segunda-feira, 13 de julho de 2009

Bilan partiel

Oi pessoal!

Et voilà. Hoje faz exatamente um ano que eu cheguei aqui na França. Passou rápido, mas foi um ano muito produtivo.
Alguns números, em uma lista longe de ser exaustiva:

- 8 países e 86 cidades visitados
- 25 châteaux visitados
- 1 gripe
- 18420 fotos (14003 na França)
- 10 visitas ao Louvre
- 32 museus
- 6 idas ao coiffeur
- 330 h de aulas teóricas
- 112 h de aulas práticas
- 15 provas
- 81 h de Chimie Orga
- 100 h de estágio découverte de la recherche
- 450 h de estágio ingénieur (+250 h ainda a fazer)
- 3842 m de altitude alcançados
- -20°C sentidos por alguns segundos
- 32°C sentidos por várias horas
- 3 potes de Nutella (só 3!)
- 3 idas à Eurodisney

Acho que aprendi bastante neste ano. Apesar de eu não sentir, acho também que mudei. É uma tarefa difícil morar um ano fora de casa e não mudar. Mas não sei explicar ao certo em quê. Eu sempre me considerei uma pessoa de cabeça aberta, mas acho que certas pessoas e situações me fizeram mudar certos quase pré-conceitos. Acho que o mais valioso de todos foi o de saber respeitar os valores alheios.
Dou-me o direito de explorar melhor este último ponto, com um exemplo. Até pouco tempo atrás, eu considerava a liberdade um valor universal, absoluto. Mas depois de conhecer pessoas diferentes, percebi que o homem é muito complexo para falarmos em valores e direitos universais. Nós somos tão diferentes que isso pode ser até uma "imposição de direitos" em certos casos. Eu dou valor e não abro mão de minha liberdade, mas não me sinto no direito de impô-la a outra pessoa. E acredito que, em geral, não é correto fazê-lo.
Voltando ao bilan, como resposta às perguntas "E aí, como foi?" que virão, não vejo outra resposta que não seja "Foi bom". Sintetizar experiências intensas de um ano em poucas frases não é algo factível.
Sobre a França. Acho que meus sentimentos pela França tornaram-se muito próximos dos que eu tenho pelo Brasil. Devo admitir que sou patriota, mesmo achando que às vezes isso é uma bobagem. Assim como eu gosto muito do meu país, com suas qualidade e defeitos, passei a gostar muito da França (isso não quer dizer que antes eu não gostasse). Mesmo com seu clima temperado, seus adoráveis RER e simpáticos funcionários do McDonald's, a França me conquistou. Pude verificar que os franceses são pessoas tão normais quanto os brasileiros: há os chatos, os educados, os discretos, os mal-educados, os fedidos, os gentis, os bonzinhos, os ignorantes, os alienados etc. Temos muitas vantagens por aqui: segurança, transporte público de qualidade [discutível], ensino público também de qualidade, sociedade mais livre da corrupção etc. Mas laços afetivos e outras convicções pessoais me prendem ao Brasil. Em um jogo Brasil x França (óbvio que não necessariamente de futebol), torcerei pelo Brasil. Mas não sei de onde. Como todos sabem, a vida é feita de escolhas. E eu ainda não fiz a minha. Quoi que...

À bientôt!!!

3 comentários:

Patricia disse...

O tempo voa, hein Leo!

Fico feliz que tenha sido um ano bem produtivo pra você! E realmente, é praticamente impossível passar um ano fora de casa sem mudar... mas acho que mudanças são bem vindas, especialmente essas!

Bom, você ainda está na metade, então aproveite bem esse próximo ano!!!

Ci disse...

Pois é, Léo... metade ja foi!

A França com certeza transforma, nao somos mais como chegamos e ainda nao somos como seremos daqui um ano... Tomara que o balanço final seja positivo também!

Fica aqui um muito obrigada por ter feito parte desse primeiro um ano pra mim também! Além de tudo o que você escreveu, acho que tivemos à bênçao de encontrar pelo caminho pessoas admiraveis que hoje, devido à oportunidade de dividir tantas experiências de vida, podemos chamar de amigos!
Você esta na minha listinha, e fico muito feliz por isso!!

Beijao!
E até daqui a pouco pros fogos!! ;)

Leonardo disse...

Aaa...que bonito...haha...obrigado! E vc tá na minha lista tbm Cintia!!
Até daqui a pouco!