Oi pessoal!
Oitavo dia de viagem: energia solar, casa dançarina, Teatro do Povo, metrônomo, Tour Eiffel, castelo de novo, troca da guarda, Carlos II, igreja-castelo, Wagner, praga persistente, zlótis.
Meu terceiro e último dia em Praha foi também o mais produtivo. Esse dia me confirmou algo que eu já sabia: quando o tempo está "bonito", i.e., quando o céu está azul e podemos ver o sol, tenho muito mais energia para passear. Posso ter acumulado cansaço de vários dias de viagem, mas mesmo assim parece que as dores nas pernas desaparecem por um tempo quando o sol, ele, resolve aparecer.
E acabei andando bastante esse dia. É verdade que o centro antigo de Praha não é tão grande, mas não me restringi a ele. Comecei o dia com a Tančící dům, o "prédio dançante", com uma arquitetura bem original, como vocês podem ver abaixo. De lá, segui a margem do Vltava até o Národní divadlo, onde tinha ido na véspera, e que não tinha visto de perto ainda. Ele não é tão grande quanto o de Wien, mas mesmo assim ele impressiona, principalmente com uma decoração dourada na cobertura que lembra uma coroa. Uma curiosidade sobre o prédio: ele sofreu graves danos durante um incêndio logo depois de sua "pré-inauguração", quando se faziam os trabalhos finais de sua construção. Importantíssimo para o povo, este resolveu por conta própria bancar sua reconstrução e, em pouco tempo, o dinheiro suficiente havia sido arrecadado.
Vltava e Národní divadlo, Praha
Vltava, Praha
Tančící dům, Praha
Národní divadlo, Praha
O tempo estava quase perfeito (o único problema era a temperatura de cerca de -5ºC) e continuei andando pela margem do Vltava até chegar no meu próximo destino, o Letenské sady. Este é um pequeno parque ao norte do centro, também em uma espécie de colina, com um curioso metrônomo logo na entrada. O equipamento musical ocupa o lugar de um enorme monumento ao ditador soviético Josef Stalin, retirado depois da queda da Cortina de Ferro. Deste parque se tem uma bela vista do Vltava e de suas pontes, além da Staré město.
Pražský hrad, Praha
Pražský hrad e Vltava, Praha
Metronom, Praha
Letenské sady, Praha
Letenské sady, Praha
Ponte do Vltava vistas do Letenské sady, Praha
Letenské sady, Praha
Do Letenské sady segui para a grande colina de Praha, Petřín, que subi com um simpático funicular. Nessa colina há uma espécie de réplica da Tour Eiffel, em proporções bem menores (60 m contra 324 m) chamada de Petřínská rozhledna, que possui uma história curiosa, ilustrada em uma exposição no subsolo. A ideia da construção surgiu com um grupo de turistas (que deveria ser podre de rico) que fora à Exposição Universal de Paris de 1889, quando Gustave Eiffel apresentara sua Tour. Impressionados e inspirados, eles resolveram importar a ideia para Praha e, em menos de 4 meses (a original precisou de 2 anos) depois do início das obras, ela estava pronta. Outro fato curioso que é contado nessa exposição na Petřínská rozhledna é a história de Jára Cimrman, um personagem fictício que supostamente deu a ideia a Eiffel de construir as bases de sua Tour em uma formato curvilínio e não retilínio, aumentando sua establidade, além de outras contribuições a Zeppelin, Edison, Marie Curie etc. Além de toda essa história interessante, de lá se tem a melhor vista de Praha, que inclui o Pražský hrad.
Petřínská rozhledna, Praha
Karlův most vista da Petřínská rozhledna, Praha
Pražský hrad visto da Petřínská rozhledna, Praha
Malá strana visto da Petřínská rozhledna, Praha
Petřín, Praha
Eu já havia visto quase tudo que queria em Praha, mas resolvi aproveitar o tempo excepcional para dar mais uma volta pelos pontos mais importantes: Malá strana, Pražský hrad, Katedrála svatého Víta, Karlův most, Týnský chrám, Staroměstská radnice e Národní muzeum. Consegui também assistir à troca da guarda, que usa uma roupa quase tão engraçada quanto a dos gregos e um chapéu com tanto estilo quanto o dos britânicos. E desta vez passei pela Státní Opera, que fica ao lado do Národní muzeum, cuja ópera de estreia foi Die Meistersinger von Nürnberg, de Richard Wagner.
Fachada no Malá strana, Praha
Fachada no Malá strana, Praha
Pražský hrad, Praha
Katedrála svatého Víta, Praha
Katedrála svatého Víta, Praha
Bazilika Sv. Jiří, Praha
Troca da guarda no Pražský hrad, Praha
Troca da guarda no Pražský hrad, Praha
Cidade vista do Pražský hrad, Praha
Kostel Sv. Mikulase, Praha
Karlův most, Praha
Karlův most, Praha
Karlův most, Praha
Staroměstská radnice, Praha
Kostel Sv. Mikulase, Praha
Kafka, Praha
Staré město, Praha
Týnský chrám, Praha
Staré město, Praha
Státní Opera, Praha
Národní muzeum, Praha
Vltava, Praha
Cheguei de volta à casa da minha amiga com tempo de folga para arrumar minhas coisas e descansar um pouco, antes de pegar meu ônibus para a Polônia. Em um trajeto que eu pensava ser o único a usar, consigo ainda encontrar um grupo de brasileiros. Como eu disse, nós somos como praga.
A viagem foi tranquila, um pouco quente demais (o aquecimento do ônibus estava muito bom), mas chegamos em Wrocław na hora prevista, que já era suficientemente tarde. Foi o momento em que fiquei mais apreensivo durante toda a viagem, pois não havia nenhuma indicação de nome de rua perto da rodoviária e meus mapas se mostraram quase inúteis nessa hora. Eu sabia que estava bem perto da estação de trem e do albergue, mas como estava tudo escuro nem a estação de trem eu conseguia ver. Acabei perguntando para umas pessoas, que não falavam inglês, a sorte é que eu tinha o nome do lugar impresso. Eles me mostraram a direção, sem muita firmeza, mas confiei e depois de poucos minutos eu chegava à estação de trem e ao albergue. E com isso eu tinha que começar a raciocinar em uma nova moeda, o zlóti.
À plus!!!
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