segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

04/02/2010: Dublin

Oi pessoal!

Sexto dia de viagem: temps pourri, DART, porto, castelo, fênix morta, História Artificial, congestionamento, low-cost hardcore, corrida, conspiração.
Meu último dia na Irlanda não foi exatamente o melhor, a começar pelo tempo horrível. Mas o principal motivo foi que não consegui fazer várias coisas que pretendia, não por falta de tempo, mas sim por problemas de sinalização (como adora dizer a RATP).
Eu já havia visto quase tudo que me interessava no centro de Dublin, então parti para a periferia, começando com Howth. Esta é uma cidade portuária ao norte de Dublin, no fim de um dos ramos do DART. Além do porto em si e da "praia", achei bem interessantes as peixarias, que fornecem comida (restos da limpeza dos peixes) às gaivotas, que fazem a festa. Por precaução, é bom andar com a cabeça coberta.

Porto, Howth

Gaivotas esfomeadas, Howth

Porto, Howth

Praia, Howth

De lá, fui para Malahide, outra cidade ao norte de Dublin, mas em outro ramo do DART, o que significa que tive que fazer uma conexão no meio do caminho. Como já disse, o DART é praticamente uma cópia do RER no quesito eficiência, logo vocês não vão se impressionar se eu disser que fique 20 min esperando pelo meu segundo trem.
A principal atração de Malihide é o Malahide Castle, que fica em um enorme parque. Da estação do DART até a entrada do parque eu levei poucos minutos, mas da entrada do parque até o castelo propriamente dito creio ter levado uns 15 min. O castelo é desproporcionalmente pequeno perto do parque, mas tem estilo, com suas torres "medievais".

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Malahide Castle, Malahide

Esta foi a última atração que consegui visitar nesse dia. De acordo com meus planos, eu iria em seguida ao Phoenix Park, por isso peguei o DART de volta e fui até a estação Phoenix Park. Saí da estação e notei algo estranho, primeiramente que ela estava muito vazia (ok, poderia ser por causa do mau tempo) e segundo que não conseguia avistar um parque. Voltei e perguntei ao vendedor de bilhetes, que me explicou em um inglês bem incompreensível como chegar lá. Ao final, ele disse que eu precisaria de apenas 15 min. Saí da estação, comecei a seguir suas instruções, mas caiu a ficha de que o parque deveria estar bem longe, então desisti da visita. Só para constar, ele é o maior parque intra-muros da Europa.
A segunda vista frustrada foi ao National Museum of Ireland, que possui uma coleção de História Natural e outra de Arqueologia. Ao chegar lá, deparo-me com um portão fechado dizendo que o museu de História Natural estava em reformas e só reabriria em 201X. Pensei então: "ok, vou ao de Arqueologia". Ele não constava no meu mapa, mas havia uma indicação ao lado do portão fechado. Indicação que não servia para nada, pois o museu estava marcado como uma bola colorida, mas não havia sequer um nome de rua no mapa, de modo que acabei desistindo de ir lá também. Eu poderia ter perguntado para algum local simpático, mas como um bom turista mimado fiquei com preguiça.
Voltei então ao albergue, enrolei um pouco, arrumei minhas coisas e peguei o ônibus para o aeroporto, que demorou muito mais tempo que o previsto, por causa do trânsito (que saudades do trânsito paulistano). Ainda bem que tinha tempo de sobra. No aeroporto, jantei e fui direto para a sala de embarque, onde aproveitei para continuar meu "2001: A Space Odyssey". O voo da Ryanair atrasou cerca de 1h, mas foi melhor do que eu esperava. Um bom avião, bem novo, pessoal simpático (embora na easyJet sejam melhores), enfim, uma boa relação custo/benefício.
O único problema foi chegar em Beauvais às 23h e em Paris (Porte Maillot) à 0h, o que significa que havia riscos de perder o último métro. Felizmente eu tomei a decisão inconsciente de correr entre o lugar onde o ônibus nos deixou até a estação Porte Maillot, pois cheguei no exato momento quando o último M1 passou. E daí até em casa foi uma conspiração a meu favor. Consegui ainda pegar dois trens antes do término do serviço, o M6 e o M4. Agradeço à RATP, que talvez me compensou pelas várias conspirações contra a minha pessoa.

That's all folks!!!

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