domingo, 20 de junho de 2010

Coupe du Monde 2010 - 2ème tour

Oi pessoal!

Estou um pouco adiantado, eu sei, mas pretendo eventualmente atualizar o post amanhã. Mesmo eu tendo chegado há cerca de uma hora de viagem, não poderia deixar minha inspiração escapar.
Meu trem chegou às 20h53 em Gare du Nord (6 min antes do previsto, para compensar a ida) e vim voando para casa para não perder o 2º tempo. Consegui chegar e até tomar banho para poder assistir tranquilo ao jogo. Eu estava gostando bastante até que comecei a notar uma certa violência exagerada da parte dos marfinenses. Pode ter sido impressão minha (pois no final das contas jogadores de futebol são excelentes atores), mas vários golpes me pareceram exagerados e desnecessários. Veio o gol de honra besta da Costa do Marfim e, para terminar, a escandalosa expulsão de Káká. Uma pena para os franceses (lembrando que o árbitro era francês), que continuarão com a reputação de fantasmas da Seleção. Mas estamos classificados.
Sobre os outros jogos. A rodada começou mais movimentada, aumentando a ridícula média de gols da primeira. E as surpresas multiplicaram-se. França praticamente eliminada (esta vai merecer um parágrafo só para ela na sequência), idem para Nigéria e Camarões, novos empates para EUA, Inglaterra e Itália (que ficam em situação delicada) e derrota da "sensação" Alemanha. Entre as "grandes", apenas Argentina, Holanda e Brasil que já garantiram vaga para a fase final.
Confesso que a urgência do post não foi exclusivamente devida à vitória do Brasil. Na verdade, a principal causa foi uma notícia que li no Figaro, que me "chocou". Os fatos, sem detalhes: após insultar Raymond Domenech (treinador) durante o intervalo do jogo França vs México, o jogador Nicolas Anelka foi expulso da seleção francesa pela FFF (Fédération Français de Football). Isso gerou uma revolta da parte dos jogadores, que decidiram simplesmente fazer uma greve, boicotando o treinamento desta tarde de domingo. Isso mesmo, greve. França, greve. Greve, França. Entendem agora o porquê das aspas? Com isso, aumento minha coleção de greves presenciadas na França.
Acho que o maior desejo da maioria dos franceses no momento é que a Copa do Mundo 2010 acabe logo. Está sendo a maior vergonha para a população. Classificação ultra-polêmica graças à "mão de Thierry Henry"; duas atuações pífias perante o Uruguai e o México; diárias de hotel a 600€ para os integrantes da seleção; greve inédita de jogadores (sinto que mesmo para os franceses, que estão acostumados com greves, isso está doendo muito); e ainda a expulsão grotesca de Káká depois da encenação de Keita (lembrando que o árbitro era francês). Eles ficarão muito contentes com um empate sem gols com a África do Sul.
Mesmo tendo vivido as duas doloridas derrotas perante à França em 1998 e 2006, depois desses 2 anos vivendo nessa mesma França, acho que eles não merecem tal vergonha. Espero que eles cresçam até 2014. E que estejam prontos para receber o castigo dos "deuses do futebol" (de acordo com o Direct Matin) em pleno Maracanã lotado. Em momento algum eu disse que não merecemos nossa vingança :)
Atualização (21/06/2010): com a goleada de Portugal, a disputa pelo primeiro lugar do grupo da morte fica acirrada. Não assisti ao jogo, mas pela evolução do resultado (apenas um gol no 1º tempo), tenho a impressão de que a CDN jogava para segurar um empate e, quando viu que tomou um gol, quebrou sua muralha e colocou alguns de seus 11 jogadores na quadra adversária, o que eles quase não fizeram contra o Brasil. Assim, a verdadeira equipe permitiu a Portugal uma bela goleada, a maior de que me recordo em Copas do Mundo. Quanto à Espanha, conseguiu uma vitória mixuruca contra Honduras e melhorou um pouco sua situação. Este eu pude assistir e confesso que não gostei. Apesar de superiores e de criar várias oportunidades, achei que os espanhóis não conseguiam finalizar suas jogadas, principalmente por conta do "estrelismo", que outrora afetou nossa Seleção. Não acho que seria o pior dos adversários, pelo menos na situação atual.

Bis bald!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Coupe du Monde 2010 - 1er tour

Oi pessoal!

Meus conhecimentos sobre futebol estão longe de serem vastos, portanto não esperem nenhuma análise sobre jogos. Pretendo apenas fazer alguns comentários gerais.
A começar pelo jogo do Brasil, que assisti em um lugar bem especial: no Trocadéro, em frente à Tour Eiffel. O dia estava bem bonito, apesar de frio, e o ambiente no gramado improvisado em frente ao telão estava bem legal. Foi sem dúvida a maior reunião de brasileiros que já vi desde que cheguei na França.
Sinceramente, eu não achei que a Seleção jogou mal, mas sim que a Coreia do Norte trabalhou muito bem na defesa, neutralizando nossas jogadas. Os números comprovam isso: 63% de possessão de bola e 26 chutes ao gol (maior na primeira rodada).
Estou participando de um bolão lá no meu grupo no estágio, que deve dar um prêmio de uns 50€ ao final para quem tiver mais pontos. Até que estou indo na média, já acertei alguns placares na mosca, mas há um grande ponto negativo: às vezes sinto-me forçado a torcer a favor de equipes que não me agradam muito. Caso da Argentina.
Além disso, como os nossos jogadores (mas obviamente que em escala bem menor), estou sentindo muita pressão pelos resultados, pelo fato de eu não estar em meu país de origem. Se estamos no Brasil e a Seleção perde, tudo bem, ninguém vai nos encher o saco. Mas se estamos na França, a história é diferente. Já levei minha bandeirona e a fixei na porta do meu bureau, então é bom que não passemos vergonha. Bem, pelo menos a praticamente certa eliminação dos Bleus (apelido da equipe francesa) vai me servir de contra-argumento.
Mudado de assunto, estarei fora este final-de-semana. Morgen fahre ich nach Köln. Deutschland, ich liebe dich!

Auf Wiedersehen!!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Novo visual

Oi pessoal! Salut tout le monde!

Devo confessar que os mais de 700 dias que durou o design original do meu blog foram muito mais devidos à preguiça que ao meu gosto por ele. Sem conhecimentos de HTML ou qualquer outra coisa que seja necessária para personalizá-lo, eu dependia dos designs-padrão fornecidos pelo Blogger.
E finalmente, depois de 2 anos, eles resolveram inovar um pouco, com opções mais modernas e flexíveis. Fico no aguardo da opinião de vocês.

J'avoue que les plus de 700 jours qu'a durés le design original de mon blog sont dus plutôt à la flemme qu'à mon goût pour lui. Sans connaissances en HTML ou n'importe quelle chose utile pour le personnaliser, je dépends toujours des design disponibles dans Blogger.
Et enfin, après 2 ans, ils ont décidé d'innover un peu, avec d'options plus modernes et flexibles. J'attends vos réactions et opinions.

Arrivederci!!!

domingo, 13 de junho de 2010

Musée du Louvre - 20ème fois

Oi pessoal!

Hoje eu percebi o quanto fiquei dependente da internet. Antes de vir para a França, internet para mim era uma ferramenta de comunicação, de pesquisa etc, mas nada muito fundamental para a minha vida. Como que por acaso, hoje eu havia reservado meu dia para terminar o roteiro da minha viagem, já que os próximos finais-de-semana serão agitados, e tinha inclusive desmarcado uma visita ao Musée d'Orsay com meu amigo chinês, para poder me concentrar ao máximo e terminá-lo de uma vez.
No entanto, assim que tento abrir meu Chrome hoje de manhã, percebo que não havia acesso à internet. Tento de tudo e mais um pouco, inclusive ligo meu PC antigo para ver se funcionaria, sem sucesso. Desço à recepção, para ouvir o já esperado "eu não posso fazer nada". As únicas coisas que consegui fazer de útil foram lustrar meus sapatos, colocar as fotos no PC e preparar postagens para o blog. Com isso perdi toda a minha manhã.
Como eu realmente precisava acessar a internet, fui ao Parc Montsouris depois do almoço, pois há Wi-Fi gratuito em certos espaços públicos parisienses, mas quem disse que eu consegui achar sinal lá? Aí percebi que Murphy conspirava contra mim. Voltei para casa, liguei para meu amigo chinês falando que poderíamos ir ao Musée d'Orsay, pensando em pelo menos aproveitar minha tarde. Já na estação de RER B, mais uma prova da conspiração contra mim: a anta do condutor esquece de parar o trem (curto) no lugar certo na estação e, por isso, todos têm que correr até os vagões (na Cité Universitaire, só há entrada de um lado da plataforma, que tem uns 150 m, então trens curtos - metade da plataforma - param em geral perto dessa entrada).
Vocês devem ter notado que não há o termo Musée d'Orsay no título da postagem e isso tem uma explicação. Chegamos lá e o que vemos? Dezenas e dezenas de turistas em uma fila gigantesca, que nos consumiria no mínimo 30 min. Não estávamos com a menor vontade de esperar, então resolvemos ir ao Louvre.
A visita foi bem breve, mais para aproveitar a saída de casa que para visitar o museu em si. Passamos por uma exposição temporária sobre dois templos egípcios, com peças de museus de todo o mundo, e depois fomos ao acervo permanente. Bem, não tenho nenhum detalhe especial para contar, por isso termino por aqui.
Uma última coisa, assim que cheguei em casa, só porque já havia avisado minha mãe que não conseguiria acessar o Skype hoje e tinha planejado assistir ao jogo da Alemanha com uns amigos, a net voltou. É a Lei de Murphy.

Hasta luego!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XX

Oi pessoal!

Ontem, na volta de meu passeio vespertino, quando consultava o resultado do jogo Argentina vs Nigéria, quase caí na gargalhada ao ver uma notícia sobre o RER A. Rigorosamente, isso não me afetou em nada, mas eu não poderia deixar de registrar tal calamidade na série "N'importe quoi sur le RER B".
Ainda não sei detalhes, mas aparentemente os trens do RER A não estavam parando em Châtelet - Les Halles por conta de inundações. Isso mesmo, I-N-U-N-D-A-Ç-Õ-E-S. Quando eu fui pegar o RER B, que mesmo em finais-de-semana fede que nem banheiro público, consegui avistar ao longe faixas interditando o acesso à plataforma da linha alagada. Só rindo para não chorar.

Bis bald!!!

Exposition Nationale Russe

Oi pessoal!

2010 é o ano da Rússia na França e, como parte das festividades, uma exposição foi organizada no Grand Palais neste final-de-semana. O que me atraiu em particular ao Grand Palais foi a apresentação de patinação/ballet no gelo, uma das várias coisas em que os russos são muito bons.
Ao entrar na nave do Grand Palais, já se impressiona com as 16 matrioshkas gigantes (8 m de altura), um pássaro estilizado na cúpula central da nave e um palco central com uma pista de patinação improvisada.
Havia vários estandes de temas variados, como um do centro aeroespacial russo, universidades, seda, carros (Lada), helicópteros, regiões russas, cutelaria etc.
Mas os grandes destaques foram sem dúvida as representações de dança e patinação. Pela segunda vez, no entanto, eu percebi que a ideia que eu tinha de russos pontuais e organizados como os europeus do norte ou mesmo japoneses estava equivocada. Ao contrário do que fora anunciado, os espetáculos foram atrasados em 2h, então decidimos nesse meio tempo visitar o palácio vizinho, o Petit Palais.

Matrioshkas, Grand Palais

Agência Federal Espacial, Grand Palais

Escultura de mongol, Grand Palais

Jardim e café, Grand Palais

O Petit Palais fica literalmente do outro lado da avenida, em frente ao Grand Palais, avenida que dá na bela Pont Alexandre III. Ele abriga o Musée des Beaux-Arts de Paris e, como todo museu da Ville de Paris, a entrada é gratuita para as coleções permanentes. O palácio em si já vale a visita, mas além disso há belas e interessantes obras no acervo, como várias telas impressionistas (Monet, Cézanne, Sisley, Renoir etc) e uma escultura do autor do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, Paul Landowski. Interessante notar que só descobrimos isso graças a um simpático "segurança do museu", como aquele em Dublin, que por livre e espontânea vontade veio nos falar e nos explicou várias coisas sobre esta e outras obras. Por exemplo, vocês podem notar que, visto como tal, Icaro lembra Jesus na cruz, representada como a asa de cera do lendário homem que desafiou o deus Apolo. Depois de ver todas as obras, fomos ao simpático jardim interno e, finalmente voltamos ao Grand Palais.
E foi a terceira vez que me decepcionei com a organização russa, pois chegamos 20 min antes do início anunciado do Quebra-Nozes e o espetáculo já estava quase no fim. Infelizmente não conseguimos ver muita coisa, pois havia também várias pessoas em nossa frente.

Escultura, Petit Palais

Afresco no teto, Petit Palais

Mobiliário, Petit Palais

Tapeçaria, Petit Palais

Claude Monet, Petit Palais

Camille Pissarro, Petit Palais

Paul Landowski, Petit Palais

Adão, Eva e Abel, Petit Palais

Galerias do jardim, Petit Palais

Jardim, Petit Palais

Jardim, Petit Palais


Lucien Lévy-Dhurmer, Petit Palais

Ernest Renoux, Petit Palais

Gervex e Stevens, Petit Palais

Mas a sorte virou para nosso lado, pois depois do Quebra-Nozes haveria outra apresentação de patinação no gelo e para esta conseguimos ótimos lugares bem em frente à pista de gelo. O espetáculo foi muito legal mesmo, com músicas e danças típicas, encenadas por jovens patinadores bem talentosos.
Depois da patinação no gelo, assistimos a duas apresentações de danças e músicas típicas de duas regiões da Rússia, primeiro da Mongólia e depois de uma região cujo nome não entendi. As duas foram também muito bonitas, mas a primeira me impressionou mais pela sincronia dos participantes e pela música mais exótica.

Quebra-nozes, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Divertissement russe, Grand Palais

Constellation russe, Grand Palais

Constellation russe, Grand Palais

Constellation russe, Grand Palais

Constellation russe, Grand Palais

À plus!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mode foot: ON

Oi pessoal!

De quatro em quatro anos, acontece um fenômeno extremamente complexo que afeta meu comportamento. Se durante quatro anos minha tolerância ao futebol é baixa (ela vem melhorando, antes era baixíssima), durante a Copa do Mundo eu viro um fanático pela Seleção Brasileira. Ok, talvez fanático seja um exagero, mas digamos que eu me torno um torcedor bem ativo. Gosto bastante de assistir aos jogos da nossa Seleção e até de outros times.
Será uma experiência interessante acompanhar uma Copa em um país que não o Brasil. Mais interessante ainda pelo fato de esse país ser a França, o maior algoz do Brasil em Copas do Mundo. É bom que o pessoal jogue no mínimo bem, caso contrário não será nada agradável ouvir um monte de francês me enchendo o saco o dia inteiro. Seria melhor ainda se eles ganhassem a Copa, com uma final contra a França. Não teria Égide que pagaria isso. O único problema é que, honestamente, não acho que eles tenham muitas chances. A única seria contar com a sorte.

Chaque quatre ans, mon comportement est affecté par un phénomène complexe. Si durant quatre ans mon intérêt par le foot est faible (il s'améliore, avant il était très faible), pendant la Coupe du Monde je deviens un fanatique par la Seleção (ou bien écrit, Seleçao). Peut-être que j'exagère, disons que je deviens un supporteur bien actif. J'adore regarder les matchs du Brésil et aussi des autres équipes.
Ce sera une expérience intéressante de suivre la Coupe du Monde dans un pays autre que le Brésil. Encore plus intéressante si ce pays est la France, le plus grand ennemi du Brésil en Coupes du Monde. J'espère que les joueurs feront bien leurs travaux, sinon je ne supporterai pas tous ces français à se moquer de moi toute la journée. Ce serait très sympa s'ils remportaient la Coupe, après une finale contre les Bleus. Le seul problème c'est que, honnêtement, je ne crois pas qu'ils aient beaucoup de chances. La seule serait de compter sur la chance (désolé, problème de lexique, deux fois "chance").

Tschüss!!!

Despedidas

Oi pessoal! Salut tout le monde!

A estação das despedidas começou. Há um mês, uma amiga japonesa, ontem e hoje, meus amigos chinês e singapuriano, todos que conheci durante aquelas sete semanas no CAVILAM. O pior de tudo é que elas vêm em doses homeopáticas, de modo que eu sofra ainda mais. É muito triste ter que dizer "adeus", pois sei que as chances de vê-los de novo são pequenas, principalmente dada a distância entre nossos países. Termino minhas lamentações por aqui...

La saison des adieux a commencé. Il y a un mois, c'était une amie japonaise, hier et aujourd'hui, mes amis chinois et singapourien, tous que j'ai connus pendant mes sept semaines au CAVILAM. Le pire c'est que les adieux viennent en doses homéopathiques, de sorte que je souffre encore plus. C'est trop triste de dire "adieu", surtout car je sais que les chances de les revoir sont faibles, à cause de la distance entre nos pays. Mais je vais essayer d'y aller leur rendre visite quand même. Bien, je finis là...

À bientôt!!!

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XIX

Oi pessoal!

Minha memória pode estar falha, mas acho que ontem, pela primeira vez, consegui ter problemas com o RER B duas vezes no mesmo dia. Problemas diferentes, ou pelo menos desculpas diferentes.
Pela manhã, atrasos devidos a um problema elétrico no ramo de Massy-Palaiseau e, à tarde, por conta de mais um "colis suspect" em Gare du Nord. Curioso notar que eu tive mais problemas depois de voltar do estágio (tive que sair mais uma vez para visitar uns amigos na Centrale Paris), tendo que esperar mais de 20 min por um trem bem lotado. E ficou a lição: nunca tomar banho antes de sair de casa sabendo que se pegará o RER B. Não consigo ter outro sentimento dentro daquele trem que não nojo.
Com tantos incidentes em um mesmo dia, vocês não vão acreditar, mas é verdade, eu até sonhei com o maldito. Não me lembro exatamente dos fatos, mas me parece que o trem me deixou em Antony e não queria seguir o percurso em direção a Paris. Tentei fazer uma força assim que acordei pra lembrar de mais detalhes, mas não consegui...mas a verdade é que qualquer coisa que me acontecesse seria bem verossímil, se levarmos em conta todo o meu histórico com o RER B (e também o de terceiros, que não ficam para trás em termos de desventuras).

Bis bald!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Promenade lilloise

Oi pessoal!

Ontem eu me encontrei com uma amiga politécnica, que veio para Lille, faz seu estágio final em Clermont-Ferrand e veio se "despedir" de Paris. Acompanhados de sua irmã, que também fez um DD na França e atualmente mora por aqui, passamos por alguns pontos clássicos da cidade.
O ponto de encontro foi a Fontaine Saint-Michel, no início do boulevard homônimo e próximo da Notre-Dame. Nosso primeiro destino seria o BHV, famosa loja de departamentos da rue de Rivoli. No caminho, passamos pelo Parvis de l'Hôtel de Ville, onde havia um mini-complexo com quadras de tênis e áreas de jogos para crianças (e adultos), além de um telão transmitindo ao vivo as partidas de Roland-Garros. Aproveitamos para entrar no Hôtel de Ville, onde havia duas exposições temporárias. Confesso que só entrei para conhecer o prédio e para fugir do tempo quente.
Atravessando a rua, chegamos ao BHV, onde ficamos cerca de duas horas praticamente apenas na papelaria (não dá certo ir a papelaria com garotas). Depois de minha amiga mudar de ideia quarenta vezes, ela finalmente decidiu o que iria levar e fomos embora. Eu já havia almoçado, mas elas não, então as acompanhei no Quick.
Como estava muito quente mesmo, não havia nada melhor que o melhor sorvete de Paris, o Madame Bertillon na Île Saint-Louis! A combinação do dia foi Mandarine com Chocolat au Mendiant. Uma pena que durou muito pouco, como qualquer sorvete à minha frente.
Minha amiga queria ir ao Jardin de Luxembourg, um dos mais famosos de Paris, então fomos, assistimos a alguns segundos de uma bandinha, demos uma volta de 5 min e fomos embora para a casa de sua irmã.
Como planejávamos um piquenique, passamos no mercado, onde compramos também uma deliciosa melancia (que nos rendeu boas risadas pelas circunstâncias da compra). Chegando em sua casa, enquanto elas fizeram esfihas, assistimos a um filme francês, Le dîner des cons, muito engraçado. No fim das contas, decidimos comer por lá mesmo e depois fomos dar uma volta em torno da Tour Eiffel. Já fazia um bom tempo que eu não a via de perto e aproveitei para tirar as primeiras fotos com minha A230. Foram bem simples, mas pude pôr em prática uma técnica que aprendi na net. E pretendo em breve voltar lá com meu tripé.
Resumindo, foi um agradável dia cheio de risadas.

(fotos em breve)

Bis bald!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Linha 4

Oi pessoal!

Sei que a postagem está uns dias atrasados (ando razoavelmente ocupado nos últimos tempos), mas não queria deixar de escrever algumas palavras sobre a tão esperada Linha 4 do metrô paulistano. Depois de anos e anos de projeto e construção, a parte inicial da linha amarela foi entregue, entre as estações Paulista e Faria Lima. Pelo que consta, ela é bem moderna e possui muitos dos elementos da linha 14 parisiense, entre eles portas nas plataformas e trens sem separação entre os vagões.
O fato suscitou duas reflexões na minha cuca:

1) Usuário intensivo do métro (e RER) parisiense nesses dois anos, percebi agora que meu cérebro associa instantaneamente o termo linha X à respectiva linha parisiense, não importa onde eu esteja. Principalmente quando X = 1, 4, 6, 14, A, B ou C. Escrevendo agora "Linha 4" no título, veio à mente uma linha rosa, não amarela, que parte de Porte d'Orléans em direção ao norte de Paris.

2) Comparação entre métro+RER+Transilien e metrô+CPTM: 14+5+8=27 lignes contra 5+6=11 linhas. Bem, não é novidade para ninguém que o metrô de São Paulo não ajuda uma parcela muito significativa da população, quando o comparamos com outras mega-cidades, mas devemos ponderar nossas críticas ao governo sobre a questão. Construir metrô não é nada fácil e custa muito, muito caro, hoje em dia. Não sei se sabem, mas boa parte do métro de Paris foi construída simplesmente cavando valas, colocando os trilhos e trens e recobrindo-as (se duvidam de mim, procurem "construction métro Paris" no Google Imagens). Além disso, a geologia paulistana também não ajuda muito, uma prova é o acidente em Pinheiros em 2007. Para terminar, enfatizo aqui o uso do termo "ponderar [nossas críticas]" ao invés de "anular", o metrô de Shangai sendo um bom exemplo. A primeira linha foi inaugurada em 1995 e hoje ele já conta com 12, que formam a maior malha ferroviária do mundo (420 km em operação). E ele está em expansão (como tudo na China), pretendendo chegar a 22 linhas em 2020, com uma malha de 877 km de extensão. Coisas chinesas...

À plus!!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viagem Savoie 2010

Oi pessoal!

No final-de-semana passado visitei três cidades na Savoie, um território que já foi um condado, um ducado e finalmente incorporado à França há 150 anos, na ocasião do Tratado de Turim. A Savoie localiza-se nos pés dos Alpes, uma de minhas regiões preferidas na França (e na Europa), onde inclusive ficam todas as estações de ski que frequentei (Chamonix-Mont-Blanc, La Plagne e La Norma).
O motivo principal da viagem foi o Lac d'Annecy, um belo lago de "água cristalina" entre algumas montanhas, em cuja extremidade fica a cidade homônima. Mas aproveitei também para conhecer outras cidades famosas, como Chambéry e Aix-les-Bains.
Saí de Paris sábado às 6h50, com meu adorado TGV (que saudades que terei de andar de TGV...), e às 10h32 já estava em Annecy, a cerca de 600 km da capital. O dia estava lindo e quente, uma pena que eu estava com uma mochila nas costas. Mas deu para aproveitar bastante mesmo assim. Annecy é uma bela e agradabilíssima cidade, com ares de interior (bem, como era de se esperar). Não bastasse sua localização, com aquele lindo lago, a cidade em si também é bem bonita, com alguns canais, construções antigas, uma feira espalhada por todo o centro antigo e muita gente. Curioso notar que eu ouvi mais italiano que francês, dada a quantidade de turistas (velhinhos) por lá.
Por conta do aniversário de 150 anos da anexação da Savoie à França, há bandeiras da região (que lembra a dinamarquesa) espalhadas por todo lado, dando a impressão de um povo bem orgulhoso. Três construções destacam-se em Annecy: o Palais de l'Isle, antigo castelo construído no meio de um canal; oChâteau d'Annecy, que abriga atualmente um museu; e a Basilique de la Visitation, uma igreja localizada no alto de uma colina, próxima de uma floresta avistada de vários pontos em torno do lago.
Eu dei uma boa caminhada em torno do lago, caminhada muito agradável, mesmo com a mochila nas costas. Não contente, eu ainda subi até a Basilique de la Visitation e passeei um pouco pela floresta, em busca de boas vistas do lago. Com medo de me perder, eu me contentei com vistas das montanhas vizinhas e depois desci para a cidade. Minha impressão sobre a cidade foi realmente muito boa, ela vai para a lista das minhas prediletas e a recomendo para todo mundo!

Bandeiras da UE, França e Savoie, Annecy

Préfecture, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Pont des Amours, Annecy

Marché e Palais de l'Isle, Annecy

Canal, Annecy

Centro da cidade, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Relógio solar, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Château d'Annecy, Annecy

Palais de l'Isle, Annecy

Cathédrale de Saint-Pierre, Annecy

Château d'Annecy, Annecy

Basilique de la Visitation, Annecy

Vista da cidade e do Lac d'Annecy, Annecy

Vista da floresta e das montanhas, Annecy

Floresta, Annecy

Lac d'Annecy, Annecy

Montanhas e para-quedistas, Annecy

Como não achei acomodação [barata] por lá, eu fui no final da tarde para Aix-les-Bains, onde ficava meu albergue. Na verdade, o albergue ficava um pouco afastado da cidade em si, na beira do Lac du Bourget, outro belo lago alpino. Infelizmente não tive muita sorte com este, pois quando cheguei estava um pouco nublado e eu, extremamente cansado, por isso deixei a caminhada pelo lago para a manhã do domingo. O maior erro da viagem.
Tive tratamento praticamente exclusivo no albergue, pois eu era um dos dois únicos hóspedes. Nem cheguei a conhecer a outra pessoa, pois não estava no mesmo quarto que o meu, só sei que ela existia pois o café-da-manhã estava preparado para dois no dia seguinte. De qualquer forma, quando digo tratamento exclusivo, não me refiro à qualidade do serviço, apenas ao fato de eu ter a atenção só para mim. A França não tem a melhor das famas no quesito recepção, esta não foi uma exceção. Bem honestamente, até que fui bem tratado, mas nada perto da minha estadia em Budapest. Em particular, ser tratado com tu em vez de vous me incomodou um pouco (ok, chatice ao extremo a minha). Quanto às instalações, a casa era muito agradável e dormi muito bem, cerca de 10h no total.
Mencionei acima que não ter dado uma volta pelo Lac du Bourget no sábado à tarde foi o maior erro da viagem, isso porque uma chuva insistente chegou à região no domingo. Eu andei a manhã inteira com guarda-chuva na mão. À beira do lago, eu não via quase nada e o vento quase não me deixava tirar fotos. Na cidade, foi um pouco melhor, pois não ventava, mas notei que tirar fotos sob a chuva com uma câmera reflex não é nada fácil (outra situação em que minha W300 será usada). Chuva à parte, Aix-les-Bains é uma das mais importantes cidades termais da França (menos importante apenas que Dax), cujas fontes foram descobertas pelos romanos, na mesma época da ocupação de Lyon.
A cidade também é bem bonita, mas em um estilo bem mais "termal", como Vichy. Curioso notar que, assim como Vichy, ela também possui um Casino. Mas o grande destaque da cidade para mim foi o Musée Faure, minúsculo mas com um rico acervo, o segundo francês em telas impressionistas (depois de Orsay) e também de esculturas de Rodin (depois do Rodin, claro). Não há obras de Monet nem de Van Gogh, mas há algumas de Cézanne, Pissarro, Degas e, principalmente, muitas telas de autores menos célebres, mas muito talentosos, como Jongkind e Vignon.

Lac du Bourget, Aix-les-Bains

Lac du Bourget, Aix-les-Bains

Hôtel de Ville, Aix-les-Bains

Thermes Chevalley, Aix-les-Bains

Église Notre-Dame d'Aix-les-Bains, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Musée Faure, Aix-les-Bains

Cidade vista do Musée Faure, Aix-les-Bains

Parque, Aix-les-Bains

Casino Grand Cercle, Aix-les-Bains

Finalmente, por volta de meio-dia, peguei meu trem para Chambéry, uma das maiores e mais importantes da região. No quesito beleza natural, ela fica atrás das duas primeiras, mas a arquitetura lá é particularmente interessante. Suas ruelas estreitas e com casas de dois ou três andares ao lado me fizeram lembrar de Genova. Ela possui uma interessante fonte, a Fontaine des Éléphants; um grande château, sede do governo da região, o Château des Ducs de Savoie; e um parque de onde se tem uma interessante vista da cidade e das montanhas (caso o tempo permita), além de um monumento de guerra e uma estátua de Jean-Jacques Rousseau.

Fontaine des Éléphants, Chambéry

Pombos e fonte, Chambéry

Palais des Ducs de Savoie, Chambéry

Palais des Ducs de Savoie, Chambéry

Centro histórico, Chambéry

Centro histórico, Chambéry

Bandeira da Savoie em um parque, Chambéry

Jea-Jacques Rousseau, Chambéry

Uma pena que a vida em cidades do interior (ou seja, todas menos Paris e, talvez, Lyon e Marseille) fique praticamente morta de domingo. Não havia quase nada aberto e a maior parte das pessoas nas ruas eram "pessoas de idade" indo ou voltando da igreja. Por outro lado, tive Aix e Chambéry quase que só para mim. Apesar da chuva, gostei bastante de lá também.
Meu TGV de volta foi ainda mais rápido que o da ida (o trajeto é Paris - Chambéry - Aix-les-Bains - Annecy, com outras paradas possíveis), durando menos de 3h para os mesmos 600 km. O que achei mais curioso foi que o trem ficou parado por alguns instantes mais de uma vez durante o percurso, o que me fez pensar que ele atrasaria. Engano meu. As paradas eram estratégicas para ele chegar exatamente às 19h15 em Paris.

À bientôt!!!