sábado, 3 de outubro de 2009

25/09/2009: Århus

Oi pessoal!

O destino do segundo dia de viagem foi Århus, segunda maior cidade da Dinamarca, localizada na região de Jylland, ao norte da península ligada à Alemanha. O dia começou com um pequeno imprevisto: algum problema na estação de trem, nosso trem se atrasou e no fim das contas foi cancelado, o que nos fez perder algum tempo de passeio. Daí minha avaliação inferior à da Alemanha.

Paisagem dinamarquesa

Århus é uma cidade muito agradável também. Relativamente grande, tem ares de cidade de interior, apesar de seu movimentado comércio. Começamos nosso passeio pela Rådhus (prefeitura), que nos decepcionou um pouco, já que seu prédio é "moderno" e simples, sem nada de original. Lá perto fica o ARoS, um dos maiores museus de arte da Europa do Norte, onde não entramos (falta de tempo), apesar de ter recebido recomendações.

Århus

Flores, Århus

Pequeno jardim, Århus

Baleia-helicóptero em frente ao ARoS, Århus

ARoS, Århus

Construção próxima do ARoS, Århus

Seguimos então para o centro, onde fica a bela Domkirke, cujo interior lembra o estilo da de Roskilde (e que parece ser generalizado por lá). Tomamos um lanche leve, pois planejávamos pegar uma bicicleta à tarde. Altamente popular, a bicicleta deve ser o meio de transporte mais usado na Dinamarca. Você vê inúmeras bicicletas em todos os lugares: nas estações de trem (onde há estacionamentos de bicicletas), em lojas e até penduradas em árvores. E o mais interessante é que uma boa parte delas fica simplesmente solta, creio que devido ao fato de todos terem uma (elas não são muito baratas não!). Em Århus, existe um programa parecido com o da veli'b mas, como estamos em domínios nórdicos, melhor: as bikes funcionam como carrinhos de supermercado, colocamos uma moeda de 20 DKK e assim a liberamos e podemos usá-la por quanto tempo quisermos, dentro da área permitida (que é bem grande). Depois de se cansar, basta achar outro ponto e deixar sua bike lá e, quando a travamos de volta, nossa moeda de 20 DKK volta para nossos bolsos!

Domkirke, Århus

Domkirke, Århus

Domkirke, Århus

Contrução próxima ao porto, Århus

Assim fomos em direção ao norte da cidade, para procurar por alguma praia e paisagens bonitas. Pedalamos bastante e seguimos uma trilha entre um parque e o mar (na verdade tinha uma linha de trem maldita entre nós e a praia, que estragava toda nossa vista). Passamos por uma marina, por uma árvore cheia de chupetas e por uma praia razoavelmente bonita.

Porto, Århus

Marina, Århus

Mar, Århus

Nossas bicicletas, Århus

O caminho da volta foi desviado em direção ao Den Gamle By, museu a céu aberto cheio de casas antigas, onde estão reconstituídas lojas, oficinas, escola, sapataria, chapelaria, padaria etc. Muito legal e recomendado!

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

Den Gamle By, Århus

O passeio por Århus terminou no Botanisk Have (Jardim Botânico), que fica ao lado do Den Gamle By. Já sofrendo as influências do outono, havia poucas flores, mas o verde ainda dominava (ao contrário de Paris, onde as folhas não param de cair). Infelizmente as estufas já estavam fechadas, mas pudemos passar pelo "vale das flores" (se eu não me engano o nome era esse) e por um moinho bem legal.

Botanisk Have, Århus

Botanisk Have, Århus

Moinho no Botanisk Have, Århus

Canal, Århus

Voltamos então para Odense, jantamos e fomos descansar nossas pernas, pois no dia seguinte teríamos que andar com nossas mochilas gigantescas nas costas!

À bientôt!!!

24/09/2009: Roskilde - Nyborg - Odense

Oi pessoal!

Na quinta-feira acordei às 4h30 pois o voo saía às 7h00 do Aéroport Charles de Gaulle, terminal do temido RER B. Fora a chatice com itens proibidos na bagagem (só me lembrei na véspera que viajar de avião também tem esses inconvenientes), o voo foi muito bom, bem rápido e às 9h já estávamos no aeroporto de København (Copenhague) prontos para pegar nosso primeiro trem, em direção a Roskilde.

Nuvens vistas do avião

Gelo entre as duas "camadas de janela"

Vista do avião (vejam uma ponte lá no fundo)

Københavns Hovedbanegård, København

Essa pequena cidade fica a cerca de 1h de trem de København e é conhecida por sua Domkirke, onde estão enterrados quase todos os monarcas dinamarqueses. Foi uma das igrejas mais bonitas que já vi, com um interior bem claro (pintada de branco após a Reforma) e bem ornamentada. O que mais me chamou a atenção foram os caixões onde estão os antigos monarcas, alguns deles cobertos de uma espécie de tecido aveludado escuro, contrastando com as salas brancas. Além disso, possuíam detalhes dourados, mas nada muito carregado, dando-lhes um toque extremamente nobre. Depois de visitarmos a catedral, fomos em direção ao "mar", onde fica um museu Viking e um cais bem simples (como muito na Dinamarca). De lá, voltamos para a estação de trem, em direção ao segundo destino, Nyborg.

Domkirke, Roskilde

Túmulos de monarcas, Roskilde

Túmulos de monarcas, Roskilde

Cais, Roskilde

Bandeira dinamarquesa, Roskilde

Menor ainda, passamos por lá por basicamente um motivo: observar melhor a maior ponte da Europa, que liga as ilhas de Fyn e Sjaelland. No entanto, a estação de trem ficava um pouco "perdida", longe da "cidade", então tivemos que nos aventurar um pouco. Como era a hora do almoço, assim que avistamos um M amarelo fomos em direção a ele e, no fim das contas, havia um mercado do lado dele, onde compramos um pão tipicamente nórdico e alguns frios para fazermos um pequeno lanche. No fim das contas, desviamos nosso caminho e conseguimos achar a praia, com uma vista perfeita para a ponte e para o mar. A ponte é realmente grande, e quase não se consegue avistar seu fim. E o mar, por causa de diferentes profundidades (ou sei lá o quê), estava com diferentes cores, muito bonito! Tomamos nosso lanche por lá, com os pés balançando sobre as águas e sentindo aquela agradável brisa de início de outono. Depois de tirar infinitas fotos, voltamos à estação de trem (que estava longe, a essa altura) e seguimos para o último destino do dia: Odense.

Praia e a Storebæltsbroen, Nyborg


Mar e a Storebæltsbroen, Nyborg

Odense é uma das maiores cidades da Dinamarca, o que significa que ela é bem pequena para meus padrões, mas muito agradável para se passear. É famosa por ser a cidade natal do escritor Hans Christian Andersen, autor de A Pequena Sereia, entre outros [muitos] contos infantis. O nosso albergue também ficava lá, ao lado da estação de trem, praticidade (e conforto também) 100%.
Deixamos nossas coisas [pesadas] no albergue e fomos aproveitar o céu azul e as últimas horas de sol do dia. A cidade não possui muitos pontos turísticos particularmente famosos, além da casa de H. C. Andersen, mas o conjunto é muito bonito. Gostei muito das casas vizinhas à do autor, das esculturas espalhadas pela cidade em referência às suas obras e a um jardim em uma ilha fluvial igualmente em homenagem a Andersen. É lá também que fica a sede de uma marca de cerâmicas, a Brandt's (nunca tinha ouvido falar...), e inclusive há uma gigantesca chaminé por lá.

Casas típicas, Odense

Hans Christian Andersen Hus, Odense

Hans Christian Andersen, Odense

Odense

Parque, Odense

Flor, Odense

Cansados por causa do pouco tempo de sono, das caminhadas e do peso nas costas, voltamos ao albergue, jantamos e fomos dormir razoavelmente cedo (como eu sempre faço...).

À tout à l'heure!!! (e não à tout alors...)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Viagem Danmark 2009

Oi pessoal!

Desculpem pelo atraso, mas ando meio ocupado esses dias. Cheguei bem de viagem, que foi muito boa! O país do Lego é extraordinário, perto da perfeição!
Talvez eu comece o diário de viagem no sábado, por enquanto espero que se contentem com o roteiro e com as fotos no Picasa.

24/09/2009: Roskilde - Nyborg - Odense
25/09/2009: Århus
26/09/2009: Hillerød - Helsingør - Helsingborg
27/09/2009: København

Fui com uma amiga da Chimie, a CHV (hmm...acho que daqui pra frente usarei as iniciais para preservar a privacidade de meus amigos e colegas, assim fica mais fácil pra mencioná-los nas histórias!), e saímos de Paris na quinta-feira de manhã. Antes que pensem que virei vagabundo, devo mencionar que não tivemos aulas por causa do WEI (Week-end d'Intégration), então aproveitamos o início do outono para ir para o Norte...
A propósito, um parêntese: o outono está atipica e felizmente quente por aqui. Eu me lembro que no ano passado, nessa época, as temperaturas acima de 20°C já eram raras. Estou até indo só de camiseta para a École! Mas está acontecendo uma coisa "estranha" também: por causa do verão seco, as folhas das árvores já estão se colorindo e caindo...um pouco precipitadamente.
Voltando ao que interessa, achei o país extremamente agradável e bonito. Pessoas bonitas, casas bonitas, paisagens bonitas, tudo bonito (ok, København me decepcionou um pouquinho, mas talvez porque eu esperava demais ou mesmo por causa do céu branco). Mas ele não é perfeito...seu sistema de transporte é ótimo, mas não bate o alemão. E as pessoas fumam ainda mais que aqui na França.
Outro parêntese: não tenho preconceitos contra fumantes, não acho que eles são pessoas malvadas e tal, mas é um fato que fumar é um desrespeito para com as pessoas que estão ao seu redor. Em primeiro lugar, faz mal respirar aquela fumaça; em segundo, ela cheira mal; e em terceiro, restos de cigarros sujam muito as cidades!
Para finalizar, uma observação: a pedidos, a foto aí em cima foi tirada em Nyborg, em um belo dia ensolarado, e a ponte lá no fundo é a maior da Europa!

That's all folks!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Viagem Frankfurt 2009

Oi pessoal!

Depois de ter ido ao Mondial de l'Automobile 2008 aqui em Paris, eu me prometi que iria ao maior do gênero do mundo, o Internationale Automobil-Ausstellung (IAA) em Frankfurt. Dito e feito. Já há alguns meses eu comecei à procura pelo meio de transporte e a melhor opção foi o ônibus, 43 EUR ida-e-volta. Saí de Paris sexta à noite e cheguei de volta hoje cedo, assim tive tempo de descansar para a semana que vem (Dinamarca!).
A saída de Paris já foi emocionante: meu querido RER B não estava funcionando muito bem, por isso tive que mudar meu caminho para chegar à rodoviária (que fica longe). Cheguei 10 min antes de o ônibus sair...ainda bem que tinha saído de casa com bastante antecedência (1h30 antes).
A viagem foi boa, passei por vários hotéis da Disney super legais (parte do itinerário), mas tinha um indivíduo não muito silencioso atrás de mim, que roncava e emitia outros sons desagradáveis, além da moça ao meu lado que não desligava o celular. Cheguei em Frankfurt às 6h15, ainda escuro, por isso decidi comer e descansar um pouco dentro da Hauptbahnhof (doravante denominada Hbf) antes de passear.
Fui então em direção ao centro de exposições, que fica perto da Hbf, comprei meu ingresso e esperei até as 9h, horário de abertura. O lugar é imenso, ainda maior que o de Paris (óbvio, já que ele é o maior do mundo...) e infinitamente maior que o de São Paulo. As marcas estavam distribuídas em basicamente oito pavilhões, que custei a explorar (mas fui a todos!), com um espaço dedicado às marcas alemãs nitidamente maior. A Mercedes-Benz, por exemplo, ficou com pavilhão só para ela, apresentando algumas dezenas de modelos, lembrando o Mercedes-Benz Museum. A BMW também não decepcionou, com um número de carros bem maior que o visto em Paris, mas quem me surpreendeu foi a Porsche, que tinha um espaço de tamanho próximo ao de marcas "comuns" (ou seja, grande), mesmo sendo uma marca de "luxo".
Como o de Paris, o salão alemão seguiu a temática ecológica, mas a impressão que tive foi de que os carros elétricos e híbridos (aqui não se toca no assunto biocombustíveis...) passaram da categoria "conceito" para a categoria "lançamento futuro", ou seja, já com datas previstas para chegarem às lojas. Além disso, algumas marcas investem em modelos menores, como a Renault, a VW e a Toyota...devo confessar que tenho uma queda por esses carros...acho eles tão legais! Praticamente todas as marcas apresentam modelos ecológicos, com óbvia exceção de casos como Ferrari, Rolls-Royce, Maserati, Jaguar, Porsche etc, cujos stands estavam bem lotados, como de praxe.
A quantidade de brindes desta vez foi menor que a de Paris, só ganhei sacolas (nem são de supermercado), posters e guloseimas. Nem mesmo tinha souvenirs para comprar! Bem, esse foi o ponto fraco da exposição...hehe
Para terminar, algumas fotos, incluindo a do meu carro preferido do IAA, um Audi R8 totalmente cromado!!!

Messeturm e entrada do IAA 2009, Frankfurt

Audi R8 cromado (meu favorito), IAA 2009

VW Polo, IAA 2009

Renault Twizy, IAA 2009

Mercedes-Benz, IAA 2009

Mercedes-Benz SLS AMG, IAA 2009

Porsche 911 GT3 RS, IAA 2009

Ferrari 458 Italia, IAA 2009

Apresentação de carros "off-road", IAA 2009

Citroën GT, IAA 2009

Toyota Prius, IAA 2009

Opel Ampera, IAA 2009

Rolls-Royce Ghost, IAA 2009

BMW M6, IAA 2009

IAA 2009

Messeturm e Mercedes-Benz, IAA 2009

Depois do IAA, voltei à Hbf, onde almocei e descansei, para proceder com a segunda etapa da minha jornada: turismo em Frankfurt! Infelizmente a méteo não ajudou muito, apesar de não ter chovido. Estava quente, mas nublado, então tive aquela sensação de abafamento.
Frankfurt não tem muitas atrações turísticas. Ela é famosa por sua Bolsa de Valores, seus arranha-céus, seu aeroporto etc, e se consegue explorá-la em uma tarde, como eu o fiz. Comecei com a Eurotower, sede do Banco Central Europeu, na frente do qual se encontra o monumento ao Euro. Segui para a casa de Goethe, originário de Frankfurt, e então para a praça central, onde ficam a Römer (Rathaus), a Kaiserdom e aquelas casas típicas com madeirame a vista.
Em seguida, visitei o Main, rio que atravessa a cidade, e voltei em direção à Börse, em frente da qual há uma estátua de um touro e de um urso. A cidade em geral é bem agradável, possui um bom comércio, com construções antigas bem preservadas. Lembrou-me Londres, mas em escala menor.
Antes de terminar, subi a Main Tower (200 m), de onde se tem uma boa vista panorâmica da cidade, incluindo seus prédios vizinhos, sedes de bancos como o Commerzbank, o Deutsche-Bank etc. Finalmente, fui à Alte Oper (antiga Ópera) e enrolei mais um pouco no centro antes de voltar à Hbf, onde comprei minha janta e esperei até meu ônibus chegar.

Dom e casas típicas, Frankfurt

Frankfurt vista do Main

Kaiserdom St. Bartholomäus, Frankfurt

Urso e Touro, Frankfurt

Frankfurt vista da Main Tower

Frankfurt vista da Main Tower

Frankfurt vista da Main Tower

Alte Oper, Frankfurt

A viagem de volta foi melhor que a de ida. O ônibus estava bem vazio e eu me estiquei ao longo de três poltronas, assim até consegui dormir algumas horas.

Bis bald!!!

sábado, 12 de setembro de 2009

Musée du Louvre - 14ème fois

Oi pessoal!

Continuando minhas visitas ao Louvre, hoje explorei a seção de antiguidades egípcias, cuja fundação se deve em muito a Jean-François Champollion, um os maiores egiptólogos do mundo, tendo sido responsável por decifrar os hieróglifos egípcios.
A arte egípcia me impressiona por sua originalidade. O modo de representação é único e, diferentemente da arte grega, não foi muito referenciada nas eras modernas (Renascimento...), por isso essa unicidade foi preservada.
A coleção, distribuída em 30 salas, é organizada em duas partes. Na primeira, é separada por temática: homens, deuses, templo, escrita, morte; na segunda, por cronologia: pré-história, antigo império, novo império etc.
Eu achei a primeira mais interessante, pois ressaltava aspectos interessantes da sociedade egípcia, como a importância dada à morte, à escrita e ao politeísmo. De fato, inúmeros são os sarcófagos, em geral bem ornamentados, com algumas múmias, inclusive de animais. Em relação à escrita, descobri uma sala muito interessante onde a decifração de um hieróglifo é detalhada. Quanto ao politeísmo, um painel bem didático descreve as principais divindades egípcias, que descobri serem "combináveis" (Amon + Rá = Amon-Rá).
Um dia ainda terei que voltar só para me dedicar ao livro dos mortos, um enorme papiro que descreve diferentes técnicas de mumificação, dependendo do tipo de reencarnação desejada!

Stèle de Tapéret, Musée du Louvre

Inscrições no sarcófago de Ramsés III, Musée du Louvre

Estátua de Ramsés II, Musée du Louvre

Arrivederci!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Une semaine compliquée

Oi pessoal!

Esta semana foi um pouco problemática para mim. Burocracias, incompetência alheia, saturação de estudo, imprevistos etc. Abaixo uma breve descrição dos maiores problemas.

1. Titre de Séjour
Um ano depois de solicitar meu primeiro Titre de Séjour (lembram dele?), tive que pedir a renovação por mais um ano. Tentei ser mais esperto e quase me dei mal. Entrei com o pedido diretamente ao organismo que paga minha bolsa, ligado ao Ministère des Affaires Étrangères, o que significa, a priori, mais praticidade e menos tempo perdido. Pois bem, depois de alguns dias esperando um horário disponível para ir lá, finalmente fui na terça-feira de manhã, levei todos meus documentos e, depois de finalizar meu dossiê, a mulher me fala que receberia meu récépissé (comprovante) dentro de um mês. Qual o problema? Que meu Titre vence dia 16/09/2009 e, sem récépissé, não poderia sair do território francês. E se a memória de vocês for boa, devem se lembrar que tenho duas viagens programadas no mês de espera, para Frankfurt e para a Dinamarca. Óbvio que fiquei desesperado, não queria cancelar minhas viagens tão cuidadosamente planejadas. E o que me deixou mais revoltado foi saber que meus amigos que pediram diretamente na Préfecture de Police não pegaram muita fila e receberam seus récépissés no mesmo dia. Cheguei a pensar em viajar com os documentos que tenho mesmo, mais o comprovante d einscrição na École e o atestado da bolsa, que poderiam comprovar que não sou um imigrante ilegal...mas ontem, ao chegar em casa, tive a agradável supresa de encontrar meu récépissé entregue, em tempo justo. Um mega-problema a menos.

2. Carte Vitale
Não sei se já comentei sobre o sistema de saúde francês. Se sim, ótimo; se não, uma pena, mas não vou gastar meu tempo agora (isso exigiria muito tempo mesmo). O fato é que, um ano depois de me inscrever no sistema, ainda não tinha recebido nem mesmo a correspondência solicitando a foto para a famosa Carte Vitale, elemento-chave de sucesso para usar os benefícios do Estado Social-Democrata francês. Fui então à LMDE, meu "centro de saúde", um dos lugares que mais temo aqui na França, que já me traumatizou pelos longos tempos de espera, enormes frustrações e péssimo atendimento. Dessa vez, apesar da espera, fui bem atendido e minhas pendências foram aparentemente exterminadas. Recebi esta semana a tal da correspondência pedindo foto para a Carte Vitale. Mas nem tudo é perfeito. Óbvio que eu teria que voltar lá, pois me faltava um atestado para a inscrição da École. Resultado: mais uns 30 min perdido na fila de espera.

3. InterRail
Para minha viagem à Dinamarca com uma amiga da Chimie Paris, compramos um InterRail, bilhete de trem que nos dá acesso ilimitado aos trens locais. Compramos pela internet e a data de chegada prevista era 01/09, vinte e três dias antes da nossa partida. Algo que fora muito bem planejado, para levar em conta eventuais atrasos de postagem. Final da semana passada: nada de InterRail em casa, contactamos a sede por e-mail. Recebemos um código para procurar pela encomenda, mas ele não era reconhecido pelo site da Poste francesa. Recontactamos a sede. Em um e-mail bizarro, fomos informados que os correios italianos se enganaram e que os bilhetes poderiam estar voltando para a Irlanda (que viríamos a descobrir que é onde fica a sede da InterRailnet.com). Confusos, resolvemos ligar para o centro francês da InterRailnet.com. Fui informado de que, caso os bilhetes não fossem encontrados, perderíamos todo nosso dinheiro e, no caso de acharmos (mesmo posteriormente), poderíamos ser reembolsados parcialmente, mas apenas se decidíssimos correr o risco de comprar outros bilhetes. Resumindo a história, seríamos lesados de qualquer forma. A única instrução que recebemos foi de ir à Poste com a referência que tínhamos para ver se alguma carta tinha passado por lá. Depois de muitas desventuras entre a Poste e a nossa Residência, descobrimos que a carta foi entregue e está perdida em algum lugar por aqui e esperamos encontrá-la segunda-feira. Na pior das hipósteses, temos a prova de que a carta foi entregue, logo devemos ser reembolsados pela Maison no caso de não a acharem.

4. easyCruise
Estava quase contente com o desfecho da semana, com os problemas se resolvendo, mas eis que me deparo com mais um. Recebo um e-mail da empresa em que reservei minha viagem à Grécia dizendo que nosso cruzeiro (vou com meu amigo de Singapura) fora cancelado e que tínhamos duas opções: escolhemos outra data (impossível) ou eles tentarão nos achar outra companhia com o mesmo cruzeiro na mesma data. Eu só não fiquei totalmente desolado pois sei que realmente há outras empresas que o fazem, mas devo confessar que estou um pouco aflito com a situação. Vamos ver no que dá.

Além de tudo isso, ainda tive que suportar aulas chatíssimas de gestão de projetos, propriedade intelectual, empreendedorismo e energia (efeito estufa e cia).
O que aprendi na semana? Duas coisas importantes:

1. Preciso de um longo tempo de afastamento das salas de aula. Cheguei a um ponto de saturação. Além disso, acho que depois de tanto tempo de estudos (7 anos intensos, desde o Ensino Médio) e mesmo de contato com informações de jornais, revistas etc, aulas sobre certos assuntos como Energia correm o sério risco de ser extremamente tediosas. Mesmo quando são ministradas por pessoas super-qualificadas. Não que eu me sinta um sábio, longe disso. Quanto mais aprendemos, mais descobrimos o quão ignorante nós somos...

2. Eu superestimei minha capacidade de planejar viagens. É verdade que já estou muito bom, mas ainda não tinha me dado conta que certas coisas estão completamente fora de nosso alcance. Por isso devemos levar em conta em nosso planejamento tais imprevistos. Só não sei como fazê-lo quando se trata de um cancelamento de um cruzeiro...

Vamos ver se aproveito o final-de-semana para descansar um pouco.

À bientôt!!!

Cyrano de Bergerac et les Empires du Soleil

Oi pessoal!

Ontem à noite fui assistir a um outro espetáculo noturno no Château de Versailles, com alguns amigos brasileiros. Baseado na história onírica de Cyrano de Bergerac, o espetáculo pirotécnico é realizado pelo mesmo grupo que foi responsável pelos fogos do 14 Juillet na Tour Eiffel, ou seja, ele é muito bem feito.
A história em si não é muito desenvolvida, mas creio que a ideia é essa mesmo, de fazer realmente um espetáculo pirotécnico, aproveitando todo o ambiente do Bassin de Neptune e do Château de Versailles, com fogos em vários níveis, projeção na água, nas fontes, nas esculturas, iluminação do château etc.
Infelizmente é proibido fotografar e filmar o espetáculo, mas se quiserem ter uma ideia de quão bonito ele é, sugiro que dêem uma olhada no site oficial.
Mais uma vez, fica a recomendação para quem tiver oportunidade, e meus cumprimentos ao Château de Versailles Spetacles, cujos eventos são muito bem feitos!

À plus!!!

sábado, 5 de setembro de 2009

Fim da Semana de tortura

Oi pessoal!

O Seminário de Comunicação finalmente terminou e semana que vem as aulas "de verdade" recomeçam. Ou não, pois não vi nada de muito científico no horário...o mais próximo é "Chimie pour l'Énergie", algo que me parece muito blábláblá. Para não criar ideias erradas, devo precisar que minha revolta não é exatamente contra as ditas Ciências Humanas, mas sim contra o modo como nos são "ensinadas".
No entanto, a semana foi muito produtiva no âmbito não escolar, com um pique-nique no Parc André Citroën organizado para nossos calouros e uma ida [gratuita] ao teatro na quinta-feira à noite (comédia excelente, lembrando Sai de Baixo).
Hoje de tarde, para fechar a semana, fui a uma exposição de utilidades domésticas e design, a Maison & Objet Paris, convidado por meu amigo singapurense, que ganhara dois convites para o evento. Muito interessante, principalmente os chocolates que experimentei. Mas infelizmente não comprei nada.
Mantê-los-ei em dia sobre minhas primeiras atividades na Chimie ParisTech (a École resolveu mudar de nome) na semana que vem.

À plus!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Semana de tortura

Oi pessoal!

Nesses dois primeiros dias da Semana de Comunicação, aprendi que:

- devemos adaptar nossa linguagem ao público-alvo
- não devemos dar espaço ao surgimento de rumores (fofocas), preenchendo-o com informações oficiais
- devemos ser precisos
- é difícil mudar nossa opinião uma vez que a defendemos em frente a outras pessoas
- uma discussão precisa de um mediador
- existem diferentes formas de se transmitir instruções, algumas mais eficazes que outras (que óbvio, não?)
- não tenho a menor vocação para ser ator (muito menos em francês)
- Seminários de Comunicação podem ser úteis (notem bem: "podem")
- odeio Seminários de Comunicação mesmo assim
- nasci para ser Engenheiro, não Administrador
- meu estágio estava muito bom
- o verão acabou

Tenho ainda dois dias de tortura...

À bientôt!!!