Oi pessoal!
Chegamos ao último dia de viagem...que foi dedicado à capital da Dinamarca, København. Infelizmente pegamos um dia de céu branco e um pouco frio (para os padrões franceses), mas pelo menos não choveu.
Não sei se minha opinião foi afetada pelo tempo, pelo cansaço, pelo stress da noite anterior, ou se minhas expectativas em relação a uma capital nórdica eram muito altas, ou ainda se as cidades visitadas previamente haviam sido muito legais (principalmente Roskilde, Odense e Århus), o fato é que não achei København extraordinária. A cidade é bonita, grande, com várias construções interessantes, mas acho que faltou um céu azul...
Bobagens à parte, começamos o passeio no Ørstedsparken, parque cujo nome faz referência ao físico Hans Christian Ørsted (lembram dele?). Seguimos para a Rådhuspladsen, onde fica a bonita Rådhus (mas não tanto quanto a de Helsingborg) e depois para Christiansborg, uma ilha onde fica o Christiansborg Slot, sede do parlamento dinamarquês (e difícil de enquadrar nas fotos).
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Rådhus, København
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Christiansborg Slot, København
De lá, fomos para Christiania, uma região pra lá de bizarra, que se diz independente não só da Dinamarca, mas também da União Europeia, e onde descobri ser proibido tirar fotos (quase que tarde demais). Cheia de casas e pessoas estranhas, aquilo me pareceu um centro de tráfico de drogas, um lugar sem lei.
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Christiania, København
Bem rápido saímos de lá e fomos em direção ao Nyhavn (Novo Porto), região popular e muito bonita da cidade, que lembra muito Amsterdam, mas com casas mais simples, embora mais coloridas. Lá perto fica o Amalienborg e o Amalienborg Slot, residência de inverno da família real. O palácio é relativamente simples e, como em Buckingham, lá acontece a troca da guarda. Tivemos muita sorte, pois nem sabíamos o horário e, assim que passamos por lá, a troca começou. Ela é bem parecida com a versão inglesa, até os uniformes são parecidos, embora os chapéus dos nórdicos sejam mais baixos e menos "redondos", lembrando um topete do Elvis Presley. Infelizmente, eles não tocam nenhuma música. Ainda na mesma região, fica a bela Marmorkirken, igreja construída em mármore que se parece muito com o Panthéon parisiense.
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Nyhavn, København
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Amalienborg, København
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Troca da guarda no Amalienborg Slot, København
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Amalienborg, København
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Marmorkirken, København
Seguindo para o norte da cidade, fomos visitar uma das mais populares atrações de København, a escultura da Den Lille Havfrue (A Pequena Sereia), obra de H. C. Andersen, sentada sobre algumas pedras bem próxima da "praia". Ela fica perto do Kastellet, uma modesta cidadela.
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Den Lille Havfrue, København
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Kastellet, København
Também construído por Christian IV (como o Frederiksborg), o Rosenborg Slot é bem mais modesto, mas lembra muito sua versão rica, em tijolos vermelhos. Ele fica em um parque real e é visitável. Uma das principais atrações são as jóias da coroa.
Depois de um lanche sob o vento gelado da capital dinamarquesa, fomos buscar um pouco de "calor" no Statens Museum For Kunst, museu gratuito de arte de diversas eras. Apesar de o acervo não me chamar a atenção, gostei muito do modo como as obras são dispostas. Mas até que tinha coisas "interessantes", como oito montinhos de terra e uma pessoa de pijama com pernas longas (sim, havia arte contemporânea). Aproveitando que estávamos lá do lado, fomos visitar o Botanisk Have e, por alguns minutos, não pudemos entrar nos orquidários. Mesmo assim, as estufas eram bem legais, uma delas com umidade próxima dos 100%, que fez meus óculos embaçarem instantaneamente.
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Rosenborg Slot, København
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Statens Museum For Kunst, København
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Statens Museum For Kunst, København
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Botanisk Have, København
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Botanisk Have, København
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Botanisk Have, København
O último ponto visitado antes de voltarmos foi a Rundetårn (Torre Redonda), que tive a "coragem" de subir (já estava todo quebrado, não poderia piorar). Também construída por Christian IV (o cara parece um Louis XIV), foi concebida como um observatório astronômico (que ainda funciona) e para se chegar ao topo, devemos subir uma rampa que dá sete voltas e meia na torre, algo único na Europa (em geral são escadas). A vista lá de cima é bem abrangente: podemos ver as principais torres da cidade, o aeroporto, uma ponte que liga København a Malmö (Suécia) e várias turbinas eólicas.
Curiosidade: em nossa caminhada (e do alto da Rundetårn), avistamos uma enorme bandeira brasileira, perdida na paisagem dinamarquesa. Por um instante, pensamos ser a Embaixada ou algo do gênero, mas descartamos a hipótese pelo tamanho dela. No alto de um prédio "normal", ela estava realmente perdida lá. Até que demos a volta e vimos, na entrada do prédio, bandeiras com "Rio 2016". Aí a ficha caiu e concluímos que lá deveria estar o COB. Só não sabíamos que cinco dias depois, naquela mesma cidade, a capital carioca seria escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Espero que a escolha traga coisas boas para a cidade e para o país, sem gastar dinheiro abusivamente.
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Bandeira brasileira, København
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København vista da Rundetårn
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København vista da Rundetårn
Voltando e finalizando, chegamos no aeroporto com tempo confortável e o voo de volta foi tão bom quanto o de ida. Se por um lado não pudemos ver o lindo nascer do sol e nem o pôr do sol, pois já era tarde demais, por outro pudemos ver a Ville Lumière à noite, que, devo enfatizar, faz jus à sua fama.
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Aeroporto de København
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Ville Lumière (notem o farol da Tour Eiffel, cuidadosamente captado!)
Farvel!!! (palavra aprendida com um simpático dinamarquês de 11 anos, no trem entre Århus e Odense)