sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

29/12/2009: Oświęcim - Kraków

Oi pessoal!

Décimo primeiro dia de viagem: Holocausto, céu azul, retour, Wawel, dragão, Leonardo, cidade grande.
Meu segundo dia em Kraków começou com uma visita a Oświęcim. Uma visita interessante, que acho que todo ser humano deveria fazer, para ver do que somos capazes. É triste, muito triste, principalmente porque as exposições que visitamos ficam dentro dos pavilhões originais do campo. E porque todos os detalhes são contados e mostrados. Podemos ver como era o dia-a-dia dos 1,1 milhão de pessoas levadas para lá, dos quais quase 1 milhão de judeus, onde eles "viviam", o que faziam. As paredes dos corredores são cobertas de fotos dos prisioneiros, todos mostrando muito medo, em parte transmitida aos visitantes. Na entrada, a famosa e hipócrita inscrição "Arbeit macht Frei" ("O trabalho te traz a liberdade").

Campo de concentração, Oświęcim

Campo de concentração, Oświęcim

Campo de concentração, Oświęcim

Campo de concentração, Oświęcim

De volta a Kraków, fui bem recebido para me esquecer temporariamente (creio ser impossível e hipócrita esquecer completamente) da parte triste e continuar a viagem: céu azul e sol, como eu adoro. Refiz então um tour pela cidade: passei pelo Barbakan, resquícios de uma muralha medieval, fui à Rynek Główny novamente e ao Pałac Biskupów Krakowskich, onde morou Karol Wojtyła quando ele era bispo de Kraków.

Barbakan, Kraków

Brama Floriańska, Kraków

Rynek Główny, Kraków

Pałac Biskupów Krakowskich, Kraków

Planty, Kraków

Uniwersytet Jagielloński, Kraków

Segui então para um dos lugares mais visitados de Kraków, que felizmente eu deixara para visitar esse dia, o Wawel, o Castelo Real de Kraków. Ele possui duas partes principais: a Catedral e os Aparetamentos Reais, ambos bem imponentes e bem bonitos. A vista que se tem de Wawel é boa, mas para o "lado errado" da cidade, portanto nada especial. Descendo a colina, no entanto, podemos ver o famoso Smok Wawelski, uma escultura de um dragão que solta fogo de verdade a cada cerca de 3 min.

Wawel, Kraków

Wawel, Kraków

Wawel, Kraków

Smok Wawelski, Kraków

O último lugar que me faltava visitar em Kraków era o Muzeum Czartoryskich, onde fica a Dama con l'ermellino, uma das obras mais conhecidas de meu xará Da Vinci. O museu é muito rico, cheio de armaduras e objetos de arte, além de uma pequena parte em homenagem a outra personalidade que vim a descobrir ser polaca, Frédéric Chopin. Visto que ele possui um nome francês e que está enterrado em Paris, nunca questionara sua nacionalidade (verdade que seu nome de batismo é Fryderyk Franciszek Chopin, mas o desconhecia). Mas essas viagens estão aí para isso! O único problema, por falta de sorte extrema, foi que justamente sua obra mais famosa estava emprestada para um museu de Budapest, então tive que me contentar em ver apenas uma gravura.

Muzeum Czartoryskich, Kraków

Muzeum Czartoryskich, Kraków

Muzeum Czartoryskich, Kraków

Muzeum Czartoryskich, Kraków

Rynek Główny, Kraków

Wawel, Kraków

Esse dia eu não podia repetir a dose do dia anterior no restaurante, senão perderia meu trem, mas consegui um jeito de comer lá assim mesmo. Eles têm a opção de pratos para viagem e eu aproveitei para experimentar os raviolis polacos. Só de lembrar já deu fome. Com certeza quando eu voltar para Kraków (pretendo um dia ter a oportunidade de voltar) comerei lá de novo.
Com a barriga cheia, parti para a capital em mais uma agradável viagem de trem. Ao chegar, um choque térmico, pois estava mais frio em Warszawa (havia bastante neve no chão) e um "cultural", pois a primeira vista que tive ao sair da estação de trem incluia muitos luminosos, vários restaurantes fast-food e um prédio gigantesco e iluminado, o Palac Kultury i Nauki. Resumindo, uma cidade grande, como eu adoro.
Fui correndo para o albergue, pois já era quase meia-noite e estava com medo que me deixassem para fora e, assim que chego, levo mais um daqueles sustos "acho que fui enganado, o albergue não existe", pois no endereço que eu tinha funcionava um banco. Felizmente, constatei que no segundo andar funcionava o albergue. Isso mesmo, um albergue no mesmo prédio que um banco. We need to be open-minded, folks!

Bis bald!!!

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