Oi pessoal!
Decidi organizar minhas aventuras no RER B na forma de capítulos, para ficar mais fácil de, um dia, encontrar todas as histórias que registro no meu cotidiano parisiense.
Como podem imaginar essa ideia não veio do nada, tive uma bela fonte de inspiração, que constitui o Capítulo I da série "N'importe quoi sur le RER B". N'importe quoi é uma expressão extremamente útil no francês: pode significar desde absurdo até qualquer coisa, com outras aplicações um pouco difíceis de explicar.
Vamos então ao relato de hoje.
Como de hábito, saí por volta das 17h30 do estágio e fiz todo aquele caminho que já contei pra vocês, até chegar por volta das 18h em Massy - Palaiseau. Entrei no RER B já praguejando, porque estava muito quente e abafado lá dentro. Praguejei mais um pouco quando vi que o trem era pinga-pinga, mas mesmo assim dei uma cochilada. De repente, percebo que o trem fica parado mais que de costume em Bourg-la-Reine, até que anunciam que devido à "liberação de fumaça" em La Pleine - Stade de France, os trens estavam operando com 15 min de atraso. Não bastasse isso pra me irritar, em instantes o condutor nos pede para deixar o trem, porque não havia previsão de partida para o mesmo. Ótimo!
Saio da estação em busca de algum ônibus em direção a Paris, não acho nada razoável e volto sem esperanças para lá. Espero alguns minutos e o condutor avisa que o trem iria até a estação seguinte. E foi assim até a Cité Universitaire: 5 min em cada estação, operação escargot até a seguinte etc. Com direito até a uma parada sobre um viaduto, onde o condutor ficou brincando conosco de acelera-freia-acelera-freia.
O que eu perdi com isso, além da minha paciência, suor e tempo? Deixei de ir às soldes com meus amigos, que incluia uma loja de perfumes onde teríamos 20% de desconto adicionais, graças à nossa amiga estagiária da L'Oréal...
À bientôt!!!
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