Oi pessoal!
Como já havia anunciado, aproveitei o feriado prolongado para visitar meu museu favorito munido de meu guia e de minha câmera nova (primeira vez que ela foi ao Louvre). A visita foi dedicada ao departamento de esculturas do museu, majoritariamente francesas, com alguns destaques italianos e nórdicos.
Nos séculos seguintes à queda do Império Romano, a escultura era considerada uma "arte inferior", sem destaque na sociedade, o que começou a mudar no final do século XI. O aumento do poderio real e dos monastérios trouxe consigo um grande desenvolvimento arquitetônico, com a construção de castelos e abadias. E é justamente nesses edifícios que ressurge a escultura monumental, principalmente no exterior, decorando por exemplo portais. Existem ainda raros exemplares de esculturas isoladas, não integradas a edifícios, feitas em pedra e madeira.
Daniel entre les lions
No final do século XII, com o surgimento do estilo gótico, a escultura passa a integrar igualmente o interior dos templos, com estátuas-colunas e decorações de função didática, contando episódios da bíblia. Nesse contexto gótico, Cristo é representado de forma mais humana, as expressões são mais serenas e as dobras das roupas indicam um movimento mais suave. Datam desta época muitas das tumbas encontradas no Louvre.
Charles V et Jeanne de Bourbon
Tombeau de Philippe Pot
Os primeiros sinais do Renascimento chegaram à França na região do Loire, depois de expedições militares conduzidas por soberanos franceses na Itália. Mas foi com François Ier que ela viu seu auge, quando artistas italianos foram trazidos para a decoração de Fontainebleau. Nota-se a grande influência do maneirismo, estilo particular desses artistas importados.
Nymphe et génie, Jean Goujon
Com a chegada do século XVII, o barroco se desenvolveu na escultura francesa como uma espécie de propaganda política, com abundância de estátuas equestres, principalmente de Louis XIV. É nessa época que é criada a Académie Royale de Peinture et de Sculpture e que são construídos Versailles, Louvre e Invalides. Destaques para a Cour Marly e para a Cour Puget, duas das mais impressionantes partes do Louvre, onde estão expostas algumas das obras originais da residência real de Marly e do marselhês Pierre Puget, um prodígio da escultura barroca.
A partir de Louis XV, aparece uma nova tendência em meio à aristocracia francesa, privilegiando esculturas menores às monumentais, para decoração interna. Cenas românticas são preferidas às heróicas e outros materiais além do mármore passam a receber destaque.
Mas isso não dura muito. No final do século XVIII tais temas começam a ser criticados por sua frivolidade, abrindo novo espaço para o estilo clássico, dominante durante a Revolução. Este estilo neo-clássico é o último representado no Louvre, a sequência estando no Musée d'Orsay.
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