Oi pessoal!
Não, esta postagem não trata de Matemática. Ela simplesmente faz referência aos arrondissements visitados hoje, um belo dia de primavera em Paris.
Comecei com uma nova visita ao Palais Royal, que eu considero um belo e agradável espaço bem escondido no coeur de Paris. Os jardins estão floridos, a fonte foi significativamente limpa (sugiro que comparem as fotos) e a parte que estava em reforma reabriu, com objetos de "arte" contemporânea. É um ótimo lugar para descansar, ler um livro, tomar sol etc.
Árvores renascendo, Palais Royal
Narcisos, Palais Royal
Fonte, Palais Royal
Jardim, Palais Royal
Loja antiga, Palais Royal
De lá, fomos para o Jardin des Tuileries, o jardim do Louvre. Foi a primeira vez que dei uma "volta completa" no jardim, que é razoavelmente simples e cheio de turistas (típico item mencionado como top 10 ou algo do gênero). Com um pouco de sorte, é possível sentar-se em uma cadeira "espreguiçadeira" à beira do "lago", o que fizemos para tomar um pouco de sol. Bem recomendado, se houver sol em Paris.
Arc de Triomphe du Carrousel, Jardin des Tuileries
Turistas com o Arc de Triomphe ao fundo, Jardin des Tuileries
Flores, Jardin des Tuileries
"Lago" e a Place de la Concorde ao fundo, Jardin des Tuileries
Plantas, Jardin des Tuileries
Na extremidade do parque fica a Place de la Concorde, no centro do qual há um obelisco egípcio doado à França há alguns séculos. Não sei se sabem, mas era lá o local onde as pessoas eram guilhotinadas durante a Revolução. Do centro da gigantesca praça (é sempre bom olhar para os dois lados, para frente e para trás antes de atravessar a rua) tem-se uma bela vista da Madeleine, nosso próximo breve destino.
E de lá seguimos para a Rue du Faubourg Saint-Honoré, uma das mais importantes da moda mundial. Ela é bem chique, cheia de lojas de estilistas renomados, e é onde fica o Palais de l'Elysée, residência do presidente da França. Infelizmente o acesso é bem restrito e não se pode nem mesmo andar na calçada do lado do palais. Mas pelo menos pudemos ver os guardas republicanos marchando (acho que não há troca da guarda aqui).
Caminhamos mais um pouco pelo 8ème arrondissement e chegamos finalmente ao Parc de Monceau, considerado o mais chique de Paris. No quesito beleza natural, no entanto, ele perde feio para o Parc des Buttes-Chaumont (meu favorito) e mesmo para o Parc Montsouris. Mas não deixa de ser um passeio agradável, principalmente na primavera. Algo que achei interessante foi a presença de uma pirâmide e de colunas clássicas, que descobri serem referências à Maçonaria, visto que Philippe d'Orléans, o criador do parque, era maçon. Outra curiosidade é que o parque é semi-público, o que significa que possui horários fixos de abertura e fechamento para o público em geral, mas certos residentes vizinhos têm acesso durante as 24h do dia.
Passamos em uma boulangerie para comprar uma baguete (pois estávamos com fome) e seguimos para o 18ème, mais especificamente para o Montmartre. O "bairro dos artistas" fica na mais alta colina de Paris e é extremamente agradável, cheio de casas bonitas, várias ladeiras etc. A parte desagradável é a região mais próxima da Sacré-Coeur, muito cheia de turistas e ambulantes (nunca deixem que eles façam um cordãozinho no dedo de vocês). Uma pena, pois a igreja e a ladeira que lhe dá acesso são lindas.
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