sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

31/12/2009: Berlin

Oi pessoal!

Décimo terceiro dia de viagem: neve, branco, Carlota, televisão, cidadela, Olympiastadium, igreja destruída, reserva de energia, virada do ano, semi-paraíso.
Não vou entrar em muitos detalhes sobre minhas impressões sobre a Alemanha, pois esta não é a primeira vez que vou para lá (e certamente não será a última, nem a penúltima etc) e por enquanto mantenho o que já disse. Mas seria impossível para mim não elogiar mais uma vez seu sistema de transportes. Como em Paris, existem quatro meios principais de transporte coletivo em Berlin: S-Bahn (~RER), U-Bahn (~métro), Bus e Tram, que cobrem muito bem a cidade. Todos funcionam muito bem, inclusive o S-Bahn (ao contrário do RER), mas é verdade que no quesito harmonia os parisienses são melhores, pois em Berlin é comum precisar sair da estação para fazer uma conexão do tipo S-Bahn - U-Bahn (em Paris, só andamos debaixo da terra!). Mas acho que ter um trem de periferia que funciona bem conta muito no dia-a-dia, visto que grande parte da população ou não vive ou não trabalha no centro de Berlin. Mas para Paris não ficar com ciúmes, a cidade não é tão bonita. Berlin é grande, lembra London pelo fato de tudo parecer espalhado, e razoavelmente moderna (tenho constatado que europeus não gostam mesmo de arranha-céus). Possui poucas construções antigas, bonitas como em Paris. Mas ela é bem interessante. Gostei bastante de lá.
O meu primeiro dia em Berlin foi principalmente dedicado à periferia. Três lugares, para ser preciso, que por sorte ficavam do mesmo lado da cidade. Graças à eficiência do transporte, pude ver tudo que queria em pouco tempo, como aconteceu em outros dias, então me sobrou o final da tarde para conhecer um pouco de Berlin em si.
O primeiro destino foi o Schloss Charlottenburg, com seu imenso parque. Depois de uma noite nevando, eu não esperava menos neve que vi. A cidade inteira estava atolada de neve. Eu nem cheguei a ver a cor das calçadas de Berlin. Em nenhum dos quatro dias que fiquei lá. Bem, voltando a Charlottenburg, o Schloss em si já é bem bonito, com um domo central bem decorado. Infelizmente o contraste do amarelo de sua fachada com o branco em todos os outros lugares (céu, chão etc) não era o melhor. Mas a melhor parte é o parque. Quando digo parque, pensem em um bosque (pois parques de castelos são como bosques), coberto de neve, como em filmes. Eu nunca tinha visto algo do gênero (ok, talvez em Budapest) e fiquei quase hipnotizado. Havia muitas árvores e alguns riachos congelados, a paisagem era fantástica. Havia até pessoas com skis dentro do parque, dada a quantidade de neve. Coisa que não se vê por aqui em Paris, onde os parques são fechados quando neva...

Schloss Charlottenburg, Berlin

Parque do Schloss Charlottenburg, Berlin

Parque do Schloss Charlottenburg, Berlin

Parque do Schloss Charlottenburg, Berlin

Parque do Schloss Charlottenburg, Berlin

De Charlottenburg fui para Spandau, pequena cidade onde se destaca a Zitadelle. Pelas descrições que eu tinha visto na internet, sinceramente eu esperava algo mais bonito, mas achei que a cidadela não é muito bem identificável, pela proximidade com outras construções mais recentes. E lá dentro parecia uma cidade normal, nada muito típico de uma cidadela.
Parti então para o Olympiastadium, mais porque ele estava no caminho do que por interesse (digamos que eu não iria se ele estivesse do outro lado da cidade). Devo confessar que gostei mais de ver a estação de trem coberta de neve e o indicador com um S de S-Bahn com várias "estalactites" de gelo. Mas ele é legal, afinal, é um estádio olímpico.

Zitadelle, Spandau

Olympiastadium Bahnhof, Berlin

Olympiastadium, Berlin

Voltei em seguida para Berlin e, como estava cedo, passei na Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, igreja parcialmente destruída que virou um dos símbolos da cidade. Parte da torre original foi danificada e todo o restante da igreja foi destruído durante bombardeios da 2ª GM. Boa parte dos belos mosaicos originais resistiu e podem ser vistos, juntamente a um memorial. Ao invés de ser reconstruída no pós-guerra, optou-se por construir uma nova igreja ao lado, uma das mais modernas e diferentes que já vi. Ela possui quatro estruturas separadas, entre elas a torre que vocês podem ver abaixo.
Em frente à igreja visitei a última feira de Natal da viagem.

Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, Berlin

Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, Berlin

Para recuperar uma parte das energias, voltei cedo para o albergue, onde encontrei três brasileiros bem simpáticos no meu quarto, dois dos quais participam de um programa de intercâmbio na Alemanha. Curioso notar que a menina, que estuda na UFRJ, é amiga de uma amiga de uma amiga minha.
Depois de um pouco de descanso, saí para ver as comemorações alemãs, que se concentram no Brandemburger Tor, perto do qual foi obviamente impossível de chegar, e na Unter den Linden. Ao contrário de Paris, os berlinenses autorizam fogos de artifício no Réveillon, e as pessoas ficam igualmente bêbadas em ambas as cidades. Uma pena que no dia seguinte eu tinha que desviar de restos de garrafas de vidro enterrados na neve, além de outras sujeiras espalhadas pelas estações de U-Bahn e S-Bahn.

Unter den Linden, Berlin

Unter den Linden, Berlin

Arrivederci!!!

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