quinta-feira, 24 de junho de 2010

N'importe quoi sur le RER B - Capítulo XX

Oi pessoal!

Hoje houve uma mobilização nacional contra a proposta do governo para a reforma da aposentadoria, que afetou diversos setores, principalmente os transportes. E obviamente que o RER B daria um bom exemplo, com o pior tráfego entre todas as linhas parisienses (desta vez quase todas as linhas de métro, RER, tram e bus foram afetadas).
Simplesmente não havia tráfego dentro de Paris, apenas na periferia. Tive portanto que pegar duas linhas de métro (a 13 e a 1), além do tram. Eu já esperava uma muvuca nas estações, visto que em dias normais as linhas já costumam ser saturadas, mas o que vi foram trens vazios. Pude inclusive ir sentado nos dois métros, algo que faço no máximo uma vez por mês nos RER de manhã.
A conclusão a que cheguei foi de que as pessoas simplesmente não vão trabalhar quando há tal tipo de greve geral, como o fez a secretária de nosso grupo. Francamente, acho que aqui na França as pessoas tem muitas (quando digo muitas, quero dizer muitas mesmo) mordomias. E com isso sinto que elas são um pouco mimadas. Poder tirar dia de folga só por causa de greve é um exemplo. Na verdade, aqui as pessoas podem tirar dias de folga quando quiserem, dentro de sua cota mensal/anual. Isso sem contar as horas extras tiradas como folga também. Enfim, devo enfatizar que aqui a carga horária de trabalho semanal é de 35 horas, enquanto na "República da Banana" trabalha-se 44 h. Alguns dizem que eles são mais eficazes aqui. Eu discordo plenamente.
Antes de terminar, um comentário sobre um folheto do sindicato recebido hoje de manhã. Eles criticam o argumento do Governo, que diz que a expectativa de vida da população aumenta 3 meses a cada ano e, por isso, a idade mínima de aposentadoria tem que aumentar na mesma taxa (até atingir os 62 anos, contra os 60 atuais). De acordo com eles, esse é o aumento da expectativa para os franceses que nascem agora, mas para as pessoas de 60 anos ele é menor. Ok, concordo. Quão menor? Ao invés de 3, ela aumenta 1,8 meses. Francamente, isso só mostra o quanto sindicatos gostam de fazer barulho. Que grande diferença faz aumentar a idade em 1,8 ao invés de 3 meses. Principalmente quando a "idade limite" será de 62 anos de qualquer forma...

Bis bald!!!

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