Oi pessoal!
Nono dia de viagem: low-cost, Napoleão, catedral-agulha, Born, Ratusz, pintura panorâmica, fortaleza, junk food, interior, mais praga.
A impressão que tive da Polônia foi de um país que está trabalhando duro para melhorar sua "qualidade de vida". Lá, a influência do capitalismo selvagem é a mais marcante, com redes multinacionais de fast-food, lojas de roupas e supermercados a cada esquina. Junta-se a isso o fato de que várias das grandes companhias europeias possuem suas usinas na Polônia. Mas é claro também que ainda há muito trabalho para se chegar ao nível de países como França, Inglaterra e Alemanha, se eles realmente o desejam. Tudo me pareceu muito barato nas três cidades visitadas: hospedagem (o albergue de Kraków custou apenas 5€ a noite e sua qualidade era boa), comida (preços divididos por quatro) e transporte (bilhetes de 24h mais baratos que os simples de outros países). Além disso, tive uma ótima impressão dos polacos (repito, eu sempre parto do princípio que todos são simpáticos), que foram sempre muito legais e simpáticos, mesmo quando não sabiam falar inglês.
Bem, Wrocław em particular não é um destino tão conhecido e, admito, eu só fui para lá por razões logísticas. Mas não me arrependo nem um pouco. Eu me arrependo, na verdade, de ter ficado tão pouco tempo lá. Poderia ter ficado um dia inteiro, ao invés de apenas uma manhã, assim não precisaria andar tão depressa e poderia entrar em alguns lugares que pareciam interessantes. Uma palavra sobre sua história: Wrocław, conhecida em alemão como Breslau, foi um importante entreposto comercial nas épocas mais longínquas e passou por diferentes domínios, entre eles o polaco, o boêmio e o alemão. Até a 2ª GM, ela fazia parte da Alemanha; foi só com a Conferência de Potsdam que ela passou a fazer parte da Polônia novamente.
Um dos símbolos da cidade é o Hala Stulecia, um belo pavilhão circular construído durante o domínio germânico para comemorar o centenário da vitória destes sobre Napoleão, na ocasião da Batalha de Leipzig. Ele fica um pouco afastado do centro, mas nada que um bonde a cerca de 0,30€ não resolva. Além disso, ele foi declarado pela UNESCO como parte do Patrimônio Mundial.
Wrocław Główny, Wrocław
Hala Stulecia, Wrocław
Mais perto do centro, ao norte, fica a original Archikatedra, construída em tijolos vermelhos e com duas torres bem pontudas, que lhe dão um charme. Atravessando o rio para chegar ao centro, passa-se pela parte mais antiga da cidade, a Ostrów Tumski, ou ilha da catedral (na verdade um pequeno arquipélago fluvial). Lá, como em quase todas as cidades, há uma homenagem à personalidade polaca mais famosa atualmente, o Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła.
Antes de chegar ao centro propriamente dito, passei ainda pela Uniwersytet Wrocławski, onde estudaram Max Born e Erwin Schrödinger. É interessante notar que muitos dos grandes matemáticos e físicos do início do século XX possuem origem eslava.
Muzeum Narodowe, Wrocław
Archikatedra św. Jana Chrzciciela, Wrocław
Archikatedra św. Jana Chrzciciela, Wrocław
Superstições polonesas, Wrocław
Uniwersytet Wrocławski, Wrocław
Belas fachadas, Wrocław
Kościół św. Elżbiety, Wrocław
A praça central, Rynek, é uma das mais amplas que já visitei, cheia de casas bem originais com fachadas muito bonitas e coloridas, entre elas a Ratusz.
Rynek, Wrocław
Bela fachada na Rynek, Wrocław
Ratusz, Wrocław
Kościół, Wrocław
Umas das coisas que eu gostaria de ter visto é a Panorama Racławicka, uma gigante pintura panorâmica que ilustra a Batalha de Racławice, importante na História da Polônia. Pelo prédio, já dá para se ter uma ideia de como ela deve ser monumental.
Panorama Racławicka, Wrocław
Meu tempo já estava acabando, por isso me dirigia em direção ao albergue, mas no caminho ainda me deparei com prédios, lugares e outras coisas interessantes, como um parque que deve ser bem agradável no verão, a Opera Wrocławska, o Sąd Okręgowy (prédio do Tribunal Regional que lembra uma fortaleza) e uma série de esculturas humanas.
Na estação de trem, verifiquei de onde sairia meu trem e fui comprar meu almoço. Fico até encabulado de dizer que, não satisfeito com uma franquia de fast-food, fui a outra, comprar o complemento do almoço. Ok, acho que isso merece uma explicação mais detalhada, senão vão pensar que só como porcaria: havia coisas baratas e interessantes nos dois, mas eram coisas pequenas. Então eu resolvi comprar uma parte do meu almoço em cada!
Rio congelado, Wrocław
Opera Wrocławska, Wrocław
Fachada bonita, Wrocław
Prédio bonito, Wrocław
Sąd Okręgowy, Wrocław
Esculturas humanas, Wrocław
Fachada bonita, Wrocław
A viagem de trem foi agradável, eu tinha uma cabine só para mim, que no começo estava um pouco fria. Durante boa parte do percurso pude apreciar a vista do interior da Polônia, que me pareceu um tanto quanto pobre e bem frio, mas depois das 15h30 o sol já dava sinais de fraqueza (lembrando que eu viajei na época do solstício de inverno).
Estação de trem, Polski
Chegando em Kraków, consigo encontrar mais brasileiros, dentro do bonde que eu pegara para ir até o albergue. E, pasmem (ou não), eles ficaram no mesmo albergue que eu.
Arrivederci!!!
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