Oi pessoal!
2º dia de viagem: céu, tobogã, BK, slott, paquitos, Ebicen, blocos, fjord, Nobel, futura casa, grito, barcos, mortos.
Nosso primeiro dia em Oslo rendeu bastante, graças ao bom tempo e ao tamanho da cidade. De manhã, o céu estava bem nublado, mas assim que chegamos à estação central para tomar nosso café-da-manhã, ele começou a abrir e ficou o dia inteiro bonito, parcialmente nublado, mas eram nuvens - como eu já disse - diferentes e muito bonitas. C'est bon pour la météo.
Comemos pães com gotas de chocolates muito bons (e baratos) e começamos nosso tour pela rua principal, a Karl Johans gate, uma via que lembra um tobogã pois começa alta na estação de trem, desce e sobe de novo quando chega no castelo. Ao longo da rua há casas muito bonitas, diversos Burger Kings e alguns pontos importantes, como a Domkirke (catedral), a Stortorvet (antiga praça central), o Stortinget (sede do Parlamento, em estilo neo-clássico com tijolos à vista), o Nationaltheater (dispensa tradução) e a Universitetet (também neo-clássica, que hoje abriga apenas a Faculdade de Direito).
O tobogã termina no Kongelige Slott, o palácio real também em estilo neo-clássico, de onde se tem um belo panorama de toda a rua. Acho que sua localização chama mais atenção que o prédio em si, comum demais. Como em Londres, ele conta com um parque em seu entorno, onde descansamos um pouco sob o quente sol nórdico. De lá, fomos em direção à Rådhus, passando no caminho pela casa de Ibsen, famoso dramaturgo norueguês cujo nome me fez lembrar o salgadinho Ebicen.
A prefeitura funciona em um prédio peculiar, que lembra aqueles brinquedos de construção de madeira, com um bloco paralelepípedo de base e dois outros formado as torres. Recomendo fortemente a visita de seu interior, que é ricamente decorado, com destaque para seus belos e gigantescos murais e afrescos bem coloridos. Além disso, é lá que ocorre a cerimônia de entrega do Nobel da Paz (apenas este, os outros são entregues em Stockholm).
A Rådhus dá de frente para o chamado Oslofjord, que apesar de assim ser chamado não é exatamente o que pensamos como fiorde, pois não há montanhas nas proximidades. De qualquer forma, a paisagem é bem bonita e ficar sentado nos bancos da praça olhando a água é bem agradável.
Seguimos então para a região de Aker Brygge, de arquitetura hiper-moderna, com muito vidro e metal em harmonia, do jeito que eu gosto. Há residências, um pouco de comércio e vários restaurantes, além da marina à beira do Oslofjord, inclusive uma parte está em expansão (já reservei minha futura casa lá). Outro ponto que se destaca na região é o Nobels Fredssenter, um museu sobre o famoso prêmio (curiosidade: acho que não há C no alfabeto norueguês, só o vemos em raras palavras estrangeiras como McDonald's).
Como é de praxe em cidades "reais" (ou não), fiz questão de assistir à troca da guarda em frente ao Kongelige Slott, mas confesso que me decepcionei um pouco. Bem simples, ela lembra a dinamarquesa, mas em escala menor. O que salva são as engraçadas roupas dos soldados, que lembram paquitos da Xuxa (não pela cor, mas pelos chapéus).
Oslo possui alguns museus interessantes, dentre os quais visitamos dois, a Nasjonalgalleriet e o Vikingskipshuset (entre os não visitados, cito o Frammuseet e o Munch-museet). O primeiro é um museu de arte, principalmente impressionista, orgulho dos noruegueses com obras de Cézanne, Manet e Munch. O último é talvez o mais célebre dos noruegueses, cuja obra O Grito já foi roubada desta mesma Nasjonalgalleriet. A propósito, O Grito é um alvo comum de ladrões, visto que outras versões da obra foram recentemente roubadas do Munch-museet (dedicado exclusivamente ao artista). Voltando ao museu, recomendo sua visita, pois além de possuir obras interessantes, é fácil de explorar (ele possui poucas salas) e é gratuito (raridade nos países nórdicos).
O Vikingskipshuset, por sua vez, é um interessante museu dedicado a três barcos vikings, Tune, Gokstad e Oseberg. Estes barcos, praticamente intactos, foram encontrados em sepulturas vikings, onde seus líderes eram enterrados, como nas célebres pirâmides em que os faraós eram sepultados junto a seus "pertences". O Frammuseet, não-visitado, fica ao lado do Vikingskipshuset e abriga um dos primeiros barcos quebra-gelo, amplamente usado na região.
Pegamos um ferry de volta para o centro e, antes de voltar para o albergue, passamos no Vår Frelsers Gravlund, cemitério onde estão enterradas personalidades como Ibsen e Munch. Lembro de uma cena curiosa que presenciamos: uma pessoa correndo (como exercício físico) dentro do cemitério. Achamos extremamente bizarro, mesmo acostumados aos parisienses viciados em corrida (já vi gente correndo de madrugada, sob chuva, sob neve etc), mas depois de refletir concluímos que isso é devido à falta de parques em Oslo. O único (e pequeno) que se encontra no centro é o parque do slott.
Tschüss!!!
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