Oi pessoal!
Para compensar a louca viagem para a Suíça na Páscoa do ano passado, este ano "resolvi" ficar "tranquilo" por aqui em Paris. O primeiro par de aspas deve-se ao fato de essa não ser minha vontade inicial, mas por diversas questões não consegui planejar nada fora de Île-de-France. E o segundo, ao fato de que não fiquei mofando em casa.
Sábado de manhã fui com uma amiga a uma igreja que desde que cheguei queria visitar, a Sainte-Chapelle. Ela foi construída no século XIII por Louis IX (futuro Saint-Louis), para abrigar as relíquias da Paixão de Cristo. Estas foram adquiridas por esse mesmo rei a somas astronômicas, que inclusive superaram o custo de construção da própria capela. Entre elas, a mais famosa é a Coroa de Espinhos, atualmente guardada na Notre-Dame de Paris. A capela é pequena, mas de tirar o fôlego com seus belos vitrais e seu teto estrelado. Ela possui dois níveis: o superior, onde ficavam expostas as relíquias, às quais tinham acesso apenas o rei, seus próximos e os religiosos responsáveis pelos ofícios, e a inferior, local de culto do pessoal do palácio.
Teto com flores de lis, Sainte-Chapelle
Medalhão de um apóstolo, Sainte-Chapelle
Teto estrelado, Sainte-Chapelle
Rosa acidental (Apocalipse), Sainte-Chapelle
Afrescos, Sainte-Chapelle
Vitrais, Sainte-Chapelle
Estátua de um apóstolo, Sainte-Chapelle
Vitrais, Sainte-Chapelle
Mais flores de lis, Sainte-Chapelle
Altar (Paixão de Cristo), Sainte-Chapelle
A Sainte-Chapelle localiza-se no Palais de la Cité, na Île de Cité, primeira sede do poder real francês, escolhida por Clóvis como sua residência no século VI. É possível também visitar o que sobrou da parte residencial, a Conciergerie, atualmente separada da Sainte-Chapelle pelo Palais de Justice. A Conciergerie não é tão espetacular quanto a Sainte-Chapelle, mas é curioso notar que ela passou a ser uma prisão a partir do século XIV, quando os monarcas decidem se mudar para o Louvre e Vincennes. E durante a Revolução, foi onde passaram seus últimos dias Louis XVI e Marie-Antoinette.
Nenhum comentário:
Postar um comentário