Oi pessoal! Salut à tous!
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Assim que acabaram os TP de Chimie Organique (duas semanas atrás), fui comemorar: andei por um bom pedaço de Paris que não conhecia ainda.
Comecei pelo mais perto de casa, o Cimetière du Montparnasse, onde estão enterradas várias pessoas famosas, como: Charles Baudelaire (escritor), Henri Poincaré (matemático), André Citroën (industriel - acho mais prático usar o termo em francês), Pierre Larousse (editor), Guy de Maupassant (escritor) e Jean-Paul Sartre (filósofo). Ao contrário do que podem pensar, um passeio por um cemitério pode ser muito agradável! É bem interessante ficar procurando os túmulos de pessoas conhecidas. Um dia ainda vou a um outro cemitério daqui, que é o mais famoso de todos.
Cimetière du Montparnasse
Em seguida fui ao Le Bon Marché, a loja de departamentos mais chique e inacessível de Paris, concorrência das famosas Galeries Lafayette. Achei o lugar meio chato, bem diferente das Lafayette, onde você encontra luxo, mas também bugigangas para turistas e uma árvore de Natal gigante pendurada no célebre teto da loja. Não sei se já falei das Lafayette especificamente mas, resumidamente, é um mega complexo (que pertence ao grupo Casino, que pretende dominar o mundo...mas isso fica para outro dia...) dividido em alguns prédios mais ou menos assim (pelo que conheço até agora, válido apenas para a filial Haussmann): um para artigos da casa, outro para uma loja de departamentos mais clássica e outro para uma "galeria" de lojas de marcas famosas. É extremamente fácil se perder lá dentro. Em todos os sentidos imagináveis de "perder" (no meu caso, mais no sentido físico mesmo).
Fachada das Galeries Lafayette
Árvore de Natal das Galeries Lafayette
Le Bon Marché
Lá perto fica uma bela igreja de Paris, a Église de Saint-Sulpice. Infelizmente em reforma, ela é gigante e tem um estilo bem diferente, com várias colunas externas. Por dentro ela também não decepciona: pelo que consta, seu órgão é um dos maiores da Europa (Wikipedia).
Metade da fachada da Église Saint-Sulpice
Antes de seguir para meu último ponto, passei por uma famosa via parisiense, o Boulevard Saint-Germain. Conhecido pela alta costura (ou, pelo menos, um dia foi conhecido por isso), ele estava bem movimentado a um mês do Natal, com direito a uma banda bem simpática animando os parisienses e não-parisienses que por lá passavam.
Finalmente, cheguei no último ponto da linha 1 de metrô, La Défense. Os mais atentos se lembrarão deste nome, pois já o mencionei aqui, quando subi o Arc de Triomphe. Na verdade, La Défense é o nome do bairro onde se encontra a Grande Arche de la Défense, o Arc de Triomphe moderno, inaugurado na ocasião da comemoração do bicentenário da Revolução Francesa. É um bairro tipicamente de negócios, concentrando 99,9999% dos prédios modernos de Paris (o 0,0001% é aTour Montparnasse, que um dia ainda subirei). Mas eu não fui pra lá observar arranha-céus e sim para conhecer o maior Marché de Noël de Paris. Um Marché de Noël é uma feira com "barracas" vendendo artigos de...não-necessariamente-Natal. Pois é, eu esperava algo mais exclusivo, mas quando me deparei com duas baracas brasileiras, vi que o nome era mais propaganda que realidade. Fica como Desafios #53 e #54 adivinharem o que vendiam as barracas. Dica: não é tão previsível assim...
Mas depois de ter ido a outros Marchés de Noël, vejo que isso é generalizado. Mas não tão estranho assim: em São Paulo, na feira da Liberdade, não encontramos apenas coisas orientais: pelo contrário, há muito mais bugigangas que artigos asiáticos.
Marché de Noël e Grande Arche de la Défense ao fundo
Falta ainda:
- Eurodisney - 2ème fois
- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières
Arrivederci!!!