quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

25/12/2008: London

Oi pessoal! Salut à tous!

O Natal é muito importante para os britânicos. Tanto que é o único dia do ano em que nada funciona. Metrô, trens, supermercados 24h (eles existem em Londres!) e nem mesmo o McDonald's (pra vocês verem como a situação é crítica). Mas foi bom assim. Deu para explorar a cidade sem muita gente atrapalhando (hehe). O único problema foi que tive que andar. Muito. Sem exagero, uns 15 km (fonte: Google Maps). Do albergue até o Tate Britain, de lá até a Tower Bridge e depois de volta para o albergue (que fica perto de Russel Square). Terminei o dia exausto. Mas valeu muito a pena.
Comecei a manhã pela região de Piccadilly CircusCovent Garden e Trafalgar Square, desta vez de dia. Esta última é uma praça gigante onde fica o Nelson Monument, protegido por quatro leões gigantes.
Fui depois para o Buckingham Palace, onde mora a rainha Elizabete II e na frente do qual fica o Victoria Memorial, em homenagem à tão idolatrada rainha Victoria. Achei o palácio mais bonito e imponente que o de Versailles, embora não chegue a impressionar tanto (depois de você ter visto dezenas de palácios, claro).

Buckingham Palace

Nas proximidades ficam os Royal Gardens, jardins cheios de esquilos e bem agradáveis, mesmo no frio do inverno. Parei lá para almoçar e, às 12h, os sinos da Westminster Abbey (falarei mais tarde sobre ela) começam a tocar uma música super alta e bem legal. Como pensei que todo dia tivesse isso ao meio-dia, não filmei, mas depois me toquei que talvez fosse especial para o dia de Natal.
Segui em direção ao Tate Britain, famoso museu londrino (não entrei, estava fechado).
Fui então em direção à City, parte mais a leste de Londres (ainda não entendi muito bem a geografia de Londres, lá tem a City of Westminster e a City of London, mas não sei muito bem o que significa isso). Primeiro ponto: Saint-Paul's Cathedral, belíssima igreja, reconstruída após o incêndio de 1666 (quando toda a cidade fora destruída). A região de City é cheia de arranha-céus modernos e muito bonitos, destacando-se dois: o Gherkin, que parece uma espiga de milho, e o Lloyd's Building, que segue o estilo do Centre Georges Pompidou de Paris, parecendo que é construído de dentro pra fora (vê-se muitas tubulações, elevadores etc do lado de fora).

Saint-Paul's Cathedral

Gherkin

Lloyd's Building

Terminei o dia na ponte mais bonita de Londres, a famosa Tower Bridge. "Infelizmente"  já estava escuro, então as fotos deste dia não ficaram muito boas. Aproveitei e passei pela Tower of London, restos de um castelo medieval de Londres. Muito bonito também!

Tower of London

Extremamente cansado, comecei então minha jornada de volta para o albergue.
Próximo capítulo: sol, guardas, Newton, The Beatles, Sherlock Holmes, cera etc.

Au revoir!!!

24/12/2008: Bath - Warwick

Oi pessoal! Salut à tous!

Dia 24/12 de manhã passeei por Bath. Comecei pela Royal Crescent, construção bem característica em formado de semi-círculo, próxima de um parque; segui então para os Roman Baths, principal ponto turístico da cidade. Como seu nome indica, a cidade foi fundada em torno de fontes de águas especiais (como as de Vichy, acredito) pelos romanos. Os principais banhos romanos continuam lá e estão abertos para visitas, mediante pagamento, óbvio. A visita foi também muito legal, dava pra ver o vapor subindo da água quente e tinha até uma apresentação audiovisual de romanos tomando banho lá.

Royal Crescent

Roman Baths e a Bath Abbey ao fundo

Roman Baths

A última escala antes de voltar para Londres foi Warwick, mais especificamente o Warwick Castle. Verdadeiro e inteiro castelo medieval, é o melhor que já vi até hoje. Praticamente todos os cômodos estão abertos para o público, além dos jardins, onde havia pavões e criadores de águias. Destaque para a sala das armas, com espadas e armaduras reais, expostas nas paredes e para as torres, onde podia-se subir (e claro que eu subi). Por ser Natal, também tinha uma floresta "encantada" (ou algo do gênero), com pinheiros de Natal e neve artificial.

Warwick Castle

Sala das armas do Warwick Castle

Warwick Castle

Voltei então para Londres, onde encontrei meu querido colega desconhecido que não parou de roncar nenhuma das cinco noites em que dormi lá.
Próximo capítulo: caminhada, rainha, música, velharias, modernidades etc.

See you!!!

23/12/2008: Bristol - Salisbury - Bath

Oi pessoal! Salut à tous!

Cheguei junto com o sol em Bristol, cidade no oeste da Inglaterra e importante conexão com as Américas em épocas marítimas. Minha passagem por Bristol foi mais simbólica, queria apenas conhecer por cima essa cidade um dia importante, hoje mais esquecida. Infelizmente, estava bem cansado e com malas nas costas, então não deu para andar tudo o que queria. Três pontos foram destaque: o SS Great Britain, primeiro transatlântico a possuir casco e hélice propulsora de ferro e que se encontra ancorado em Bristol; a Bristol Cathedral; e o Will's Memorial Building da University of Bristol, uma torre no alto de uma colina no meio da cidade, que me custou várias gotas de suor para fotografar.

Great Britain

Segui então para Salisbury, pequena cidade próxima de Bristol conhecida por duas coisas apenas: a Salisbury Cathedral, bela catedral cuja torre é a mais alta do Reino Unido; e Stonehenge. Para quem não sabe, Stonehenge é aquela misteriosa disposição de pedras que data de milhares de anos atrás. Várias teorias explicam a disposição das pedras, que vão de alienígenas aos mais prováveis ancestrais que, utilizando sofisticados equipamentos de engenharia primitiva, ergueram a estrutura. Ao que consta, ela servia provavelmente para determinar os solstícios e equinócios. Apesar do frio e do peso nas costas, foi uma experiência bem interessante dar voltas e ficar olhando aquelas pedras, imaginando o passado...

Salisbury Cathedral

Stonehenge

Voltei com o ônibus The Stonehenge Tour até Salisbury e de lá fui para Bath, onde dei uma volta "noturna" (16h já estava escuro...), mas que descreverei no próximo capítulo.

Bath Abbey

Próximo capítulo: banho, castelo de verdade etc.

Tschüss!!!

22/12/2008: Manchester - Liverpool

Oi pessoal! Salut à tous!

Mais uma vez acordei bem cedo e peguei um dos primeiros trens de Edinburgh para Manchester. Manchester é uma cidade grande, uma das maiores do Reino Unido, e, como Londres, soube misturar bem estilos clássicos com modernos. Lá você encontra prédios monumentais, como a Town Hall, e também arranha-céus de design bem mais moderno, como o Urbis. Destaque também para a Manchester Cathedral, não tão impressionante quanto a de York, mas nem por isso deixa de ser bonita. Lá também tem uma Chinatown, com um portal chinês bem bonito.

Urbis

O resto do dia passei em Liverpool, onde também dormi. Posso dizer que me impressionei bastante com Liverpool. Quando cheguei, estava garoando e havia uma neblina bem baixa. Deixei minhas coisas no albergue e fui dar uma volta pela cidade. Comecei pela Liverpool Metropolitan Cathedral, uma das vistas mais bonitas da viagem. Sua torre é bem alta e, por causa da neblina, não se via o topo muito nitidamente. Resultado: cena de filme medieval. Segui para o litoral, para me deparar com outra das mais belas vistas da viagem (e também da minha vida!). Liverpool encontra-se em uma espécie de canal, na verdade uma baía bem estreita que depois vira um rio, de modo que havia construções do outro lado do mar. Mas não se via nitidamente também por causa da neblina. É dificil descrever com palavras a vista espetacular, por isso dêem uma olhada nas fotos mais abaixo. Fiquei lá um tempão, caminhando em direção às docas principais, ouvindo as gaivotas. É impressionante como a neblina estava baixa e bem dinâmica: podia-se ver nitidamente seu movimento. A principal doca é a Albert Dock, onde fica o museu The Beatles Story. Lá do lado ficam o Royal Liver Building e o Port of Liverpool Building, prédios fantásticos à beira do mar. Mas a cidade é bem agitada também! Andei pelo centro mais no final da tarde e vi que o comércio é bem movimentado por lá.

Liverpool Metropolitan Cathedral

Neblina de Liverpool

Albert Dock

Port of Liverpool Building

Próximo capítulo: barco, pedras etc.

À tout alors!!!

21/12/2008: Edinburgh - Queensferry - Glasgow

Oi pessoal! Salut à tous!

No domingo de manhã explorei Edinburgh mais um pouco. Acordei antes do sol para subir até o Arthur's Seat, o topo da montanha que fica no Holyrood Park, em Edinburgh. De acordo com informações prévias, é uma subida tranquila. De fato, foi razoavelmente fácil subir, mesmo porque o vento estava a meu favor, me empurrando. Mas não até o topo. Chegando lá em cima, a situação ficou um pouco mais complicada: o vento estava tão forte que eu não conseguia ficar em pé, eu estava quase sendo jogado no chão! Mas consegui chegar até o fim (tenho provas fotográficas!). E a vista que se tem é espetacular! Vale muito a pena! Cansado, comecei a descer, que foi tão ou mais difícil que a subida. Depois ainda fui ver o Holyrood Palace, palácio real que fica na extremidade da Royal Mile e onde a rainha Elizabete II passa o começo do verão; e a estátua de Sir Arthur Conan Doyle, o criador do Sherlock Holmes.

Arthur's Seat (prova do vento: foto tremida)

Vista de Edinburgh

Holyrood Palace

Sir Arthur Conan Doyle

Segui então para Queensferry, cidade ao lado de Edinburgh onde se encontram as Forth Bridges. Sim, fui para lá só para ver as pontes, porque as fotos que eu vi no meu guia eram muito bonitas. E posso dizer que elas são realmente muito bonitas. Claro que aproveitei e atravessei uma delas de trem (fui e voltei, só para ver as paisagens).

Forth Railway Bridge

Finalmente fui para Glasgow, maior cidade da Escócia. Não tem muita coisa para turistas, é uma cidade mais comercial. Os únicos pontos a destacar são a Glasgow Cathedral e a George's Square, praça central onde fica a Câmara da Cidade e onde havia um parque de diversões.

City Chamber na George's Square

Voltei para dormir em Edinburgh. Detalhe: quando entro na cozinha, encontro brasileiros, como esperado. O fato se repetirá, já adianto.
Próximo capítulo: contrastes, neblina, Idade Média, The Beatles, gaivotas.

À plus!!!

20/12/2008: York - Edinburgh

Oi pessoal! Salut à tous!

Acordei bem cedo no sábado porque meu trem saía às 7h00 de King's Cross, a mesma estação de onde sai o trem para Hogwarts. Óbvio que fui tirar uma foto na plataforma 9 3/4 (mal traduzida para 9 1/2 não sei por que raios), que existe de fato, especialmente para os fãs de Harry Potter.
Antes de falar sobre as cidades, um comentário sobre os trens ingleses e escoceses. Qualidade: ótima, conforto: ótimo, pontualidade: ótima, velocidade: razoável, preço: justo. Os fiscais são bem simpáticos, as paisagens, bonitas. Como já disse, acho que vale a pena, quando se tem um desses bilhetes, claro. Viagens individuais custam uma fortuna!
O primeiro trem me levou até York, uma cidade no centro da Inglaterra, conhecida pela York MinsterMedieval WallsClifford's Tower e o Jorvik Viking Centre. A York Minster é uma bela e gigantesca catedral gótica, muito impressionante. Pelo que consta, é a maior do tipo no norte da Europa. A cidade é contornada por restos de uma muralha medieval, principalmente na região da estação de trem, e possui um "castelo", a Clifford's Tower, dando um ar bem medieval à cidade. Para completar, lá se encontra uma espécie de museu viking cujo nome é Jorvik, um dos nomes anteriores da cidade (do qual derivou York), invadida pelos vikings em 866.

Eu indo para Hogwarts


York Minster

Depois do almoço fui para Edinburgh, capital da Escócia. No caminho vi paisagens muito bonitas, com praias, cidades costeiras e até belos castelos. Cheguei no meio da tarde em Edinburgh, uma cidade fantástica e imperdível. Vi o Edinburgh Castle (que segundo meu guia lembra algo do Senhor dos Anéis, não consegui entender o que), de onde se tem uma bela vista de um pedaço da cidade e do Arthur's Seat (este fica para a próxima); a Royal Mile, a via principal de Edinburgh, onde vi um típico escocês tocando aquele instrumento barulhento (de saia, claro); o Greyfriars Bobby, aquele cachorro que ficou 14 anos ao lado da tumba do dono, que morreu quando ele tinha apenas 2 anos; e uma espécie de parque de diversões instalado ao lado da estação de trem (parece que é moda no Reino Unido nesta época do ano, em Londres, Glasgow etc também tinha...).

Escocês tocando aquela gaita característica

Edinburgh Castle

Greyfriars Bobby

Próximo capítulo: escalada, vento, Sherlock Holmes, ponte etc.

See you!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

19/12/2008: Paris - London

Oi pessoal! Salut à tous!

No dia em que saí de Paris, o tempo estava bizarramente quente. Para os padrões europeus, claro (cerca de 10°C). Na estação de trem de onde saí, passei pelos mesmos controles que se passa quando se viaja de avião, que incluem mostrar passaporte e responder a milhares de perguntas. A viagem de trem é sempre legal, quando você fica olhando pela janela, mas atravessar o Canal da Mancha é algo bem simbólico, porque você não vê nada lá embaixo, só ouve o eco do barulho do trem. É engraçado porque o trem em si é muito silencioso, tanto que, assim que ele saiu do túnel, eu acordei porque ficou um silêncio de repente.
Cheguei em Londres por volta das 16h30 (local) e também estava "quente", embora muito escuro. Fui direto para o albergue, andando, deixei minha mala e saí para explorar os contornos, sempre a pé. Não peguei o metrô por dois moticos principais: você não conhece nada da cidade andando de metrô e ele é muito caro.
Tube, como os londrinos o chamam, possui uma rede razoável, não tão boa quanto à parisiense, mas suficientemente boa para um turista. Mas o sistema de compra de "bilhetes" é um pouco mais complicado, pelo menos no começo. A primeira opção é comprar o bilhete individual, que custa 4,00 libras. Sim, 4,00 libras, mesmo se você só vai andar entre duas estações. A outra opção, mais incentivada, é o Oyster, um cartão que funciona de modo bem parecido com o Bilhete Único de São Paulo, mas de modo otimizado. Ou seja, você coloca créditos no cartão e, a cada viagem, você é descontado uma certa quantia, 1,50 libra por viagem simples, por exemplo. Agora a mágica: existe um bilhete diário que custava 5,30 libras (acabo de ver que subiu para 5,60); se você fizesse até três viagens simples, valeria mais a pena pagar 3x1,50, mas se fizesse quatro, este bilhete seria mais interessante. Com o Oyster, você não tem que se preocupar com essas opções porque é sempre descontado o menor valor possível para as suas viagens em um dia.
Voltando às minhas atividades, visitei a região de Piccadilly CircusCovent Garden e o Big Ben nessa noite. Piccadilly Circus é uma espécie de praça que lembra o Times Square de New York, com painéis luminosos, muita movimentação etc. É lá que vendem também ingressos para os famosos musicais de Londres. Covent Garden, pelo que vi, é apenas um mercado, parecido com o Mercado Municipal de São Paulo e não com um supermercado. Estava também iluminado e tinha umas pessoas fazendo uma apresentação de rua lá. Finalmente, o Big Ben, como todos sabem, é o relógio que fica nas Houses of Parliament, o Parlamento Inglês. Ao contrário do que já tinha ouvido falar, ele é sim bem impressionante, com uma cor dourada muito bonita e com um som espetacular, que se ouve de bem longe. Inevitável lembrar do filme do Ratinho Detetive. Ao voltar para o albergue, vi ainda o London Eye, a maior roda gigante do mundo, de onde se vê um bom pedaço da cidade, creio eu.
Fui dormir cedo porque no dia seguinte, novidade, ia acordar bem cedo também para continuar minha viagem.
Fotos!

Eurostar

Piccadilly Circus

Big Ben

London Eye

Próximo capítulo: Harry Potter, vikings, mar, barulho, O Senhor dos Anéis, cão fiel etc.

Tschüss!!!

Viagem Great-Britain 2008

Oi pessoal! Salut à tous!

Nesta minha mais recente viagem, fui visitar a "ilha da rainha", a terra do tão mal-afamado tempo, a Grã-Bretanha. Rigorosamente, não visitei a Grã-Bretanha inteira, apenas a Inglaterra e a Escócia. Comecemos com uma breve lição de geografia: Grã-Bretanha é o nome da ilha onde estão Inglaterra, País de Gales e Escócia, enquanto que o Reino Unido inclui também a Irlanda do Norte, que fica em outra ilha. Dessa forma, eu visitei 2/3 dos países que constituem a Grã-Bretanha!
Fui de Eurostar, o trem que sai de Paris e vai direto pra Londres, passando por baixo do Canal da Mancha. Para os curiosos, paguei 60 euros (ida-e-volta), o que é relativamente barato. Comprei também um passe de trem que me permitiu viajar a vontade por toda a ilha, que já não saiu tão barato, mas considero que o investimento valeu muito a pena!
No total fiquei 10 dias lá e visitei 13 cidades (objetivo alcançado!), passando por talvez uma centena de outras delas. É muito interessante viajar de trem: você vê diferentes cenários do país, passa por estações gigantescas e por outras minúsculas, encontra diferentes pessoas etc. Além disso, é bem confortável e muito prático, porque as estações ficam, em geral, próximas dos centros das cidades.
Finalmente, meu roteiro:

19/12/2008: Paris - London
20/12/2008: York - Edinburgh
21/12/2008: Edinburgh - Queensferry - Glasgow
22/12/2008: Manchester - Liverpool
23/12/2008: Bristol - Salisbury - Stonehenge - Bath
24/12/2008: Bath - Warwick
25/12/2008: London
26/12/2008: London
27/12/2008: Brighton - Arundel - London
28/12/2008: London
29/12/2008: London - Paris

Para terem uma idéia, sugiro que vejam no Google Maps onde fica cada uma destas cidades, mas acreditem: explorei razoavelmente bem os diferentes cenários da ilha. Infelizmente, por motivos temporais, acabei excluindo as cidades do País de Gales do meu roteiro, assim como o norte da Escócia (onde fica o Lago Ness, por exemplo).
Escolhi essas cidades por interesses obviamente pessoais: comprei um guia, estudei um pouco, vi o que me pareceria legal e fui marcando os pontos principais, para então ir atrás de albergues onde eu dormiria. Para quem não sabe, os albergues aqui na Europa são muito usados por jovens ao viajar: mais baratos, lá você divide o quarto com outras pessoas, o que pode ser bom e ruim. Bom porque você tem a oportunidade de conhecer diferentes pessoas e ruim porque essas pessoas podem não ser muito, digamos, boas. Pessoalmente, tive uma boa experiência, de um modo geral. Un único incidente de segurança (um prato de macarrão que eu comprei e guardei na geladeira sumiu), nada de grave. Boas condições de higiene, mas o maior problema pra mim foi a questão de barulho/luminosidade enquanto um dorme e o outro tem que sair. E os roncos dos vizinhos, claro.
Uma última observação antes de começar os relatos: não peguei nenhum dia de chuva forte. Só garoa com vento, no final de uma manhã, em Edinburgh. Em Londres não vi uma gota cair do céu, que estava na maior parte do tempo azul. Como já havia lido no meu guia, a fama de chuvoso é injusta para o tempo inglês, particularmente de Londres. No caso da Escócia, devo admitir que tive um pouco de sorte (a garoa poderia ser uma tempestade).
Primeiro capítulo: passaporte, Canal da Mancha, calor, Ratinho Detetive etc.

Arrivederci!!!

100

Oi pessoal! Salut à tous!

Ok, admito, eu poderia ter esperado um pouco mais pra falar do verglas e do chiclete, mas eu queria uma postagem exclusiva pra comemorar as 100 postagens do blog! (e se eu começasse o diário de viagem, isso não ia acontecer...)

À bientôt!!!

"Amour fou"

Oi pessoal! Salut à tous!

Poema encontrado no RER, ontem, voltando da Gare du Nord para casa:

"Amour fou

Les chewing-gums sont de grands romantiques.
Ces coeurs d'artichauts s'attachent très vite.
Mais les pauvres, rarement aimés en retour,
Cherchent désespérément le grand amour
Alors que la promesse d'un amour fusionnel
Est là dans tous les couloirs: c'est la poubelle!"

Tradução livre (por mim, sujeita a erros):

"Amor louco

Os chicletes são grandes românticos.
Estes recheios de alcachofras grudam rápido.
Mas os pobres, cujo amor é raramente correspondido,
Procuram desesperadamente o grande amor
Enquanto que a promessa de um amor fundente
Está aí em todos os corredores: é a lixeira!"

Eu não resisti: quando li isso tive que tirar uma foto pra depois postar aqui pra vocês. Lindo, não?

À tout alors!!!

Verglas

Oi pessoal! Salut à tous!

Como já tinha adiantado, hoje fui ao supermercado, repor meus suprimentos. Quando saio de casa, noto que o chão está atipicamente escorregadio. Olho pra baixo e vejo que tem uma espécie de areia. A primeira coisa que penso é que é o famoso gelo deslizante, mas aquilo não parecia nem um pouco gelo. Continuo andando e, quando chego na casa de um amigo onde fui buscar o carrinho de supermercado, vejo um aviso: "cuidado com o verglas". De fato, aquilo era gelo, que se forma em uma situação especial (procurem verglas, black ice etc na Wikipedia) e que é muito perigoso. Eu tenho certeza de que ainda verei alguém caindo...é muito óbvio que aquilo é feito para as pessoas escorregarem...
Mas tem um lado bom: estamos quase chegando no nível de acumular neve no chão! E adiantando: o tempo aqui em Paris está bem pior que os tempos inglês e escocês, injustamente considerados entre os piores do mundo.

See you!!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

I'm back!

Oi pessoal! Salut à tous!

Depois de uma bela aventura, estou de volta! Um pouco cansado, mas vivo!
Tenho uma tonelada de roupas pra lavar, muita coisa pra arrumar, alguns relatórios pra fazer (...), outra viagem pra programar (em breve eu conto...) e, claro, muitas histórias pra contar!
Amanhã vou acordar tarde (naturalmente), porque acho que mereço um pouco de descanso físico, mas espero em breve reportar meu diário de viagem, com direito a uma pequena (mas não desprezível!) amostra das milhares (literalmente) de fotos que tirei.

さようなら!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ready? Go!

Oi pessoal! Salut à tous!

Est
á praticamente tudo pronto para minha viagem: malas (sim, no plural...), roteiros, trens, albergues, libras (malditas libras!), reservas de comida (sou precavido!), documentos etc.
Saio de Paris, Gare du Nord, amanh
ã às 14h34 e chego em Londres, St Pancras, às 16h24. Volto para Paris dia 29/12 às 21h17.

À bientôt!!!

Le Petit Prince

Oi pessoal! Salut à tous!

Ontem depois da aula de francês fui assistir à peça de teatro do Pequeno Príncipe, aqui no anfiteatro da école. A montagem foi totalmente feita por alunos daqui , parte da programação natalina, e foi bem legal. Nada espetacular, algumas improvisações, mas original. Achei um pouco lenta, sem música, mas os atores em geral estavam muito bem.
Para quem ainda n
ão leu, este é um clássico imperdível, recomendo fortemente!

That's all folks!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Alarme de Incêndio

Oi pessoal! Salut à tous!

Hoje, por volta das 2h da manhã, um barulho irritante chega aos meus ouvidos durante meu sono. Inconsciente, solto umas reclamações, pensando que algum vizinho colocou o som no volume máximo. De repente, ouço uns gritos. Meu cérebro se liga. Eu penso: desta vez é de verdade, tem fogo por aqui!
Saio do meu quarto e vejo que os gritos haviam sido emitidos por uma vizinha, em estado de aparente empolgação, como alguém que acabou de receber uma ótima notícia.
Mais inconformado que aliviado, desço até o hall (pronunciado em bom franglais como "al", diga-se de passagem) pela n-ésima vez, sabendo que n é um valor bem grande, mas cujo limite é desconhecido...

Arrivederci!!!

domingo, 14 de dezembro de 2008

L'Anglais Français

Oi pessoal! Salut à tous!

Como prometido, segue uma breve descrição sobre a relação entre os franceses e a língua inglesa.
Logo que cheguei na França, tive a oportunidade de ouvir no CAVILAM uma das coordenadoras dando instruções sobre o teste que iríamos fazer, para determinar nosso nível de francês. Ela falava em francês e, para os zerados, em inglês. Notei que seu inglês era um pouco...diferente. Até aí, tudo bem, uma pessoa em dezenas de milhões não é nada. No CAVILAM não tive muitas outras experiências do tipo, por isso tinha quase esquecido do fato.
Quando chego em Paris e tenho minha primeira aula de inglês, algo me parece familiar: os "th" pronunciados como "z" são inesquecíveis. Pois é: os franceses, em geral, têm uma séria dificuldade para pronunciar o "th" ou, melhor, para falar em inglês. É realmente bizarro como eles falam. Assim como alguns anglófonos falam francês (e outras línguas) com um sotaque característico, quando você ouve aquele sotaque, você tem certeza de que é um francês tentando falar inglês.
Minha mais recente experiência: durante meu stage découverte, minha orientadora me dita o nome do arquivo: "wizwater". Eu, esquecendo do tal sotaque, digito W-I-Z-W-A-T-E-R e pergunto: ahn? Ela me diz: não, "wizwater". Eu: ah, W-I-T-H-W-A-T-E-R!!
O que me parece estranho é que eles não se esforçam para falar um pouco mais decentemente. Você ouve professores falando assim. Óbvio que não todos, mas a grande maioria da minha amostra.
Apresentado o problema, agora algumas teorias para explicá-lo.
De acordo com minha professora de francês, é um problema físico: os francófonos têm muita dificuldade em fazer certos sons, entre eles o "th". Pode até ser um pouco verdade.
Outra teoria está baseada na rivalidade histórica entre ingleses e franceses: nenhuma das partes gostaria de se render completamente à língua dos outros. Faz sentido.
Ou ainda: os franceses são bem conhecidos por proteger seu patrimônio cultural muito bem, inclusive sua língua, por isso não se renderiam a esse tipo de "domínio". Razoável, se levarmos em conta a enorme quantidade de anglicismos na língua francesa.
Mas eu fico com uma última teoria que me apresentaram: quando pequenos, ao aprender inglês (isso para os que o fazem, que não são muito aqui), os francesinhos querem ser iguais aos seus amigos e parentes, por isso não vão falar como os professores de inglês (isso se estes falam inglês como os anglófonos), mas sim como seus amigos.
Espero não ter caído em nenhum preconceito, só queria apresentar para vocês a situação do anglais français.
Aproveitando: não esperem muitas postagens até o ano que vem. Sexta-feria vou treinar um pouco meu pobre inglês. Não pensem que escolhi por acaso esta postagem: é isso aí, vou pra Great-Britain! Meu objetivo: 10 dias, 13 cidades, alguns castelos, palácios, museus, pedras, piscinas, montanhas, estátuas, pontes, trens, prédios, músicos, igrejas, lojas, relógios, barcos etc. Espero ter incitado a curiosidade, mas só detalho o roteiro assim que voltar.

Zat's all folks!!!

Fête des Lumières

Oi pessoal! Salut à tous!

No final de semana passado fui mais uma vez a Lyon, para a Fête des Lumières, uma tradicional festa na cidade em que diversos pontos da cidade ficam bem "produzidos", principalmente com luzes, daí o nome. A festa tem raízes religiosas, mas, como o Natal, hoje não se observa mais essa relação tão forte. Aproveitei a ocasião para visitar uma amiga politécnica que estuda na École Centrale de Lyon, a Stephanie, quem eu não encontrei na primeira vez que fui lá. Cheguei na sexta à tarde e, à 
noite, fomos para o primeiro dia de festa. Vimos a Place Bellecour, cuja roda gigante fica iluminada de noite; a Rue de la République, cujas árvores estavam cheias de espirais iluminadas; a Place des Terreaux, onde fica o Hôtel de Ville e o Musée de Beaux-Arts. Estes eram a melhor parte de toda a festa: sobre suas fachadas era projetado um filme sobre um petit géant ("pequeno gigante"), utilizando os traços originais das construções, mas com cores bem vivas. Espetacular! Em seguida entramos no Hôtel de Ville, onde tinha uma espécie de rede de "pisca-piscas" pendurada, e seguimos para a Cathédrale Saint-Jean, outro ponto forte da festa, cuja fachada estava também iluminada com cores bem vivas. Depois voltamos para Ecully, onde fica a École da Stephanie.

Place Bellecour

Hôtel de Ville

Cathédrale Saint-Jean

No sábado de manhã fomos nos aventurar no famoso Carrefour de Ecully, um dos maiores do mundo (segundo os centraliens, o maior da Europa, informação não confirmada pela Wikipedia). Fomos almoçar em um restaurante típico de Lyon, um bouchon, perto da Cathédrale Saint-Jean. Menu: sopa de cebola com queijo e croutonsquenelle e profiteroles. Delicioso e bem servido! À tarde demos uma volta pela cidade e vimos algumas das famosas fachadas "grafitadas" de Lyon. À noite fomos mais uma vez para a fête, desta vez vimos uma projeção de insetos barulhentos e rotativos bem divertida (só fiquei com pena dos moradores dos prédios em que eram projetadas as luzes), projetos dos colegas da Stephanie (Tetris e jogo da velha projetados em prédios), janelas com cenas cotidianas e não cotidianas, um grupo imitando o Olodum e velas enfeitadas com objetos feitos de reciclados.
No domingo de manhã, fomos andar de velo'v (irmã caçula da veli'b) no Parc Tête d'Or, um belo e enorme parque com zoológico. Depois fomos ao Musée de Beaux-Arts, cuja entrada é gratuita para estudantes (eu e as entradas gratuitas...). Ele é pequeno, mas tem um acervo respeitável, com direito a Picasso, Monet, Manet, Rodin, Renoir, entre outros. No final da tarde eu subi mais uma vez à colina da Fourvière, de onde se tem uma bela vista panorâmica da cidade e onde estava um frio do cão! Ainda mais porque esperei escurecer para tirar fotos da fête...mas valeu a pena! Não sei se já comentei, mas Lyon tem uma réplica de 1/3 da Tour Eiffel, de acordo com a Stephanie, para agradar os muitos parisienses que moram em Lyon. Depois da sessão de fotos, desci para a cidade e fomos jantar em um "shopping center", perto da Prefecture, outro ponto forte da festa, que estava também iluminado e acompanhado de música, em alguns momentos simulando uma casa mal-assombrada. Muito bom!

Parc Tête d'Or

L'Entrée de la Grande-Rue à Argenteuil, l'hiver, Claude Monet

Tour Eiffel dos lyonnais

Basilique de Fourvière

Vista panorâmica de Lyon

Prefecture

Meu veredito sobre a Fête des Lumières: imperdível!

Tschüss!!!

Simulation Moléculaire

Oi pessoal! Salut à tous!

Como havia dito, depois dos TP en Chimie Organique, viria um estágio em laboratório de pesquisa. No meu caso, escolhi o seguinte tema: "Simulation moléculaire de matériaux nanoporeux innovants pour la capture de CO2" ("Simulação molecular de materiais nanoporosos inovadores para a captura de CO2"). Resumidamente, trata-se de utilizar um programa para determinar o número de moléculas que ficam dentro da estrutura do tal material, em função da pressão do gás, que pode ser puro ou uma mistura de diferentes compostos.
Tenho a minha disposição alguns computadores bem simples (4x4 processadores), mais alguns croissants e pains au chocolats. O grupo é pequeno e bem legal. O chefe é o diretor da escola, que deu um apelido para a equipe: TGU, Très Grande Unité, ironizando os comentários de outras pessoas da escola de que, sendo diretor, ele iria privilegiar seu grupo de pesquisa.
Semana passada teve um almoço de Natal lá. Foi bem agradável e todos ganhamos um presente: uma orquídea que está se abrindo e perfumando meu quarto.
Esta será a última semana do stage découverte de la recherche ("estágio de descoberta da pesquisa"), passou muito rápido!
Agora só falta:

- Fête des Lumières

À bientôt!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eurodisney - 2ème fois

Oi pessoal! Salut à tous!

Para completar a desintoxicação de Chimie Organique, fui à Disney de novo no domingo (30/11/2008)! Explico a aparente compulsão (duas vezes em menos de três meses é realmente demais): chego um dia em casa e vejo que, no meio das minhas correspondências, tem uma carta com um desenho do Mickey vestido de Papai Noel, escrito que ele me esperava lá ou algo do gênero. Como não sou uma criança ingênua, logo imaginei que devia ser alguma promoção do tipo: uma entrada grátis para um acompanhante pagante. Não seria melhor que isso, claro. Abri o envelope e lá dentro tinha um convite para um membro da minha família. Procurei todos os asteriscos, li todas as letras minúsculas, mas não achei nada: aparentemente, eu ganhava de fato uma entrada do tipo 1 dia/ 2 parques!
Passeios de graça são muito legais! Fui atrás de alguma pessoa para ir comigo e acabei convencendo um colega chinês da Chimie Paris (notem que, na primeira vez, eu fui com um singapuriano e um chinês, nada de brasileiros!).
Infelizmente, o tempo não ajudou muito: fez frio e garoou o dia todo, com direito à minha segunda neve pela manhã, assim que saía de casa! Mas mesmo assim foi bem legal! Mais parecido com o Magic Kingdom, em Orlando, é dividido em cinco zonas temáticas, destacando-se as atrações: Château de la Belle au Bois Dormant (Bela Adormecida, tradução bem interessante...), Space Mountain: Mission 2It's a Small World,  Indiana Jones et le Temple du PérilPirates of the Caribbean e o espetáculo noturno no castelo.
Algo que achei bem interessante e que não comentei da outra vez que fui ao parque aqui em Paris é o fato que, em algumas atrações, os apresentadores misturam completamente o inglês com o francês. Uma idéia tipicamente da Disney, i.e., genial, pelo seguinte motivo: os parques de Paris são parques dedicados a todos os europeus, que não compreendem obrigatoriamente francês, mas em muitos casos entendem inglês. O inverso vale para os franceses: muitos não entendem nada de inglês (a relação franceses - língua inglesa terá uma postagem exclusiva muito em breve). Assim, nas apresentações, eles colocam uma fala de uma pessoa em inglês e a outra pessoa responde em francês, de modo que você deduz facilmente o que o outro disse. No começo eu achei estranho e confuso, pricipalmente para as pobres crianças, mas depois de um tempo vi que as falas eram bem escolhidas de modo que ouvindo metade delas podíamos entender bem a história toda.
Uma palavra final sobre a apresentação noturna no castelo: extraordinária.
Voilà algumas fotos!

Mickey Mouse


Indiana Jones et le Temple du Péril

Neve na Disney! Pena que era de mentira...

Château de la Belle au Bois Dormant

Quase acabando:

- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

À tout alors!!!