Oi pessoal!
Vocês devem se lembrar que há um tempo os títulos da dívida do Brasil chegaram ao "grau de investimento" (doravante GI), o que foi muito benéfico para a Bovespa e, imagino, para as empresas cujas ações são negociadas por lá. Na época, eu nem tive a curiosidade de pesquisar a fundo o que realmente significava o tal GI. Normal, pois ele havia sido "benéfico".
Nestas últimas semanas, aconteceu o contrário aqui na Europa, com o "rebaixamento" dos títulos da Espanha, de Portugal e, principalmente, da Grécia. Eles continuam acima (ou no limite, caso da Grécia) do GI, mas a reclassificação fez as bolsas despencarem, assim como a cotação do euro, que chegou a um dos menores níveis dos últimos tempos.
A Europa sendo muito mais importante que o Brasil e a situação sendo-lhe desfavorável, algumas reportagens começaram a aparecer sobre as misteriosas agências de risco (raters em inglês). E foi com isso que minha curiosidade foi despertada.
Pesquisei um pouco e descobri que são três as "principais": Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch, todas com sede em NYC, apenas a última contando com uma segunda sede em Londres. Li algumas pequenas reportagens e comentários na internet e, hoje de manhã, um editorial do The New York Times me chamou a atenção. Recomendo fortemente que o leiam.
O que mais me chocou foi a tese de que tais agências são tão culpadas pelo início da crise quanto os bancos que fizeram "maus investimentos", uma vez que boa parte do mercado financeiro se baseia em suas avaliações para investir em tal ou tal empresa. É importante mencionar que essas avaliações não se limitam aos títulos das dívidas dos países: elas recebem fortunas dos investidores para avaliar qualquer tipo de empresa.
Acontece que os mesmos bancos que "iniciaram a crise" possuíam a mais alta avaliação de tais agências logo antes da crise, 91% deles sendo logo em seguida rebaixados a grau especulativo. Isso sem mencionar uma grave questão: não é raro que tais agências tenham "contato íntimo" direto com os avaliados, o que pode influenciar profundamente sua nota. Sugiro que leiam o artigo da Wikipedia para mais detalhes e críticas.
Podemos ver então que bolsas de valores são lugares perigosíssimos, à mercê da especulação, que pode abalar a economia de um país inteiro, ou pior, do mundo todo. Paro por aqui pois o assunto é complexo demais e não pretendo falar sobre coisas que não conheço direito (admito que bateu uma vontade de estudar economia). À vous de jouer!
À plus!!!
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