sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

30/12/2009: Warszawa

Oi pessoal!

Décimo segundo dia de viagem: neve, soldado desconhecido, via real, Kopernik, praças, 2ª Constituição, pégasos, céu de inverno, web-palma, pavões gelados, Stalin, Berlinerschnee.
Como já disse, Warszawa é uma cidade grande, com grandes avenidas, alguns prédios, vários deles modernos. Meu último dia na Polônia seria dedicado à sua capital, mas mais uma vez me arrependi de ter ficado apenas um dia lá. Rigorosamente, uma manhã e um pedaço da tarde, pois meu trem saía às 16h35 para Berlin. Considerando que tive que ir para o albergue pegar minhas coisas um pouco antes, talvez um dia inteiro já seria suficiente, sem entrar em museus ou similares.
Estava frio e havia resquícios de neve em vários lugares, principalmente parques. Comecei meu tour na praça onde um dia existiu o Pałac Saski, destruído durante a 2ª GM e cuja reconstrução não foi bem sucedida. A praça é um espaço aberto enorme e a única coisa que há lá é a Tumba do Soldado Desconhecido, protegida por dois guardas não muito concentrados. Em frente à praça, há um simpático parque, o Ogród Saski. O problema é que, quando neva, você não consegue nem descansar direito nesses parques, pois os bancos estão cobertos de neve...

Tumba do Soldado Desconhecido, Warszawa

Antigo Pałac Saski, Warszawa

Árvore e céu invernal, Warszawa

A via principal do centro antigo de Warszawa é a Krakowskie Przedmieście, conhecida como Via Real. É uma rua extremamente bonita, com belas construções, excelente pavimentação e calçadas e até luminárias bem charmosas. Confesso que esperava de Warszawa uma cidade mais feia, mais "pobre", mas o que vi talvez mostre o que o futuro reserva para os poloneses.

Krakowskie Przedmieście, Warszawa

Essa via passa pela Uniwersytet Warszawski, onde há uma homenagem a - adivinhem - Kopernik, pelo Pałac Koniec Polskich (Palácio Presidencial) e termina na Plac Zamkowy, outra ampla praça, também rodeada de fachadas coloridas, como em Kraków e Wrocław. O destaque da praça é o Zamek Krolewski, Palácio Real onde foi elaborada no final do século XVIII a primeira Constituição Moderna da Europa, segunda do mundo (a primeira foi a dos EUA). Ele também foi destruído durante a 2ª GM, mas inteiramente reconstruído logo em seguida. Achei o prédio em si simples, mais simples que várias prefeituras já visitadas, mas isso deve se justificar pela sua idade.

Plac Zamkowy, Warszawa

Zamek Krolewski, Warszawa

Da Plac Zamkowy, entrei no centro antigo de Warszawa e andei por suas ruelas, até chegar em outra praça medieval, a Rynek Starego Miasta, igualmente encantadora com suas fachadas bem decoradas (também reconstruídas no pós-guerra). No centro da praça, um dos símbolos da cidade, a Sereia com o escudo e a espada, que decora o brasão de armas da cidade.
Uma parte das muralhas originais que rodeavam o centro antigo ainda existe, incluindo um grande barbacã, espécie de torre de defesa na entrada da muralha.

Rynek Starego Miasta, Warszawa

Barbakan, Warszawa

Não muito longe do centro antigo fica o Ogród Krasińskich‎, parque do Pałac Krasińskich, onde hoje funciona parte da Biblioteca Nacional. Na ocasião, havia um curioso conjunto de pégasos coloridos na sua frente, cuja origem desconheço. O palácio em si é bem bonito, deu até vontade de entrar na biblioteca para ver seu interior, mas isso não era possível. Então me contentei em tirar um pouco da neve de um dos bancos e descansar um pouco lá, apreciando a bela e calma paisagem invernal (obviamente que eu era o único no parque). Vale notar que o céu no inverno, quando limpo, possui uma cor azul diferente, bem mais bonita que no verão.
Peguei então a Krakowskie Przedmieście no sentido oposto e fui até o fim, passando pela casa de Mme. Curie, até chegar na curiosa Palma, um gigantesca palmeira no cruzamento com uma avenida bem movimentada. Obviamente que ela é artificial, nunca que ela aguentaria os -20ºC típicos de um inverno de Warszawa. Ela foi instalada na ocasião de uma exposição de arte contemporânea e desde então não saiu de lá. Pelo contrário, ela está sob a proteção do Presidente polonês atualmente.

Momumento à guerra, Warszawa

Pałac Krasińskich, Warszawa

Igreja, Warszawa

Casa de Maria Skłodowska-Curie, Warszawa

Palma, Warszawa

Antes de voltar para o albergue, eu ainda queria visitar um grande parque ao sul da cidade, o Park Łazienkowski, e para isso tive que me arriscar um pouco no sistema de bondes da cidade. Meu mapa estava incompleto e eu não sabia exatamente em que estação deveria descer, mas no fim meu "chute" acabou sendo correto.
O parque é bem grande, estava cheio de neve, uma pena que o tempo estava apertado. Logo na entrada (que usei) há um monumento bem grande em homenagem a Chopin, talvez desse tamanho para ele não ficar com inveja do maior número de homenagens a Kopernik. Mas o destaque do parque é o Pałac Łazienkowski, belo palácio em estilo barroco, última residência da família real polonesa. Ele fica em frente a um grande canal, parcialmente congelado e coberto de neve. Como em muitos parques reais, havia pavões também, o pobrezinhos andando com dificuldade sobre a neve (e eu reclamando...).

Fryderyk Chopin, Warszawa

Park Łazienkowski, Warszawa

Park Łazienkowski, Warszawa

Park Łazienkowski, Warszawa

Park Łazienkowski, Warszawa

Park Łazienkowski, Warszawa

No caminho do albergue até a estação de trem, contornei mais uma vez o Palac Kultury i Nauki, aquele imenso prédio que mencionei. Ele é um dos símbolos da cidade, mais alto prédio da Polônia e construído logo após a 2ª GM, como presente da URSS à Polônia. Originalmente, o nome do prédio era Pałac Kultury i Nauki imienia Józefa Stalina, em referência ao ditador soviético, mas com a queda da URSS seu nome foi retirado. É possível subi-lo, mas isso vai ficar para minha próxima visita à Polônia.

Palac Kultury i Nauki, Warszawa

Mais uma excelente viagem de trem, boa para recarregar as baterias para o último destino de minha maratona, a capital alemã. Assim que entro no trem já retomo minha adoração pela Alemanha, particularmente pela Deutsche Banh, que nos fornece um folheto com detalhes do trajeto, algo que raramente se encontra.
Chego em Berlin e sou recebido com mais neve. De todos os lados: no chão, já havia bastante; caindo do céu, outra nevasca. No Brasil, dizem que chuva na virada de ano traz prosperidade. Espero que o mesmo seja válido para a neve na Europa.

Tschüss!!!

Nenhum comentário: