ir todas na mesma direção. Chegamos lá e não havia condições nem mesmo de entrar na estação, pois a entrada estava sendo controlada por segurança. Seguimos então o caminho do métro, em direção às estações seguintes. No plural porque não entramos na seguinte, mas apenas na outra. O que foi uma tarefa bem difícil ainda assim e que exigiu muita paciência, pois esperamos cerca de 30 min só pra entrar na estação e mais uns 10 min pra conseguir entrar em um trem. Apertados que nem sardinhas, conseguimos ir até Denfert-Rochereau, onde pegamos o RER B quase igualmente lotado (eram os últimos RER B do dia!). Sem respirar dentro do meu trem favorito, chegamos na Cité alguns minutos depois.
Agora a crítica: sabendo da quantidade de pessoas que vão ver os fogos do 14 Juillet, bem que a RATP poderia organizar algo melhor para as pessoas poderem voltar decentemente para casa...informá-las de todas as possibilidades, por exemplo, assim não acumularia tanta gente na mesma linha de métro.
Hoje o n'importe quoi continuou. Logo de manhã, quando chego em Massy-Palaiseau, vejo que os trens estão todos atrasados, alguns suprimidos (inclusive o que eu pegaria). Fico contente porque chega um trem enquanto eu tento entender as indicações na tela de horários, inclusive era um dos que estavam atrasados. Chego mais cedo que o normal em Jouy-en-Josas, onde entro no meu ônibus e fico esperando até dar o seu horário de partida. De repente, olhando para as plataformas, vejo o meu RER C chegando (aquele que havia sido eliminado). E isso só confirma a minha tese de que as indicações da RATP e da SNCF são aleatórias. Para completar o n'importe quoi, vejo simplesmente um TGV passando pela linha do RER C, logo depois do meu RER C. Não vou explicar os detalhes, apenas acreditem que um TGV não passa por lá normalmente.
E tem mais. Hoje à tarde, ao entrar no RER B, o condutor avisa: "este trem vai para Massy-Palaiseau e parará em todas as estações". Segundos depois, vem a mensagem automática, também dentro do trem: "atenção, este trem não pega passageiros, queriam descer do trem (bis)". E logo em seguida, o condutor completa a piada: "este trem realmente vai para Massy-Palaiseau e parará em todas as estações". É rir para não chorar.

À bientôt!!!

14 Juillet 2009 - Feux d'Artifice

Oi pessoal!

Como prometia, a noite de ontem foi sensacional! A mais bela queima de fogos que eu já vi, ultrapassando Versailles e mantendo uma boa margem de distância, eu diria.
A tradicional soirée do 14 Juillet no Champs de Mars começou por volta das 19h, com um show do Johnny Hallyday, um cantor bem famoso por aqui, que atraiu um público bem "diversificado". Na verdade não sei dizer se foi ele ou os fogos que atraíram as pessoas, mas no meu caso, acho que é um tanto óbvio, foram os fogos.
O tempo estava bem interessante ontem. De manhã, durante o desfile, sol de rachar; mais à tarde, céu nublado; fim da tarde, garoas esporádicas; começo da noite, céu claro. E isso me propiciou belíssimas fotos da Tour Eiffel, grande homenageada da noite, que completou 120 anos de existência. Eu não resisti e coloquei um número recorde de fotos em uma só postagem: 15. Todas da "Dame de Fer".

Tour Eiffel no começo da soirée

Tour Eiffel no começo da soirée

O espetáculo, repito, foi absurdo. Uma combinação de música, projeções sobre ela, fogos de artifício e lança-chamas instalados em sua estrutura acompanhou toda sua história. Ela começou surpreendendo a todos, "dançando", mostrando sua vida. As duas Guerras Mundiais foram representadas, além da década hippie, de vários eventos que não reconheci (...) e terminou com uma contagem regressiva, para então comemorar seu aniversário com velas instaladas no seu corpo. As fotos não ficaram perfeitas, mas mais uma vez fiquei muito contente com o resultado!

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Tour Eiffel et les feux

Recomendo fortemente que vejam meu Picasa, o site da prefeitura de Paris, onde tem um vídeo completo do espetáculo, e o YouTube, onde muitas pessoas já devem ter colocados vídeos interessantes.
A soirée terminou também com muita emoção: quase duas horas pra chegar em casa, devido às milhares de pessoas que congestionaram as ruas, métros e RER parisienses depois do espetáculo. Mas os detalhes ficam para o capítulo inédito da novela N'importe quoi sur le RER B!

À plus!!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

14 Juillet 2009 - Defilé Militaire

Oi pessoal!

Ao invés de fazer teste de nível de francês no CAVILAM, este ano meu 14 Juillet foi um pouco mais típico e interessante. Fui com amigos ver o célebre desfile militar na Champs-Élysées. Chegamos um pouco tarde e já havia uma multidão, com várias ruas fechadas, assim só conseguimos entrar na avenida por volta das 10h.
Era muito difícil de ver alguma coisa, então continuamos andando e decidimos entrar no Quick (concorrente do McDonald's), pois vimos umas pessoas malucas na sacada do restaurante, de onde a vista devia ser muito boa!
Pouco antes de entrarmos, passaram aqueles aviões super legais com fumaça colorida e mais vários outros.
Entramos repidamente e subimos até o 2º andar, mas quando chegamos um funcionário estava brigando com as pessoas da sacada, gritando que iria chamar a polícia se não saíssem de lá, que aquilo era um estabelecimento privado etc. Nós ficamos lá dentro mesmo, vendo de uma janela privilegiada, sem árvore na frente. O lugar não era o melhor de todos, mas devia ser melhor que o de milhares de pessoas que foram à Champs-Élysées pra ver o desfile. Além disso, deu pra tirar fotos bem satisfatórias. Lá de cima vimos quase todos o desfile, mas infelizmente eu perdi o Sarkozy e os polytechniciens, que eu queria muito ver. Vimos muitos batalhões e viaturas terrestres, como tanques, caminhões, motos, carros de bombeiros etc. Muito legal! E no final, helicópteros e pára-quedistas.

Aviões em formação drapeau français

Militares

Militares com sabres

Escavadeiras

Caminhões que são mandados pro Oriente Médio

Super tanques

Mais super tanques

Helicópteros

Foule observando os helicópteros

Pára-quedistas

Hoje a noite promete. Os 120 anos da Tour Eiffel serão comemorados neste 14 Juillet com um espetáculo especial, com direito a projeções e muitos fogos de artifício. Como trabalho amanhã, não prometo as fotos nem a postagem pra tão cedo.

À plus!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Bilan partiel

Oi pessoal!

Et voilà. Hoje faz exatamente um ano que eu cheguei aqui na França. Passou rápido, mas foi um ano muito produtivo.
Alguns números, em uma lista longe de ser exaustiva:

- 8 países e 86 cidades visitados
- 25 châteaux visitados
- 1 gripe
- 18420 fotos (14003 na França)
- 10 visitas ao Louvre
- 32 museus
- 6 idas ao coiffeur
- 330 h de aulas teóricas
- 112 h de aulas práticas
- 15 provas
- 81 h de Chimie Orga
- 100 h de estágio découverte de la recherche
- 450 h de estágio ingénieur (+250 h ainda a fazer)
- 3842 m de altitude alcançados
- -20°C sentidos por alguns segundos
- 32°C sentidos por várias horas
- 3 potes de Nutella (só 3!)
- 3 idas à Eurodisney

Acho que aprendi bastante neste ano. Apesar de eu não sentir, acho também que mudei. É uma tarefa difícil morar um ano fora de casa e não mudar. Mas não sei explicar ao certo em quê. Eu sempre me considerei uma pessoa de cabeça aberta, mas acho que certas pessoas e situações me fizeram mudar certos quase pré-conceitos. Acho que o mais valioso de todos foi o de saber respeitar os valores alheios.
Dou-me o direito de explorar melhor este último ponto, com um exemplo. Até pouco tempo atrás, eu considerava a liberdade um valor universal, absoluto. Mas depois de conhecer pessoas diferentes, percebi que o homem é muito complexo para falarmos em valores e direitos universais. Nós somos tão diferentes que isso pode ser até uma "imposição de direitos" em certos casos. Eu dou valor e não abro mão de minha liberdade, mas não me sinto no direito de impô-la a outra pessoa. E acredito que, em geral, não é correto fazê-lo.
Voltando ao bilan, como resposta às perguntas "E aí, como foi?" que virão, não vejo outra resposta que não seja "Foi bom". Sintetizar experiências intensas de um ano em poucas frases não é algo factível.
Sobre a França. Acho que meus sentimentos pela França tornaram-se muito próximos dos que eu tenho pelo Brasil. Devo admitir que sou patriota, mesmo achando que às vezes isso é uma bobagem. Assim como eu gosto muito do meu país, com suas qualidade e defeitos, passei a gostar muito da França (isso não quer dizer que antes eu não gostasse). Mesmo com seu clima temperado, seus adoráveis RER e simpáticos funcionários do McDonald's, a França me conquistou. Pude verificar que os franceses são pessoas tão normais quanto os brasileiros: há os chatos, os educados, os discretos, os mal-educados, os fedidos, os gentis, os bonzinhos, os ignorantes, os alienados etc. Temos muitas vantagens por aqui: segurança, transporte público de qualidade [discutível], ensino público também de qualidade, sociedade mais livre da corrupção etc. Mas laços afetivos e outras convicções pessoais me prendem ao Brasil. Em um jogo Brasil x França (óbvio que não necessariamente de futebol), torcerei pelo Brasil. Mas não sei de onde. Como todos sabem, a vida é feita de escolhas. E eu ainda não fiz a minha. Quoi que...

À bientôt!!!

Opéra et Madeleine

Oi pessoal!

Por causa do feriado de amanhã (para o qual estou super ansioso), hoje não trabalhei e aproveitei o tempo bom para passear por Paris. Escolhi dois lugares para visitar: o Palais Garnier e a Madeleine.
O Palais Garnier, chamado de Opéra, é uma espécie de teatro municipal de Paris, um belíssimo palácio onde há concertos, balés e, claro, óperas. Ele é aberto ao público durante o dia para visitas, livres ou guiadas. Foi a 13ª sala do tipo a ser construída, desde a fundação da Opéra de Paris por Louis XIV, e foi projetada por Charles Garnier, a quem devo meus cumprimentos pelo trabalho.
Quatro pontos se destacam no Palais Garnier: seu exterior, com suas estátuas douradas, que reluzem intensamente sob a luz do sol; a grande escadaria, realmente grande, com várias saídas laterais, lustres de bronze e detalhes em mármores coloridos; o salão de espetáculos, onde acontecem as apresentações; e o grand foyer, corredor que lembra a Galerie des Glaces de Versailles, mas que não desaponta nem um pouco, com seus lustres dourados, afrescos e piso reluzente. Podem aguardar que já estou programando uma nova visita ao Palais Garnier, mas deste vez para assistir a um concerto!

Palais Garnier

Detalhe da fachada, Palais Garnier

Cobertura do salão de espetáculos, Palais Garnier

Salão de espetáculos, Palais Garnier

Grand escalier, Palais Garnier

Grand foyer, Palais Garnier

A Église de la Madeleine é [atualmente] uma igreja que se destaca de todas as outras que eu já visitei, tanto por seu exterior quanto por seu interior. Um turista qualquer, ao se deparar com a Madeleine, nunca dirá que se trata de uma igreja católica. Por que? Vejam vocês mesmos nas fotos abaixo. Na verdade, ela foi construída por Napoléon I em 1806 como um templo à glória de seu exército, daí o aspecto um tanto grago. Em seguida, por volta de 1837, no auge da Revolução Industrial na França, transformou-se em estação ferroviária, para finalmente em 1845 cediar a Église de la Madeleine. O seu interior também se diferencia de outras igrejas, pois abriga exposições de arte, como um verdadeiro museu. Algo um tanto polêmico, a partir do momento em que garrafas de plástico formando uma réplica da fachada são expostas junto às imagens dos santos e santas católicos. Tirando isso, gostei bastante da decoração do altar.

Église de la Madeleine

Église de la Madeleine

Église de la Madeleine

À bientôt!!!

domingo, 12 de julho de 2009

Musée National Eugène Delacroix

Oi pessoal!

Hoje de manhã fui ao Musée National Eugène Delacroix, um museu instalado na última residência deste célebre artista francês, autor de La Liberté guidant le peuple, próxima ao Boulevard Saint-Germain. Como muitos outros museus, ele surgiu como "doação" de obras ao Estado, neste caso por parte de uma associação pública de amigos de Delacroix.
Bem modesto, conta com interessantes litografias (gravuras a partir de um modelo, neste caso em pedra) sobre algumas peças teatrais famosas, principalmente shakespearianas, além de pequenas pinturas, objetos de arte e telas de outros artistas.
Por ser amigo do Louvre, eu tenho acesso livre ao museu.

Busto de Eugène Delacroix, Musée National Eugène Delacroix

Detalhe de litografia sobre Otelo, Musée National Eugène Delacroix

A propósito, em algumas horas (4h) fará exatamente um ano que decolei de Guarulhos (cidade natal) para vir pra França. Esperem uma postagem especial amanhã.

Tschüss!!!

sábado, 11 de julho de 2009

Poulet stroganoff

Oi pessoal!

Dando continuidade às minhas aventuras culinárias, hoje ousei um pouco e fiz um strogonoff de frango, um prato adorado por 99,99% dos frequentadores do bandejão da USP (eu conheço o 0,01%) e, muito provavelmente, de uma boa parcela da população brasileira. Aqui na França eu nunca o vi e, procurando por ele na net, decobri que seu nome original é stroganoff e que a versão brasileira é consideravelmente diferente da russa.
Bem, faltou tempero no frango, por isso vou complementar a receita com o tempo.

Poulet stroganoff

- Ingredientes
400 g de peito de frango
350 mL de purê de tomates
200 mL de creme de leite
tempero para frango a gosto

- Modo de preparo
Cortar o frango em pedaços; adicionar o tempero para frango; cozinhar por cerca de 10 min (até que possa "desfiar"); adicionar o molho de tomate e o creme de leite; ferver por cerca de 3 min; servir com arroz e batatas chips.

Poulet stroganoff

***

Bon appétit!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dois patinhos na lagoa

Oi pessoal!

Breve postagem especial para notificar meu aniversário! Hoje completo 22 anos de vida...há um ano, estava eu em São Paulo arrumando minhas malas, lembram-se? Este ano foi um pouco diferente: pela primeira vez tive que trabalhar no meu aniversário. Antes, eu sempre estava de férias nessa época, então não havia esse risco. Mesmo quando cheguei no 3º ano de faculdade, com aulas em julho, consegui escapar disso pois dia 09/07 é feriado em São Paulo. Mas aqui não teve jeito...haha
A propósito, fui comemorar com amigos em um restaurante japonês!
おたんじょうび おめでとう para mim!

さようなら!!!

domingo, 5 de julho de 2009

Roger Federer

Oi pessoal!

Não é novidade para vocês que eu sou um grande fã do Federer. Por isso esta postagem especial (e super atualizada) para parabenizá-lo pela grande conquista de hoje. Ele ganhou seu 15º Grand Slam, o sexto título de Wimbledon, ultrapassando Pete Sampras e se tornando o jogador de tênis com mais títulos nesse grandes campeonatos. Segundo alguns, torna-se também o maior tenista da história. Bem, eu não cheguei a acompanhar as conquistas do Sampras, mas não acho que essa atribuição seja um exagero.
E sua conquista não foi nada fácil: um jogo de 4h16, em cinco sets, sendo que o último teve nada menos que 30 games (normalmente, não passam de 13), algo que eu nunca tinha visto e que deve ser mais um recorde para sua carreira. Para terem uma ideia, esse último set durou 1h35, mais do que algumas partidas inteiras.
Além disso tudo, ele também volta ao topo do ranking ATP.

さようなら!!!

Muséum National d'Histoire Naturelle - 2ème fois

Oi pessoal!

Hoje de manhã fui mais uma vez ao Jardin des Plantes, para ver as Galeries d'Anatomie comparée et de Paléontologie, que complementam a Grande Galerie de l'Évolution já visitada.
Repleta de esqueletos dos mais diversos animais, ela é organizada em três andares. No primeiro, fica a parte de anatomia, com esqueletos de animais próximos, mostrando semelhanças e diferenças de um modo bem didático. No segundo andar, fica a seção de paleontologia, apresentando os vertebrados na suposta sequência de aparecimento na Terra. Finalmente, no terceiro andar, que é um mezanino, são expostos alguns fósseis de invertebrados, na minha opinião a parte mais interessante do museu.
Eu achei bem impressionante a galeria de anatomia, pela quantidade de esqueletos, mas perto do Natural History Museum de Londres, a parte de dinossauros fica para trás.

Galerie d'Anatomie comparée

Galerie de Paléontologie

Tyrannosaurus rex, Galerie de Paléontologie

Fóssil, Galerie de Paléontologie

Bem, agora só falata a Ménagerie, onde nasceram filhotes de algum grande felino (não lembro se uma pantera ou um leopardo) recentemente. Tenho que ir logo antes que eles cresçam!

À bientôt!!!