Oi pessoal!
Segundo dia de viagem: Parlamento, estrelas, colina, caverna, parque, neve, vento, páprica, spa, Titanic, pasteurização, problemas, soluções, rodomoça, euro, marché de Noël, tripé, Dunaj.
Domingo de manhã eu pretendia subir uma colina ao sul de Buda, de onde supostamente se teria uma bela vista panorâmica. No meio do caminho, passei pelo Országház, o maior Parlamento da Europa, cuja construção exigiu, inclusive, que o solo fosse reforçado. Não tive tempo para entrar, mas pelo que pesquisei lá estão guardadas as jóias da coroa.
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Országház, Budapest
De volta a Buda, percebi que alguns flocos discretos de neve estavam caindo e, ao observar com atenção, notei que eram flocos em estrela! Para os desentendidos, existem diferentes tipos de neve. Em primeiro lugar, ela pode ser classificada com relação ao teor de água líquida que ela contém. Aqui em Paris, em geral, a neve é bem molhada, por isso dificilmente o chão fica branco. Lá no Leste, onde faz frio de verdade, a neve é seca, mais fácil para acumular. Além disso, neve nem sempre cai em flocos estrelados. Como eu disse, foi a primeira vez que a vi assim e isso ocorre quando está bastante frio.
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Gellért-hegy, Budapest
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Floco de neve em formato estrela, Budapest
A colina que subi chama-se Gellért-hegy, e há três pontos interessantes na região. Ainda na base, fica o famoso spa Gellért fürdő, um dos mais caros da cidade também. No meio da colina, fica a curiosa Sziklatemplom, uma igreja construída nas cavernas, que não pude visitar devido aos ofícios que ocorriam. E finalmente, no topo da colina há uma cidadela, que estava fechada. A subida foi dura, mas a neve por todo o lado compensava. Estava tudo muito bonito e a partir de uma certa altura, já era possível ver uma boa parte da cidade. No topo eu não fiquei muito tempo, pois estava ventando muito e eu queria ainda visitar vários lugares.
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Gellért fürdő, Budapest
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Sziklatemplom, Budapest
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Gellért-hegy, Budapest
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Duna visto de Gellért-hegy, Budapest
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Gellért-hegy, Budapest
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Szabadság-szobor, Budapest
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Buda vista de Gellért-hegy, Budapest
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Sol, Budapest
Fui de novo ao Marché de Noël, onde comi um delicioso prato de batatas com páprica. Uma dica para quem fizer algo parecido: coma rápido, senão esfria. Principalmente quando você tem que comer ao ar livre, sobre uma mesa coberta de neve, a -8ºC.
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Fonte de Netuno, Budapest
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Paprikás krumpli, Budapest
Com a barriga cheia, fui ver a Champs e a Hősök tere de dia, antes de passear pelo belo Városliget, parque onde há um castelo medieval e o famoso spa Széchenyi Fürdő, último lugar que visitei em Budapest.
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Metrô na Andrássy út, Budapest
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Hősök tere, Budapest
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Városliget, Budapest
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Vajdahunyad vára, Budapest
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Vajdahunyad vára, Budapest
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Széchenyi Fürdő, Budapest
Quando eu digo visitei, eu quero dizer que entrei e fui às piscinas (sim, eu levei roupa de banho). Uma experiência que valeu cada um dos forintes gastos. E que me mostrou que perdi vários neurônios depois que vim pra Europa. O complexo é o maior do gênero no Velho Continente e conta com piscinas fechadas, abertas e saunas. As piscinas abertas estavam abertas, mesmo a -8ºC. E eu tomei coragem para experimentar. A água é aquecida a cerca de 30ºC, bem agradável (ainda me sobraram alguns neurônios, claro que eu não iria se a água fosse fria), e a água é "corrente" (em movimento). Há vários chafarizes de água igualmente quente, embaixo dos quais eu fiquei por bastante tempo, caso contrário não daria para aguentar o frio. Frio que gerava uma névoa bem "pesada" sobre a piscina e que congelava meus cabelos se eu ficasse mais que 5 min sem mergulhar a cabeça na água. Eu me senti como meu xará em Titanic. O difícil é sair depois, tomar coragem pra ser pasteurizado. Você tem que ser bem rápido, minimizar o tempo de exposição e entrar correndo (não muito também, senão você sente mais frio ainda) em alguma piscina interna. É uma delícia ficar mofando nas piscinas de águas mágicas! E elas me fizeram muito bem: todos os resquícios de minha tosse madrileña desapareceram.
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Széchenyi Fürdő, Budapest
Depois dessa experiência verdadeiramente húngara, peguei minhas coisas no albergue e fui em direção à estação de trem, passando no caminho por belas construções (ok, o tempo bom ajudou).
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Belas fachadas, Budapest
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Belas fachadas, Budapest
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Keleti pályaudvar, Budapest
Ao chegar na Keleti pályaudvar, deparo-me com um imprevisto bem problemático. Meu trem, aquele trem que eu disse que entraria para a História, fora cancelado por causa da neve. E o pior, sem previsão de tráfego para o dia seguinte. Eu fiquei bem preocupado, para não dizer desesperado. E a moça antipática da estação não me ajudava, não entendia minhas perguntas ou não queria responder. Eu não sabia, ou melhor, não tinha o que fazer. Mentira. Tinha sim.
Não sei como, tive a brilhante ideia (desculpem a falta de modéstia: tudo pela emoção da narrativa) de ir ao guichê de informações turísticas, onde havia um aviso bem grande "sem informações sobre trens". Com cara de cachorro sem dono, expliquei minha situação para a moça e perguntei se havia algo que eu poderia fazer para chegar em Bratislava ainda no mesmo dia. E havia. Eu sabia que a Eurolines não tinha ônibus naquele horário (caso contrário eu nem pensaria em ir de trem), mas ela me falou de uma outra companhia, que faço questão de mencionar, a OrangeWays. Ela me disse onde eles ficavam e ainda achou um horário perfeito para mim. A moça da estação de trem, aparentemente, era uma exceção à simpatia húngara.
Fui correndo para lá, já preocupado em como pagaria pelo bilhete, pois não tinha mais muitos forintes. Lá descubro que eles não aceitam cartão de crédito, mas que aceitam euros. Mas quando a rodomoça me disse que o bilhete custava 2,00€, quase soltei um "só isso?" e logo depois voltei atrás perguntando quantos forintes seria. No fim das contas, acabei usando apenas algumas moedas que me sobrariam de qualquer forma. E é possível que receba meu reembolso do bilhete de trem em breve.
A viagem foi boa, rápida (mesmo tempo que levaria de trem) e confortável. Um dos melhores ônibus que já usei, com televisão, música individual e até serviço de bordo (daí a rodomoça). Fica a indicação para quem viajar pela Hungria. E a lição que aprendi e que passo para vocês: no inverno, sob neve, evitem trens e aviões. Usem ônibus, pois as estradas são mais bem cuidadas e dificilmente a principais vias ficam bloqueadas.
Cheguei em Bratislava relativamente cedo. Confesso que estava contente por não ter que fazer mais conversões malucas por alguns dias: a Eslováquia adotou o euro no começo de 2009 e a Áustria o usa já faz bastante tempo. E a melhor parte, poucos euros eram suficientes para meus gastos. O ônibus que peguei da rodoviária até o albergue, por exemplo, custou apenas 0,50€ (só a Polônia ganha disso). Enfim, deixei minhas coisas no albergue e fui procurar comida. Onde? No marché de Noël! Aproveitei para ver a cidade iluminada, principalmente a Nový most, ponte sobre o Dunaj (Danúbio) com uma estrutura do tipo OVNI; e o imponente Bratislavský hrad, que me lembrou um pouco as torres do Neuschwanstein. Aproveitei ao máximo meu recém-adquirido tripé.
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Primaciálny palác, Bratislava
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Stará radnica, Bratislava
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Fonte e Stará radnica, Bratislava
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Dóm sv. Martina, Bratislava
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Dunaj e Nový most, Bratislava
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Bratislavský hrad, Bratislava
Depois de um dia intenso, fui dormir cedo, pois estava apenas no 2º dos 16 dias de viagem.
Arrivederci!!!
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