domingo, 14 de dezembro de 2008

L'Anglais Français

Oi pessoal! Salut à tous!

Como prometido, segue uma breve descrição sobre a relação entre os franceses e a língua inglesa.
Logo que cheguei na França, tive a oportunidade de ouvir no CAVILAM uma das coordenadoras dando instruções sobre o teste que iríamos fazer, para determinar nosso nível de francês. Ela falava em francês e, para os zerados, em inglês. Notei que seu inglês era um pouco...diferente. Até aí, tudo bem, uma pessoa em dezenas de milhões não é nada. No CAVILAM não tive muitas outras experiências do tipo, por isso tinha quase esquecido do fato.
Quando chego em Paris e tenho minha primeira aula de inglês, algo me parece familiar: os "th" pronunciados como "z" são inesquecíveis. Pois é: os franceses, em geral, têm uma séria dificuldade para pronunciar o "th" ou, melhor, para falar em inglês. É realmente bizarro como eles falam. Assim como alguns anglófonos falam francês (e outras línguas) com um sotaque característico, quando você ouve aquele sotaque, você tem certeza de que é um francês tentando falar inglês.
Minha mais recente experiência: durante meu stage découverte, minha orientadora me dita o nome do arquivo: "wizwater". Eu, esquecendo do tal sotaque, digito W-I-Z-W-A-T-E-R e pergunto: ahn? Ela me diz: não, "wizwater". Eu: ah, W-I-T-H-W-A-T-E-R!!
O que me parece estranho é que eles não se esforçam para falar um pouco mais decentemente. Você ouve professores falando assim. Óbvio que não todos, mas a grande maioria da minha amostra.
Apresentado o problema, agora algumas teorias para explicá-lo.
De acordo com minha professora de francês, é um problema físico: os francófonos têm muita dificuldade em fazer certos sons, entre eles o "th". Pode até ser um pouco verdade.
Outra teoria está baseada na rivalidade histórica entre ingleses e franceses: nenhuma das partes gostaria de se render completamente à língua dos outros. Faz sentido.
Ou ainda: os franceses são bem conhecidos por proteger seu patrimônio cultural muito bem, inclusive sua língua, por isso não se renderiam a esse tipo de "domínio". Razoável, se levarmos em conta a enorme quantidade de anglicismos na língua francesa.
Mas eu fico com uma última teoria que me apresentaram: quando pequenos, ao aprender inglês (isso para os que o fazem, que não são muito aqui), os francesinhos querem ser iguais aos seus amigos e parentes, por isso não vão falar como os professores de inglês (isso se estes falam inglês como os anglófonos), mas sim como seus amigos.
Espero não ter caído em nenhum preconceito, só queria apresentar para vocês a situação do anglais français.
Aproveitando: não esperem muitas postagens até o ano que vem. Sexta-feria vou treinar um pouco meu pobre inglês. Não pensem que escolhi por acaso esta postagem: é isso aí, vou pra Great-Britain! Meu objetivo: 10 dias, 13 cidades, alguns castelos, palácios, museus, pedras, piscinas, montanhas, estátuas, pontes, trens, prédios, músicos, igrejas, lojas, relógios, barcos etc. Espero ter incitado a curiosidade, mas só detalho o roteiro assim que voltar.

Zat's all folks!!!

Fête des Lumières

Oi pessoal! Salut à tous!

No final de semana passado fui mais uma vez a Lyon, para a Fête des Lumières, uma tradicional festa na cidade em que diversos pontos da cidade ficam bem "produzidos", principalmente com luzes, daí o nome. A festa tem raízes religiosas, mas, como o Natal, hoje não se observa mais essa relação tão forte. Aproveitei a ocasião para visitar uma amiga politécnica que estuda na École Centrale de Lyon, a Stephanie, quem eu não encontrei na primeira vez que fui lá. Cheguei na sexta à tarde e, à 
noite, fomos para o primeiro dia de festa. Vimos a Place Bellecour, cuja roda gigante fica iluminada de noite; a Rue de la République, cujas árvores estavam cheias de espirais iluminadas; a Place des Terreaux, onde fica o Hôtel de Ville e o Musée de Beaux-Arts. Estes eram a melhor parte de toda a festa: sobre suas fachadas era projetado um filme sobre um petit géant ("pequeno gigante"), utilizando os traços originais das construções, mas com cores bem vivas. Espetacular! Em seguida entramos no Hôtel de Ville, onde tinha uma espécie de rede de "pisca-piscas" pendurada, e seguimos para a Cathédrale Saint-Jean, outro ponto forte da festa, cuja fachada estava também iluminada com cores bem vivas. Depois voltamos para Ecully, onde fica a École da Stephanie.

Place Bellecour

Hôtel de Ville

Cathédrale Saint-Jean

No sábado de manhã fomos nos aventurar no famoso Carrefour de Ecully, um dos maiores do mundo (segundo os centraliens, o maior da Europa, informação não confirmada pela Wikipedia). Fomos almoçar em um restaurante típico de Lyon, um bouchon, perto da Cathédrale Saint-Jean. Menu: sopa de cebola com queijo e croutonsquenelle e profiteroles. Delicioso e bem servido! À tarde demos uma volta pela cidade e vimos algumas das famosas fachadas "grafitadas" de Lyon. À noite fomos mais uma vez para a fête, desta vez vimos uma projeção de insetos barulhentos e rotativos bem divertida (só fiquei com pena dos moradores dos prédios em que eram projetadas as luzes), projetos dos colegas da Stephanie (Tetris e jogo da velha projetados em prédios), janelas com cenas cotidianas e não cotidianas, um grupo imitando o Olodum e velas enfeitadas com objetos feitos de reciclados.
No domingo de manhã, fomos andar de velo'v (irmã caçula da veli'b) no Parc Tête d'Or, um belo e enorme parque com zoológico. Depois fomos ao Musée de Beaux-Arts, cuja entrada é gratuita para estudantes (eu e as entradas gratuitas...). Ele é pequeno, mas tem um acervo respeitável, com direito a Picasso, Monet, Manet, Rodin, Renoir, entre outros. No final da tarde eu subi mais uma vez à colina da Fourvière, de onde se tem uma bela vista panorâmica da cidade e onde estava um frio do cão! Ainda mais porque esperei escurecer para tirar fotos da fête...mas valeu a pena! Não sei se já comentei, mas Lyon tem uma réplica de 1/3 da Tour Eiffel, de acordo com a Stephanie, para agradar os muitos parisienses que moram em Lyon. Depois da sessão de fotos, desci para a cidade e fomos jantar em um "shopping center", perto da Prefecture, outro ponto forte da festa, que estava também iluminado e acompanhado de música, em alguns momentos simulando uma casa mal-assombrada. Muito bom!

Parc Tête d'Or

L'Entrée de la Grande-Rue à Argenteuil, l'hiver, Claude Monet

Tour Eiffel dos lyonnais

Basilique de Fourvière

Vista panorâmica de Lyon

Prefecture

Meu veredito sobre a Fête des Lumières: imperdível!

Tschüss!!!

Simulation Moléculaire

Oi pessoal! Salut à tous!

Como havia dito, depois dos TP en Chimie Organique, viria um estágio em laboratório de pesquisa. No meu caso, escolhi o seguinte tema: "Simulation moléculaire de matériaux nanoporeux innovants pour la capture de CO2" ("Simulação molecular de materiais nanoporosos inovadores para a captura de CO2"). Resumidamente, trata-se de utilizar um programa para determinar o número de moléculas que ficam dentro da estrutura do tal material, em função da pressão do gás, que pode ser puro ou uma mistura de diferentes compostos.
Tenho a minha disposição alguns computadores bem simples (4x4 processadores), mais alguns croissants e pains au chocolats. O grupo é pequeno e bem legal. O chefe é o diretor da escola, que deu um apelido para a equipe: TGU, Très Grande Unité, ironizando os comentários de outras pessoas da escola de que, sendo diretor, ele iria privilegiar seu grupo de pesquisa.
Semana passada teve um almoço de Natal lá. Foi bem agradável e todos ganhamos um presente: uma orquídea que está se abrindo e perfumando meu quarto.
Esta será a última semana do stage découverte de la recherche ("estágio de descoberta da pesquisa"), passou muito rápido!
Agora só falta:

- Fête des Lumières

À bientôt!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eurodisney - 2ème fois

Oi pessoal! Salut à tous!

Para completar a desintoxicação de Chimie Organique, fui à Disney de novo no domingo (30/11/2008)! Explico a aparente compulsão (duas vezes em menos de três meses é realmente demais): chego um dia em casa e vejo que, no meio das minhas correspondências, tem uma carta com um desenho do Mickey vestido de Papai Noel, escrito que ele me esperava lá ou algo do gênero. Como não sou uma criança ingênua, logo imaginei que devia ser alguma promoção do tipo: uma entrada grátis para um acompanhante pagante. Não seria melhor que isso, claro. Abri o envelope e lá dentro tinha um convite para um membro da minha família. Procurei todos os asteriscos, li todas as letras minúsculas, mas não achei nada: aparentemente, eu ganhava de fato uma entrada do tipo 1 dia/ 2 parques!
Passeios de graça são muito legais! Fui atrás de alguma pessoa para ir comigo e acabei convencendo um colega chinês da Chimie Paris (notem que, na primeira vez, eu fui com um singapuriano e um chinês, nada de brasileiros!).
Infelizmente, o tempo não ajudou muito: fez frio e garoou o dia todo, com direito à minha segunda neve pela manhã, assim que saía de casa! Mas mesmo assim foi bem legal! Mais parecido com o Magic Kingdom, em Orlando, é dividido em cinco zonas temáticas, destacando-se as atrações: Château de la Belle au Bois Dormant (Bela Adormecida, tradução bem interessante...), Space Mountain: Mission 2It's a Small World,  Indiana Jones et le Temple du PérilPirates of the Caribbean e o espetáculo noturno no castelo.
Algo que achei bem interessante e que não comentei da outra vez que fui ao parque aqui em Paris é o fato que, em algumas atrações, os apresentadores misturam completamente o inglês com o francês. Uma idéia tipicamente da Disney, i.e., genial, pelo seguinte motivo: os parques de Paris são parques dedicados a todos os europeus, que não compreendem obrigatoriamente francês, mas em muitos casos entendem inglês. O inverso vale para os franceses: muitos não entendem nada de inglês (a relação franceses - língua inglesa terá uma postagem exclusiva muito em breve). Assim, nas apresentações, eles colocam uma fala de uma pessoa em inglês e a outra pessoa responde em francês, de modo que você deduz facilmente o que o outro disse. No começo eu achei estranho e confuso, pricipalmente para as pobres crianças, mas depois de um tempo vi que as falas eram bem escolhidas de modo que ouvindo metade delas podíamos entender bem a história toda.
Uma palavra final sobre a apresentação noturna no castelo: extraordinária.
Voilà algumas fotos!

Mickey Mouse


Indiana Jones et le Temple du Péril

Neve na Disney! Pena que era de mentira...

Château de la Belle au Bois Dormant

Quase acabando:

- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

À tout alors!!!

Cimetière du Montparnasse, Le Bon Marché, Saint-Sulpice et La Défense

Oi pessoal! Salut à tous!

Assim que acabaram os TP de Chimie Organique (duas semanas atrás), fui comemorar: andei por um bom pedaço de Paris que não conhecia ainda.
Comecei pelo mais perto de casa, o Cimetière du Montparnasse, onde estão enterradas várias pessoas famosas, como: Charles Baudelaire (escritor), Henri Poincaré (matemático), André Citroën (industriel - acho mais prático usar o termo em francês), Pierre Larousse (editor), Guy de Maupassant (escritor) e Jean-Paul Sartre (filósofo). Ao contrário do que podem pensar, um passeio por um cemitério pode ser muito agradável! É bem interessante ficar procurando os túmulos de pessoas conhecidas. Um dia ainda vou a um outro cemitério daqui, que é o mais famoso de todos.

Cimetière du Montparnasse

Em seguida fui ao Le Bon Marché, a loja de departamentos mais chique e inacessível de Paris, concorrência das famosas Galeries Lafayette. Achei o lugar meio chato, bem diferente das Lafayette, onde você encontra luxo, mas também bugigangas para turistas e uma árvore de Natal gigante pendurada no célebre teto da loja. Não sei se já falei das Lafayette especificamente mas, resumidamente, é um mega complexo (que pertence ao grupo Casino, que pretende dominar o mundo...mas isso fica para outro dia...) dividido em alguns prédios mais ou menos assim (pelo que conheço até agora, válido apenas para a filial Haussmann): um para artigos da casa, outro para uma loja de departamentos mais clássica e outro para uma "galeria" de lojas de marcas famosas. É extremamente fácil se perder lá dentro. Em todos os sentidos imagináveis de "perder" (no meu caso, mais no sentido físico mesmo).

Fachada das Galeries Lafayette

Árvore de Natal das Galeries Lafayette

Le Bon Marché

Lá perto fica uma bela igreja de Paris, a Église de Saint-Sulpice. Infelizmente em reforma, ela é gigante e tem um estilo bem diferente, com várias colunas externas. Por dentro ela também não decepciona: pelo que consta, seu órgão é um dos maiores da Europa (Wikipedia).

Metade da fachada da Église Saint-Sulpice

Antes de seguir para meu último ponto, passei por uma famosa via parisiense, o Boulevard Saint-Germain. Conhecido pela alta costura (ou, pelo menos, um dia foi conhecido por isso), ele estava bem movimentado a um mês do Natal, com direito a uma banda bem simpática animando os parisienses e não-parisienses que por lá passavam.
Finalmente, cheguei no último ponto da linha 1 de metrô, La Défense. Os mais atentos se lembrarão deste nome, pois já o mencionei aqui, quando subi o Arc de Triomphe. Na verdade, La Défense é o nome do bairro onde se encontra a Grande Arche de la Défense, o Arc de Triomphe moderno, inaugurado na ocasião da comemoração do bicentenário da Revolução Francesa. É um bairro tipicamente de negócios, concentrando 99,9999% dos prédios modernos de Paris (o 0,0001% é aTour Montparnasse, que um dia ainda subirei). Mas eu não fui pra lá observar arranha-céus e sim para conhecer o maior Marché de Noël de Paris. Um Marché de Noël é uma feira com "barracas" vendendo artigos de...não-necessariamente-Natal. Pois é, eu esperava algo mais exclusivo, mas quando me deparei com duas baracas brasileiras, vi que o nome era mais propaganda que realidade. Fica como Desafios #53 e #54 adivinharem o que vendiam as barracas. Dica: não é tão previsível assim...
Mas depois de ter ido a outros Marchés de Noël, vejo que isso é generalizado. Mas não tão estranho assim: em São Paulo, na feira da Liberdade, não encontramos apenas coisas orientais: pelo contrário, há muito mais bugigangas que artigos asiáticos.

Marché de Noël e Grande Arche de la Défense ao fundo

Falta ainda:

- Eurodisney - 2ème fois
- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

Arrivederci!!!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Musée du Louvre - 5ème fois

Oi pessoal! Salut à tous!

Minha 5ª visita ao Louvre não foi tão interessante. Fui a duas exposições temporárias, do Picasso e do Mantegna, já que agora sou VIP e posso ir a esse tipo de exposições de graça também. Antes que perguntem, não virei VIP pelo número de visitas já realizadas (o que não seria má idéia), mas sim porque comprei um cartão de associado, que me dá várias vantagens, entre elas levar acompanhantes de graça em certos horários (como o clássico sexta à noite).
Esperava algo diferente, por isso quando vi que a "exposição" do Picasso se resumia a meia dúzia de tela fiquei desapontado. Mais ainda quando reparei que todas eram quase iguais.
Pelo menos a exposição do Mantegna foi mais legal. Tratava-se de quadros com motivo religioso, com cores bem vivas, algo que não tinha visto até então em telas de arte sacra. Gostei bastante.
Desta vez vocês terão que procurar imagens na internet porque eu não pude tirar fotos...
Só falta:

- Cimetière du Montparnasse, Le Bon Marché, Saint-Sulpice et La Défense
- Eurodisney - 2ème fois
- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

Tschüss!!!

Le Noël arrive!

Oi pessoal! Salut à tous!

O Natal está chegando! Muitas são as consequências:

- o frio vai ficando mais forte
- mais flocos de neve caem do céu
- quase não se vê o sol, de quem eu gosto cada vez mais (é sempre assim, não?)
- muitas lojas estão enfeitadas, inclusive com coisas animadas
- luzes estão espalhadas pelas árvores da capital
- uma infinidade de sapins ("pinheiros") é vista à venda pelas ruas
- vou ter que me conformar a não comer panetone
- marchés de noël se espalham pelo país
- etc

Agora só falta:

- Musée du Louvre - 5eme fois
- Cimetière du Montparnasse, Le Bon Marché, Saint-Sulpice et La Défense
- Eurodisney - 2ème fois
- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

Salut!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Plus de Chimie Organique

Oi pessoal! Salut à tous!

Ok, vamos adiantar alguma coisa. Semana passada tive mais laboratório de Chimie Organique. Mas não tenho mais. Infelizmente o título só é ambíguo em francês: se o traduzirmos não conseguimos o mesmo efeito. O fato é que plus significa "mais", nos sentidos de "mais" e "não mais". Confuso? Vejam o exemplo:

J'ai plus (pronunciando o s) de chimie orga! = Eu tenho mais orgânica!
J'ai plus (sem pronunciar o s) de chimie orga! = Eu não tenho mais orgânica!

Na verdade, a segunda frase só é usada assim coloquialmente. O mais correto é: Je n'ai plus (sem pronunciar o s) de chimie orga!
Essa ambiguidade reflete bem meu sentimento em relação à Chimie Orga: apesar de eu estar livre daquele monte de coisas perigosas e cancerígenas, vou sentir saudades: foi uma ótima experiência! Não que eu quisesse ficar o resto da minha vida em um laboratório de química orgânica, mas foi legal fazer os experimentos por conta própria (embora nem todos tenham dado certo...)

Salut!!! (descobri há um tempo que salut pode ser usado para se despedir também!)

Atraso

Oi pessoal! Salut à tous!

Infelizmente estou sem tempo de atualizar o blog decentemente...mas não esqueci dele não! Por enquanto, espero que se contentem com o sumário do que está por vir...

- Plus de Chimie Organique
- Le Noël arrive!
- Musée du Louvre - 5ème fois
- Cemitière de Montparnasse, Le Bon Marché, Saint-Sulpice et La Défense
- Eurodisney - 2ème fois
- Simulation Moléculaire
- Fête des Lumières

Espero que tenha conseguido manter o suspense em alguns casos...

See you!!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Première Neige

Oi pessoal! Salut à tous!

Quando pequenos, sempre vemos em livros, filmes e outros que, no Natal, caem flocos de neve do céu. Depois de um tempo, podemos fazer bonecos de neve e até guerra de bolinhas de neve. Infelizmente esqueceram de "metade" do planeta ao fazer essa associação. Acredito que toda criança do hemisfério sul se pergunta (e, principalmente, para seus pais) por que não tem neve no Natal.
Por causa dessa injustiça, quase todo cidadão desse hemisfério sonha em, um dia, ver neve. E esse é o meu caso. Mas o sonho já não existe mais, porque hoje nevou! Bem que eu disse que sempre devemos ter esperança!
Contextualizações à parte, fiquei olhando pela janela o dia todo. De manhã, estava assim:

Nascer do sol visto da minha janela, 23/11/2008

Fez frio nesta noite...

Por volta das 11h, vi umas partículas brancas caindo do céu. Fixei minha atenção e cheguei à conclusão de que era neve! Já estava super contente, mesmo com aquela quantidade ínfima de flocos caindo, mas queria mais. Fui almoçar e, durante a refeição, a quantidade aumentou! Fui então lavar louça e, aí sim, me senti realizado: neve caindo do céu como chuva de verdade, mas na forma de flocos de gelo.

Neve!

Troquei de roupa bem rápido, peguei minha câmera e fui lá pra fora, pra poder vê-la mais de perto. Dei uma volta na CitéU e deu pra matar a vontade. É realmente como a chuva, mas na forma de flocos de gelo, como aquele que se forma no congelador da geladeira. É bem agradável, porque ela não é tão fria e nem molha tanto quanto a chuva. Minha mão com alguns flocos de neve:

Minha mão com neve. Ao fundo, a Maison Internationale

Mas ainda espero mais neve. Quero ver o chão branco e fazer um boneco de neve! Certo, talvez não veja isso em Paris. Mas ainda vou fazer um boneco de neve! Observação: parece que não neva assim em Paris há algum tempo. E estamos a um mês do inverno. Isso promete! Quem sabe eu não consiga fazer meu boneco de neve aqui em casa...

Tschüss!!!

sábado, 22 de novembro de 2008

Musée du Louvre - 4ème fois

Oi pessoal! Salut à tous!

Já estava ficando com saudades do meu querido Louvre. Ontem à noite fiz minha 4ª visita, uma das melhores até agora. Conheci a história do Louvre, o Louvre medieval, antiguidades orientais e objetos de arte.
A parte de história do museu é um pouco sem graça, exceto pelos belos quadros representando o próprio museu, em diferentes épocas. Não sei se já comentei, mas o Louvre era originalmente um palácio real, daí seu tamanho gigante e a presença do Jardin des Tuilleries logo na sua frente. O circuito do Louvre medieval é mais interessante: visitei as estruturas antigas do museu, impressionantes e muito bem preservadas.
Em seguida, terminei a parte de antiguidades orientais que havia começado em minha segunda viagem ao Louvre. Destaque para o Código de Hamurabi, um dos primeiros conjuntos de leis desenvolvido pelo homem, talhados em rocha de diorito, um monumento de cerca de 2,5 m de altura.
Por fim, cheguei à mais bela seção do museu que já visitei: os objetos de arte. Só tive tempo de ver as partes mediaval e renascentista, mas foi o suficiente para eu me impressionar. Arte sacra, relógios, pratos decorativos, armaduras, cofres e até um tabuleiro de xadrez fazem parte do gigantesco acervo. As peças estão em perfeito estado e são muito bem ornamentadas. Altamente recomendado!
Voici algumas fotos.

Louvre medieval, Musée du Louvre

Código de HamurabiMusée du Louvre

Chapiteau de l'Apadana, antiguidades do IrãMusée du Louvre

Objetos de Arte SacraMusée du Louvre

De acordo com a previsão do tempo, amanhã terá neve com chuva. Não estou muito confiante, porque na última vez que a méteo disse isso, não vi nem a chuva. Mas sempre temos esperança!

Au revoir!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Feu

Oi pessoal! Salut à tous!

Fica até um pouco sem graça de contar três dias depois, mas no sábado de manhã, enquanto estava preparando (esquentando) minha lasanha, quase "pus" fogo na cozinha. A sorte foi que um brasileiro também estava na cozinha, então resolvi esperar a lasanha ficar pronta lá mesmo, conversando com ele enquanto isso. De repente, quando olho para o forno, vejo uma labareda no fundo. Ela aumenta e se alastra. No mesmo instante, desligo o mesmo e tiro minha lasanha de lá. Logo depois fui voando para a recepção avisar o funcinário de plantão, que voltou comigo também voando para a cozinha do terceiro andar. Assim que chegamos, o fogo já tinha sido abafado, mas estava uma fumaceira só. Ele me disse que, provavelmente, alguém havia derrubado óleo por lá, o que faz muito sentido (não só fisicamente, mas principalmente baseando-se no conhecimento que tenho sobre meus vizinhos...). Para evitar que pessoas pensassem que era o Dia Nacional da Simulação e Prevenção de Incêndios, ele me pediu o pano que estava na minha mão (que eu uso para tirar as coisas do forno) para tapar o sensor de fumaça. No fim das contas, nada de barulho, e termino minha lasanha no forno da cozinha do quarto andar (que é novo e muito bom!).

(bientôt, bientôt...)

Au revoir!!!

Chimie Organique

Oi pessoal! Salut à tous!

Quando eu falei sobre minhas novas aventuras, me referia principalmente às minhas aulas de laboratório de química orgânica, que começaram na semana passada. Totalmente diferente de todas as aulas de laboratório que já tive, fiquei completamente perdido nos primeiros dias.
Até então, sempre havia roteiros de experimento e tudo já estava pronto para uso. Aqui, devo:

- pesquisar artigos para achar o procedimento experimental mais apropriado;
- elaborar um plano de experiência;
- pesquisar toxicidade e propriedades físicas dos reagentes, solventes e produtos (isso eu até que fiz bastante no Brasil);
- consultar o professor para ver se está tudo ok;
- pedir os reagentes e solventes necessários;
- testar sua pureza, se necessário;
- montar o equipamento a ser utilizado;
- começar a manipulação;
- tomar notas de tudo o que eu fizer em um tal de um caderno de laboratório, chatíssimo

Resumindo: uma complicação só.
Depois de 5 dias respirando coisas tóxicas, nocivas, irritantes, fedidas e cancerígenas, estou começando a me virar melhor agora, sem ter que incomodar o professor (que é bem legal e me ensina a mexer em todos os aparelhos e a montar tudo que eu preciso) a todo instante. Por enquanto só quebrei um balão volumétrico de 100 mL, quando estava montando minha coluna de destilação para purificar a imina (imina, diferente de amina) que eu produzi. Cheguei à conclusão de que nunca havia quebrado nada no Brasil não só porque sou cuidadoso, mas principalmente porque quase tudo estava pronto e montado.
Apesar de perder alguns anos de minha expectativa de vida, acho que estou aprendendo bastante e, mesmo não pretendendo trabalhar só em laboratório (principalmente de química orgânica, mais perigosa até que a radioatividade), considero a experiência válida.

(plus tard, plus tard...)

Arrivederci!!!

11/11/2008: Bruxelles

Oi pessoal! Salut à tous!

O último dia de viagem foi menos trágico, porém igualmente interessante. Fomos mais uma vez a Bruxelas e, desta vez, visitamos os principais pontos turísticos da cidade.
Começamos pelo Parc du Cinquantenaire, que fica ao leste da cidade. Como os jardins de Versailles, ele estava todo coberto de folhas, dentro do espírito do outono. Ele fica próximo ao Parlamento Europeu, nosso destino seguinte, onde ganhamos toneladas e toneladas de papéis com informações sobre a UE. Não sei se isso foi a causa ou a conseqüência, mas Bruxelas me pareceu uma cidade muito adequada para abrigar a sede de uma parte do poder da UE, já que ela é bem cosmopolita (num espírito um pouco diferente do de Paris).
Em seguida, partimos para conhecer o famoso Atomium, que fica em um parque ao norte de Bruxelas. Eu não sabia, e só descobri lá (o que gerou um "uau"), que ele é uma perfeita representação da célula unitária de um cristal CCC. Vocês se lembram da minha explicação sobre a estrutura CFC, espero eu. Pois a CCC é um pouco diferente: um átomo em cada vértice do cubo e um no seu centro, resultando em um empacotamento menor que o da CFC. Na minha opinião, baseada em conhecimentos de cristalografia e de latim, o nome do monumento é inadequado. Em uma célula CCC, temos 2 átomos inteiros, usualmente representados como 5, como no caso do monumento em questão. Mas em latim, a terminação "um", em geral, é usada para o singular. Assim, um nome mais correto seria Atomia. Além disso, pode-se criar a falsa idéia de que aquilo é a representação de um átomo, o que está longe, bem longe de ser verdade.
Divagações a parte, o monumento é bem bonito. Ele tem pouco mais de 100 metros de altura e é feito em aço inoxidável, o que o torna bem brilhante. E ele foi construído para a Exposição Universal de 1958 (creio eu que uma exposição parecida com aquela para a qual foi construída a Tour Eiffel), o que me surpreendeu um pouco, pois aquilo me parecia uma arte mais moderna.
Atomium para trás, fomos em direção ao centro de Bruxelas. Passamos pela Cathédrale Saints-Michel-et-Gudule, pelo Manneken Pis (estátua famosa de um menino fazendo xixi), por lojas de chocolates, de desenhos em quadrinhos (outro ponto cultural de Bruxelas) e terminamos mais uma vez na Grand-Place. No meio do caminho parei para experimentar os famosos waffles, ou melhor, gaufres locais. Deliciosos.
Voltamos para Lille sem nenhuma perda de trem e cheguei em Paris, exausto, por volta da 23h. Pronto para novas aventuras. Quem disse que só em viagens que temos aventuras? (desconsidero doravante que estou fora de minha terra natal)

(désolé...)

Outono no Parc du Cinquantenaire

Atomium

Manneken Pis

Gaufres

Grand-Place

Ciao!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

10/11/2008: Bruxelles - Waterloo

Oi pessoal! Salut à tous!

Na segunda eu viajei sozinho, pois minha amiga de Lille tinha aulas. Fui pra Bruxelas e aproveitei pra conhecer Waterloo, cidade onde ocorreu a famosa batalha na qual as tropas lideradas por Napoleão foram derrotadas pelos ingleses, russos, prussianos e austríacos (que covardia, não?). Este dia foi o mais intenso dos quatro, no quesito acontecimentos interessantes.
A começar pelo trem que perdi para ir pra Bruxelas. Vou pular a descrição do complicado (porém bem econômico) esquema de ir de Lille pra Bélgica, mas o que ocorreu foi que, assim que cheguei na estação em Mouscron (fala-se "mucrron"), Bélgica, o trem para Bruxelas estava quase saindo. No que eu comprei meu bilhete, olho pela janela e...tchau trem...Pelo menos não perco meu bilhete porque, na Bélgica (assim como na Alemanha), em geral você compra um bilhete para um trajeto e não para um trem específico. Como o trem seguinte sairia em uma hora, fui explorar Mouscron, como adoro fazer. Mas Mouscron não tinha nada, como me avisara o senhor que me vendeu o bilhete na estação de trem. Ainda bem, pois fui mais cedo para a estação e quando chego descubro que: o trem que eu pegaria foi cancelado...mas eu ainda tinha tempo de fazer um roteiro alternativo, pegando um outro trem, que demorava mais, mas tudo bem.
Cheguei vivo em Bruxelas, estava um tempo bem feio, garoando, o que não me impediu de dizer "uau" quando chego na Grand-Place. Uma das praças mais bonitas que já vi (de acordo com a Wikipedia, Victor Hugo concorda comigo). Você não sabe para onde olhar: tudo é bonito! Lá fica o Hôtel de Ville, entre outros prédios importantes. Pena que não deu para vê-la iluminada à noite...
Depois da Grand-Place, fui explorar outras partes da cidade: o Parc de Bruxelles, o Palais Royal e o Palais de Justice, entre outros. No fim da minha caminhada (estava absurdamente cansado por causa dos dias anteriores), estava na Gare Midi, de onde sairia meu ônibus para Waterloo.
O motorista do ônibus (ao contrário do coiffeur) foi bem simpático: perguntou de onde eu vinha e me falou que havia muitos brasileiros lá, principalmente mulheres, mas trabalhando ilegalmente como domésticas (lembrem bem deste fato, ele será importante no futuro).
Chego em Waterloo, o ônibus me deixa bem perto do ponto onde foi construído um monumento (o busto de um leão) em homenagem à batalha e, durante o percurso, o próximo acontecimento do dia: o vento mais forte que já sentira em minha vida. Eu estava sendo empurrado pelo vento, não conseguia andar direito, sem exagero! Fiquei até com um pouco de medo, porque eu andava na beira de uma estrada. No topo do monte onde fica o leão, o vento estava tão forte, mas tão forte, que eu não conseguia tirar fotos de um dos lados do monumento. O lugar lá é bem interessante, para aqueles que gostam de coisas diferentes (não é nada espetacular, aviso, é realmente uma questão de gosto): tinha uma apresentação audiovisual, um filme e um museu de cera. Mas o mais legal foi ficar dando voltas ao redor do leão imaginando o que se passara lá alguns séculos atrás...
Voltando para Bruxelas, quem encontro no ônibus? Mais que óbvio que um brasileiro, ou melhor, uma brasileira. Reconheço pois ela falava ao celular e, assim que desligou, puxei conversa. Baseado em meus conhecimentos prévios, evitei o assunto "o que você faz por aqui", mas tenho quase certeza de que ela era uma das pessoas a que o motorista se referira. E ao longo do caminho entram outras brasileiras, todas se conheciam. Foi realmente bom eu ter conversado com o motorista na ida, para evitar o constrangimento alheio...
Chego em Bruxelas e já estava quase na hora do meu trem direto para Mouscron. Entro no trem e tudo vai bem, até que reparo que o trem estava quase-completamente vazio, eu não entendia nada que se falava no alto-falante e não conseguia ver nada para fora do trem (vidros-espelho). Admito que fiquei um pouco apreensivo. Mas eu fiquei com medo mesmo quando vi as horas e notei que iria perder o último ônibus que me levaria a Roubaix, cidade na periferia de Lille (dentro do contexto do esquema complicado, mas econômico).
Chego em Mouscron e, óbvio, eu realmente perdi o trem. Vou ao guichê da estação perguntar sobre trens pra Lille, com aquela aflição, já esperando uma facada de 20 euros, mas o senhor me disse que o bilhete custava 6 euros e que eu deveria pagar no trem mesmo. Achei estranho, mas tudo bem. Logo em seguida, ele fecha o guichê e vai embora.
Detalhe: se eu tivesse um pouco mais de sorte, poderia pegar o trem para Lille que partiu minutos depois que eu cheguei em Mouscron, mas nessa história de perguntar e conferir se o último ônibus já tinha partido, o trem foi também embora. Espero mais uma hora, na estação em silêncio absoluto. Mas eu tinha pelo menos a esperança de chegar em Lille no mesmo dia...
No fim das contas, tive até sorte: não passou um fiscal no trem para Lille e acabei viajando de graça...

(désolé, amis francophones, mais le français n'est pas encore si développé...)

La Maison du Roi, Grand-Place

Palais Royal de Bruxelles

Campo de batalha de Waterloo

Butte du Lion

À bientôt!!!

09/11/2008: Bruges

Oi pessoal! Salut à tous!

No domingo fomos para uma cidade da Bélgica, Bruges, (em holandês, Brugge). A Bélgica é um país interessante: apesar de pequeno, possui regiões conflitantes culturalmente, Flandres (mais ao norte) e Valónia (mais ao sul), cada uma com uma língua, o neerlandês ("holandês") e o francês, respectivamente. Além dessas duas línguas, descobri (Wikipedia) que no leste ainda falam alemão. Resumindo: uma verdadeira muvuca. Nos três dias em que viajei por lá deu pra observar essa rivalidade de que já tinha ouvido falar, como por exemplo nos trens: em certos percursos, ouvia-se e lia-se informações nas duas línguas; em outros, apenas em neerlandês ou em francês. Eu me senti como na Alemanha quando viajava nos trechos flamencos: não entendia quase nada que falavam no trem (na verdade, mesmo quando falavam em francês eu não entendia muito bem...).
Bruges é uma cidade turística no norte da Bélgica, capital da região de Flandres. Pelo fato de ser turística (deduzo eu), ouvíamos as duas línguas por lá, inclusive os famosos septante nonante (para os não-francófonos: pesquisem como se fala setenta, oitenta e noventa em francês)! Pessoalmente, não notei muita diferença entre sotaques (o que me deixou meio triste...), mas dava pra entender bem o que falavam por lá.
Ela é considerada uma das mais bem preservadas cidades medievais da Europa, com ruas estreitas e curvas. É cheia de canais, por isso chamada de Veneza do Norte (acreditem em mim, minhas fontes não são apenas a Wikipedia, apesar de o parecer), e seu centro é bem bonito, destacando-se a prefeitura e o museu da cidade. Passeamos também por um parque bem bonito ao lado da estação de trem.
O ponto alto do passeio, no entanto, foi um dos maiores patrimônios da humanidade: o chocolate belga. Desculpem-me se eu os fizer passar vontade, mas tive o prazer de não só degustá-lo, mas também de trazer mais de um quilo pra casa, a um preço bem camarada. Só vou falar que ele é muito bom e, se um dia forem para a Bélgica, não deixem de prová-lo. Dica: se puderem, não comprem em Bruxelas, mas em alguma cidade menor, como Bruges. Em Bruxelas, existem várias lojas de souvenirs que vendem chocolates fabricados em larga escala e que você encontra no mundo todo. Comprem o chocolate em alguma chocolateria local.

(version française en retard...)

Trem da SNCB

Canal em Bruges

Provinciaal Hof (Tribunal da Província, ao que parece)

Outro canal em Bruges

À tout alors!!!